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TIMOR
HISTORIA
( CRONOLOGICA )
TIMOR-LESTE, UM POVO, UMA NA��O
" Seja no Tibete ou na Pol�nia, nos Pa�ses B�lticos ou no
Pac�fico Sul, em �frica ou nas Cara�bas, est� demonstrado que a for�a e a repress�o
nunca puderam sufocar por completo o que se constitui a pr�pria raz�o de ser de cada
povo: o orgulho de ser ele mesmo; a capacidade de poder preservar, sem restri��es, tudo
quanto o identifique como tal; a liberdade de transmitir tudo isso � gera��es
vindouras; em s�mula, o direito de gerir o seu pr�prio destino".
Xanana Gusm�o,
5 de Outubro de 1989.
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" A RESIST�NCIA VAI LUTAR PARA SEMPRE PARA DEFENDER OS
DIREITOS DO POVO MAUBERE E MANTER VIVA SUA ESPERAN�A. S� ASSIM CONSEGUIREMOS FOR�AR
A INDON�SIA E OS PA�SES QUE FORNECEM ARMAS E DINHEIRO PARA O REGIME DE SUHARTO,
ESPECIALMENTE OS ESTADOS UNIDOS, A OBEDECEREM � LEI INTERNACIONAL E RESPEITAREM NOSSO
DIREITO � AUTODETERMINA��O".
David Alex ( Her�i Maubere - L�der da Falintil - 14/01/97.)
Retrospecto Hist�rico de Timor Leste:
Ilha da Insul�ndia, no arquip�lago de Sonda, a Leste de Flores e de
Sumba, situada entre o 8o. e 11o. de Latitude Sul. A ilha de Timor
� divida em duas partes:
1 - Timor Oeste, territ�rio indon�sio (19.000 km2; 603.000 hab. (est.
1971); capital Kupang.
2 - TIMOR LESTE, Ex - territ�rio Portugu�s (emancipado em
28/11/1975 e invadido pela indon�sia em 07/12/1975), ao qual s�o associados o encrave de
O�-Cuss� (Okussi -Ambeno que fica a noroeste na costa ( um ap�ndice na parte indon�sia
no mar de Savu) e mais duas pequenas ilhas; Ata�ro e Jac�.
3 - Capital D�li, cidade de aprox. 150 mil (1997). (*)" tem
aspecto mediterr�neo ao redor do porto natural, muitos de seu pr�dio s�o relativamente
novos, uma vez que sofreu intenso bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial, mas boa
parte da arquitetura ainda traz o selo do seu passado colonial portugu�s".
(*) - S�lvio L. SantAnna
TIMOR-CLIMA E RELEVO:
A ilha tem uma cadeia central de montanhas, mais altas a oeste. O clima
� quente nas regi�es centrais, mais ameno nas montanhas e geralmente chuvoso. A secura
do inverno austral explica a extens�o da savana, que avan�a em preju�zo da floresta. O
ponto culminante � o Monte Ramelau, (Timor Leste), com 2.920 metros.
TIMOR LESTE - ECONOMIA
Os principais produtos econ�micos de Timor Leste s�o agro -
pecu�rios como: o inhame, milho, caf�, fumo, borracha, s�ndalo branco, gado bovino,
su�nos, b�falos, etc. H� tamb�m o petr�leo no mar de Timor. O qual juntou-se a
Indon�sia e a Austr�lia para explora-lo e ao Timor Leste.
INDON�SIA:
COM�RCIO BILATERAL - BRASIL/INDON�SIA:
Exporta��es do Brasil: US$ 274.877.401 (jan. a nov./96)
Principais produtos: farelo de soja, a��car cristal, pasta
qu�mica de madeira, semi -manufaturados de ferro e a�o, min�rio de ferro pelotizado,
a�o, algod�o, pe�as para autom�veis, motores para autom�vel, pl�stico (mat�ria
prima).
Importa��es pelo Brasil: US$ 213.522.233 (jan. a nov.96) (*)
Principais produtos: borracha, min�rio de cobre, �leo de
palmiste, azeite de dend�, polipropileno em outras formas, �cido este�rico, r�dio para
autom�vel, m�quinas fotogr�ficas.
Saldo: US$ 61.355.168 (jan. a nov./96) (*)
ECONOMIA:
PIB: US$ 200,7 bilh�es (1995)
Moeda/c�mbio: r�pia (US$ 1,00=2,294 r�pias) fev/96
Principais atividades econ�micas: petr�leo, g�s natural,
agricultura, ind�stria t�xtil, minera��o, turismo.
Exporta��es Totais: US$ 23,5 bilh�es (jan. a jun./96) (**)
Principais produtos exportados: caf�, borracha, madeira, petr�leo,
g�s natural, estanho.
Importa��es Totais: US$ 21,3 bilh�es (jan. a jun./96) (**)
Principais produtos importados: produtos qu�micos e farmac�uticos,
fertilizantes, papel, ferro e a�o, maquinaria industrial e comercial.
Saldo: US$ 2,2 bilh�es (jan. a jun./96) (**)
Fonte: (*) - MICT/SECEX - dados preliminares
(**) - Economic and Social Commission for �sia and the Pacific -
United Nations
RESUMO - HIST�RIA - TIMOR
1512 |
1520 |
Sup�e-se que o seu descobrimento tenha
se dado neste per�odo, muito provavelmente em 1512 quando do descobrimento das Ilhas
Molucas.
