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Est� p�gina foi atualizada pela �ltima vez em:  25-abr-2001.

 

 

TIMOR

HISTORIA

( CRONOLOGICA )

TIMOR-LESTE, UM POVO, UMA NA��O

"Seja no Tibete ou na Pol�nia, nos Pa�ses B�lticos ou no Pac�fico Sul, em �frica ou nas Cara�bas, est� demonstrado que a for�a e a repress�o nunca puderam sufocar por completo o que se constitui a pr�pria raz�o de ser de cada povo: o orgulho de ser ele mesmo; a capacidade de poder preservar, sem restri��es, tudo quanto o identifique como tal; a liberdade de transmitir tudo isso � gera��es vindouras; em s�mula, o direito de gerir o seu pr�prio destino".

Xanana Gusm�o,

5 de Outubro de 1989.

******************************************************************************************************************

" A RESIST�NCIA VAI LUTAR PARA SEMPRE PARA DEFENDER OS DIREITOS DO POVO MAUBERE E MANTER VIVA SUA ESPERAN�A. S� ASSIM CONSEGUIREMOS FOR�AR A INDON�SIA E OS PA�SES QUE FORNECEM ARMAS E DINHEIRO PARA O REGIME DE SUHARTO, ESPECIALMENTE OS ESTADOS UNIDOS, A OBEDECEREM � LEI INTERNACIONAL E RESPEITAREM NOSSO DIREITO � AUTODETERMINA��O".

David Alex ( Her�i Maubere - L�der da Falintil - 14/01/97.)

 

Retrospecto Hist�rico     de Timor Leste:

 

Ilha da Insul�ndia, no arquip�lago de Sonda, a Leste de Flores e de Sumba, situada entre o 8o. e 11o. de Latitude Sul. A ilha de Timor � divida em duas partes:

1 - Timor Oeste, territ�rio indon�sio (19.000 km2; 603.000 hab. (est. 1971); capital Kupang.

2 - TIMOR LESTE, Ex - territ�rio Portugu�s (emancipado em 28/11/1975 e invadido pela indon�sia em 07/12/1975), ao qual s�o associados o encrave de O�-Cuss� (Okussi -Ambeno que fica a noroeste na costa ( um ap�ndice na parte indon�sia no mar de Savu) e mais duas pequenas ilhas; Ata�ro e Jac�.

3 - Capital D�li, cidade de aprox. 150 mil (1997). (*)" tem aspecto mediterr�neo ao redor do porto natural, muitos de seu pr�dio s�o relativamente novos, uma vez que sofreu intenso bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial, mas boa parte da arquitetura ainda traz o selo do seu passado colonial portugu�s".

(*) - S�lvio L. Sant’Anna

TIMOR-CLIMA E RELEVO:

A ilha tem uma cadeia central de montanhas, mais altas a oeste. O clima � quente nas regi�es centrais, mais ameno nas montanhas e geralmente chuvoso. A secura do inverno austral explica a extens�o da savana, que avan�a em preju�zo da floresta. O ponto culminante � o Monte Ramelau, (Timor Leste), com 2.920 metros.

TIMOR LESTE - ECONOMIA

Os principais produtos econ�micos de Timor Leste s�o agro - pecu�rios como: o inhame, milho, caf�, fumo, borracha, s�ndalo branco, gado bovino, su�nos, b�falos, etc. H� tamb�m o petr�leo no mar de Timor. O qual juntou-se a Indon�sia e a Austr�lia para explora-lo e ao Timor Leste.

INDON�SIA:

COM�RCIO BILATERAL - BRASIL/INDON�SIA:

Exporta��es do Brasil: US$ 274.877.401 (jan. a nov./96)

Principais produtos: farelo de soja, a��car cristal, pasta qu�mica de madeira, semi -manufaturados de ferro e a�o, min�rio de ferro pelotizado, a�o, algod�o, pe�as para autom�veis, motores para autom�vel, pl�stico (mat�ria prima).

Importa��es pelo Brasil: US$ 213.522.233 (jan. a nov.96) (*)

Principais produtos: borracha, min�rio de cobre, �leo de palmiste, azeite de dend�, polipropileno em outras formas, �cido este�rico, r�dio para autom�vel, m�quinas fotogr�ficas.

Saldo: US$ 61.355.168 (jan. a nov./96) (*)

ECONOMIA:

PIB: US$ 200,7 bilh�es (1995)

Moeda/c�mbio: r�pia (US$ 1,00=2,294 r�pias) fev/96

Principais atividades econ�micas: petr�leo, g�s natural, agricultura, ind�stria t�xtil, minera��o, turismo.

Exporta��es Totais: US$ 23,5 bilh�es (jan. a jun./96) (**)

Principais produtos exportados: caf�, borracha, madeira, petr�leo, g�s natural, estanho.

Importa��es Totais: US$ 21,3 bilh�es (jan. a jun./96) (**)

Principais produtos importados: produtos qu�micos e farmac�uticos, fertilizantes, papel, ferro e a�o, maquinaria industrial e comercial.

Saldo: US$ 2,2 bilh�es (jan. a jun./96) (**)

Fonte: (*) - MICT/SECEX - dados preliminares

(**) - Economic and Social Commission for �sia and the Pacific - United Nations

RESUMO - HIST�RIA - TIMOR

PER�ODO

FATOS MARCANTES

1512

1520

Sup�e-se que o seu descobrimento tenha se dado neste per�odo, muito provavelmente em 1512 quando do descobrimento das Ilhas Molucas.

Obs:1 - Como ilha de especiarias, sua fun��o foi no imp�rio portugu�s na �sia, marcadamente mercantil. Principalmente com exportador do S�ndalo Branco

Obs:2 - No s�c. XVI, Portugal conquistou e manteve v�rios centros comerciais, (Molucas, Malaca, Sumatra, Timor, etc.)

1581

1640

De abril de 1581 a dezembro de 1640, com a uni�o das coroas da Espanha e Portugal(60 anos).Com o fechamento do porto de Lisboa aos holandeses, ent�o inimigos dos Espanh�is, estes come�am a atacar o imp�rio portugu�s.

1594

1622

Os holandeses invadem diversas col�nias portuguesas; Brasil, Angola, Malaca, Sumatra, Molucas, etc.)

1613

Os holandeses invadem a ilha de Timor.

1642

Portugal atrav�s de Tratado com a Holanda e Inglaterra, procura obter apoio pol�tico contra a Espanha.

1651

A posse da ilha de Timor, � disputada pelos portugueses e holandeses. Os holandeses, terminam a constru��o de uma fortaleza em cup�o e passam a dominar o lado oeste da ilha.

