CAPÍTULO IV - PERGAMINHO
 




Draco estava no dormitório quando Snape conseguiu encontrá-lo.

— E então, professor, qual o significado daquilo?-- Draco perguntou.

— Dumbledore quer vê-lo, Draco. Pediu-me para levá-lo à sala dele.--Snape lhe respondeu e conduziu-lhe pelos corredores.

Ao chegar em um corredor vazio, Snape parou em frente a uma gárgula e dizendo a senha: “Tudo de limão” essa se abriu revelando a sala de Dubledore. Eles entraram e Snape falou:

— Aqui está, Alvo. Foi ele quem recebeu.

— Eu já imaginava. Obrigado, Severo.-- Snape se retirou e Dumbledore dirigiu-se a Draco.-- Sente-se, Malfoy. Posso chama-lo de Draco, não?

— Pode sim.-- Draco sentou-se em frente a Dumbledore e começou a admirar a sala que era cheia de objetos estranhos e surpreendentes. Ele nunca estivera ali e notou, com surpresa, uma fênix que estava num poleiro junto a um armário. A voz de Dumbledore lhe trouxe à realidade.

— Então, Draco, como você recebeu o símbolo?

— Estava desenhado na minha cama ontem junto com aquele pergaminho.

— E você tem alguma idéia do que se trata?

— Não.

— Então eu vou lhe contar uma pequena estória.-- Houve um silêncio momentâneo antes de Dumbledore recomeçar a falar. Draco estava ansioso pela informação, apesar do que seu pai lhe falava, o diretor lhe inspirava grande poder e sabedoria. Era uma das poucas pessoas que ele respeitava em Hogwarts. Dumbledore começou a falar:

— Depois da expulsão de Slyterin de Hogwarts ele se transformou em um grande bruxo das trevas. Precisamente nessa época, foi criada uma ordem que combatia bruxos trevosos, a Ordem dos Cavaleiros da Távola redonda, que também é incumbida de proteger a espada sagrada. Slyterin foi derrotado, mas a ordem continuou a existir lutando contra as trevas. Eu fui o último representante ativo dessa ordem usando uma profecia para derrotar Grindelwald em 1945.

— Você disse profecias? Então aquele pergaminho contém uma profecia para derrotar Voldemort.-- Draco concluiu

— Suponho que sim.-- Dumbledore respondeu

— Então, por que mandaram para mim e não para o Potter? Destruir Voldemort não é tarefa dele?- Draco falou com um pouco de deboche.

— Eu não sei o motivo, Draco, mas ele está ligado à profecia que você recebeu.- Dumbledore respondeu sério - Eu sou um membro da ordem e mesmo ainda não entendendo vários porquês, devo orientá-lo sobre o propósito que lhe foi destinado.

— Então a conversa aqui é sobre destino. E o que acontece se eu não quiser participar dessa ordem?

— “Homo ne fugite fatum suum” Sabe o que significa, Draco? O homem não foge do seu destino. Bem, se você receber mais alguma mensagem me avise. Acho que não preciso pedir segredo sobre tudo isso. Se você precisar de ajuda a senha da gárgula é...

— “Tudo de limão” eu sei. A propósito, o senhor não parece surpreso que eu tenha recebido a mensagem. Outro aluno também recebeu, não foi?Quem? O Potter?

— Você é bem observador, Draco. Isso é bom.-- Dumbledore ignorou a pergunta-- Vá e esteja alerta. “O dragão dorme mas nunca cochila.”

— E o meu pergaminho?

— Depois eu te mando uma cópia pela coruja. Precisamos traduzi-lo.

Draco saiu, deixando Dumbledore perdido em pensamentos. “Que língua é essa no pergaminho? Parece língua trouxa mas eu nunca vi.” Então uma idéia lhe ocorreu e ele sorriu. “Se é língua trouxa eu sei a quem pedirei ajuda. A senhorita Granger não demorará a chegar das férias.”


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