Obs:1 - Como ilha de especiarias, sua fun��o foi no imp�rio
portugu�s na �sia, marcadamente mercantil. Principalmente com exportador do S�ndalo
Branco
Obs:2 - No s�c. XVI, Portugal conquistou e manteve v�rios centros
comerciais, (Molucas, Malaca, Sumatra, Timor, etc.) |
1581 |
1640 |
De abril de 1581 a dezembro de 1640, com a
uni�o das coroas da Espanha e Portugal(60 anos).Com o fechamento do porto de Lisboa aos
holandeses, ent�o inimigos dos Espanh�is, estes come�am a atacar o imp�rio portugu�s. |
1594 |
1622 |
Os holandeses invadem diversas col�nias
portuguesas; Brasil, Angola, Malaca, Sumatra, Molucas, etc.) |
1613 |
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Os holandeses invadem a ilha de Timor. |
1642 |
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Portugal atrav�s de Tratado com a Holanda
e Inglaterra, procura obter apoio pol�tico contra a Espanha. |
1651 |
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A posse da ilha de Timor, � disputada
pelos portugueses e holandeses. Os holandeses, terminam a constru��o de uma fortaleza em
cup�o e passam a dominar o lado oeste da ilha. |
1665 |
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- � nomeado pelo vice-rei da �ndia,
Ant�nio de Melo e Castro, o primeiro capit�o-mor, Sim�o Lu�s. Nesta �poca s�o
freq�entes as guerras com os ind�genas e as disputas com os holandeses. |
1668 |
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Portugal faz novas concess�es aos
holandeses e ingleses (territoriais, dinheiro e outros privil�gios). |
1668 |
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Portugal faz a paz com a Espanha |
1668 |
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Restaura��o de parte do Dom�nio
Colonial Portugu�s. Salvador Correia , expulsa os holandeses de Angola, com for�a
organizada no Brasil. |
1668 |
1769 |
A capital de Timor Leste � transferida
de Lifau(Lif�o), para D�li. |
1820 |
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D. Jo�o VI, nomeia governador Manuel
Joaquim de Matos Gois, que manteve em paz a ilha. |
18- |
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Meados do s�c. XIX, a disputa sobre a
posse da ilha tornou-se elemento dominante da pol�tica colonial portuguesa e dos
governadores de Timor. |
1844 |
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- Timor e Macau passam a ter governadores
da �ndia(Goa). |
1851 |
1859 |
Portugal atrav�s dos tratados de 1851 e
1859 � obrigado a ceder partes dos dom�nios portugu�s a Holanda. A (Ilha �
oficialmente dividida). Ficando a parte oeste para a Holanda e a parte Leste da Portugal. |
1904 |
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Determinada a fronteira entre Portugal
e Holanda na ilha de Timor. |
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A divis�o oficial em Timor
Oeste(holand�s) e Timor Leste(portugu�s) � formalizada |
1894 |
1942 |
- Tentativas de consolida��o do dom�nio
e pacifica��o da ilha. |
1942 |
1945 |
Fevereiro de 1942 a setembro de 1945,
ocupa��o japonesa. Com a sa�da dos japoneses, Portugal reocupa Timor Leste. |
1949 |
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Em 1949, as col�nias holandesas das
�ndias Orientais, que incluem o Timor Ocidental(oeste), tornam-se independentes. |
1960 |
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Em 14/12/60, sob a resolu��o 1514, Timor
Leste foi considerado pela ONU, territ�rio n�o aut�nomo, sob a administra��o
portuguesa. |
1961 |
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Subandrio, Ministro indon�sio dos
Neg�cios Estrangeiros, declara na ONU, "Na metade da ilha de Timor que �
portuguesa, n�o reivindicamos qualquer territ�rio". |
1974 |
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25/04/1974 "Revolu��o dos
Cravos" queda da ditadura salazarista em Portugal e inicio do processo de
descoloniza��o Portugal cria em 27/07/74, uma Comiss�o para a Autodetermina��o,
"aceitando a independ�ncia de suas col�nias" Os dois partidos pol�ticos
timorenses, FRETILIN e UDT, formam um alian�a pela independ�ncia. |
1974 |
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25 de Abril de 1974, Queda da Ditadura
Salazarista, com a Revolu��o dos Cravos, pois fim a 50 cinq�enta anos de ditadura e 14
anos de guerra colonial. |
1974 |
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20/01 a 27/5 - Coaliz�o UDT-FRETILIN |
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Junho de 1975, Portugal p�r press�es da
ONU, declara encerrada sua presen�a em Timor Leste. D�li, a capital � ocupada pela
Frente Timorense de Liberta��o Nacional (FRETILIN), esquerdista, partid�ria da
Independ�ncia Total e imediata. As tropas da Indon�sia, invadem o Timor Leste,
aproveitando-se da indefini��o gerada pela retirada de Portugal, que at� ent�o
administrava a ilha como col�nia. A invas�o ocorre depois que a FRETILIN, derrota numa
breve guerra civil as for�as da APODETI (Assoc. Popular e Democr�tica de Timor) dominada
pelos conservadores e intregristas locais, que queriam a anexa��o a Indon�sia. |
1974 |
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Em 03/08/74, Portugal entrega a ONU um
memorando afirmando a disposi��o em cooperar com a independ�ncia das suas col�nias. |
1975 |
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Suharto, declara em julho de 1975:
"Timor n�o ser� independente". |
1975 |
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Agosto de 1975, desfaz-se a alian�a UDT -
FRETILIN, originando um curta guerra civil. |
1975 |
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28 de novembro de 1975,
a FRETILIN, proclama independ�ncia de TIMOR LESTE. |
1975 |
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Come�a em 7 de Dezembro de 1975, a
invas�o ao Timor Leste. "Os Estados Unidos esperam que o fa�a de forma eficaz,
r�pida e sem utilizar o nosso material", declarou Sr. Newson, embaixador dos Estados
Unidos. A indon�sia executa a "OPERA��O KOMODO". |
1975 |
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12 de Dezembro de 1975 - A Indon�sia
invade o Timor Leste. A FRETILIN, � for�ada a abandonar a capital timorense, D�li,
sob forte bombardeio da avia��o e navios da Indon�sia. Apesar das sucessivas
resolu��es da ONU, pela retirada dos invasores e pela autodetermina��o dos timorenses.
A repress�o � FRETILIN, que continua a resistir por meio de guerrilhas. A ocupa��o de
Timor Leste � considerada ilegal pela ONU. � instalado ali, um governo fantoche. 80% dos
680 mil timorenses refugiam-se nas montanhas. Um ano mais tarde, foram j� mortos mais de
100 mil timorenses. |
1975 |
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- 12 de Dezembro de 1975. Resolu��o no.
3485 (XXX), da Assembl�ia Geral da ONU, condena a invas�o indon�sia no Timor Leste. |
1975 |
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14 de Dezembro de 1975. O enclave de O� -
Cussi � ilegalmente anexado � prov�ncia indon�sia do Timor Ocidental(Timor Oeste |
1975 |
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1975 - 22 de Dezembro de 1975 Resolu��o
no. 384 (1975), o Conselho de Seguran�a da ONU, condena a invas�o, e solicita a retirada
das for�as indon�sias.
1976 - 22 de Abril de 1976 Resolu��o no. 389(1976), o Conselho de
Seguran�a da ONU, reafirma o direito a autodetermina��o e independ�ncia do Timor
Leste, solicita a retirada da Indon�sia. |
1976 |
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Julho de 1976, A indon�sia anexa o Timor
Leste na marra, na for�a das armas. Mas essa anexa��o n�o � reconhecida pela ONU e a
resist�ncia continua a lutar pela Independ�ncia e Autodetermina��o. |
1976 |
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Rompimento das Rela��es Diplom�ticas
entre Portugal e a Indon�sia, a face a invas�o e anexa��o do TIMOR LESTE. A ONU
"pede a todos os Estados que respeitem o direito inalien�vel do povo do Timor
� autodetermina��o, � liberdade e � independ�ncia". |
1976 |
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O Presidente dos EUA, Gerald Ford, durante
visita oficial a Indon�sia, afirma que os Estados Unidos, manter�o a ajuda econ�mica ao
pa�s. E cala-se diante do genoc�dio em Timor Leste. |
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14 de Setembro .Francisco Xavier do
Amaral, primeiro presidente da RDTL, passa-se para o lado dos invasores. |
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23 de Setembro. In�cio de gigantesca
ofensiva indon�sia contra as Falintil. |
1976 |
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01 de Dezembro de 1976, a Assembl�ia
Geral da ONU, Resolu��o reafirmando as resolu��es anteriores da Assembl�ia Geral e do
Conselho de Seguran�a da ONU, condena a anexa��o fraudulenta de Timor Leste como
prov�ncia Indon�sia. |
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CC da Fretilin denuncia uso intensivo de
bombardeios a�reos e de artilharia pesada contra a popula��o civil. Execu��es
sum�rias da popula��o capturada, inclusive crian�as e beb�s. |
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17 de Junho. "Timor Leste encontra-se
mergulhado em sangue e fogo", comunicado do CC da Fretilin. |
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22 de Novembro. Queda da �ltima base de
apoio da resist�ncia, no Monte Matebian. |
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03 de Dezembro. Alarico Fernandes passa
para o lado indon�sio, entregando os aparelhos de transmiss�o da R�dio Maubere. |
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- 31 de Dezembro. Morre em combate Nicolau
Lobato, segundo presidente da Fretilin e antecessor de Xanana Gusm�o no comando das
For�as Armadas da Fretilin, as Falintil. |
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Lenta reorganiza��o da resist�ncia.
