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No instante em
que se debate sobre as raízes da criminalidade, há um engano em pensar que
existem medidas com solução imediatas. Medidas superficiais, como
proibição de celular pré-pago, prisão perpétua, pena de morte, são
discussões que, mesmo colocadas em prática, impactam muito pouco em
resultados efetivos. O que deve haver é um compromisso com o investimento
a longo prazo: organização social, habitação,
educação, saúde, emprego,
igualdade e integração social. E simultaneamente reprimir o crime,
investindo em formação de pessoal da polícia, melhorar equipamento das
entidades responsáveis por segurança, sistema carcerário e combater a
corrupção.
Não devemos
somente esperar que o Estado realize ações, pois cada vez mais, fica clara
a deficiência neste sistema. Comunidades, associações empresariais,
igrejas, centros-acadêmicos, organizações não-governamentais devem
participar da luta contra a atual situação. Já se comprovou que a
realização trabalhos de integração que envolve cada cidadão em uma
atividade, reduz a violência e a criminalidade. De fato, o que deve
acontecer é uma interação entre o Governo, órgãos de segurança e sociedade
civil. Juntos devem tomar atitudes para reverter este quadro com
resultados mais satisfatórios e efetivos. Não adianta apenas exigir e
esperar pois "cidadania também é participação".
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