Episódio 14

 

            Na mesma noite de quinta, John recebe um telefonema de Moder que, após um tempo atarefado com o trabalho acumulado em sua ausência, está mais livre para ajudar o pessoal nas suas pesquisas. Somente MacGiver não comparece à casa de Morpheu. A intenção dos companheiros era ajudar o padre Stan a “tomar conta” da situação, caso algo estranho aconteça na casa, como na noite anterior.

            Discutem alguns assuntos triviais, enquanto um e outro dorme, apenas Morpheu se concentra em ficar acordado, e percebe-se cada vez mais sua “sombra” fazendo sinais e gestos. No final da madrugada, em torno de quatro horas, as pessoas que estão acordadas, percebem um barulho de algo que lembra muitas asas batendo e de repente as luzes externas deixam de manifestar sua claridade, como se a casa estivesse envolta numa nuvem negra...

            Moder se aproxima da janela frontal e percebe muito rapidamente uma pequena mão negra com garras no escuro encostada no vidro e de relance uma pequena dupla de pontos vermelhos em meio a essa escuridão anormal. Ao retornar, acorda os outros amigos e, já de arma em punho, anuncia que “tem alguma coisa lá fora”. Percebem também que pouco antes de acontecer esse fato, algum carro passou pela rua ouvindo “Whis I Had An Angel”, música que já foi ouvida por Jhon e Moder. No caso de Jhon foi logo depois de saber da morte de sua namorada, e no caso de Moder, foi antes de ser preso numa zona de escuridão e atacado por uma sombra que estava, possivelmente, á procura da pena encontrada em suas poupas noites atrás.

            O Sr. D. percebe que o carvão de proteção espiritual dado pelo padre Johnhart está se desfazendo gradativamente, indicando que estão sobre ataque de uma força maligna. O Sr. D. passa o carvão rapidamente para a mão de Moder e o empurra na direção da janela frontal, para ver se o carvão afasta as criaturas, mas ocorre que o carvão de desfaz extremamente rápido e Moder retorna rápido para o centro do loft de Morpheu.

            Todos se preparam para algum tipo de ataque e cogitam o que fazer. Os vidros e porta começam a trincar. Jhon faz seu escudo de fogo e a “sombra” de Morpheu vai vagarosamente de encontro ao escudo. Jhon permite o encontro e a sombra “suga” o escudo de Jhon. O Sr. D. tenta riscar no chão um círculo de proteção e pede para que todos fiquem nele.

            O carro retorna ouvindo a mesma música e parece que está parado bem em frente ao loft. Nesse momento as portas e janelas estouram, e as pequenas criaturas que parecem bebês demoníacos começam vagarosamente a se esgueirar pelos batentes, fazendo com que Sr. D. os reconheça como uma horda, falando aos outros que esses demônios são enviados para enfraquecer e desgastar o inimigo.        

            Morpheu e Jhon, que haviam começado a atacar as criaturas com armas e flechas de fogo param seus ataques, de posse dos fatos resolvem que o melhor é fugir e a única alternativa é o cano de escape tipo bombeiro que há no sótão.

            Sobem rapidamente enquanto as criaturas vão avançando pelas paredes. Somente o Sr. D. sai ileso da descida pelo cano, pois todos os outros se machucam um pouco no desespero da descida, principalmente Fred. Todos se afastam e correm desnorteados, tentando perceber se estão sendo seguidos. O Sr. D. chama um táxi e Morpheu percebe que há algo escuro vagando em cima da casa dele. Decidem telefonar e ir direto para o hotel onde o padre Johnhart está hospedado.

            O padre indaga de onde e porquê ocorreu tal ataque. Percebem que os rituais encontrados na casa de Jhon eram um aviso que passou desapercebido. Enquanto rola toda essa conversa, Morpheu está no banheiro, para evitar que qualquer informação seja passada para a “sombra”. Os personagens pedem para o padre se não pode adiantar o ritual para exorcizar o Morpheu, e ele explica que deve ser cumprido todo um rito seqüencial de jejum, orações, celebrações para ele estar preparado para isso. Enquanto isso Moder conta sobre oque ocorreu noites atrás, quando foi atacado em seu apartamento por um ser que se mesclava à escuridão, e o que ele havia pedido, colocando em risco sua própria vida.

            Voltando do banheiro, Morpheu parece adulterado: armas em punho, olhos totalmente negros e seu andar e expressão estranhos. Jhon faz uma magia para imobilizá-lo e consegue pará-lo, Moder aproveita e o desarma. Amarram-no com lençóis e cobertores e discutem o que vão fazer com ele nesse estado, quando ouvem mentalmente “Vocês pensam que vão ajudar ele fazendo isso hoje á noite? Mas só irão me libertar!Hahahaha” ....

            Jhon: nós vamos tirar você dele e te mandar de volta para o seu lugar.

            “Isto é o que você pensa... estão fazendo tudo como eu quero

            Jhon: se você fosse tão poderoso não precisaria ser libertado dele, e sairia sozinho...

            "É verdade mesmo... vocês são muito poderosos, continuem com o plano de vocês e o exorcizem hoje, sou muito fraco para me opor ao trabalho de vocês!"

            Jhon: Você é tão fraco que tem que ficar preso a algum corpo, nem mostra sua cara!

            Nesse instante os lençóis e cobertas que o amarravam são rasgados devido ao aumento de tamanho de Morpheu, acompanhado do aparecimento de garras e dentes pontiagudos... o semblante agora é de uma grotesca criatura humanóide de voz gutural e não mais de Morpheu.