1665

- � nomeado pelo vice-rei da �ndia, Ant�nio de Melo e Castro, o primeiro capit�o-mor, Sim�o Lu�s. Nesta �poca s�o freq�entes as guerras com os ind�genas e as disputas com os holandeses.

1668

Portugal faz novas concess�es aos holandeses e ingleses (territoriais, dinheiro e outros privil�gios).

1668

Portugal faz a paz com a Espanha

1668

Restaura��o de parte do Dom�nio Colonial Portugu�s. Salvador Correia , expulsa os holandeses de Angola, com for�a organizada no Brasil.

1668

1769

A capital de Timor Leste � transferida de Lifau(Lif�o), para D�li.

1820

D. Jo�o VI, nomeia governador Manuel Joaquim de Matos Gois, que manteve em paz a ilha.

18-

Meados do s�c. XIX, a disputa sobre a posse da ilha tornou-se elemento dominante da pol�tica colonial portuguesa e dos governadores de Timor.

1844

- Timor e Macau passam a ter governadores da �ndia(Goa).

1851

1859

Portugal atrav�s dos tratados de 1851 e 1859 � obrigado a ceder partes dos dom�nios portugu�s a Holanda. A (Ilha � oficialmente dividida). Ficando a parte oeste para a Holanda e a parte Leste da Portugal.

1904

Determinada a fronteira entre Portugal e Holanda na ilha de Timor.

A divis�o oficial em Timor Oeste(holand�s) e Timor Leste(portugu�s) � formalizada

1894

1942

- Tentativas de consolida��o do dom�nio e pacifica��o da ilha.

1942

1945

Fevereiro de 1942 a setembro de 1945, ocupa��o japonesa. Com a sa�da dos japoneses, Portugal reocupa Timor Leste.

1949

Em 1949, as col�nias holandesas das �ndias Orientais, que incluem o Timor Ocidental(oeste), tornam-se independentes.

1960

Em 14/12/60, sob a resolu��o 1514, Timor Leste foi considerado pela ONU, territ�rio n�o aut�nomo, sob a administra��o portuguesa.

1961

Subandrio, Ministro indon�sio dos Neg�cios Estrangeiros, declara na ONU, "Na metade da ilha de Timor que � portuguesa, n�o reivindicamos qualquer territ�rio".

1974

25/04/1974 "Revolu��o dos Cravos" queda da ditadura salazarista em Portugal e inicio do processo de descoloniza��o Portugal cria em 27/07/74, uma Comiss�o para a Autodetermina��o, "aceitando a independ�ncia de suas col�nias" Os dois partidos pol�ticos timorenses, FRETILIN e UDT, formam um alian�a pela independ�ncia.

1974

25 de Abril de 1974, Queda da Ditadura Salazarista, com a Revolu��o dos Cravos, pois fim a 50 cinq�enta anos de ditadura e 14 anos de guerra colonial.

1974

20/01 a 27/5 - Coaliz�o UDT-FRETILIN

Junho de 1975, Portugal p�r press�es da ONU, declara encerrada sua presen�a em Timor Leste. D�li, a capital � ocupada pela Frente Timorense de Liberta��o Nacional (FRETILIN), esquerdista, partid�ria da Independ�ncia Total e imediata. As tropas da Indon�sia, invadem o Timor Leste, aproveitando-se da indefini��o gerada pela retirada de Portugal, que at� ent�o administrava a ilha como col�nia. A invas�o ocorre depois que a FRETILIN, derrota numa breve guerra civil as for�as da APODETI (Assoc. Popular e Democr�tica de Timor) dominada pelos conservadores e intregristas locais, que queriam a anexa��o a Indon�sia.

1974

Em 03/08/74, Portugal entrega a ONU um memorando afirmando a disposi��o em cooperar com a independ�ncia das suas col�nias.

1975

Suharto, declara em julho de 1975: "Timor n�o ser� independente".

1975

Agosto de 1975, desfaz-se a alian�a UDT - FRETILIN, originando um curta guerra civil.

1975

28 de novembro de 1975, a FRETILIN, proclama independ�ncia de TIMOR LESTE.

1975

Come�a em 7 de Dezembro de 1975, a invas�o ao Timor Leste. "Os Estados Unidos esperam que o fa�a de forma eficaz, r�pida e sem utilizar o nosso material", declarou Sr. Newson, embaixador dos Estados Unidos. A indon�sia executa a "OPERA��O KOMODO".

1975

12 de Dezembro de 1975 - A Indon�sia invade o Timor Leste. A FRETILIN, � for�ada a abandonar a capital timorense, D�li, sob forte bombardeio da avia��o e navios da Indon�sia. Apesar das sucessivas resolu��es da ONU, pela retirada dos invasores e pela autodetermina��o dos timorenses. A repress�o � FRETILIN, que continua a resistir por meio de guerrilhas. A ocupa��o de Timor Leste � considerada ilegal pela ONU. � instalado ali, um governo fantoche. 80% dos 680 mil timorenses refugiam-se nas montanhas. Um ano mais tarde, foram j� mortos mais de 100 mil timorenses.

1975

- 12 de Dezembro de 1975. Resolu��o no. 3485 (XXX), da Assembl�ia Geral da ONU, condena a invas�o indon�sia no Timor Leste.

1975

14 de Dezembro de 1975. O enclave de O� - Cussi � ilegalmente anexado � prov�ncia indon�sia do Timor Ocidental(Timor Oeste

1975

1975 - 22 de Dezembro de 1975 Resolu��o no. 384 (1975), o Conselho de Seguran�a da ONU, condena a invas�o, e solicita a retirada das for�as indon�sias.

1976 - 22 de Abril de 1976 Resolu��o no. 389(1976), o Conselho de Seguran�a da ONU, reafirma o direito a autodetermina��o e independ�ncia do Timor Leste, solicita a retirada da Indon�sia.

1976

Julho de 1976, A indon�sia anexa o Timor Leste na marra, na for�a das armas. Mas essa anexa��o n�o � reconhecida pela ONU e a resist�ncia continua a lutar pela Independ�ncia e Autodetermina��o.

1976

Rompimento das Rela��es Diplom�ticas entre Portugal e a Indon�sia, a face a invas�o e anexa��o do TIMOR LESTE. A ONU "pede a todos os Estados que respeitem o direito inalien�vel do povo do Timor � autodetermina��o, � liberdade e � independ�ncia".

1976

O Presidente dos EUA, Gerald Ford, durante visita oficial a Indon�sia, afirma que os Estados Unidos, manter�o a ajuda econ�mica ao pa�s. E cala-se diante do genoc�dio em Timor Leste.

14 de Setembro .Francisco Xavier do Amaral, primeiro presidente da RDTL, passa-se para o lado dos invasores.

