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![]() História III - O moderno Rock n Roll (quarta de 14 páginas web) Desde a sua gênesis, a Música sempre teve uma linguagem universal independente do idioma u-sado. Ela consegue tocar nas partes mais pro-fundas do espírito humano de qualquer pessoa de qualquer raça. É difícil falar de Heavy Metal se não se conhece suas verdadeiras origens. Mesmo ligados por profundos laços culturais, Estados Unidos e Grã-Bretanha se desenvolve-ram socialmente de forma muito diversa um do outro. Enquanto nos EUA sempre se teve uma atitude de renovar tudo constantemente, como a sua jovem história ensina, na Inglaterra prevalia um senso profundo de alta civilização e de valores tradicionais, de Pátria-Mãe do resto do mundo (ainda hoje é assim). O cenário musical inglês até os anos 50 era muito estático e ligado mais à musica clássica que viajava pelo mundo nas ondas da BBC Radio e à tímidas imitações de rockeiros yankees por parte de garôtos britânicos que viajavam aos EUA com seus pais. O British Blues (que nasce graças à populari-dade de artistas americanos como B. B. King e Howlin Wolf no Reino Unido) ainda era em fase experimental e só nas grandes cidades é que se tinha acesso à ele. A Inglaterra ainda não se identificava com os comportamentos rebeldes do rock americano. O British Blues começou a evoluir-se lentamen-te, mas de forma bem inovativa: as guitarras rít-micas de Chicago e New Orleans, na Inglaterra ficaram cada vez mais rápidas e improvisadas, os côros de vozes se abaixavam de intensidade para dar espaço à alta instrumentação, os ar-ranjos musicais eram mais complexos e articu-lados. Em poucos anos o British Blues criava sua própria identidade musical trazendo imensas vantagens para o futuro do Rock n' Roll. Dois foram os centros sísmicos do novo pano-rama britânico: Liverpool e Londres. Liverpool, atravéz do produtor George Martin (criador da primeira forma de Business para o rock), apresentava bons e educados garôtos de boa família como Gerry and the Pacemakers e outra banda que mais tarde iria sacudir o Mundo: os Beatles. A resposta de Londres é imediata: Rolling Stones, Yardbirds e The Animals que represen-tavam o lado mais crú e selvagem dos discípulos do British Blues. Das fileiras do Yardbirds (o grupo mais experi-mentalista) sairiam nada menos gente do calibre de Eric Clapton, Jeff Beck e Jimi Page que, das suas cinzas, formaram dois grupos rock-blues: Cream e Led Zeppelin. Esses ultimos, junto com outros grupos nascentes formado por fãs desse novo cenário, The Kinks, The Who (primeira ban-da a usar os amplificadores ao volume máximo!!) e, mais tarde, o Deep Purple, colocaram as bases para aquilo que se chamaria Hard Rock. O The Who escrevia musicas auto-biograficas sobre as frustrações e iras da juventude Ociden-tal, os Stones escreviam sobre a decadência da classe operária e os Kinks ironizavam com caricaturas a vida da burguesia britânica: um quadro completo naquele período das situações sociais no Reino Unido e, de reflexo, nos EUA. A esse ponto a Inglaterra, finalmente, explode e as ondas de impacto dessa explosão atraves-sam o Oceano Atlântico causando um devastante terremoto que sacode a América de costa-a-costa. Garôtos de Nova York e Boston até Los Angeles, San Francisco e Seattle compram gui-tarras elétricas e se fecham em garagens. Instrumentos musicais se transformam em keys for the soul, além de principais meios de interlocução com parentes e a sociedade em geral. A Música e a Contra-Cultura se unem e se transformam no guia do movimento We can change it!. O Experimentalismo atinge níveis elevadíssimos na Califórnia com Captain Beefheart e Frank Zappa. San Francisco se torna na meca do movimento Hippie e o movimento psicodélico se difunde nos dois países: o frio Pink Floyd na Inglaterra, os quentes Fugs e Velvet Underground e o existencialista The Doors nos EUA. Na Inglaterra grupos psicodélico-experimentais como o Soft Machine colocam as bases para o Rock Progressivo que, mais tarde seguiria uma linha menos selvagem e mais metafísica: King Crimson, Colosseum, Van der Gaaf Generator, o 1° Genesis e Yes começaram a compor músicas cada vez mais complexas e viajantes. Em Nashville, EUA, até mesmo sua música Coun-try sofre pressão e influências: Sandy Bull, Rob-bie Basho e John Fahey experimentam o rock-jazz-blues e criam obras-prima de vanguarda. Os anos 60 foram a era clássica do Rock e dois grandes eventos celebraram aquela gloriosa época: Monterrey International Music Festival (de 16 à 18 de junho de 1967) em County Fairgrounds, Califórnia - publico: cerca 200.000 pessoas; e o Woodstock Music and Art Festival (de 15 à 17 de agosto de 1969) em Bethel, estado de Nova York (festival previsto para 20.000 pessoas, acabou tendo cerca de 450.000!!!) À nível musical-cultural não existiu tantas novas propostas e intercâmbio entre os dois países e a linha aérea Londres-Nova York-San Francisco quadruplicou. EUA e Inglaterra, à nivel de cultura pop (e não somente nisso) começavam a dominar o Planeta Terra. » História IV » |
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