Big Joe Louis
B. B. King
John Mayall
Gerry and the Pacemakers
Mick Jagger
The Animals
Yardbirds
©Fugs
O grupo Soft Machine
Frank Zappa

História III - O moderno Rock n’ Roll
(quarta de 14 páginas web)

Desde a sua gênesis, a Música sempre teve uma linguagem universal independente do idioma u-sado. Ela consegue “tocar” nas partes mais pro-fundas do espírito humano de qualquer pessoa de qualquer raça. É difícil falar de Heavy Metal se não se conhece suas verdadeiras origens.

Mesmo ligados por profundos laços culturais, Estados Unidos e Grã-Bretanha se desenvolve-ram socialmente de forma muito diversa um do outro. Enquanto nos EUA sempre se teve uma atitude de “renovar tudo constantemente”,
como a sua jovem história ensina, na Inglaterra prevalia um senso profundo de “alta civilização” e de valores tradicionais, de “Pátria-Mãe” do resto do mundo (ainda hoje é assim).

O cenário musical inglês até os anos 50 era muito estático e ligado mais à musica clássica que viajava pelo mundo nas ondas da BBC Radio e à tímidas imitações de rockeiros yankees por parte de garôtos britânicos que viajavam aos EUA com seus pais.
O “British Blues” (que nasce graças à populari-dade de artistas americanos como B. B. King e Howlin’ Wolf no Reino Unido) ainda era em fase experimental e só nas grandes cidades é que se tinha acesso à ele. A Inglaterra ainda não se identificava com os comportamentos rebeldes do rock americano.
O British Blues começou a evoluir-se lentamen-te, mas de forma bem inovativa: as guitarras rít-micas de Chicago e New Orleans, na Inglaterra ficaram cada vez mais rápidas e improvisadas,
os côros de vozes se abaixavam de intensidade para dar espaço à alta instrumentação, os ar-ranjos musicais eram mais complexos e articu-lados. Em poucos anos o British Blues criava sua própria identidade musical trazendo imensas vantagens para o futuro do Rock n' Roll.

Dois foram os “centros sísmicos” do novo pano-rama britânico: Liverpool e Londres.
Liverpool, atravéz do produtor George Martin (criador da primeira forma de Business para o rock), apresentava bons e educados garôtos de boa família como Gerry and the Pacemakers e outra banda que mais tarde iria sacudir o Mundo: os Beatles.
A resposta de Londres é imediata: Rolling Stones, Yardbirds e The Animals que represen-tavam o lado mais crú e selvagem dos discípulos do British Blues.
Das fileiras do Yardbirds (o grupo mais experi-mentalista) sairiam nada menos gente do calibre de Eric Clapton, Jeff Beck e Jimi Page que, das suas cinzas, formaram dois grupos rock-blues: Cream e Led Zeppelin. Esses ultimos, junto com outros grupos nascentes formado por fãs desse novo cenário, The Kinks, The Who (primeira ban-da a usar os amplificadores ao volume máximo!!) e, mais tarde, o Deep Purple, colocaram as bases para aquilo que se chamaria Hard Rock.

O The Who escrevia musicas auto-biograficas sobre as frustrações e iras da juventude Ociden-tal, os Stones escreviam sobre a decadência da classe operária e os Kinks ironizavam com “caricaturas” a vida da burguesia britânica: um quadro completo naquele período das situações sociais no Reino Unido e, de reflexo, nos EUA.
A esse ponto a Inglaterra, finalmente, “explode” e as ondas de impacto dessa explosão atraves-sam o Oceano Atlântico causando um devastante terremoto que “sacode” a América de costa-a-costa. Garôtos de Nova York e Boston até Los Angeles, San Francisco e Seattle compram gui-tarras elétricas e se fecham em garagens.

Instrumentos musicais se transformam em
keys for the soul”, além de principais meios de interlocução com parentes e a sociedade em geral. A Música e a Contra-Cultura se unem e se transformam no guia do movimento “We can change it!”.
O Experimentalismo atinge níveis elevadíssimos na Califórnia com Captain Beefheart e Frank Zappa. San Francisco se torna na meca do movimento Hippie e o movimento psicodélico se difunde nos dois países: o “frio” Pink Floyd na Inglaterra, os “quentesFugs e Velvet Underground e o “existencialistaThe Doors nos EUA. Na Inglaterra grupos psicodélico-experimentais como o Soft Machine colocam as bases para o Rock Progressivo que, mais tarde seguiria uma linha menos selvagem e mais “metafísica”: King Crimson, Colosseum, Van der Gaaf Generator, o 1° Genesis e Yes começaram a compor músicas cada vez mais complexas e “viajantes”.

Em Nashville, EUA, até mesmo sua música Coun-try sofre pressão e influências: Sandy Bull, Rob-bie Basho e John Fahey experimentam o rock-jazz-blues e criam obras-prima de vanguarda.

Os anos 60 foram a “era clássica do Rock” e dois grandes eventos celebraram aquela gloriosa época: Monterrey International Music Festival (de 16 à 18 de junho de 1967) em County Fairgrounds, Califórnia - publico: cerca 200.000 pessoas; e o Woodstock Music and Art Festival (de 15 à 17 de agosto de 1969) em Bethel, estado de Nova York (festival previsto para 20.000 pessoas, acabou tendo cerca de 450.000!!!)

À nível musical-cultural não existiu tantas novas propostas e intercâmbio entre os dois países e a linha aérea Londres-Nova York-San Francisco quadruplicou. EUA e Inglaterra, à nivel de cultura pop (e não somente nisso) começavam a dominar o Planeta Terra.

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Alexis Korner
Sam Mitchell
George <martin com os Beatles
The Who
Deep Purple
O jovem Eric Clapton
Yes em 1969
Captain Beefheart
Poster do Monterrey International Pop Festival de 1967
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