23 de Setembro. In�cio de gigantesca ofensiva indon�sia contra as Falintil.

1976

01 de Dezembro de 1976, a Assembl�ia Geral da ONU, Resolu��o reafirmando as resolu��es anteriores da Assembl�ia Geral e do Conselho de Seguran�a da ONU, condena a anexa��o fraudulenta de Timor Leste como prov�ncia Indon�sia.

CC da Fretilin denuncia uso intensivo de bombardeios a�reos e de artilharia pesada contra a popula��o civil. Execu��es sum�rias da popula��o capturada, inclusive crian�as e beb�s.

17 de Junho. "Timor Leste encontra-se mergulhado em sangue e fogo", comunicado do CC da Fretilin.

22 de Novembro. Queda da �ltima base de apoio da resist�ncia, no Monte Matebian.

03 de Dezembro. Alarico Fernandes passa para o lado indon�sio, entregando os aparelhos de transmiss�o da R�dio Maubere.

- 31 de Dezembro. Morre em combate Nicolau Lobato, segundo presidente da Fretilin e antecessor de Xanana Gusm�o no comando das For�as Armadas da Fretilin, as Falintil.

Lenta reorganiza��o da resist�ncia. In�cio da fase de guerra cl�ssica de guerrilhas. A indon�sia controlava todo o pa�s e acreditava que a FRETILIN esta derrotada. No entanto ressurgem das montanhas e matas de Timor in�meros guerrilheiros liberados pelo s�mbolo incontest�vel da resist�ncia do povo Maubere, Xanana Gusm�o. Os Guerrilheiros enquadrados nas FALINTIL (For�as Armadas de Liberta��o Nacional de Timor Leste), da qual Xanana Gusm�o � comandante-chefe, ampliam suas opera��es conduzindo a guerrilha a uma resist�ncia que conseguiu criar liga��es com povoa��es estrat�gicas, resistindo a in�meros ataques da ditadura indon�sia.

06 de Janeiro. Autoridades indon�sias impedem contato do Sr. W. Guicciardi, enviado especial do Secret�rio - Geral da ONU com a Fretilin.

06 de Abril. Comunicado da RDTL (Rep�blica Democr�tica de Timor Leste), assinado pelo primeiro - ministro Nicolau Lobato, d� conta do "controle de mais de 80% do territ�rio pelas Falintil".

12 de Abril. "Todos os membros do comit� - central da Fretilin e do governo da RDTL deslocam-se livremente, as telecomunica��es est�o em funcionamento e tamb�m a Emissora Nacional emite tr�s vezes por semana" ( Comunicado do governo da RDTL).

15/05 A 02/06 - 2a. sess�o plen�ria do CC da Fretilin adota as "tr�s grandes linhas orientadoras da revolu��o maubere; guerra popular, guerra prolongada, contar com as pr�prias for�as"..

23 de Maio. Resolu��o aprovada pelo Parlamento Europeu proclama a necessidade urgente de "uma investiga��o internacional sobre os efeitos da ocupa��o indon�sia sobre a popula��o do Timor Leste".

10 e 11 de Junho. Ataque da Fretilin a alvos militares em D�li.

O n�mero de timorenses mortos, sobe para mais de 200 mil. ( 1 habitante em cada 3).� um verdadeiro genoc�dio. Sujeitos a constantes bombardeiros, enfraquecidos e doentes, muitos timorenses s�o for�ados a render-se. S�o, depois, reagrupados em campos vigiados, sem liberdade para cultivar a terra. A fome agrava-se. A submiss�o � s� aparente: "De fato, eles continuam simpatizantes da resist�ncia", l�-se num manual militar indon�sio. A resist�ncia armada, sob o comando de Xanana Gusm�o, continua incomodando o invasor.

- 01 a 08 de Mar�o. Confer�ncia Nacional da Resist�ncia discute rearticula��o da luta contra os indon�sios.

19 de Junho. Reunido em Lisboa, o Tribunal Permanente dos Povos condena a invas�o e ocupa��o de Timor pela Indon�sia.

24 de Novembro. A Assembl�ia Geral da ONU aprova por maioria a Resolu��o 36/50, que mant�m o teor das anteriores e registra com satisfa��o a ajuda humanit�ria prestada aos timorenses.

09 de Novembro. M�rio Carrascal�o � nomeado governador de Timor pela Indon�sia.

23 de Novembro. A Assembl�ia Geral da ONU aprova, por maioria a Resolu��o no. 37/30 de 23 de Novembro de 1982, requer do Secret�rio Geral da ONU, provid�ncia que permitam obter uma solu��o global para o problema, e apela � interven��o de organiza��es humanit�rias.

Regime de Jacarta, manipula resultados de elei��es, com o n�mero de votos, superior ao de eleitores.

1983

A Comiss�o de Direitos Humanos da ONU, reconhece o direito da autodetermina��o e independ�ncia do Timor Leste.

1983

23 de Mar�o de 1983, a Indon�sia prop�e negocia��es � Resist�ncia Timorense. Os contatos com vistas � paz realizados entre Xanana Gusm�o (Fretilin), o coronel Purwanto ( comandante das tropas indon�sias de ocupa��o) e o governador M�rio Carrascal�o, iniciados em fevereiro nas montanhas. Xanana Gusm�o exige a participa��o da ONU no processo. Daqui resulta um cessar-fogo de seis (6) meses.

11 de Maio de 1983. Nomea��o de Carlos Ximenes Belo como novo bispo – administrador apost�lico de D�li.

- 06 de Julho. Resolu��o aprovada pela Subcomiss�o de Direitos Humanos do Homem reafirma o direito do povo de Timor � autodetermina��o e independ�ncia, condenando a viola��o dos direitos humanos.

1983

Agosto/Setembro de 1983, durante tentativas fracassadas de negocia��es. O General indon�sio Benny Murdani (em 17?08), rompe o cessar - fogo aceito pela FRETILIN, para desencadear uma maci�a e violenta ofensiva contra ela, visando a liquida��o da Fretilin. Desde ent�o as condi��es em Timor Leste, tendo sido m�s, marcadas pela fome, epidemias, repress�o a civis e combates entre a resist�ncia (FRETILIN) e os invasores (INDON�SIOS).

- 08 de Agosto. Os ministros dos Neg�cios Estrangeiros dos Pa�ses Africanos de L�ngua Oficial Portuguesa (PALOP), manifestam a sua preocupa��o por Portugal n�o assumir com clareza as suas responsabilidades hist�ricas, pol�ticas e jur�dicas na quest�o de Timor. Dias antes, o respons�vel pelas rela��es exteriores da Fretilin, Mari Alkatiri, condenou a pol�tica do ministro dos Neg�cios Estrangeiros de Portugal, Jaime Gama, de total capitula��o frente � Indon�sia.

