Episódio 05

            No sábado, dia 20, Jhon, Moder e D vão até o museu, pois Moder vai tentar interrogar o curador de posso com as provas que possui. Enquanto Moder conversa no escritório, Jhon e D fazem uma "investigação" pelo saguão e áreas adjacentes para ver se encontram alguma pista que seja.

            Moder acusa firmemente de roubar materiais do museu e blefa dizendo que já possui provas do sumiço de peças vindas da Inglaterra (o broche, gárgulas, etc.). O curador tenta alegar inocência e, ao perceber que Moder tem algo concreto sobre o fato, discretamente leva sua mão num vaso de vidro, que possui em seu interior areia e pétalas de rosa de diz "Sr. Moder, eu peço apenas que você esqueça da crença de que estou envolvido nesse roubo, pois eu sou inocente", logo em seguida joga na face de Moder um punhado de areia e pétalas de rosa, deixando-o por um breve instante inconsciente. Os outros personagens, percebendo o silêncio repentino correm até a sala e perguntam para Moder o que está havendo e ele responde: "Nada, podemos ir porque acredito que o curador é inocente". Achando estranho, mas concordando, vão embora.

            Na casa de Jhon, Moder conta que não acredita na culpa do curador e que ele não tem nada á ver com o roubo, os outros personagens não acreditam no que ouvem e o interpelam com os fatos que já descobriram até agora, mas Moder insiste na inocência. Depois de muita conversa, o máximo que conseguem de Moder é que ele acredite na possibilidade do curador estar envolvido, mas sendo manipulado por alguém, como um "laranja" ou "bode espia tório".

            Como a idéia de usarem o FBI para investigar ou até prender o curador e evitar que algo aconteça com a luva, decidem ir para o jantar, pois será a última oportunidade de ver a luva, e depois disso ela pode "sumir".

            Durante a tarde entram em contato com o padre, que pede para passarem em sua residência antes de irem e Morpheu, que pede somente para Jhon, D e Menhps passarem em sua casa também, pois ela também irá como convidado no jantar, por ser o único meio de levar D ao evento, pois este não havia sido convidado.

            Jhon, D e Menhps passa, mo início da noite na casa de Morpheu, que fornece para que quiser, armas e coletes de kevlar. De lá seguem para o apartamento do padre JohnHart, que irá também para o jantar. Como esta noite será a oitava a partir do dia em que Menhps ativou o medalhão, o padre quer tentar ainda seguir o que os escritos dizem: que heróis abençoados representando seu povo podem combater os gárgulas e provar, com sua coragem que a cidade merece perdão. No caso a benção virá do padre, através de suas orações e dos poderes de sua fé nos personagens e em suas armas, pois irão evitar a morte de inocentes; os heróis do povo estão representados pelos personagens; e o ativador do amuleto, que deseja cessar o ataque iniciado pelos gárgulas, será Menphs (que não desejava muito comparecer ao evento, mas foi convencido, pelo menos para demonstrar sua gratidão par com o padre que o abrigou e protegeu nestes dias e para os personagens que estarão se arriscando por ele).

            Chegando á recepção no museu, D decide ficar na exposição e dar uma olhada nos artefatos e nota uma pintura onde um cavaleiro medieval ergue sua mão ao céu em posição de comemoração de vitória, pisa em cabeças de inimigos derrotados e ao fundo se vê raios cortando o céu. O mais estranho na foto é uma única manopla metálica em sua mão direita. Os demais (Jhon, Moder e Padre JohnHart), vão para o salão de festas, que fica abaixo do saguão principal do museu.

            Após o saguão principal, há mais duas alas, e no final destas, duas portas, uma á esquerda e uma á direita, dão acesso ás escadarias que descem e revelam um grande salão subterrâneo. Por ter essa características, as janelas estão na parte mas alta das paredes, que têm cerca de quinze metros de altura. O salão é ornamentado com colunas e decorado com tecidos vermelho-escuros que descem do teto até o chão. Castiçais acesos estão no teto, colunas e paredes. Entre as duas escadarias está uma passarela de cerca de dez metros de comprimento. Oposto às escadas e a passarela, no fundo do salão, há um pequeno teatro, e defronte ele um oratório. As cortinas do palco estão fechadas.

            Os quatro seguranças do museu, que nestes dias foram supervisionados por Morpheu continuam a fazer a segurança.