In�cio da fase de guerra cl�ssica de guerrilhas. A indon�sia controlava todo o pa�s e
acreditava que a FRETILIN esta derrotada. No entanto ressurgem das montanhas e matas de
Timor in�meros guerrilheiros liberados pelo s�mbolo incontest�vel da resist�ncia do
povo Maubere, Xanana Gusm�o. Os Guerrilheiros enquadrados nas FALINTIL (For�as Armadas
de Liberta��o Nacional de Timor Leste), da qual Xanana Gusm�o � comandante-chefe,
ampliam suas opera��es conduzindo a guerrilha a uma resist�ncia que conseguiu criar
liga��es com povoa��es estrat�gicas, resistindo a in�meros ataques da ditadura
indon�sia. |
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06 de Janeiro. Autoridades indon�sias
impedem contato do Sr. W. Guicciardi, enviado especial do Secret�rio - Geral da ONU com a
Fretilin. |
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06 de Abril. Comunicado da RDTL
(Rep�blica Democr�tica de Timor Leste), assinado pelo primeiro - ministro Nicolau
Lobato, d� conta do "controle de mais de 80% do territ�rio pelas Falintil". |
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12 de Abril. "Todos os membros do
comit� - central da Fretilin e do governo da RDTL deslocam-se livremente, as
telecomunica��es est�o em funcionamento e tamb�m a Emissora Nacional emite tr�s vezes
por semana" ( Comunicado do governo da RDTL). |
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15/05 A 02/06 - 2a. sess�o
plen�ria do CC da Fretilin adota as "tr�s grandes linhas orientadoras da
revolu��o maubere; guerra popular, guerra prolongada, contar com as pr�prias
for�as".. |
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23 de Maio. Resolu��o aprovada pelo
Parlamento Europeu proclama a necessidade urgente de "uma investiga��o
internacional sobre os efeitos da ocupa��o indon�sia sobre a popula��o do Timor
Leste". |
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10 e 11 de Junho. Ataque da Fretilin a
alvos militares em D�li. |
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O n�mero de timorenses mortos, sobe para
mais de 200 mil. ( 1 habitante em cada 3).� um verdadeiro genoc�dio. Sujeitos a
constantes bombardeiros, enfraquecidos e doentes, muitos timorenses s�o for�ados a
render-se. S�o, depois, reagrupados em campos vigiados, sem liberdade para cultivar a
terra. A fome agrava-se. A submiss�o � s� aparente: "De fato, eles continuam
simpatizantes da resist�ncia", l�-se num manual militar indon�sio. A resist�ncia
armada, sob o comando de Xanana Gusm�o, continua incomodando o invasor. |
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- 01 a 08 de Mar�o. Confer�ncia Nacional
da Resist�ncia discute rearticula��o da luta contra os indon�sios. |
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19 de Junho. Reunido em Lisboa, o Tribunal
Permanente dos Povos condena a invas�o e ocupa��o de Timor pela Indon�sia. |
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24 de Novembro. A Assembl�ia Geral da ONU
aprova por maioria a Resolu��o 36/50, que mant�m o teor das anteriores e registra com
satisfa��o a ajuda humanit�ria prestada aos timorenses. |
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09 de Novembro. M�rio Carrascal�o �
nomeado governador de Timor pela Indon�sia. |
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23 de Novembro. A Assembl�ia Geral da ONU
aprova, por maioria a Resolu��o no. 37/30 de 23 de Novembro de 1982, requer do
Secret�rio Geral da ONU, provid�ncia que permitam obter uma solu��o global para o
problema, e apela � interven��o de organiza��es humanit�rias. |
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Regime de Jacarta, manipula resultados de
elei��es, com o n�mero de votos, superior ao de eleitores. |
1983 |
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A Comiss�o de Direitos Humanos da ONU,
reconhece o direito da autodetermina��o e independ�ncia do Timor Leste. |
1983 |
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23 de Mar�o de 1983, a Indon�sia prop�e
negocia��es � Resist�ncia Timorense. Os contatos com vistas � paz realizados entre
Xanana Gusm�o (Fretilin), o coronel Purwanto ( comandante das tropas indon�sias de
ocupa��o) e o governador M�rio Carrascal�o, iniciados em fevereiro nas montanhas.
Xanana Gusm�o exige a participa��o da ONU no processo. Daqui resulta um cessar-fogo de
seis (6) meses. |
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11 de Maio de 1983. Nomea��o de Carlos
Ximenes Belo como novo bispo administrador apost�lico de D�li. |
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- 06 de Julho. Resolu��o aprovada pela
Subcomiss�o de Direitos Humanos do Homem reafirma o direito do povo de Timor �
autodetermina��o e independ�ncia, condenando a viola��o dos direitos humanos. |
1983 |
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Agosto/Setembro de 1983, durante
tentativas fracassadas de negocia��es. O General indon�sio Benny Murdani (em 17?08),
rompe o cessar - fogo aceito pela FRETILIN, para desencadear uma maci�a e violenta
ofensiva contra ela, visando a liquida��o da Fretilin. Desde ent�o as condi��es em
Timor Leste, tendo sido m�s, marcadas pela fome, epidemias, repress�o a civis e combates
entre a resist�ncia (FRETILIN) e os invasores (INDON�SIOS). |
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- 08 de Agosto. Os ministros dos Neg�cios
Estrangeiros dos Pa�ses Africanos de L�ngua Oficial Portuguesa (PALOP), manifestam a sua
preocupa��o por Portugal n�o assumir com clareza as suas responsabilidades hist�ricas,
pol�ticas e jur�dicas na quest�o de Timor. Dias antes, o respons�vel pelas rela��es
exteriores da Fretilin, Mari Alkatiri, condenou a pol�tica do ministro dos Neg�cios
Estrangeiros de Portugal, Jaime Gama, de total capitula��o frente � Indon�sia. |
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29 de Agosto. In�cio da Transmigra��o
de indon�sios - javaneses em sua maioria - para Timor. |
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12 de Novembro. Portugal e Indon�sia
iniciam em Nova Iorque negocia��es sobre Timor. Rui Medina e Queiroz de Barros por
Portugal e Ali Alatas pela Indon�sia. |
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A resist�ncia, atrav�s do seu l�der,
Ab�lio Ara�jo, afirma que mais de 200 mil pessoas morreram pela Independ�ncia. A
APODETI, rival da FRETILIN que estava derrotada em 1975, continua como governo fantoche
dos indon�sios, com M�rio Viegas Carrascal�o, a frente no papel de governador do Timor
Leste. |
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07 de fevereiro. O secret�rio geral da
ONU, Javier Perez de Cuellar, afirma em Jacarta que "n�o se deve fazer deste assunto
(Timor Leste) um cavalo de batalha". Autoridades indon�sias consideram esta frase um
aparente reconhecimento da anexa��o do Timor Leste. |
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19 de Agosto. Reconhecimento da soberania
da Indon�sia em Timor pela Austr�lia atrav�s da declara��o de Bob Hjawke,
primeiro-ministro e l�der do Partido Trabalhista. |
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16 de Setembro. "As Falintil possuem
controle de vasta zona do pa�s, de leste a oeste, do norte e do sul "(...)