29 de Agosto. In�cio da Transmigra��o de indon�sios - javaneses em sua maioria - para Timor.

12 de Novembro. Portugal e Indon�sia iniciam em Nova Iorque negocia��es sobre Timor. Rui Medina e Queiroz de Barros por Portugal e Ali Alatas pela Indon�sia.

A resist�ncia, atrav�s do seu l�der, Ab�lio Ara�jo, afirma que mais de 200 mil pessoas morreram pela Independ�ncia. A APODETI, rival da FRETILIN que estava derrotada em 1975, continua como governo fantoche dos indon�sios, com M�rio Viegas Carrascal�o, a frente no papel de governador do Timor Leste.

07 de fevereiro. O secret�rio geral da ONU, Javier Perez de Cuellar, afirma em Jacarta que "n�o se deve fazer deste assunto (Timor Leste) um cavalo de batalha". Autoridades indon�sias consideram esta frase um aparente reconhecimento da anexa��o do Timor Leste.

19 de Agosto. Reconhecimento da soberania da Indon�sia em Timor pela Austr�lia atrav�s da declara��o de Bob Hjawke, primeiro-ministro e l�der do Partido Trabalhista.

16 de Setembro. "As Falintil possuem controle de vasta zona do pa�s, de leste a oeste, do norte e do sul "(...) "prosseguiremos a luta contra a criminosa ocupa��o estrangeira, na incans�vel busca da vit�ria que sabemos ser dif�cil, mas confiamos, certa e inevit�vel" - transmiss�o da R�dio Maubere, de algum ponto do Timor Leste

24 de Setembro. Realiza-se em Nova Iorque o primeiro encontro oficial entre os ministros dos Neg�cios Estrangeiros de Portugal e da Indon�sia, respectivamente, Jaime Gama e Mochtar Kusumatsadja.

- 10 de Outubro. A Anistia Internacional divulga relat�rio acusando a Indon�sia de torturas e outros abusos dos direitos humanos.

- 22 de Mar�o. Funda��o do Comit� Nacional de Resist�ncia Maubere (CNRM), formada pela Fretilin e pela UDT.

03 de Agosto. Documento da Comiss�o de Defesa do Povo Maubere (CDPM), revela em Lisboa o massacre coletivo da popula��o de Fo - Manu pelo ex�rcito indon�sio.

02 e 03 de Maio - A CEE (Comunidade Econ�mica Europ�ia) adota pela primeira vez atitude coletiva solid�ria com Portugal, mas paralelamente, procura n�o ferir suscetibilidade indon�sia.

25 de Outubro. Austr�lia e Indon�sia estabelecem acordo provis�rio para explora��o petrol�fera do Mar do Timor.

31de Outubro. Senadores norte-americanos em carta dirigida a George Schultz pedem interven��o dos Estados Unidos para solu��o do conflito em Timor.

01 de Novembro. Os Estados Unidos aceitam a incorpora��o -integra��o de Timor na Indon�sia, embora reconhecendo que n�o houve um ato v�lido de autodetermina��o, anuncia o porta-voz Charles Redman.

31 de Dezembro. Xanana Gusm�o e estudantes timorenses abandonam a Fretilin, transformando-se em Resist�ncia Nacional.

"Vamos morrendo como povo e como na��o", escreve o Bispo de D�li ao Secret�rio - Geral da ONU. Monsenhor Belo pede um referendo, para que os timorenses possam decidir o seu destino.

- A Austr�lia e a Indon�sia aliam-se para explorar o petr�leo do mar de Timor - Leste. Ao contr�rio do se que se passa no Koweit, a comunidade internacional cala-se e o genoc�dio continua.

1986

09 de Julho de 1986, M�rio Soares (ent�o Presidente de Portugal) discursa no Parlamento Europeu, manifestando sua indigna��o a invas�o Timor Leste pela Indon�sia.

1986

- 10 de Julho de 1986, Parlamento Europeu, aprova Resolu��o condenando a invas�o de Timor Leste.

- 15 de Setembro de 1988, o Parlamento Europeu, aprova outra resolu��o condenando a invas�o do Timor Leste.

31 de Janeiro. Ab�lio Sereno, estudante timorense perseguindo pelo servi�o secreto indon�sio, consegue fugir de Jacarta para Lisboa.

31 de Janeiro. Ab�lio Sereno, estudante timorense perseguindo pelo servi�o secreto indon�sio, consegue fugir de Jacarta para Lisboa.

02 de Fevereiro. Natalina Ramos-Horta, m�e de Jos� Ramos-Horta, chega a Lisboa, ap�s 13 anos de pris�o decretada pela administra��o militar indon�sia.

06 de Fevereiro. Provocando ira das autoridades indon�sias, D. Ximenes Belo em carta a Perez de Cuellar defende a realiza��o de referendo em Timor.

07 de Mar�o. O arcebispo Dama Atmadja, porta-voz da Confer�ncia Episcopal Indon�sia, anuncia publicamente a visita do papa Jo�o Paulo II "a Timor - Leste e a outras prov�ncias indon�sias ".

24 de Maio. A ONU atribui ao presidente Suharto, o pr�mio Fundo das Na��es Unidas para Atividades da Popula��o, pelo apoio dado nos �ltimos 20 anos ao programa de planejamento familiar na Indon�sia.

03 de Junho. � abatido em emboscada o comandante Oka, importante quadro militar da resist�ncia.

13 de Junho. Jovens estudantes timorenses refugiam-se nas embaixadas do Jap�o e do Vaticano onde pedem asilo pol�tico e apelam � Anistia Internacional para que os ajude a sair da Indon�sia.

14 de Junho. Portugal exige reconhecimento da autodetermina��o do povo timorense como condi��o pr�via para que se realize a visita de deputados a Timor.

05 de Setembro. Os l�deres do CNRM, Ab�lio Ara�jo e Vicente Guterres, s�o recebidos pelo Vaticano.

I - Jornadas de Timor da UP - (10 a 17 de Setembro de 1989) - E A CONSOLIDA��O DA CONVERG�NCIA NACIONALISTA.

- 12 de Outubro. O papa Jo�o Paulo II visita Timor, onde permanece quatro horas. Missa em Taci Tolu. A visita � acompanhada de violentos protestos contra a ocupa��o indon�sia.

1989

14 de Outubro. O CNRM, acusa o papa de n�o ter ido ao encontro das aspira��es dos timorenses e de ser sucumbido �

influ�ncia de Jacarta, nomeadamente por n�o ter condenado energicamente as viola��es dos direitos humanos.