No salão nota-se no geral pessoas de classe alta, uma ou outra pessoa de família importante, mas nenhuma famosa ou de muita influência na cidade. O jantar está sendo servido e bebidas á vontade. Nesse momento D desce ao salão de festas.

            O curador, após o jantar já ter se adiantado, sobe no oratório de fronte ao palco no fundo do salão e agradece a presença de todos, dos colaboradores, financiadores, etc. Ele gesticula muito em sua fala e apresenta um desfile, que mostrará um vestido e jóias pertencentes á Rainha Vitória. É uma única modelo que desfila, e ela vem trajando um suntuoso vestido de nobre, usa jóias extremamente brilhantes, usa uma máscara que lembra um felino, também ornamentada e carrega um gato negro com uma coleira cravejada de diamantes. Moder sente um desconforto com a presença do felino, mas consegue se controlar e manter a concentração no desfile.

            Após o término do desfile, o curador faz um breve discurso e conclui dizendo: “Teremos agora a brilhante apresentação de um grupo de música medieval, e que fazem um trabalho de colocar uma 'roupagem nova' ao estilo medieval. O nome desse grupo é ERA e quero que todos prestem unicamente atenção a música e nada mais além dela, inclusive no que vier depois do término da apresentação”. Os personagens só têm tempo de se entreolhar com um ar de dúvida quanto as últimas palavras do curador e surge a música performatizada pelo grupo ERA (vide Trilha Sonora) e alguns segubdos depois da música começar, as pessoas parecem começar a ficar estáticas e muito concentradas na apresentação, inclusive sem demonstrar nenhum tipo de emoção ou reação...inclusive os personagens.

            Logo depois D consegue “acordar” de seu êxtase temporário e percebe que é o único que está atento e consciente ao que acontece, e tenta acordar os outros. Após cutucadas, beliscões e tudo o mais que ele pode tentar mantendo a discrição, consegue acordar a todos. Ficam observando em silêncio o curador, que está numa mesa bem próximo ao palco, e exibe uma expressão de satisfação e malícia ao olhar para a platéia catatônica durante a apresentação.

            O grupo canta duas músicas e sai do palco, o curador se levanta e ai até o oratório, sorri satisfeito vendo que a platéia está inerte e descobre um objeto que estava no oratório, que é nada mais do que a luva! Ele a levanta em direção aos céus e diz uma frase em alemão, que Moder entende, e que quer dizer “Agora farei o prometido”, e começa a dizer em voz alta uma frase, ao mesmo tempo em que coloca a luva em seu braço: “Por Thor, Tyr  e Myhenegon!”. Nesse momento um vento forte é criado na sala, apaga a maioria das velas e cria um tipo de barreira que gira em torno do curador, enquanto ele repete a frase pela segunda vez. Até este ponto os personagens só assistiam a isso, e alguns resolvem atirar no curador para ver se interrompem a frase, mas a barreira de vento é muito forte e desvia as balas. Por fim ele diz pela terceira e última vez a frase, e as garras que ficam no antebraço da luva penetram em sua musculatura, fundindo a luva em seu braço. Ele desçe o braço, olha bravo par os personagens e grita para não interferirem e lança um raio poderoso que estilhaça a mesa onde eles estão sentados, obrigando-os a pular e se proteger em outras mesas, colunas, etc.

            Ao olhar para o restante da platéia , o curador aponta sua mão para a mesma e diz novamente em alemão “Este é o sacrifício prometido!”, e um raio sai de cada dedo de sua mão, matando pessoas da platéia, e ele continua a atacar a platéia, só que cada vez que ele ataca a quantidade de raios de seus dedos duplica, e mais mortes ele faz ao mesmo tempo. Nesse meio tempo os personagens tentam atacá-lo de longe, com tiros, que não passam pela barreira. O único ataque eficiente foi uma flecha de fogo de Jhon, que obrigou o curador a parar um pouco sua matança e atacar a mesa que Jhon estava usando de esconderijo. Para complicar, as janelas se arrebentam e o salão é invadido por  cerca de dez gárgulas que vão atacar os personagens e o curador, distraindo ambos de suas atitudes.

