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![]() História II - Transições Sociais e Contra-Cultura (terça de 14 páginas web) A Segunda Guerra Mundial deixa na Terra destruição e profundas divisões étnicas, sociais, religiosas e ideológicas que terão conseguências até os nossos dias e uma nova doutrina no Mundo Ocidental (the Western World) de liberdade e defesa do mundo civilizado contra o mundo incivilizado leva os EUA e seus aliados a tomar rígidas decisões contra qualquer outra forma de democracia que não acei-tasse totalmente os princípios de liberismo capita-lista no qual os EUA são fundados. Para garantir tais defesas (e contra-defesas pela outra parte), dois mundos se armam de terríveis ogivas nucleares capazes de cancelar toda a Terra em questão de horas. Alguns pontos culminantes da Recente História (pós-2ª Guerra) se dão no extremo oriente: na Coréia, onde ainda hoje existe tensão, e no Vietnã (uma breve parêntese em Cuba em 1962 não pode ser esquecida, naqueles fa-mosos 13 dias de outubro onde J. F. Kennedy e seus homens usaram armas de diplomacia - contra a vontade do Pentágono - ao invéz das armas reais, evitando assim uma possível 3ª Guerra Mundial). Durante esses dois capítulos de Guerra ao mundo incivilizado, os quais evidenciaram profundas rachaduras na sociedade ocidental (tema central dos abismos no homem moderno, já tratado por Nietzsche meio século antes), a classe político-industrial dos EUA começou a tremer externamente e, principalmente, internamente. Esse estado de incerteza interna gerou algumas ondas de reflexão. Nos anos 50, novos grupos de imigrantes como eslavos, italianos, orientais e outras minorias étnicas socialmente menos favorecidas, junto com profes-sores americanos de algumas universidades californianas (aonde os EUA forem, o resto do Mundo os se-guirá, aonde a California for, o resto dos EUA a segurá) deram ênfase à movimentos culturais considerados como outsider por uma classe de conformismo dominante (the Mainstream). Surgiu o movimento da Beat Generation que foi uma corrente literária e de visão neo-realista caracterizada por uma clara posição de protestas à sociedade puritana e conformista, de desilusões religiosas, de oposição ao Nuclear Threat e ao espalhar-se de espiões e serviços secretos, de batalhas pelos Direitos Civís. Foi Jack Kerouac a usar pela primeira vez o têrmo «beat» que indicava os males do homem con-temporâneo abatido, vencido pelas patologias sociais, pela preguiça coletiva, pela falta de criatividade, pela rotina industrial, pelo afastamento do ambiente natural (do final dos anos 80 pra cá, voltamos à essa terrível condição). Durou só uma década, mais foi o suficiente para influenciar toda a sucessiva geração de estudantes nos Colleges e Campus das universidades norte-americanas (o ex-presidente Bill Clinton fez parte daquela geração) a ter uma visão política mais detalhada, a experimentar novas liberdades sexuais, uso de cigarros e pastilhas (em outras palavras...). É nesse clima de Revolução Cultural nos EUA (e um ano mais tarde na Europa) que, em parte proveniente da Inglaterra, explode o moderno Rock n Roll. «I've watched the dogs of war enjoying their feast I've seen the Western World go down in the East The food of love became the greed of our time But now I'm living on the profits of pride» - Black Sabbath, HOLE IN THE SKY, 1975 Tendo alcaçado padrões de vida altamente desenvol-vidos, nos EUA (e um ano mais tarde na Europa) co-meçam a se perguntar sobre questões que vão além da Moral de Regime (Deus e Obediência Civil) e sobre novos conceitos de real liberdade humana, de inversão da cultura tradicionalista boring (chata), de alternativas mais terrenas à clássica visão reli-giosa judeo-cristã e de uma aproximação cada vez mais forte à preservação do Meio-Ambiente. » História III » |
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