CAPÍTULO
III -CORUJAS E AJUDA INESPERADA
Draco estava no pensativo no dormitório da Sonserina. Primeiro foram aqueles
sonhos depois o símbolo e o pergaminho. Ele sabia que tudo aquilo era
importante mas não entendia direito. E ainda tinha aquela garota ruiva lhe
beijando e depois dizendo que ele não era o seu tipo.
Acordou cedo no dia seguinte. Tivera o sonho novamente, mas dessa vez não
gastara tempo tentando se lembrar. Só então percebeu que havia dormido no salão
comunal.Ele riu pensando : “belo presente de natal, ficar com as costas
doendo”. Resignado, subiu a escada para o dormitório pensando em como apagar
o símbolo do dia anterior da sua cama mas, chegando lá, viu que este havia
desaparecido.
Na mesa do café ele viu novamente a garota ruiva. As mesas das casas haviam
reaparecido e ela estava sentada na mesa da Corvinal conversando com uma garota.
“Pelo menos ela não é uma grifinória.” ele pensou completando depois:
“E o que isso me importa? Ela é só uma maluca tentando chamar minha atenção!”
— Admita Draco, você gosta dela. Ela mexe com você.--ele falou para si mesmo
completando depois:-- Mas você não faz o tipo dela.--Terminado o café olhou-a
pela última vez e saiu do salão principal para por seu plano em prática.
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Gina estava tomando café e conversando com Camile, sua melhor amiga , na mesa
da Corvinal quando sentiu que era observada. Ergueu os olhos e viu que Draco a
olhava. Logo depois ,para seu desapontamento aturdido, ele saiu do salão. Pouco
depois uma coruja negra parou à sua frente com um pergaminho que ela abriu e
leu.
“ Olá, senhorita sem nome
Acordou feliz hoje... foi o meu beijo que provocou tamanha reação? Estou
impressionado! Ainda espero que você se identifique; quando resolver fazê-lo,
pode usar o Gwydion(minha coruja).Ele lhe atenderá de bom grado. Ah! Obrigada
por me salvar ontem. Devo lhe dizer que você ficou muito bem com aquele vestido
branco molhado.
Draco Malfoy”
Ela riu alto na mesa da Corvinal passando a carta pra Camille ler enquanto
escrevia em um pergaminho:
“Olá, garoto convencido!
Estou contente de saber que, bem lá no fundo, você tem um pouco de educação.Não
precisa agradecer por eu ter salvado sua vida(não acostume). Devo dizer que é
muito estranho que você repare no vestido de uma ruiva sem nome que não faz o
seu tipo.
Ah! E quanto àquilo que você chamou de beijo, eu não acho que consiga deixar
ninguém feliz. É melhor você não esperar que eu me identifique, você ainda
não tem direito à essa informação.”
Terminando de escrever ela mandou à Draco pela coruja.
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Enquanto isso, o próprio Draco estava pegando uma caixa no seu dormitório e
saindo. Ainda não sabia se estava agindo certo e tinha quase certeza de que não
seria atendido, mas achava que tinha que tentar. Chegou em frente a uma porta de
madeira e, reunindo coragem, bateu.
— Entre!-- uma voz seca lhe respondeu.
— Com licença, professor Snape. Gostaria que me esclarecesse algo.
— Seja rápido, Sr Malfoy. Estou ocupado.-- Snape respondeu enquanto Draco
tirava os pergaminhos da caixa.
— O senhor tem alguma idéia do que isso significa?-- ele estendeu os
pergaminhos para Snape que pegou e examinou.
— Como conseguiu isso, Sr Malfoy?-- ele parecia espantado.
— Encontrei-os em cima da minha cama.
— Eu tenho apenas uma idéia do significado disso, mas sei que é extremamente
importante e perigoso. Preciso mostrar à Dumbledore.
— Está bem, professor, mas peço que não diga de quem é.
— Tudo bem, Sr Malfoy, agora me dê licença.
Draco saiu da sala ainda sem acreditar que Snape iria ajudá-lo . “Deve ser
alguma coisa bem séria” ele pensou enquanto andava. “É melhor eu ver se
acho alguma coisa na biblioteca.”
Chegando à biblioteca, Draco viu Gina sentada à mesa, lendo um livro. Nesse
instante, sua coruja apareceu e lhe entregou uma carta. Ele leu-a e riu
discretamente enquanto pensava: “Que garota geniosa! Estou começando a gostar
disso!” Depois guardou a carta e, pegando o livro que procurava, sentou-se à
mesa onde ela estava.
— Olá, senhorita inominável. Vim te dar o prazer da minha companhia.
— Você está enganado, Draco. Você veio desfrutar o prazer da minha
companhia.--ela respondeu e vendo que ele ficou em silêncio, perguntou:
— Não. Apenas estou com preguiça.-- ele respondeu com sua voz de tédio
displicente.
Ele simplesmente levantou o livro mostrando a capa(Símbolos desconhecidos da
magia de Hanna Skywalker). Ela continuou a perguntar
— Por que você está lendo esse livro? Andou vendo símbolos estranhos?
— Boa pergunta. Por que você também está lendo?-- ele apontou para um
exemplar idêntico na mão dela-- Andou vendo símbolos estranhos?
— Não exatamente.-- ela respondeu e ele começou a rir.
— Engraçado, estamos tendo uma conversa civilizada pela primeira vez.-- ele
falou e foi a vez dela rir.
— Realmente. Você hoje está menos intragável.
— E você menos pretensiosa.--ele respondeu, olhando-a.
— Eu, pretensiosa?-- ela deu um sorriso irônico-- pensei que você era Draco
Malfoy.
Acho que assim nos despedimos da nossa conversa civilizada.-- ele fechou o livro
e levantou-se para sair da biblioteca.--Tchau, inominável!
Gina ficou intrigada. “Será que ele também recebeu o símbolo?” ela pensou
enquanto voltava a ler. “Se recebeu, por que Dumbledore não sabia? E se não
recebeu, por que estava na biblioteca em um dia de férias com aquele livro?”
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Enquanto isso, Snape chegava à sala de Dumbledore, o qual parecia surpreso por
vê-lo.
— O que houve, Severo?-- Dumbledore perguntou assim que ele entrou.
— Isso, Alvo.-- ele mostrou os pergaminhos-- Você sabe o que significa?
— Sei, Severo.-- Alvo estava espantado-- Mas, isso é seu?
— É de um aluno. Ele recebeu e me pediu ajuda. Como eu não tinha certeza do
significado exato, resolvi te procurar.-- Snape respondeu.
— Desculpe, Severo, mas eu tenho que falar imediatamente com esse aluno.
Apenas ele pode ouvir o significado exato disso.
— Está certo, Alvo. Vou chamá-lo.-- Snape falou e saiu.
Alvo Dumbledore sentou-se na cadeira, pensativo. “Então outro estudante foi
chamado para a ordem. Quem diria, Draco Malfoy combatendo bruxos das trevas.
Sim,porque só o Malfoy pediria ajuda ao Snape.”
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