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Regulamentação
para a certificação ambiental de produtos que não causam danos ao
meio ambiente é uma forma inteligente de orientar os consumidores a
escolher produtos que não façam mal à saúde nem causem prejuízos
ao meio ambiente. Matar golfinhos ou delfins quando se quer pescar atum é um tipo
de erro imperdoável. Existe
nos Estados Unidos, América Central e Europa um selo "Dolphin
Safe", que pode ser
colocado junto dos peixes que vão ser comercializados, geralmente atum
enlatado, que garante que durante a pescaria se respeitou as leis
internacionais que protegem golfinhos da pesca com redes de arraste.
Se os golfinhos ficarem presos é preciso que algum pescador, num barco pequeno, venha soltá-los ou então, que durante o arraste, se espere que os golfinhos possam pular as redes. Os golfinhos respiram ar da atmosfera e podem morrer afogados, se ficarem presos muito tempo debaixo d’água. |
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As empresas que fizerem isso podem agregar valor ao produto, conquistando o consumidor ecologicamente consciente que acredita estar comprando um produto diferenciado, que não causa danos ao meio ambiente marinho. Ganham as empresas, e ganha o consumidor que preferiu contribuir para que não se mate golfinhos desnecessáriamente. |
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| O Programa Internacional para Conservação de dos Delfins - (APICD), reuniu em San Salvador, El Salvador, em junho de 2001, diversos países e organizações para criação de um programa único e de amplio alcance para certificação e etiquetação do atum capturado no Oceano Pacífico oriental sem mortalidade nem danos graves dos golfinhos ou delfins. | |
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A nova Certificação do Atum com a marca “AIDCP” junto ao “Dolphin Safe” é a única no mundo respaldada por um sistema garantido e controlado pelos governos membros das organizações, ou seja, trata-se do controle, por parte do governo das organizações que controlam a pesca e que por sua vez controlam o governo, mais seguro que a anterior com selo simples “Dolphin Safe” do qual existem denúncias que não esteja fiscalizando direito a pesca gananciosa, prejudicial aos golfinhos. |
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Os países e organizações regionais de integração econômica que participam da APICD são: Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, a União Européia, Vanuatu e Venezuela. |
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No
Brasil a ABTN - Associação Brasileira de Normas Técnicas, tem um setor
de Certificação que pode desenvolver um programa de controle da
certificação que o selo "Dolphin Safe" representa, assim como, verificar se está sendo utilizado corretamente no Brasil. Para
desenvolver essas normas é necessário, principalmente, o interesse dos
produtores, o que ainda não aconteceu com as indústrias pesqueiras no
Brasil. Este interesse deve ser formalizado à ABNT para que possa ser
desenvolvido um programa de certificação regulamentado. No
Brasil a ONG – Organização Não Governamental Sea Shepherd tem
trabalhado para regulamentação do selo "Dolphin Safe" que
vem sendo utilizado de forma irregular no Brasil. A
Sea Shepherd Internacional foi fundada em 1977, pelo ambientalista e
co-fundador do Greenpeace, Capitão Paul Watson. Trata-se de uma
organização menor, mais ágil e atuante, voltada exclusivamente para a
proteção dos oceanos e animais marinhos.
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O
Atum é um nome genérico de peixes da família dos tunídeos mais
especificamente do Thunnus thunys e o Euthynus alleteratus
(Bonito) muito consumidos no Brasil. De acordo com estimativas do Earth
Island Institute, a industria atuneira já matou mais de sete milhões
de golfinhos nas últimas 4 décadas. A pesca do Atum é uma industria
milionária, de acordo com a Inncopesca, durante o ano de 2002, somente a
a Costa Rica exportou 11.6 toneladas de atum, por um valor de 32 milhões
de dólares. |
| Os Delfins ou Golfinhos não são peixes, são mamíferos iguais a nós, que também fazemos parte da classe Mammalia. | |
| Existem várias ordens de mamíferos que tem os rios mares como habitat, os mamíferos primitivos tipo Ornitorrinco (Ornithorhynchus anatimus) da ordem Monotremata, que vivem nas beira de riachos da Austrália; os castores (Castoridade) na América do Norte, as capivaras (Hydrochoerus) e outros roedores na América do Sul. |
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| Morando no litoral e rios da Amazônia se encontra
os Sirenia (peixes-boi) junto com os nossos conhecidos Cetáceos do litoral
atlântico, tanto, os com dentes
(sub ordem Odontocet - Golfinhos, Orças, Cachalotes), como os sem dentes (sub
ordem Mysticeti – as baleias) que frequentam o litoral do Brasil. |
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Ornithorhynchus |
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Entre
os carnívoros algumas espécies também preferem a água como lugar de
viver, são assim os mustelídeos: lontra (Lutra) e a ariranha (Pteronura),
que vivem nos barrancos de rio e na beira do
mar. Sem esquecer dos mamíferos aquáticos que habitam a regiões geladas da terra:
a subordem
Pinnnipedia (foca e leão marinho); Odobenidae (morsas); Phocidae (focas
peludas sem orelha) e Otariidae (focas orelhudas). Golfinhos, delfins, botos são palavras que geralmente descrevem indivíduos do gênero Sotalia, botos que vivem no Brasil (Delphinus) que vivem tanto em ambiente oceânico como costeiro e os Phocaena (botos de porto), mas existem cerca de 38 espécies. |
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A inteligência e o cérebro dos golfinhos
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1
- todos os sistemas nervosos controlam informações que vêm do mundo
exterior através dos órgãos dos sentidos e as que vêm do próprio
corpo. 2 - todos os sistemas nervosos utilizam as informações para realizar ações ou comportamentos, de acordo, com as necessidades de adaptação do seu corpo ao mundo que lhe cerca (meio ambiente). Um
estudioso, chamado Piaget, nos diz isso afirmando que a inteligência é
o modo como organizamos informações, que registramos do mundo
interior e exterior, em função de conseguir uma melhor (ótima)
adaptação. O
cérebro humano pesa cerca entre 1,20 – 1,36 Kg e representa 2% do
peso total do corpo humano, o do golfinho pesa cerca de 1,59 Kg. o que
corresponde a 1% do peso do corpo cetáceo. O
cérebro do golfinho é parecido como o do ser humano em tamanho e na
aparência principalmente de sua casca exterior (córtex) que é tão
enrugada quanto o do homem. O cérebro da maioria dos animais que tem
córtex é liso, com poucas dobras. Acredita-se
que essa aparência enrugada tanto dos golfinhos como humana do córtex
cerebral é necessária para
que se desenvolva uma linguagem. A linguagem é a principal diferença
entre os homens e animais. Os golfinhos têm uma linguagem de gestos e
sons (estalidos, click e assovios) semelhante a articulação de sons
dos humanos (fala). Pesquisas
orientadas pelo cientista Vladimir Markov
do Instituto de Morfologia Evolutiva e Ecologia dos Animais da
Academia de Ciências da Rússia conseguiram identificar 51
tipos de sons de impulsão vocal e nove tipos de assobios tonais, que
possivelmente podem compor um alfabeto próprio da espécie. |
Para saber mais:
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Comparative Mamalian
Brain Collections |
| The
University of Wisconsin (Madison) Department of Neurophysiology (Now Physiology) |
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Conheça Mister
Golfinho |