23 de Outubro. Em discurso pronunciado na UNESCO, M�rio Soares defende  independ�ncia do Timor -Leste.

1989

- 23 de Novembro de 1989, o Parlamento Europeu; aprova outra resolu��o condenando a invas�o do Timor Leste.

Uma festa de Natal, organizada por estudantes timorenses em Bali � reprimida por militares indon�sios.

1990

03 de Janeiro. Guerrilha maubere derruba dois helic�pteros militares indon�sios na regi�o de Baucau.

1990

17 de Janeiro. Estudantes manifestam-se frente ao Hotel Turismo em D�li, contra a presen�a do embaixador dos Estados Unidos, em visita ao Timor Leste. Indon�sia reage desencadeando uma repress�o em moldes militares, da� resultando a morte de 3 timorenses.

03 de Fevereiro. Benny Murdani, num discurso proferido em D�li, amea�a a guerrilha de esmagamento total, afirmando que "n�o existe uma na��o timorense, apenas uma na��o indon�sia".

1990

II Jornadas de Timor da UP - (28 de Abril a 01 Maio de 1990) - DAR FOR�A � ESPERAN�A, APESAR DAS DIFICULDADES.

- 09 de Julho. Relat�rio anual da Anistia Internacional denuncia execu��es em Timor.

30 de Agosto. Resolu��o aprovada pela Subcomiss�o dos Direitos do Homem, favor�vel a Timor, denuncia a viola��o de direitos fundamentais pela Indon�sia.

- 17 de Outubro. Externato cat�lico de S�o Jos�, em D�li, � cercado pelo ex�rcito indon�sio devido protestos contra a presen�a dos invasores no pa�s.

- 17 de Outubro. Externato cat�lico de S�o Jos�, em D�li, � cercado pelo ex�rcito indon�sio devido protestos contra a presen�a dos invasores no pa�s.

28 de Outubro. Reportagem do The New York Times considera o Timor Leste como "o lugar mais triste do mundo

27 de Fevereiro. Queixa do governo portugu�s ao Tribunal Internacional de Haia sobre o acordo firmado entre a Austr�lia e a Indon�sia para a explora��o de jazidas de petr�leo e g�s natural do Mar de Timor.

III Jornadas de Timor da UP - (09 a 11 de Maio de 1991) - OU O APELO AO VATICANO PARA UM EMPENHAMENTO MAIS COERENTE NA DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS E NACIONAIS DOS TIMORENSES.

1991

O papa Jo�o Paulo II, visita Portugal.(Maio de 1991)

12 de Setembro. O Parlamento Europeu aprova uma resolu��o em que solicita � CE a suspens�o da venda de armas � Indon�sia.

10 de Novembro. Criada em Lisboa a Plataforma Internacional de Juristas por Timor, com a participa��o de 14 pa�ses.

1991 - Massacre de Santa Cruz ( 12/11/91) - o ex�rcito indon�sio, abre fogo sobre uma manifesta��o pac�fica: resulta em 271 mortos; 382 feridos; 250 desaparecidos e 362 presos.

1992

- 01 de Mar�o. D. Ximenes Belo pede a autonomia de Timor, com base nas caracter�sticas hist�ricas, culturais e religiosas dos timorenses (mauberes).

03 de Mar�o. M�rio Carrascal�o defende per�odo de transi��o do territ�rio para a administra��o indon�sia que salvaguarde o seu patrim�nio hist�rico e cultural e as suas liga��es com Portugal. Carrascal�o reconhece que o processo adotado para a integra��o n�o � o melhor.

6 de Mar�o. Estados Unidos condenam o massacre de Santa Cruz, mas afirmam que o mesmo n�o reflete a pol�tica do governo indon�sio.

1992 - 10 de Mar�o. Chega ao Mar de Timor o navio Lusit�nia Expresso, integrado na miss�o "Paz em Timor". Uma fragata indon�sia d� ordem de retirada. Estudantes atiram flores ao mar.

- 18 de Mar�o. Em Lisboa, o ministro dos Neg�cios Estrangeiros portugu�s acusa a Austr�lia de hipocrisia, enquanto seu hom�logo australiano diz que Portugal deixou Timor num situa��o de car�ncia revoltante e que a anexa��o � irrevers�vel.

28 de Mar�o. A �ustria interrompe programas de aux�lio ao desenvolvimento da Indon�sia.

01 de Abril. A Anistia Internacional divulga lista de 900 nomes de timorenses mortos, feridos, detidos ou desaparecidos entre o dia do massacre de Santa Cruz e fins de Janeiro.

- 03 de Abril. Fechado o Externato de S�o Jos�, em comum acordo entre o Bispo Ximenes Belo e o governo da Indon�sia.

1992 - IV Jornadas de Timor da UP - (Abril de 1992) - O MASSACRE DE SANTA CRUZ.

03 de Junho. Dois tenentes e um sargento do ex�rcito indon�sio s�o condenados a penas de pris�o de 12 a 18 meses por sua participa��o no massacre de Santa Cruz.

01 de Julho. Tribunal indon�sio condena Greg�rio Cunha Saldanha � pena de pris�o perp�tua por participa��o na manifesta��o de Santa Cruz.

1992 - 20 de Julho. Governo portugu�s consegue inviabilizar acordo da Comunidade Europ�ia com a Indon�sia devido � quest�o timorense.

- 27 de Julho. Reuni�o anual do Comit� de Descoloniza��o da ONU, em Nova Iorque, sobre o Timor Leste. Troca m�tua de acusa��es entre os representantes portugu�s e indon�sio.

11 de Setembro. Ab�lio Os�rio Soares sucede M�rio Carrascal�o no cargo de governador de Timor

Governo alem�o declara que navios vendidos � Indon�sia n�o podem ser utilizados contra Timor

1992

19 de Novembro. Xanana Gusm�o, l�der da resist�ncia nacional maubere, � preso em D�li, no desempenho de miss�o clandestina na capital. Ao anunciar a captura de Xanana Gusm�o, a Indon�sia reconhece que um pequeno povo lhe resiste desde 1975. Xanana Gusm�o torna-se o "Nelson Mandela" de Timor, t�o incomodo na pris�o como no mato. A resist�ncia dos timorenses acabou por abrir brechas no muro do sil�ncio internacional e tamb�m na opini�o p�blica indon�sia

1993

05 de Janeiro. "Mau Huno, novo l�der da resist�ncia, reafirma que Ramos-Horta � o representante do Conselho Nacional de Resist�ncia Maubere, considera Xanana um her�i e elogia o presidente M�rio Soares de Portugal e o secret�rio - geral da ONU.

1993

- 01 de Fevereiro. In�cio do julgamento de Xanana Gusm�o em D�li.