            "Pois é, aqui estou, agora pode falar diretamente comigo."

            Jhon não responde, ele faz novamente a magia de paralisação, a qual é absorvida pela criatura, causando espanto geral.

            Jhon: Já que você tem seu poder porque precisa de um corpo?

            "Ele é apenas um canal para me libertar."

            Jhon: Você não tem tanto poder assim, senão teria feito coisas muito piores.

            “Tenho muito poder... que é muito maior que o de vocês, que ainda pensam que irão conseguir fazer tudo certo hoje á noite.”

            Moder: Não é o nosso poder, mas o poder de Deus, que é mais forte!

            Após essa frase a criatura encara Moder friamente e diz:

            "Se você tem o poder de Deus, se proteja do que está atrás de você!"

            Moder olha para trás e percebe que há vários gatos atrás dele, e não resistindo, foge de pavor dos mesmos.

            Aproveitando que a criatura desviou sua atenção para Moder, Jhon tenta refazer as garras que surgiram de suas mãos num momento de raiva, após perceber que sua namorada havia sido encontrada morta de maneira estranha. Após uma ou duas tentativas ele consegue desencadear a emoção e as garras se formam em suas mãos, como se fossem prolongamentos pontiagudos e ósseos dos dedos. A criatura volta então seu olhar para Jhon e pergunta se ele não irá atacá-lo, e ele responde que não quer machucar seu amigo, mas que faria isso se necessário. A criatura diz que se fizer isso só o estaria ajudando a libertar Morpheu, e estaria se condenando por matar um inocente.

            Sr. D. pega Fred e sai furtivamente da sala, enquanto Jhon pensa em fazer o mesmo...

            "Continue então com seus planos, pois ao fazer isso estará me libertando e condenando Morpheu!"

            Jhon: vamos fazer isso, mas você não estará livre! Vamos salvar Morpheu.

            "Isso... continue assim, pois você só está fazendo parte do meu jogo"

            Jhon: e porque não acaba com tudo isso de uma vez e mata Morpheu ou nós?

            "E acabar com tudo aquilo que preparei? Com o meu jogo? Mas já que gosto de jogo vou te dar uma chance: se você me encontrar onde realmente eu estou, deixarei Morpheu livre de uma vez! E você  tem até as cinco horas da tarde!"

            Jhon: vamos te encontrar de qualquer jeito...   

            "Pois bem... vou aguardar e ver se vocês são tão bons e fortes."

            A criatura decresce e Morpheu acorda. Sr. D. percebe o silêncio e retorna, telefonando para Moder voltar, o qual não acredita muito que não há mais gatos no apartamento. Moder liga para o padre para saber se os gatos já foram, e após sua resposta afirmativa, confia nele e retorna. Segue-se uma discussão do que fazer, sobre Moder ter fugido de medo de gatos, do Sr. D. não ter feito nada, etc. até que o padre interrompe e diz que é isso mesmo que a criatura quer: nos confundir e nos jogar um contra o outro! Resolvem parar e descobrir o que fazer. Morpheu tenta arrancar a informação de sua "sombra" fazendo perguntas tipo "você é o warlock?", "você está onde?"... Entre as respostas duvidosas, ela aponta para três locais onde estaria o warlock: primeiro para BlackGate Isle, depois para Arkhan Asylum e depois para o bairro que sabem ser o reduto dos Los Demonz.

             O dia já está amanhecendo e decidem não fazer nada específico quanto a encontrar ou não o warlock, e vão para a casa do Jhon, com exceção do Padre que fica no hotel, Sr. D. que vai falar com o Sr. Giles em sua loja de itens mágicos para avaliar a situação do seqüestro e Moder, que vai pesquisar sobre anjos e demônios.

            Sr. D conversa com o irmão do seqüestrado e vai até a casa dele para verificar que tipo de material este possui e que poderia ajudar a custear o seu trabalho, pois D. sabe que dez mil dólares podem não ser suficientes para resgatar o mago seqüestrado. Utilizando sua detecção de magia e habilidades de procura, D. encontra um baú, livros e alguns badulaques mágicos no quarto, e os leva para o vendedor. Este fica com uma parte para revender e levantar o dinheiro que D. acredita ser suficiente para negociar a compra do mago vivo, com o intermédio de Jhon e seu contato lá, que seria a advogada Lila. Uma parte do material acaba sobrando e ficando com D.

            Moder descobre os mecanismos gerais que regem a entrada e saída de anjos e demônios na Terra, buscando entender como esse warlock pode vir e onde ele estaria aqui. Também quer saber se haveria como ele entrar em contanto com o dono da pena (Moder desconfia que todo o caso da visita da criatura a seu apartamento e da pena que é algo novo, segundo um estudioso de aves, envolve um anjo), começando também a refazer os seus passos de domingo para ver se alguém poderia ser o anjo ou se em algum local ou momento  poderia ter havido um contato com o anjo. Moder também teme por sua vida, mas lembra da frase da criatura: "Se você não sabe do que estou falando, logo saberá, pois o dono da pena acabará estando por perto de você depois dessa minha visita". Moder está num dilema: tenta entrar em contato de alguma forma com o anjo (ele acredita que orações são melhores do que os rituais de invocação) ou confiar que o anjo, se estiver mesmo por perto, aparecerá para salvá-lo quando o prazo dado pela criatura acabar?

            Todos se encontrarão na hora do almoço.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
       
   

 

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