"prosseguiremos a luta contra a criminosa ocupa��o estrangeira, na incans�vel
busca da vit�ria que sabemos ser dif�cil, mas confiamos, certa e inevit�vel" -
transmiss�o da R�dio Maubere, de algum ponto do Timor Leste |
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24 de Setembro. Realiza-se em Nova Iorque
o primeiro encontro oficial entre os ministros dos Neg�cios Estrangeiros de Portugal e da
Indon�sia, respectivamente, Jaime Gama e Mochtar Kusumatsadja. |
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- 10 de Outubro. A Anistia Internacional
divulga relat�rio acusando a Indon�sia de torturas e outros abusos dos direitos humanos. |
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- 22 de Mar�o. Funda��o do Comit�
Nacional de Resist�ncia Maubere (CNRM), formada pela Fretilin e pela UDT. |
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03 de Agosto. Documento da Comiss�o de
Defesa do Povo Maubere (CDPM), revela em Lisboa o massacre coletivo da popula��o de Fo -
Manu pelo ex�rcito indon�sio. |
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02 e 03 de Maio - A CEE (Comunidade
Econ�mica Europ�ia) adota pela primeira vez atitude coletiva solid�ria com Portugal,
mas paralelamente, procura n�o ferir suscetibilidade indon�sia. |
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25 de Outubro. Austr�lia e Indon�sia
estabelecem acordo provis�rio para explora��o petrol�fera do Mar do Timor. |
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31de Outubro. Senadores norte-americanos
em carta dirigida a George Schultz pedem interven��o dos Estados Unidos para solu��o
do conflito em Timor. |
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01 de Novembro. Os Estados Unidos aceitam
a incorpora��o -integra��o de Timor na Indon�sia, embora reconhecendo que n�o houve
um ato v�lido de autodetermina��o, anuncia o porta-voz Charles Redman. |
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31 de Dezembro. Xanana Gusm�o e
estudantes timorenses abandonam a Fretilin, transformando-se em Resist�ncia Nacional. |
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"Vamos morrendo como povo e como
na��o", escreve o Bispo de D�li ao Secret�rio - Geral da ONU. Monsenhor Belo pede
um referendo, para que os timorenses possam decidir o seu destino. |
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- A Austr�lia e a Indon�sia aliam-se
para explorar o petr�leo do mar de Timor - Leste. Ao contr�rio do se que se passa no
Koweit, a comunidade internacional cala-se e o genoc�dio continua. |
1986 |
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09 de Julho de 1986, M�rio Soares
(ent�o Presidente de Portugal) discursa no Parlamento Europeu, manifestando sua
indigna��o a invas�o Timor Leste pela Indon�sia. |
1986 |
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- 10 de Julho de 1986, Parlamento
Europeu, aprova Resolu��o condenando a invas�o de Timor Leste. |
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- 15 de Setembro de 1988, o Parlamento
Europeu, aprova outra resolu��o condenando a invas�o do Timor Leste. |
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31 de Janeiro. Ab�lio Sereno, estudante
timorense perseguindo pelo servi�o secreto indon�sio, consegue fugir de Jacarta para
Lisboa. |
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31 de Janeiro. Ab�lio Sereno, estudante
timorense perseguindo pelo servi�o secreto indon�sio, consegue fugir de Jacarta para
Lisboa. |
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02 de Fevereiro. Natalina Ramos-Horta,
m�e de Jos� Ramos-Horta, chega a Lisboa, ap�s 13 anos de pris�o decretada pela
administra��o militar indon�sia. |
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06 de Fevereiro. Provocando ira das
autoridades indon�sias, D. Ximenes Belo em carta a Perez de Cuellar defende a
realiza��o de referendo em Timor. |
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07 de Mar�o. O arcebispo Dama Atmadja,
porta-voz da Confer�ncia Episcopal Indon�sia, anuncia publicamente a visita do papa
Jo�o Paulo II "a Timor - Leste e a outras prov�ncias indon�sias ". |
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24 de Maio. A ONU atribui ao presidente
Suharto, o pr�mio Fundo das Na��es Unidas para Atividades da Popula��o, pelo apoio
dado nos �ltimos 20 anos ao programa de planejamento familiar na Indon�sia. |
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03 de Junho. � abatido em emboscada o
comandante Oka, importante quadro militar da resist�ncia. |
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13 de Junho. Jovens estudantes timorenses
refugiam-se nas embaixadas do Jap�o e do Vaticano onde pedem asilo pol�tico e apelam �
Anistia Internacional para que os ajude a sair da Indon�sia. |
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14 de Junho. Portugal exige reconhecimento
da autodetermina��o do povo timorense como condi��o pr�via para que se realize a
visita de deputados a Timor. |
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05 de Setembro. Os l�deres do CNRM,
Ab�lio Ara�jo e Vicente Guterres, s�o recebidos pelo Vaticano. |
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I - Jornadas de Timor da UP - (10 a 17
de Setembro de 1989) - E A CONSOLIDA��O DA CONVERG�NCIA NACIONALISTA. |
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- 12 de Outubro. O papa Jo�o Paulo
II visita Timor, onde permanece quatro horas. Missa em Taci Tolu. A visita � acompanhada
de violentos protestos contra a ocupa��o indon�sia. |
1989 |
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14 de Outubro. O CNRM, acusa o papa de
n�o ter ido ao encontro das aspira��es dos timorenses e de ser sucumbido � |
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influ�ncia de Jacarta, nomeadamente por
n�o ter condenado energicamente as viola��es dos direitos humanos. |
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23 de Outubro. Em discurso pronunciado na
UNESCO, M�rio Soares defende independ�ncia do Timor -Leste. |
1989 |
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- 23 de Novembro de 1989, o Parlamento
Europeu; aprova outra resolu��o condenando a invas�o do Timor Leste. |
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Uma festa de Natal, organizada por
estudantes timorenses em Bali � reprimida por militares indon�sios. |
1990 |
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03 de Janeiro. Guerrilha maubere derruba
dois helic�pteros militares indon�sios na regi�o de Baucau. |
1990 |
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17 de Janeiro. Estudantes manifestam-se