1993 - 11 de Mar�o. Em Genebra, a Comiss�o dos Direitos Humanos condena a Indon�sia por sua persistente viola��o dos Direitos do Homem

- 03 de Abril. Mau Huno, � aprisionado pelos indon�sios em Manu Fahi, no distrito de Ainaro. Konis Santana assume imediatamente o comando da resist�ncia armada.

11 de Junho. A British Aerospace anuncia a assinatura de um contrato no valor de 500 milh�es de libras para o fornecimento de 24 avi�es de treinamento Hawk � Indon�sia.

- 23 de Junho. Sete estudantes mauberes solicitam asilo nas embaixadas da Finl�ndia e da Su�cia em Jacarta.

- 09 de Julho. A Ordem de Liberdade, atribu�da por M�rio Soares a Xanana Gusm�o, � entregue ao seu filho na embaixada de Portugal em Camberra, Austr�lia

V Jornadas de Timor da UP - ( 22 a 29 de Julho de 1993) - DA DETEN��O DO LIDER M�XIMO DA RESIST�NCIA MAUBERE, XANANA GUSM�O, � COOPERA��O COM DEMOCRATAS INDON�SIOS.

Xanana Gusm�o, agora liderando a Resist�ncia, � preso e levado para a Indon�sia. A resist�ncia acusa a Indon�sia, de ter matado mais de 300 mil timorenses.

14 de Agosto. Indon�sia recua na condena��o � pris�o perp�tua de Xanana Gusm�o, comutando a pena para 20 anos de pris�o, a ser cumprida na pris�o de Cipinang, em Jacarta.

20 de Agosto. Comiss�o dos Direitos do Homem da ONU

- expressa sua profunda preocupa��o pelas cont�nuas viola��es praticadas pela Indon�sia em Timor Leste.

- 26 de Setembro. Deputados suecos que visitaram o Timor Leste anunciam seu apoio a candidatura de Ximenes Belo ao Pr�mio Nobel da Paz.

- 21 de Dezembro. � noticiada a cria��o da Associa��o de Amizade Indon�sia - Portugal, tendo por presidente Indra Rukmana, filho do general Suharto.

27 de Dezembro. Xanana Gusm�o declara-se cidad�o portugu�s, denuncia cerceamento da atividade de seu advogado de defesa, solicita advogado portugu�s e pede anula��o de seu julgamento de D�li

1993 1993 1993 1993 - 1994 - 05 de Janeiro. Galv�o de Melo, dirigente da Associa��o de Amizade Portugal - Indon�sia, inicia visita a Jacarta, acusando Portugal, "sob a influ�ncia dos comunistas "de ter entregue Timor � Fretilin em 1975.

26 de Fevereiro. Grupos portugueses pr� - Timor denunciam que 125 empresas com sede em Portugal mant�m neg�cios com a Indon�sia.

07 de Mar�o. A Indon�sia subscreve declara��o sobre Timor em Genebra, aceitando, entre outras medidas, o deslocamento de um relator indicado pela ONU para investigar o massacre de Santa Cruz e a liberta��o dos presos.

1994................CONFER�NCIA SOBRE "TIMOR LESTE E A EXPANS�O PORTUGUESA"- 16 de Mar�o de 1994 - E O PAPEL DA IGREJA TIMORENSE. Confer�ncia realizada na cidade do Porto, dentro das comemora��es do 6O. centen�rio do nascimento do Infante D. Henrique "o navegador".

- 25 de Mar�o. A resid�ncia do conhecido militante ambientalista indon�sio Sr. George Junius Aditjondro, � apedrejada por "desconhecidos". O ato de viol�ncia sobrevem ap�s sucessivas manifesta��es de agressividade verbal de parte das autoridades indon�sias, indispostas com o ecologista ap�s suas den�ncias contrariando os n�meros oficiais do massacre de Santa Cruz.

1994 ASIA PACIFIC CONFERENCE ON EAST TIMOR (APCET) REALIZADA EM MANILA, de 31 de Maio a 4 de Junho de 1994, primeira iniciativa fora de Portugal para discutir os problemas do Timor Leste. Suharto tenta sabotar de todas as maneiras a Confer�ncia, exercendo tremendas press�es pol�ticas e econ�micas sobre o Governo das Filipinas, que proibiram a entrada de v�rios convidados estrangeiros ao Evento.

. - Dois soldados indon�sios mu�ulmanos cospem para o ch�o as h�stias que comungaram durante a missa da festa de S�o Jos�, em Remexio. Rea��es de protesto resultam na pris�o de 11 pessoas.

- 05 de Julho. O coronel Johny Lumitang, protestante,

CONFER�NCIA DE ISERLOHN ( 30 de Setembro a 02 de Outubro/1994 - E O DESENVOLVIMENTO DA SOLIDARIEDADE ALEM� COM TIMOR LESTE

VI Jornadas de Timor da UP - de 04 de Outubro de 1994 e a 26 de Mar�o de 1995 - "TIMOR LESTE, UMA RESPONSABILIDADE INTERNACIONAL".,A Universidade Portuguesa assume um crescente papel e prop�e uma maior internacionaliza��o.

1994 - 06 de Outubro de 1994, Ramos Horta(CNRM) � recebido pelo Ministro dos Neg�cios Estrangeiros da Indon�sia, ap�s conversa��es entre representantes de Portugal e Indon�sia, sob os ausp�cios do Secret�rio Geral da ONU.

Junho de 1995, O Tribunal Internacional de Justi�a, reconhece tamb�m os Direitos de Timor Leste.

- Atribui��o do Pr�mio Nobel da Paz ao Bispo Ximenes Belo e ao Jornalista Ramos-Horta, timorenses ligados a causa da autodetermina��o e independ�ncia do Timor Leste.

1996 - Outubro de 1996, o chanceler alem�o Helmut Kohl, faz gest�es por uma paz no Timor Leste, com a participa��o do povo do Timor Leste.

1997 - Junho de 1997. Assassinato pela Indon�sia, do vice - comandante da Resist�ncia Timorense, Davi Alex, capturado e torturado at� a morte

1997

- 30 de Agosto de 1997. O chanceler Brit�nico, Robin Cook, anunciou que o Reino Unido vai apoiar pol�tica e financeiramente organiza��es de defesa dos direitos humanos na Indon�sia. O pa�s aumentar�(come�ar�) a press�o para que a Indon�sia resolva a quest�o do Timor Leste, ex - col�nia portuguesa ocupada em 1975.

