A NECESSIDADE DE UMA NOVA CONCEITUA��O DE EDUCA��O

Quando no s�culo e d�cada de 1080, os estudantes de Bologna, propuseram uma amplia��o universal do curr�culo escolar, principalmente: Direito, Filosofia, Hist�ria etc., eles estavam propondo a cria��o da universidade. A proposta tinha a inten��o clara de proteger a popula��o da sanha exploradora dos comerciantes da cidade. O nascimento da Universidade surge atrelado aos interesses da polis (comunidade). A id�ia de Universidade aparece como um grande movimento interdisciplinar. Com o passar do tempo e com a expans�o capitalista os interesses v�o se deslocando e a educa��o passa a ter a fun��o de preparar m�o-de-obra qualificada para as empresas. H�, portanto, um deslocamento de para qual interesse o processo educacional est� a servi�o. No ultimo s�culo a educa��o foi amplamente amarrada ao que foi denominado mercado de trabalho. Houve um deslocamento da fun��o de servir aos interesses dos usu�rios estudantes. A inten��o de estudar Direito, por exemplo, era para a prote��o da popula��o, ensinado-lhe como proteger seus interesses, ou uma quest�o de direito, como foi expresso acima. A partir dessa transfer�ncia de fun��o o ensino passa a atender aos interesses dos empregadores e para estes n�o � necess�rio, o educando ter uma forma��o ampla e sim, uma que atenda a sua atividade no trabalho. Enganando aos trabalhadores cria-se uma �tica protestante de glorifica��o do trabalho. �Pensadores� resistentes ao avan�o social, como: Augusto Komte  teorizam um curr�culo reduzido para o oprimido, onde ele aprender� apenas o estritamente necess�rio para exercer suas fun��es no trabalho. Derrota-se com isto o ideal universit�rio bologn�s de interdisciplinares e as disciplinas s�o radicalmente fragmentadas, at� mesmo no seu conte�do interior, os assuntos s�o desconectados e apresentados em doses. O mundo deixa de ter um conte�do como um todo.

 
A SOLU��O � RESTAURAR O CONCEITO DE EDUCA��O COMO PROCESSO DE HUMANIZA��O
Para entendermos o conceito de humaniza��o temos que entender como acontece o processo de forma��o do conceito. Para Hegel: ocorre com o trabalho da predica��o.   Para S�crates e Paulo Freire e um processo dial�gico. Ao classificarmos tudo aquilo que uma coisa realmente �, com a predica��o, nada mais estaremos fazendo que relacionar as notas do conceito desta coisa estudada. Quando mais ampla for a quantidade destas notas maior ser� a nosso conhecer conceitual do objeto de estudo. Conceituar, portanto, para Hegel � uma atividade predicativa, um movimento do inteligir. Esta atividade inicia com o interesse pela coisa, do interesse surge a observa��o e desta a percep��o que nos remete a interpreta��o e chegamos ao entendimento. N�o existe o verbo inteligir em nossos dicion�rios, e por qu�? Porque o conceito de Intelig�ncia � visto, n�o como atividade e sim, mas como dom, doado apenas aos eleitos. Comprova uma vis�o preconceituosa dos dicionaristas.
ALGUMAS FORMAS DE JU�ZO
Apresentamos tr�s tipos de Preposi��o ou Ju�zo:
Primeira:         O Ser Humano � escravo;
                        O Ser Humano � Servo;
                        O Ser Humano � oper�rio.
                        O Ser Humano � burgu�s.
Segunda:        O Capital � dinheiro;
                        O Capital � mercadoria;
                         O dinheiro � uma mercadoria;
                         A mercadoria � expressa pelo dinheiro.
Terceira:           O Ser Humano � animal racional;
                         Discutir a posi��o deste ultimo ju�zo.