frente ao Hotel Turismo em D�li, contra a presen�a do embaixador dos Estados Unidos, em
visita ao Timor Leste. Indon�sia reage desencadeando uma repress�o em moldes militares,
da� resultando a morte de 3 timorenses. |
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03 de Fevereiro. Benny Murdani, num
discurso proferido em D�li, amea�a a guerrilha de esmagamento total, afirmando que
"n�o existe uma na��o timorense, apenas uma na��o indon�sia". |
1990 |
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II Jornadas de Timor da UP - (28 de Abril
a 01 Maio de 1990) - DAR FOR�A � ESPERAN�A, APESAR DAS DIFICULDADES. |
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- 09 de Julho. Relat�rio anual da Anistia
Internacional denuncia execu��es em Timor. |
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30 de Agosto. Resolu��o aprovada pela
Subcomiss�o dos Direitos do Homem, favor�vel a Timor, denuncia a viola��o de direitos
fundamentais pela Indon�sia. |
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- 17 de Outubro. Externato cat�lico de
S�o Jos�, em D�li, � cercado pelo ex�rcito indon�sio devido protestos contra a
presen�a dos invasores no pa�s. |
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- 17 de Outubro. Externato cat�lico de
S�o Jos�, em D�li, � cercado pelo ex�rcito indon�sio devido protestos contra a
presen�a dos invasores no pa�s. |
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28 de Outubro. Reportagem do The New York
Times considera o Timor Leste como "o lugar mais triste do mundo |
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27 de Fevereiro. Queixa do governo
portugu�s ao Tribunal Internacional de Haia sobre o acordo firmado entre a Austr�lia e a
Indon�sia para a explora��o de jazidas de petr�leo e g�s natural do Mar de Timor. |
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III Jornadas de Timor da UP - (09 a 11 de
Maio de 1991) - OU O APELO AO VATICANO PARA UM EMPENHAMENTO MAIS COERENTE NA DEFESA DOS
DIREITOS HUMANOS E NACIONAIS DOS TIMORENSES. |
1991 |
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O papa Jo�o Paulo II, visita
Portugal.(Maio de 1991)
12 de Setembro. O Parlamento Europeu aprova uma resolu��o em que
solicita � CE a suspens�o da venda de armas � Indon�sia. |
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10 de Novembro. Criada em Lisboa a
Plataforma Internacional de Juristas por Timor, com a participa��o de 14 pa�ses. |
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1991 - Massacre de Santa Cruz ( 12/11/91) - o ex�rcito indon�sio, abre fogo sobre
uma manifesta��o pac�fica: resulta em 271 mortos; 382 feridos; 250 desaparecidos e 362
presos. |
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1992 |
- 01 de Mar�o. D. Ximenes
Belo pede a autonomia de Timor, com base nas caracter�sticas hist�ricas, culturais e
religiosas dos timorenses (mauberes). |
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03 de Mar�o. M�rio
Carrascal�o defende per�odo de transi��o do territ�rio para a administra��o
indon�sia que salvaguarde o seu patrim�nio hist�rico e cultural e as suas liga��es
com Portugal. Carrascal�o reconhece que o processo adotado para a integra��o n�o � o
melhor. |
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6 de Mar�o. Estados Unidos
condenam o massacre de Santa Cruz, mas afirmam que o mesmo n�o reflete a pol�tica do
governo indon�sio. |
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1992 - 10 de Mar�o. Chega
ao Mar de Timor o navio Lusit�nia Expresso, integrado na miss�o "Paz em
Timor". Uma fragata indon�sia d� ordem de retirada. Estudantes atiram flores ao
mar. |
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- 18 de Mar�o. Em Lisboa,
o ministro dos Neg�cios Estrangeiros portugu�s acusa a Austr�lia de hipocrisia,
enquanto seu hom�logo australiano diz que Portugal deixou Timor num situa��o de
car�ncia revoltante e que a anexa��o � irrevers�vel. |
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28 de Mar�o. A �ustria
interrompe programas de aux�lio ao desenvolvimento da Indon�sia. |
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01 de Abril. A Anistia
Internacional divulga lista de 900 nomes de timorenses mortos, feridos, detidos ou
desaparecidos entre o dia do massacre de Santa Cruz e fins de Janeiro. |
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- 03 de Abril. Fechado o
Externato de S�o Jos�, em comum acordo entre o Bispo Ximenes Belo e o governo da
Indon�sia. |
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1992 - IV Jornadas de
Timor da UP - (Abril de 1992) - O MASSACRE DE SANTA CRUZ. |
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03 de Junho. Dois tenentes
e um sargento do ex�rcito indon�sio s�o condenados a penas de pris�o de 12 a 18 meses
por sua participa��o no massacre de Santa Cruz. |
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01 de Julho. Tribunal
indon�sio condena Greg�rio Cunha Saldanha � pena de pris�o perp�tua por
participa��o na manifesta��o de Santa Cruz.
1992 - 20 de Julho. Governo portugu�s consegue inviabilizar acordo da
Comunidade Europ�ia com a Indon�sia devido � quest�o timorense. |
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- 27 de Julho. Reuni�o
anual do Comit� de Descoloniza��o da ONU, em Nova Iorque, sobre o Timor Leste. Troca
m�tua de acusa��es entre os representantes portugu�s e indon�sio. |
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11 de Setembro. Ab�lio
Os�rio Soares sucede M�rio Carrascal�o no cargo de governador de Timor |
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Governo alem�o declara que
navios vendidos � Indon�sia n�o podem ser utilizados contra Timor |
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1992 |
19 de Novembro. Xanana Gusm�o, l�der da
resist�ncia nacional maubere, � preso em D�li, no desempenho de miss�o clandestina na
capital. Ao anunciar a captura de Xanana Gusm�o, a Indon�sia reconhece que um pequeno
povo lhe resiste desde 1975. Xanana Gusm�o torna-se o "Nelson Mandela" de
Timor, t�o incomodo na pris�o como no mato. A resist�ncia dos timorenses acabou por
abrir brechas no muro do sil�ncio internacional e tamb�m na opini�o p�blica indon�sia |
1993 |
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05 de Janeiro. "Mau Huno, novo l�der
da resist�ncia, reafirma que Ramos-Horta � o representante do Conselho Nacional de
Resist�ncia Maubere, considera Xanana um her�i e elogia o presidente M�rio Soares de
Portugal e o secret�rio - geral da ONU. |
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1993 |
- 01 de Fevereiro. In�cio do julgamento
de Xanana Gusm�o em D�li.