Final s�c. XIX - As coisas come�a a mudar rapidamente. Portugal querendo incrementar seu poder econ�mico para alcan�ar seus rivais europeus e afastar as amea�as as suas col�nias por parte da Inglaterra, Alemanha e Fran�a, desejosas de expandir seus imp�rios. Portugal tenta ampliar o desenvolvimento econ�mico e social de Timor Leste. Isto implicou muitas vezes em t�ticas opressoras, como o cultivo for�ado de colheitas comerci�veis, trabalho for�ado para constru��o de infra-estrutura no Territ�rio e a cobran�a de impostos por cabe�a.

Os m�todos citados, levaram a um ressentimento geral e finalmente � viol�ncia em larga escala, culminando num levante neste ano. Liderados por um governante local.

reprimida com ajuda de tropas africanas da col�nia portuguesa de Mo�ambique

A rebeli�o amea�a o controle portugu�s da capital D�li. Mas � violentamente.

Ocorre um revolta s�ria, que foi rapidamente sufocada

 

NOME DE LUGARES/PESSOAS LIGADAS

A HISTORIA DE TIMOR LESTE

CNRM - Conselho Nacional da Resist�ncia Maubere
Megawatti Sukarno Putri - Filha do L�der da Independ�ncia da Indon�sia Sukarno, atualmente (1997), ela � l�der da oposi��o indon�sia, l�der do PDI (Partido Democr�tico da Indon�sia.
Jos� Ramos Horta (Ramos Horta) - Dirigente do CNRM., pr�mio nobel da paz de 1996, advogado e poeta.
Benny Murdani - Militar indon�sio uns dos principais arquitetos da invas�o indon�sio ao Timor Leste.
Suharto - Ditador indon�sio.
PDI - Partido Democr�tico da Indon�sio, atualmente (1997) oposi��o a ditadura de Suharto.
Carlos Ximenes Belo - Bispo Cat�lico de D�li (Timor Leste), pr�mio nobel da paz de 1996, um dos s�mbolos da identidade timorense.
Jos� "Xanana" Gusm�o - principal l�der da resist�ncia timorense, preso de 1992.Cumprindo pena de 20 anos na pris�o de cipinang em Jacarta(Indon�sia), poeta.
FRETILIN - Frente Revolucion�ria para a Independ�ncia de Timor Leste.
UDT - Uni�o Democr�tica Timorense.
APODETI - Associa��o Popular Democr�tica de Timor.
FALINTIL - For�as Armadas de Liberta��o Nacional do Timor Leste.
Ab�lio Ara�jo - L�der da Fretilin (1990)
Paulo Pires - L�der da UDT (1990).
Zacarias da Costa - Vice - Presidente da UDT (1994)
Jos� Lu�s Guterres - Chefe da Delega��o da FRETILIN no Exterior (1994)
Jo�o Carrascal�o - Presidente da UDT (1994)
Mari Alkari - Secret�rio da FRETILIN, para Rela��es Internacionais (1994).
Carmel Budiardjo - Editor do Boletim Tapol, de defesa dos presos pol�ticos indon�sios e dos direitos humanos indon�sios e timorenses., participou da II Jornadas de Timor da Up.
Liem Soei Liong - Editor do Boletim Tapol(bimens�rio publicado no Reino Unido), de defesa dos presos pol�ticos indon�sios e dos direitos humanos indon�sios e timorenses, participou da II Jornadas de Timor da UP.
Pa�ses Baixos - Holanda
destroyer Mon Icidi - Navio de guerra indon�sio usado na �poca da Invas�o do Timor Leste.
Henry Kissinger - Secret�rio de Estado Norte Americano, na �poca da Invas�o do Timor Leste.
Gerald Ford - Presidente Norte Americano, na �poca da Invas�o do Timor Leste.
Monsenhor Martinho da Costa Lopes - ex - Administrador Apost�lico de D�li (1982).
Converg�ncia Nacionalista - Acordo estabelecido em 1986 entre a UDT e FRETILIN.
GUERRA CIVIL TIMORENSE - de Agosto a Setembro de 1975, instigada por elementos infiltrados pelos indon�sios, que levou a guerra UDT e FRETILIN.
Povo Maubere - Nome usado para designar o povo do Timor Leste.
Sousa Lara (Deputado) - Presidente da Comiss�o (Portuguesa) Eventual para o Acompanhamento da Situa��o em Timor Leste.(1990)
General Ramalho Eanes - Ex- Presidente de Portugal(1990)
Rui Quartim Santos - Funcion�rio do Minist�rio dos Neg�cios Estrangeiros(Portugal-1990).
John Taylor (Professor) - Brit�nico, participou da II Jornadas de Timor da UP.
Paul Moore Jr.(Reverendo) - Bispo Resignat�rio de Nova York, da Igreja Pentecostal(Comunh�o Anglicana), participou da II Jornadas de Timor da UP, denunciou a situa��o dram�tica da popula��o de Timor, que visitou em Dezembro de 1989..
Sasha Stepan - Jurista, docente da Monash Universty (Austr�lia), participou da II Jornadas de Timor da UP, denunciou a coniv�ncia Australiana estaria ligada a interesse econ�mico.
Semin�rio de Valadares( V.N.Gaia ) , local onde se realizou a IV Jornadas de Timor da UP
Massacre de Santa Cruz - Massacre perpetrado (em 12 de novembro de 1991) pelas for�as de ocupa��o indon�sias, quando do sepultamento de um jovem ativista pol�tico timorense.
Alan Nairn - Jornalista americano, tendo tentado impedir o massacre de Santa Cruz, foi espancado e ferido pelos soldados indon�sios, participou da IV Jornadas de Timor da UP.
Saskia Kowerberg - Jornalista holandesa, participou da IV Jornadas de Timor da UP.
Lusit�nia Expresso - Navio Portuguesa que participou da miss�o de paz em Timor, foi bloqueado por .3 navios de guerra indon�sios e impedido de chegar a D�li, na ocasi�o do Massacre de Santa Cruz.
Benedict Anderson - Professor americano,(Aaron L. Binenkorb Professor of Internacional Studies) Cornell University, Ithaca, N.Y.(EUA), uns dos maiores especialistas mundiais da Indon�sia Moderna. Autor de 3 livros sobre a Indon�sia. Director do "Cornell Modern Indonesia "Project" e fundador e editor do "Indonesia Journal".
George Aditjondro, Professor da (Kristen Satya Wacana Universitas de Salatiga, Java)Universidade de Salatiga, na Indon�sia, participou da V Jornadas de Timor da UP, criticado da ocupa��o do Timor Leste, participou da V Jornadas de Timor da UP. Durante as VI Jornadas de Timor da UP, proferiu aula inaugural do 2O. Curso de Introdu��o � Indon�sia e o Timor Leste, horas depois sua casa apedrejada e a fam�lia amea�ada, tamb�m foi intimado pela Pol�cia Indon�sia a prestar declara��es.

