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| COMO REPENSAR A EDUCA��O Insistir com a mudan�a do Conceito de Educa��o, insist�ncia que at� parece uma id�ia fixa. Antes n�o levei em conta as cr�ticas que surgiram, at� o momento, em que foi apresentado um argumento de peso. O de que uso muito as id�ias de Hegel e Marx, como argumento de defesa da minha tese e, que � justamente Marx quem formula a import�ncia do trabalho na transforma��o da natureza, inclusive da natureza humana. Como posso desqualificar o trabalho como processo formador humano. Isto � uma contradi��o... Eu respondo: A atividade humana que libertou o Ser Humano da natureza, fazendo com que ela lhe fornecesse bens, os quais, precisa usar. De libertador o trabalho se transforma em opressor com surgimento da propriedade privada dos meios de produ��o. A F.T. (for�a de trabalho) humana � agora explorada em benef�cio do lucro. O trabalho humano � respons�vel pelo desenvolvimento das ferramentas e maquin�rio, justamente aquilo que o tornar� in�til. Ele transforma o Trabalho Vivo em Trabalho Morto. Seria �timo termos um modelo ou f�rmula pronta para aplicar na Educa��o. � imposs�vel mesmo pensar a Educa��o como algo j� posto. N�o podemos pens�-la separada da Hist�ria da Humanidade. Pensando a Educa��o nestes termos, nos obriga a buscar nos prim�rdios da Sociedade Humana como aconteceu o seu desenvolvimento. Somente poderemos perceber o Ser Humano como pressuposto e n�o como posto, quando ele ainda era Ramap�thecus e n�o separara do Chimpanz� que tamb�m dali se origina. A transforma��o daquele animal nestas duas esp�cies, em que uma delas foi definida como a �nica capaz de alcan�ar a racionalidade, isto �, atrav�s do conhecimento alcan�ar a raz�o. Seria, portanto o �nico animal a se tornar racional. Mas ele n�o consegue ser senhor da raz�o de imediato, ela � constru�da. Esta constru��o se constitui na sua pr�pria Hist�ria. O que temos que saber, � admitindo que no momento em que o Ramap�thecus se separa em dois animais diferentes, ambos ainda s�o selvagens, pois o Ser Humano � ainda Australop�thecus. Podemos dizer que, no momento, o Ser Humano j� terminou a sua humaniza��o? Ele j� � posto como Humano? Sem duvida essa � uma quest�o pol�mica, pois Marx defende que o Ser Humano ainda est� na sua pr� Hist�ria, teoria que muitos n�o aceitam. O seu argumento � que a humanidade ainda n�o capturou a raz�o na sua totalidade, pois ela � constru�da e conseguida em sociedade e n�o individualmente. Por mais sabedoria que o Ser Humano acumule, enquanto ele n�o construir uma sociedade justa, n�o ter� o direito de falar em raz�o. Ainda n�o ter� entrado na sua Hist�ria. Ele continuar� apenas pressuposto como Ser racional. A maneira, que achamos, mais correta de pensar a Hist�ria humana � pelos seus grandes te�ricos: Vico, Hegel e Marx. Partindo da capacidade do Ser Humano de entender o mundo. Hegel descreve a Hist�ria do Ser Humano como sendo a do esp�rito. O entendimento partir� de uma id�ia absoluta que estaria pairando no espa�o. A id�ia no seu devir, ou vir a ser, se materializa. Neste processo ela produz cultura. Este movimento de produ��o cultural � Dial�tico. Ele � percebido por um outro movimento paralelo de percep��o que toma consci�ncia das duas atividades e assim se transforma em esp�rito absoluto. H�, portanto, um salto de qualidade da id�ia se elevando para esp�rito. |
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