Com esta descri��o do movimento da id�ia para Esp�rito, n�o concordam os seus disc�pulos de esquerda e Feuerbach retruca:  �O mundo poder� ser racionalizado sim, por�m partindo dele mesmo e n�o de nenhuma id�ia por mais absoluta que ela seja�. Da�, todos aqueles, que tentam explicar a realidade do mundo a partir de uma id�ia s�o chamados de idealistas. Aqueles que explicam o mundo a partir dele mesmo, ou de sua materialidade, ser�o chamados de materialistas.   Karl Marx entra nesse debate argumentando: �Feuerbach est� certo devemos partir do pr�prio mundo para explic�-lo".

Marx considera que devemos estudar a Hist�ria da Humanidade considerando a sua evolu��o e defende que a raz�o humana n�o se completar� individualmente, se completar� apenas como raz�o social. Ele entende que a raz�o n�o pressup�e apenas o entendimento e sim, tamb�m, o estar no mundo. Para ele, alcan�aremos a raz�o e sairemos da pr� hist�ria e entraremos na Hist�ria quando construirmos uma sociedade justa e livre, ou o reino da liberdade e da necessidade, ou n�o teremos o direito de falar em raz�o. Ele defende que o Ser Humano � um
devir, um vir a ser racional. E que ele, Ser Humano, ainda n�o completou sua humaniza��o.

A pr�tica humana no mundo, principalmente a educa��o, s�o condi��es b�sicas para a sua humanidade. O marxista e educador
Vygotsky v� a Educa��o como processo entre desenvolvimento e aprendizagem. Esclarece a g�nese e o desenvolvimento dos processos psicol�gicos. Filogenia como desenvolvimento da esp�cie humana. S�cio gen�tico ou a hist�ria dos grupos sociais, onto-gen�tico e desenvolvimento do individuo, a saber do Ser, o micro gen�tico ou desenvolvimento dos aspectos espec�ficos do repert�rio psicol�gico dos humanos. A preocupa��o de Vygotsky � com o desenvolvimento. Por isto seu interesse concentra-se na aprendizagem, a qual v� como processo hist�rico.

A rela��o aprendizagem e desenvolvimento parte do in�cio da vida da humanidade. Ele � um aspecto do desenvolvimento universal das fun��es psicol�gicas culturalmente organizadas como especificidades humanas.

O percurso de desenvolvimento do Ser Humano �, em parte, definido pelos processo de muta��o org�nica individual, pr�prio da esp�cie humana. Mas � o aprender, que para ele, possibilita o despertar de processos internos de desenvolvimento que, se n�o houvesse o contato do individuo com determinado ambiente cultural, n�o ocorreriam.

O Ser humano tem as caracter�sticas da esp�cie (sentidos) e mais as fun��es psicol�gicas superiores que envolvem consci�ncia, (todas), todos dependem de processos pr�ticos de aprendizagem. Desenvolvimento e aprendizado tem papel central como fun��es superiores.

Um par�ntese, para continuar. O Ser Humano � o �nico animal que se relaciona com o mundo material e conscientemente. Esta sua segunda rela��o com o mundo � hist�rica e acontece quando ele coloca o mundo dentro da cabe�a. N�o o mundo, n�o caberia, mas sua representa��o, ou um sistema de sinais sonoros que v�o expressar cada coisa do mundo. Sistema que ele pode armazenar na cabe�a e reproduzir com a fala. Pode expressar, tamb�m, com o pensamento que � a fala silenciosa. Com isto poder� ter consci�ncia do mundo e do meio. Ver como Hegel descreve o processo do entendimento. Ou a constru��o do Conceito.

Desenvolver e Aprender � um processo de rela��o entre Seres Humanos, ou entre
Eu e o Outro com o meio, ou com as coisas do mundo. Ensino e aprendizado n�o implica estar na Escola apenas. Paulo Freire, como Plat�o e como toda a Filosofia acreditam na presen�a social do outro, no dialogo ou no nosso estar perante o outro � puro aprendizado, na organiza��o dos objetos, do ambiente e dos significados de tudo o que nos rodeiam. Faz parte de todo o elemento cultural que cercam a humanidade
PR�XIMA
Hosted by www.Geocities.ws

1