D. Janu�rio Torgal Ferreira , Secret�rio da Confer�ncia Episcopal Portuguesa(1993), cat�lico, participou das V Jornadas de Timor da UP.

D. Fernando da Luz Soares, Bispo da Igreja Lusitana(de Comunh�o Anglicana)(1993).
Dr. Suleiman Valy Mamede, Presidente da Assembl�ia Geral da Comunidade Isl�mica de Lisboa(1993), participou da V Jornadas de Timor da UP.
Alberto Amaral,(Professor), Reitor da Universidade do Porto(1993)
Hilton Deakin ; Bispo Auxiliar da Diocese de Melbourne, na Austr�lia(1994), convidado estrangeiro a participar da Confer�ncia sobre o Timor Leste (O Papel da Igreja Timorense) dentro do tema "Timor Leste e a Expans�o Portuguesa". O Bispo Deakin, foi uns dos raros bispos n�o indon�sios a visitar o Timor Leste, ap�s 1975.
George Winius (Professor), grande especialista em Hist�ria da Expans�o Portuguesa, convidado da Confer�ncia "Timor Leste e a Expans�o Portuguesa" realizada em 16/03/94 UP.
Dur�o Barroso (Ministro); Ministro dos Neg�cios Estrangeiros(1994),
Susan Castillo (Dra.); representante do Reitor e do Coordenador das Jornadas de Timor da UP, na confer�ncia (APCET) realizada em Manila - Filipinas de 31 de Maio ao 04 de Junho de 1994.Proibida de entrar nas Filipinas para aquela confer�ncia, por press�es da Indon�sia
Mairead Maguire, (Irlanda do Norte), pr�mio Nobel da Paz, proibida de entrar nas Filipinas em 1994, por ocasi�o da APCET.
Danielle Miterrand (Mme), esposa do Presidente Franc�s Miterrand, proibida de entrar nas Filipinas em 1994, por ocasi�o da APCET.
APCET (A ASIA PACIFIC CONFERENCE ON EAST TIMOR, REALIZADA EM MANILA, de 31 de Maio a 4 de Junho de 1994.
Pedro Pinto Leite(Dr.) , Secret�rio da Plataforma Internacional de Juristas por Timor Leste(Leiden, Holanda), participou do n�cleo promotor da Confer�ncia de Iserlohn(Alemanha/1994).
Peter Frank, SouthEast Asia Information Center, Bochum, Alemanha, participou do n�cleo promotor da Confer�ncia de Iserlohn(1994).
Rudiger Sareika(Dr.), Evanglish Akademie, Iserlohn, Alemanha, participou do n�cleo promotor da Confer�ncia de Iserlohn(1994).
A, Barbedo de Magalh�es(Prof.) - Universidade do Porto, Portugal.
CONFER�NCIA DE ISERLOHN de 30 de Setembro a 2 de outubro de 1994 - E O DESENVOLVIMENTO DA SOLIDARIEDADE ALEM� COM TIMOR LESTE.
Renato Costantino Jr., Presidente da APCET, participou tamb�m da VI Jornadas de Timor da UP.
Augusto Miclat Jr., (Executive Director of Initiatives for Internacional Dialogue), um dos organizadores da APCET, participou tamb�m da VI Jornadas de Timor da UP.
Ellene Sana(Engenheira), membro do Philippine Council for International Solidarity and Peace e membro da Philippine Solidarity for East Timor and Indonesia (PHILSETI), criada na seq��ncia da APCET, ajudou a organizar a APCET, participou tamb�m das VI Jornadas de Timor da UP.
Eleanor Conda(Mrs.), Directora of the Women’s Legal Bureau, umas das organizadoras da APCET, participou tamb�m da VI Jornadas de Timor da UP.
Aloisius Soma (Bispo), Bispo Japon�s, Presidente Honor�rio da Asia Pacific Coalition for East Timor, criada durante a APCET.
Thomas Quigley(Dr.), Personalidade Norte Americana, participou VI Jornadas de Timor da UP.
Arnold Kohen(Dr.), Personalidade Norte Americana, participou das VI Jornadas de Timor da Up.
Setefani Renato (Padre/Jap�o), participou das VI Jornadas de Timor da UP.
Jos� Lopes Baptista(Padre/Portugal), participou das VI Jornadas de Timor da UP.
Jo�o Alves (D.), Bispo de Coimbra, participou das VI Jornadas de Timor da UP.
Janu�rio Torgal Ferreira(D.), Bispo Auxiliar de Lisboa, participou das VI Jornadas de Timor da UP.
Fernando Gomes, Presidente da C�mara Municipal do Porto, participou da VI Jornadas de Timor da UP.
.Peter Carey (Dr.), da Oxford University, do Reino Unido, participou da VI Jornadas de Timor da UP.(tamb�m como orador/palestrante).
Akihisa Matsuno(Dr.), Professor Associado da Osaka University of Foreign Studies, Jap�o, ling�ista especializado na l�ngua indon�sia , demostrou a farsa da "Declara��o de Balib�", que a Indon�sia usa como justificativa para a invas�o do Timor Leste. Demonstrou que a mesma est� cheia de v�cios, e teria sido escrita pelos indon�sios, que teriam depois for�ado os l�deres de quatro partidos timorense assina-la em 29 de Novembro de 1974, como se por eles tivesse sido redigida.
James Dunn, c�nsul australiano, que afirmou que a "Declara��o de Balib�" teria sido redigida pelo coronel indon�sio Sugyanto e por um agente dos servi�os secretos, de nome Taolin, muito envolvidos na Operasi Komodo destinada a desestabilizar o territ�rio de Timor Leste a fim de justificar a interven��o indon�sia.
DECLARA��O DE BALIB� - Documento supostamente redigido e assinado por 4 l�deres de partidos timorense, em 29 de Novembro de 1974, na qual pedem a ajudam da Indon�sia, no territ�rio de Timor Leste, duas testemunhas, uma das quais teria tamb�m subscrito a referida Declara��o, lembraram que a mesma foi assinada em Bali, e que foram todos obrigados a assinar o documento, sob a amea�a de armas, al�m de amea�arem os refugiados timorense em territ�rio indon�sio.
Cipinang - pris�o indon�sia situada em Jacarta na ilha de Java, local onde est� preso Xanana Gusm�o, l�der da Resist�ncia Timorense.

BIBLIOGRAFIA:

Grande Enciclop�dia Portuguesa e Brasileira, vol. XXXI, Lisboa, Rio de Janeiro
Almanaque Abril - Editora Abril - Brasil
Memorando do Lan�amento da Frente Parlamentar de Solidariedade ao Povo do Timor Leste - C�mara Federal - Brasil

 

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