            Após terminar a matança o curador começa a se afastar do oratório e recua em direção ao teatro, é atacado por Morpheu que coloca uma granada de pequeno impacto em suas calças e, por incrivel que pareça ela explode mas o curador está ileso. A única coisa que efetivamente parece acertar e machucar um pouco o curador são os ataques mágicos de Jhon, que acabam logo pois sua energia mística se acaba. Moder corre para o palco para ficar na retaguarda do curador e evitar que ele fuja, primeiro procurando abrigo atrás do oratório, e atira nele. O curador pega um osso de seu bolso, recita algumas pelavras e o quebra, fazendo com que o mesmo ocorra com o fêmur de Moder, que grita de dor e agonia. Aproveitando essa atenção do curador para com Moder, D se aproxima e tenta criar uma magia levemente conhecida por ele, que é o chicote de escorpiões. Ele consegue atacar o curador, dá pra perceber que os escorpiões o morderam, mas a expressão dele demonstra que ele está com capacidades físicas muito melhores do que aparenta na idade que possui, e acaba empurrando D para longe. Nesse caso ele aproveita e vai para  fundo do palco, enquanto os personagens decidem se irão atrás dele ou se continuam a se defender dos gárgulas, que já machucaram bem um e outro deles.

            Tentam argumentar com o curador porque ele fez aquilo, o que pretende, se pensa que sairá livre dessa, etc, mas ele só responde que não há nada que interesse a eles saberem e que não era para terem interferido e nem para continuar tentando interferir, senão ele será obrigado a atacá-los. Desconfiados de que ele trama algo, resolvem voltar sua atenção aos gárgulas, que estão demonstrando serem mais agressivos do que o curador.

            Os gárgulas também parecem ser mais vulneráveis do que o curador, pois às armas e magias os acertam tranqüilamente, embora dê pra perceber que sua pele rochosa absorve uma parte do dano que realmente poderiam sofrer. Durante esta luta, os personagens acabam rumando de volta à direção das escadas, com escoriações, machucados, cortes, mordidas, etc. Outro impacto é perceber que às postas de acesso foram trancadas e que a porta apresenta temperatura quente. Uma boa observação de um e outro personagem faz com que percebam que a parte superior do museu está em chamas. Exterminam o último gárgula e a partir daí os grupos se dividem: padre, Menhps e Moder  vão para um porta que fica entre às escadarias e que era o acesso da modelo á passarela, pois acreditavam que, como não viram a modelo sair, deve haver uma saída a partir dessa sala-camarim, e não podiam perder tempo devido ao estado da perna de Moder, que estava sendo apoiado pelo padre e Menphs. O restante, Jhon, D e Morpheu, decidem seguir o curador, pois ali deve haver uma saída e não há sinal de fogo.

            Moder, o padre JohnHart e Menhps  adentram no camarim onde encontram a modelo em lingerié amarrada e amordaçada, a liberam e entre choro e uma fala gaguejada ela explica que alguém a amordaçou antes do desfile e que estava atras das jóias da coroa real da Rainha Vitória, e ela entãonão chegou a desfilar. Eles concluem que a pessoa que desfilou era a ladra das jóias. A modelo indica o caminho de saída pelo camarim, um conjunto de escadas que leva ao piso superior na parte administrativa do museu, que está localizada logo ao lado da entrada principal. Dali foi fácil chegar á rua, onde já haviam bombeiros, policiais e ambulâncias.

            Morpheu, D e Jhon seguem para o palco, e se deparam com uma porta de metal trancada. Sem condições de voltar por causa do calor e fumaça que começam a invadir o salão, Morpheu decide sacar sua arma mais forte e atirar na porta até ela arrebentar, necessitando fazer isso com mais outras duas. Pelo jeito o curador queria ter certeza que não seria seguido tão facilmente. A segunda porta dava acesso a um pequeno escritório, de onde rapidamente uma agenda é levada por Morpheu. A terceira porta dá acesso á rua e de lá estes vão para suas casas aguardar notícias dos outros.

            Moder acaba indo para o Kingdom Hospital. Os outros para suas respectivas casas, com excessão de Menphs  que, quando saiu pela porta da frente e viu policiais, se assustou e devido a seus problemas de perseguição policial, foi furtivamente ladeando as paredes  do museu e escapou entre às sombras, não dando mais notícias.

 

Maiores detalhes do que ocorreu, leiam Gotham Globe na seção Arquivos.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
       
 

 

 

 

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