1993 - 11 de Mar�o. Em Genebra, a Comiss�o dos Direitos Humanos
condena a Indon�sia por sua persistente viola��o dos Direitos do Homem |
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- 03 de Abril. Mau Huno, � aprisionado
pelos indon�sios em Manu Fahi, no distrito de Ainaro. Konis Santana assume imediatamente
o comando da resist�ncia armada. |
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11 de Junho. A British Aerospace anuncia a
assinatura de um contrato no valor de 500 milh�es de libras para o fornecimento de 24
avi�es de treinamento Hawk � Indon�sia. |
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- 23 de Junho. Sete estudantes mauberes
solicitam asilo nas embaixadas da Finl�ndia e da Su�cia em Jacarta. |
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- 09 de Julho. A Ordem de Liberdade,
atribu�da por M�rio Soares a Xanana Gusm�o, � entregue ao seu filho na embaixada de
Portugal em Camberra, Austr�lia |
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V Jornadas de Timor da UP - ( 22 a 29 de
Julho de 1993) - DA DETEN��O DO LIDER M�XIMO DA RESIST�NCIA MAUBERE, XANANA GUSM�O,
� COOPERA��O COM DEMOCRATAS INDON�SIOS. |
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Xanana Gusm�o, agora liderando a
Resist�ncia, � preso e levado para a Indon�sia. A resist�ncia acusa a Indon�sia, de
ter matado mais de 300 mil timorenses. |
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14 de Agosto. Indon�sia recua na
condena��o � pris�o perp�tua de Xanana Gusm�o, comutando a pena para 20 anos de
pris�o, a ser cumprida na pris�o de Cipinang, em Jacarta. |
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20 de Agosto. Comiss�o dos Direitos do
Homem da ONU |
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- expressa sua profunda preocupa��o
pelas cont�nuas viola��es praticadas pela Indon�sia em Timor Leste. |
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- 26 de Setembro. Deputados suecos que
visitaram o Timor Leste anunciam seu apoio a candidatura de Ximenes Belo ao Pr�mio Nobel
da Paz. |
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- 21 de Dezembro. � noticiada a cria��o
da Associa��o de Amizade Indon�sia - Portugal, tendo por presidente Indra Rukmana,
filho do general Suharto. |
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27 de Dezembro. Xanana Gusm�o declara-se
cidad�o portugu�s, denuncia cerceamento da atividade de seu advogado de defesa, solicita
advogado portugu�s e pede anula��o de seu julgamento de D�li
1993 1993 1993 1993 - 1994 - 05 de Janeiro. Galv�o de Melo, dirigente
da Associa��o de Amizade Portugal - Indon�sia, inicia visita a Jacarta, acusando
Portugal, "sob a influ�ncia dos comunistas "de ter entregue Timor � Fretilin
em 1975. |
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26 de Fevereiro. Grupos portugueses pr� -
Timor denunciam que 125 empresas com sede em Portugal mant�m neg�cios com a Indon�sia. |
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07 de Mar�o. A Indon�sia subscreve
declara��o sobre Timor em Genebra, aceitando, entre outras medidas, o deslocamento de um
relator indicado pela ONU para investigar o massacre de Santa Cruz e a liberta��o dos
presos. |
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1994................CONFER�NCIA SOBRE
"TIMOR LESTE E A EXPANS�O PORTUGUESA"- 16 de Mar�o de 1994 - E O PAPEL DA
IGREJA TIMORENSE. Confer�ncia realizada na cidade do Porto, dentro das comemora��es do
6O. centen�rio do nascimento do Infante D. Henrique "o navegador". |
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- 25 de Mar�o. A resid�ncia do conhecido
militante ambientalista indon�sio Sr. George Junius Aditjondro, � apedrejada por
"desconhecidos". O ato de viol�ncia sobrevem ap�s sucessivas manifesta��es
de agressividade verbal de parte das autoridades indon�sias, indispostas com o ecologista
ap�s suas den�ncias contrariando os n�meros oficiais do massacre de Santa Cruz. |
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1994 ASIA PACIFIC CONFERENCE ON EAST TIMOR
(APCET) REALIZADA EM MANILA, de 31 de Maio a 4 de Junho de 1994, primeira iniciativa fora
de Portugal para discutir os problemas do Timor Leste. Suharto tenta sabotar de todas as
maneiras a Confer�ncia, exercendo tremendas press�es pol�ticas e econ�micas sobre o
Governo das Filipinas, que proibiram a entrada de v�rios convidados estrangeiros ao
Evento. |
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. - Dois soldados indon�sios mu�ulmanos
cospem para o ch�o as h�stias que comungaram durante a missa da festa de S�o Jos�, em
Remexio. Rea��es de protesto resultam na pris�o de 11 pessoas. |
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- 05 de Julho. O coronel Johny Lumitang,
protestante, |
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CONFER�NCIA DE ISERLOHN ( 30 de Setembro
a 02 de Outubro/1994 - E O DESENVOLVIMENTO DA SOLIDARIEDADE ALEM� COM TIMOR LESTE |
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VI Jornadas de Timor da UP - de 04 de
Outubro de 1994 e a 26 de Mar�o de 1995 - "TIMOR LESTE, UMA RESPONSABILIDADE
INTERNACIONAL".,A Universidade Portuguesa assume um crescente papel e prop�e uma
maior internacionaliza��o. |
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1994 - 06 de Outubro de 1994, Ramos
Horta(CNRM) � recebido pelo Ministro dos Neg�cios Estrangeiros da Indon�sia, ap�s
conversa��es entre representantes de Portugal e Indon�sia, sob os ausp�cios do
Secret�rio Geral da ONU. |
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Junho de 1995, O Tribunal Internacional de
Justi�a, reconhece tamb�m os Direitos de Timor Leste. |
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- Atribui��o do Pr�mio Nobel da Paz ao
Bispo Ximenes Belo e ao Jornalista Ramos-Horta, timorenses ligados a causa da
autodetermina��o e independ�ncia do Timor Leste. |
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1996 -
Outubro de 1996, o chanceler alem�o Helmut Kohl, faz gest�es por uma paz no Timor Leste,
com a participa��o do povo do Timor Leste. |
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1997 - Junho
de 1997. Assassinato pela Indon�sia, do vice - comandante da Resist�ncia Timorense, Davi
Alex, capturado e torturado at� a morte |
1997 |
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- 30 de Agosto de 1997. O chanceler
Brit�nico, Robin Cook, anunciou que o Reino Unido vai apoiar pol�tica e financeiramente
