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Ao procurarmos soluções para o problema da Segurança Pública, não podemos pensar em algo imediatista. Este tipo de pensamento, necessariamente, não leva a solução alguma, ao contrário, normalmente apenas são tomadas decisões paliativas que no medio, longo prazo demonstram ser ineficazes. Esta questão deve ser pensada de forma a envolver a sociedade como um todo. É fundamental este envolvimento porque com isso todos se sentirão responsáveis e os resultados, apesar de demandarem um prazo maior para que sejam visíveis e mensuráveis, o serão de fato transformadores e sólidos. Nesta medida, a questão da Segurança Pública, deve ser pensada desde o ensino fundamental, onde nossos filhos ainda estão em fase de aquisição dos valores que lhes conduzirão rumo à sua vida futura. Um bom exemplo, que deve ser incentivado e expandido é o Projeto PROERD. Ainda com relação ao ensino fundamental é importantíssimo que a atuação da Polícia Comunitária (não sei se o termo técnico é esse mesmo, precisamos confirmar) esteja cada vez mais presente nas proximidades de nossas escolas públicas e particulares. Isto passa para nossas crianças e também para nós, pais, uma sensação de segurança e confiança no aparato policial. Por outro lado, é de fundamental importância o aparelhamento e valorização da corporação policial, somente bem aparelhada e motivada é que poderemos contar com uma atuação cada vez mais eficiente. Com relação especificamente à valorização, podemos citar como exemplo, uma preocupação constante em se manter o policial treinado, promovendo reciclagens periódicas. Além disso, é muito importante que ele tenha um salário digno para que possa desempenhar suas funções com mais confiança e comprometimento. Outra questão que tem preocupado a sociedade como um todo, vem a ser o sistema carcerário. O modelo atualmente implementado não oferece ao presidiário condições para que ele, após cumprida sua sentença, tenha possibilidade de se reintegrar à sociedade. Assim, sempre dentro desta perscpectiva de transformação a longo ou médio prazo, se faz necessário repensar este sistema como um todo. Iniciativas isoladas já foram tomadas neste sentido. A questão dos presídios agrícolas é um bom exemplo disso. Estas e outras iniciativas devem ser multiplicadas de forma a serem estendidas a todos os presídios, fazendo com que estas instituições deixem de ser verdadeiras universidades do crime para se tornarem um local de reintegração do usuário. O modelo atual de presídio coloca todo e qualquer preso, independente do crime que tenha cometido e um mesmo presídio. Fazer uma seleção de acordo com a gravidade do crime cometido, já é uma boa maneira de se começar a mudar o perfil do presidiário. Desta forma, uma pessoa que tenha cometido um crime considerado leve - na maioria das vezes o seu primeiro delito - não seria exposto à um criminoso “profissional”. Estando em um ambiente com melhores condições, sua recuperação certamente seria facilitada. |
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PUC-SP - TECNOLOGIAS E MÍDIAS DIGITAIS - T02-A3 - Redação 3 - Prof.a Nílvia Alexis Perrotti | Daniel Barbosa | Marcio Jorge | Pedro Friedman | Tatiana Marigliani |