         No primeiro caso os ju�zos s�o contingentes, a saber, a determina��o do Sujeito �  determinado socialmente no tempo. Vai depender do Modo de Produ��o e da sua posi��o social. Ele n�o pode ser Servo da Gleba nem no escravismo nem no capitalismo somente no feudalismo; Tamb�m n�o pode ser oper�rio assalariado no escravismo.
         No segundo caso: o ju�zo O sujeito Capital � predicado por dinheiro e por mercadoria que num movimento poder� ser trocado, ou como sujeito ou como predicado.
         No Terceiro: caso a predica��o � pressuposta ou pr�-suposta, a saber, est� em pot�ncia. Ser�, mas ainda n�o �, por�m est� sendo predicado como se j� fosse posto, quando ainda n�o �, isto porque sua racionaliza��o est� inconclusa e s� ser� conclu�da como esp�cie, isto �, coletivamente ou socialmente. S� acontecer� na Polis numa sociedade justa. Numa Sociedade irracional e injusta como a capitalista n�o � poss�vel falar em raz�o. Esta terceira predica��o acontece quando h� processo e no caso do Sujeito ainda est� construindo a raz�o, ele est� caminhando para complet�-la e s� o far� universalmente e n�o singularmente. O sujeito Ser Humano � uma singularidade, por�m apesar disso ele como esp�cie carrega a id�ia de pluralidade.   
Marx � criticado por dizer que o Ser humano ainda est� na sua pr� Hist�ria, porque nestas condi��es n�o se pode falar em Ser Humano. Esta cr�tica carece de sentido, porque nem a Hist�ria nem o Ser Humano s�o rebaixados por reconhecermos que est�o inconcluso. O que Marx quer dizer � que enquanto o Ser Humano n�o chegar numa sociedade justa n�o poder� falar em raz�o e nem se dizer racional.

  O MOVIMENTO DIAL�TICO DA PREDICA��O � SEMELHANTE AO DE HIST�RIA

Para Hegel a realidade do mundo poder� ser percebida pela raz�o e descreve como se d� este acontecimento. O mundo poderia ser assim racionalizado. O processo iniciaria com uma id�ia absoluta que paira no espa�o, no seu vir-a-ser, ela se concretiza, isto �, se materializa e produz cultura. Ela percebe esse seu caminhar neste processo de produzir cultura e toma consci�ncia de si mesma, produz conhecimento. Quando isto acontece dar� um salto de qualidade e se transforma em Esp�rito Absoluto. E mais ou menos assim que ele descreve a Hist�ria do Esp�rito Absoluto. Esta � sua grande contribui��o para o avan�o da concep��o de Hist�ria.
Por�m os seus jovens disc�pulos de esquerda n�o concordaram. Ludwig Feuerbach foi o primeiro a contestar: �O mundo pode ser racionalizado sim, mas n�o partindo de qualquer id�ia por mais absoluta que ela seja, e sim, partindo dele mesmo�.  Percebe-se que a id�ia somente poderia se concretizar na cabe�a do Ser Humano. Ent�o surge a quest�o a id�ia precede ao Ser Humano ou ela � elabora��o da mente humana. Aqueles que acreditam na primeira hip�tese s�o chamados de idealistas, pois pregam que o Ser Humano seria produto de uma id�ia. Os que n�o acreditam nisso s�o objetivistas ou materialistas e acreditam que as id�ias surgem como atividade do c�rebro humano. Marx concorda com Feuerbach quando defende que a id�ia  � posterior ao Ser Humano, � mesmo por ele produzida. Por�m ele se entusiasma com a descri��o hegeliana da Hist�ria do Esp�rito, apenas deve ser colocada de cabe�a para cima e teremos a Hist�ria do Ser Humano, como hist�ria ainda em processo. Estamos fazendo um esfor�o para esclarecer que a Educa��o est� embutida dentro deste processo Hist�rico e nestas condi��es ela � devir. A raz�o � conseq��ncia do conhecimento acumulado, portanto a educa��o � humanizadora.
PR�XIMA
Hosted by www.Geocities.ws

1