organiza��es de defesa dos direitos humanos na Indon�sia. O pa�s
aumentar�(come�ar�) a press�o para que a Indon�sia resolva a quest�o do Timor Leste,
ex - col�nia portuguesa ocupada em 1975. |
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Final s�c. XIX - As coisas come�a a
mudar rapidamente. Portugal querendo incrementar seu poder econ�mico para alcan�ar seus
rivais europeus e afastar as amea�as as suas col�nias por parte da Inglaterra, Alemanha
e Fran�a, desejosas de expandir seus imp�rios. Portugal tenta ampliar o desenvolvimento
econ�mico e social de Timor Leste. Isto implicou muitas vezes em t�ticas opressoras,
como o cultivo for�ado de colheitas comerci�veis, trabalho for�ado para constru��o de
infra-estrutura no Territ�rio e a cobran�a de impostos por cabe�a. |
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Os m�todos citados, levaram a um
ressentimento geral e finalmente � viol�ncia em larga escala, culminando num levante
neste ano. Liderados por um governante local. |
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reprimida com ajuda de tropas africanas da
col�nia portuguesa de Mo�ambique |
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A rebeli�o amea�a o controle portugu�s
da capital D�li. Mas � violentamente. |
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Ocorre um revolta s�ria, que foi
rapidamente sufocada |
NOME DE LUGARES/PESSOAS LIGADAS
A HISTORIA DE TIMOR LESTE
 | CNRM - Conselho Nacional da Resist�ncia Maubere |
 | Megawatti Sukarno Putri - Filha do L�der da Independ�ncia da Indon�sia Sukarno,
atualmente (1997), ela � l�der da oposi��o indon�sia, l�der do PDI (Partido
Democr�tico da Indon�sia. |
 | Jos� Ramos Horta (Ramos Horta) - Dirigente do CNRM., pr�mio nobel da paz de 1996,
advogado e poeta. |
 | Benny Murdani - Militar indon�sio uns dos principais arquitetos da invas�o indon�sio
ao Timor Leste. |
 | Suharto - Ditador indon�sio. |
 | PDI - Partido Democr�tico da Indon�sio, atualmente (1997) oposi��o a ditadura de
Suharto. |
 | Carlos Ximenes Belo - Bispo Cat�lico de D�li (Timor Leste), pr�mio nobel da paz de
1996, um dos s�mbolos da identidade timorense. |
 | Jos� "Xanana" Gusm�o - principal l�der da resist�ncia timorense, preso de
1992.Cumprindo pena de 20 anos na pris�o de cipinang em Jacarta(Indon�sia), poeta. |
 | FRETILIN - Frente Revolucion�ria para a Independ�ncia de Timor Leste. |
 | UDT - Uni�o Democr�tica Timorense. |
 | APODETI - Associa��o Popular Democr�tica de Timor. |
 | FALINTIL - For�as Armadas de Liberta��o Nacional do Timor Leste. |
 | Ab�lio Ara�jo - L�der da Fretilin (1990) |
 | Paulo Pires - L�der da UDT (1990). |
 | Zacarias da Costa - Vice - Presidente da UDT (1994) |
 | Jos� Lu�s Guterres - Chefe da Delega��o da FRETILIN no Exterior (1994) |
 | Jo�o Carrascal�o - Presidente da UDT (1994) |
 | Mari Alkari - Secret�rio da FRETILIN, para Rela��es Internacionais (1994). |
 | Carmel Budiardjo - Editor do Boletim Tapol, de defesa dos presos pol�ticos indon�sios
e dos direitos humanos indon�sios e timorenses., participou da II Jornadas de Timor da
Up. |
 | Liem Soei Liong - Editor do Boletim Tapol(bimens�rio publicado no Reino Unido), de
defesa dos presos pol�ticos indon�sios e dos direitos humanos indon�sios e timorenses,
participou da II Jornadas de Timor da UP. |
 | Pa�ses Baixos - Holanda |
 | destroyer Mon Icidi - Navio de guerra indon�sio usado na �poca da Invas�o do Timor
Leste. |
 | Henry Kissinger - Secret�rio de Estado Norte Americano, na �poca da Invas�o do Timor
Leste. |
 | Gerald Ford - Presidente Norte Americano, na �poca da Invas�o do Timor Leste. |
 | Monsenhor Martinho da Costa Lopes - ex - Administrador Apost�lico de D�li (1982). |
 | Converg�ncia Nacionalista - Acordo estabelecido em 1986 entre a UDT e FRETILIN. |
 | GUERRA CIVIL TIMORENSE - de Agosto a Setembro de 1975, instigada por elementos
infiltrados pelos indon�sios, que levou a guerra UDT e FRETILIN. |
 | Povo Maubere - Nome usado para designar o povo do Timor Leste. |
 | Sousa Lara (Deputado) - Presidente da Comiss�o (Portuguesa) Eventual para o
Acompanhamento da Situa��o em Timor Leste.(1990) |
 | General Ramalho Eanes - Ex- Presidente de Portugal(1990) |
 | Rui Quartim Santos - Funcion�rio do Minist�rio dos Neg�cios
Estrangeiros(Portugal-1990). |
 | John Taylor (Professor) - Brit�nico, participou da II Jornadas de Timor da UP. |
 | Paul Moore Jr.(Reverendo) - Bispo Resignat�rio de Nova York, da Igreja
Pentecostal(Comunh�o Anglicana), participou da II Jornadas de Timor da UP, denunciou a
situa��o dram�tica da popula��o de Timor, que visitou em Dezembro de 1989.. |
 | Sasha Stepan - Jurista, docente da Monash Universty (Austr�lia), participou da II
Jornadas de Timor da UP, denunciou a coniv�ncia Australiana estaria ligada a interesse
econ�mico. |
 | Semin�rio de Valadares( V.N.Gaia ) , local onde se realizou a IV Jornadas de Timor da
UP |
 | Massacre de Santa Cruz - Massacre perpetrado (em 12 de novembro de 1991) pelas for�as
de ocupa��o indon�sias, quando do sepultamento de um jovem ativista pol�tico
timorense. |
 | Alan Nairn - Jornalista americano, tendo tentado impedir o massacre de Santa Cruz, foi
espancado e ferido pelos soldados indon�sios, participou da IV Jornadas de Timor da UP. |
 | Saskia Kowerberg - Jornalista holandesa, participou da IV Jornadas de Timor da UP. |
 | Lusit�nia Expresso - Navio Portuguesa que participou da miss�o de paz em Timor, foi
bloqueado por .3 navios de guerra indon�sios e impedido de chegar a D�li, na ocasi�o do
Massacre de Santa Cruz. |
 | Benedict Anderson - Professor americano,(Aaron L. Binenkorb Professor of Internacional
Studies) Cornell University, Ithaca, N.Y.(EUA), uns dos maiores especialistas mundiais da
Indon�sia Moderna. Autor de 3 livros sobre a Indon�sia. Director do "Cornell Modern
Indonesia "Project" e fundador e editor do "Indonesia Journal". |
 | George Aditjondro, Professor da (Kristen Satya Wacana Universitas de Salatiga,
Java)Universidade de Salatiga, na Indon�sia, participou da V Jornadas de Timor da UP,
criticado da ocupa��o do Timor Leste, participou da V Jornadas de Timor da UP. Durante
as VI Jornadas de Timor da UP, proferiu aula inaugural do 2O. Curso de
Introdu��o � Indon�sia e o Timor Leste, horas depois sua casa apedrejada e a fam�lia
amea�ada, tamb�m foi intimado pela Pol�cia Indon�sia a prestar declara��es. |
 | D. Janu�rio Torgal Ferreira , Secret�rio da Confer�ncia Episcopal
Portuguesa(1993), cat�lico, participou das V Jornadas de Timor da UP.
