NÃO MATEM BALEIAS

marcador O Poeta vê os cetáceos
marcador Pedro Kilkerry 1885 - 1917
marcador A Floresta morta
marcador Parque Nacional Marinho
 

não matem
os golfinhos

defenda a vida do mar

Cetáceo

 
Fuma. É cobre o zenite. E, chagosos do flanco,
Fuga e pó, são corcéis de anca na atropelada.
E tesos, no horizonte, a muda cavalgada.
Coalha bebendo no azul um largo vôo branco.

Quando e quando esbagoa ao longe uma enfiada
De barcos em betume indo as proas de arranco.
Perto uma janga embala um marujo no banco

Brunindo ao sol brunida a pele atijolada
Tine em cobre o zenite e o vento arqueja e o oceano
Longo enfroca-se a vez e vez e arrufa,
Como se asa que o roce ao côncavo de um pano.

E na verde ironia ondulosa de espelho
Úmida raiva iriando a pedraria. Bufa
O cetáceo
a escorrer d'água ou do sol vermelho.

 

          

          O Poeta

Pedro Militão Kuilkuerri Nasceu em Salvador, Bahia em 1855, foi criado na cidade de Santo Antônio de Jesus, do outro lado da ilha de Itaparica, trabalhou como balconista vendedor, cursou a faculdade de direito, mudou o modo de escrever o seu nome para Kilkerry, chegou a ser o 1º escriturário da Repartição de Contabilidade junto ao Tribunal de Contas.

Desde 16 anos ensaiava escrever, publicava em jornais e revistas da época, em várias de suas poesias fala de natureza e da vida do mar. Ele já pressentia a extinção das baleias e botos que viviam na Bahia de Todos os Santos, seu poema, "Cetáceos", descreve a perseguição das baleias, um outro poema seu anuncia a destruição da Mata Atlântica.

 


A floresta morta

 

Por que, à luz de um sol de primavera
Uma floresta morta? Um passarinho
Cruzou, fugindo-a, o seio que lhe dera
Abrigo e pouso que lhe guarda o ninho.

Nem vale, agora, a mesma vida, que era
Como a doçura quente de um carinho,
E onde flores abriram, vai a fera
- Vidrado olhar - lá vai pelo caminho.

Ah! quanto dói o vê-la aqui, Setembro,
Inda banhada pela mesma vida!
Floresta morta a mesma cousa lembro;

Sob outro céu assim, que pouco importa,
Abrigo à fera, mas, da ave fugida,
Há no meu peito uma floresta morta.

 

         ...aqui, na Bahia, viveu o poeta

 

Baia de Todos os Santos

as baleias desapareceram da Baía de Todos os Santos

Encalhe na região de Olivença - Bahia

Os tubarões normalmente não são predadores de baleias mas algumas espécies de tubarões são atraídos por carcaças de cetáceos  entre eles o cação- baleeiro (Carcharhinus brachyurus), o fidalgo   (Carcharhinus obscurus) e o tubarão azul (Prionace glauca).

           Parque Nacional       mas ainda existem baleias no arquipélago de Abrolhos, litoral sul da Bahia

CONHEÇA QUEM CUIDA DA VIDA NO MAR

     O Parque Nacional Marinhos dos Abrolhos se localiza num arquipélago à 52 Km do litoral da cidade de Caravelas no sul da Bahia. 

Nessa região do maior e mais rico recife de coral  do Atlântico Sul, com cerca de 17 espécies desses animais celenterados, podem ser encontradas centenas de espécies de peixes, uma das maiores concentrações da biodiversidade da fauna marinha da costa brasileira. 

Hippocampus
Lá ainda se pode observar barracudas, budiões, peixes-frade, peixes papagaio, barbeiros (peixes-cirurgião), peixes-anjo, peixes borboleta, vermelhos, agulhas, moréias, jaguaraçás, sargos de beiço, badejos, cavalos marinho (peixe actinopterígio) entre outros. 
Suas ilhas são regiões de desova de tartarugas  e local de reprodução de aves marinhas como atobás, fragatas pilotos e grazinas. Entre os meses de julho e novembro as baleias jubarte se reunem para reprodução, nascimento e criação de filhotes. 

Desde 1987 está proibida a caça de baleias no litoral brasileiro (Lei nº 7.643). Segundo dados do Instituto Baleia Jubarte no século XX morreram aproximadamente 208 mil baleias ou seja 95% da população original do planeta. 

 

  

 

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mapa do site

Sea Shepherd

defenda o controle da  caça comercial das baleias

 

           

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