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 | D. Fernando da Luz Soares, Bispo da Igreja Lusitana(de Comunh�o Anglicana)(1993). |
 | Dr. Suleiman Valy Mamede, Presidente da Assembl�ia Geral da Comunidade Isl�mica de
Lisboa(1993), participou da V Jornadas de Timor da UP. |
 | Alberto Amaral,(Professor), Reitor da Universidade do Porto(1993) |
 | Hilton Deakin ; Bispo Auxiliar da Diocese de Melbourne, na Austr�lia(1994), convidado
estrangeiro a participar da Confer�ncia sobre o Timor Leste (O Papel da Igreja Timorense)
dentro do tema "Timor Leste e a Expans�o Portuguesa". O Bispo Deakin, foi uns
dos raros bispos n�o indon�sios a visitar o Timor Leste, ap�s 1975. |
 | George Winius (Professor), grande especialista em Hist�ria da Expans�o Portuguesa,
convidado da Confer�ncia "Timor Leste e a Expans�o Portuguesa" realizada em
16/03/94 UP. |
 | Dur�o Barroso (Ministro); Ministro dos Neg�cios Estrangeiros(1994), |
 | Susan Castillo (Dra.); representante do Reitor e do Coordenador das Jornadas de Timor da
UP, na confer�ncia (APCET) realizada em Manila - Filipinas de 31 de Maio ao 04 de Junho
de 1994.Proibida de entrar nas Filipinas para aquela confer�ncia, por press�es da
Indon�sia |
 | Mairead Maguire, (Irlanda do Norte), pr�mio Nobel da Paz, proibida de entrar nas
Filipinas em 1994, por ocasi�o da APCET. |
 | Danielle Miterrand (Mme), esposa do Presidente Franc�s Miterrand, proibida de entrar
nas Filipinas em 1994, por ocasi�o da APCET. |
 | APCET (A ASIA PACIFIC CONFERENCE ON EAST TIMOR, REALIZADA EM MANILA, de 31 de Maio a 4
de Junho de 1994. |
 | Pedro Pinto Leite(Dr.) , Secret�rio da Plataforma Internacional de Juristas por Timor
Leste(Leiden, Holanda), participou do n�cleo promotor da Confer�ncia de
Iserlohn(Alemanha/1994). |
 | Peter Frank, SouthEast Asia Information Center, Bochum, Alemanha, participou do n�cleo
promotor da Confer�ncia de Iserlohn(1994). |
 | Rudiger Sareika(Dr.), Evanglish Akademie, Iserlohn, Alemanha, participou do n�cleo
promotor da Confer�ncia de Iserlohn(1994). |
 | A, Barbedo de Magalh�es(Prof.) - Universidade do Porto, Portugal. |
 | CONFER�NCIA DE ISERLOHN de 30 de Setembro a 2 de outubro de 1994 - E O DESENVOLVIMENTO
DA SOLIDARIEDADE ALEM� COM TIMOR LESTE. |
 | Renato Costantino Jr., Presidente da APCET, participou tamb�m da VI Jornadas de Timor
da UP. |
 | Augusto Miclat Jr., (Executive Director of Initiatives for Internacional Dialogue), um
dos organizadores da APCET, participou tamb�m da VI Jornadas de Timor da UP. |
 | Ellene Sana(Engenheira), membro do Philippine Council for International Solidarity and
Peace e membro da Philippine Solidarity for East Timor and Indonesia (PHILSETI), criada na
seq��ncia da APCET, ajudou a organizar a APCET, participou tamb�m das VI Jornadas de
Timor da UP. |
 | Eleanor Conda(Mrs.), Directora of the Womens Legal Bureau, umas das organizadoras
da APCET, participou tamb�m da VI Jornadas de Timor da UP. |
 | Aloisius Soma (Bispo), Bispo Japon�s, Presidente Honor�rio da Asia Pacific Coalition
for East Timor, criada durante a APCET. |
 | Thomas Quigley(Dr.), Personalidade Norte Americana, participou VI Jornadas de Timor da
UP. |
 | Arnold Kohen(Dr.), Personalidade Norte Americana, participou das VI Jornadas de Timor da
Up. |
 | Setefani Renato (Padre/Jap�o), participou das VI Jornadas de Timor da UP. |
 | Jos� Lopes Baptista(Padre/Portugal), participou das VI Jornadas de Timor da UP. |
 | Jo�o Alves (D.), Bispo de Coimbra, participou das VI Jornadas de Timor da UP. |
 | Janu�rio Torgal Ferreira(D.), Bispo Auxiliar de Lisboa, participou das VI Jornadas de
Timor da UP. |
 | Fernando Gomes, Presidente da C�mara Municipal do Porto, participou da VI Jornadas de
Timor da UP. |
 | .Peter Carey (Dr.), da Oxford University, do Reino Unido, participou da VI Jornadas de
Timor da UP.(tamb�m como orador/palestrante). |
 | Akihisa Matsuno(Dr.), Professor Associado da Osaka University of Foreign Studies,
Jap�o, ling�ista especializado na l�ngua indon�sia , demostrou a farsa da
"Declara��o de Balib�", que a Indon�sia usa como justificativa para a
invas�o do Timor Leste. Demonstrou que a mesma est� cheia de v�cios, e teria sido
escrita pelos indon�sios, que teriam depois for�ado os l�deres de quatro partidos
timorense assina-la em 29 de Novembro de 1974, como se por eles tivesse sido redigida. |
 | James Dunn, c�nsul australiano, que afirmou que a "Declara��o de Balib�"
teria sido redigida pelo coronel indon�sio Sugyanto e por um agente dos servi�os
secretos, de nome Taolin, muito envolvidos na Operasi Komodo destinada a desestabilizar o
territ�rio de Timor Leste a fim de justificar a interven��o indon�sia. |
 | DECLARA��O DE BALIB� - Documento supostamente redigido e assinado por 4 l�deres de
partidos timorense, em 29 de Novembro de 1974, na qual pedem a ajudam da Indon�sia, no
territ�rio de Timor Leste, duas testemunhas, uma das quais teria tamb�m subscrito a
referida Declara��o, lembraram que a mesma foi assinada em Bali, e que foram todos
obrigados a assinar o documento, sob a amea�a de armas, al�m de amea�arem os refugiados
timorense em territ�rio indon�sio. |
 | Cipinang - pris�o indon�sia situada em Jacarta na ilha de Java, local onde est� preso
Xanana Gusm�o, l�der da Resist�ncia Timorense. |
BIBLIOGRAFIA:
 | Grande Enciclop�dia Portuguesa e Brasileira, vol. XXXI, Lisboa, Rio de Janeiro |
 | Almanaque Abril - Editora Abril - Brasil |
 | Memorando do Lan�amento da Frente Parlamentar de Solidariedade ao Povo do Timor Leste -
C�mara Federal - Brasil |
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