CAPÍTULO
II - MISTÉRIO
Acordou com alguém beijando sua boca. Abriu os olhos devagar e viu a ruiva do
salão principal massageando seu peito.
— O que você pensa que está fazendo?-- perguntou, olhando para a garota.
— Salvando sua vida.--ela respondeu.
— E quem te pediu para fazer isso?-- ele se sentou ficando de frente para ela
que estava ajoelhada ao seu lado.
— Você é bem metido para alguém que quase morreu afogado, e a julgar pela
indignação que sentiu ao ser beijado, não deve gostar muito de mulher.-- ela
respondeu, rindo enquanto levantava dizendo:
— De nada, garoto idiota!
Ele perdeu a fala com o susto. ´´Que menina metida!`` pensou ao mesmo tempo
que a admirava. Quando voltou a si ela já estava se afastando.
— Espera! Qual o seu nome?-- ele gritou.
— Só pessoas bem educadas sabem o meu nome. Tchau, baby!
Draco viu a garota se afastar e sentiu-se confuso. "Quem é aquela
garota? Por que ela me salvou? Como alguém pode ser tão irritantemente
linda?" Depois, percebendo que estava todo molhado, ele resolveu trocar-se
no dormitório da Sonserina.
Enquanto isso no salão principal...
— Gina! Por que você está molhada desse jeito?
— Pulei no lago para salvar um rapaz, Camile.
— Puxa, que coragem! Mas é melhor você ir se trocar.O Rony está te
procurando.
— OK, já estou indo. Tchau, Mile!-- Gina respondeu e se dirigiu à Torre da
Grifinória.
Chegando lá, encontrou Harry e Rony no salão comunal. Da grifinória só
haviam ficado Harry, Rony e ela durante o período de Natal e por isso o dormitório
estava vazio.
— Gina, você viu a Edwiges?-- Harry perguntou olhando-a fixamente.
— A sua coruja? Não, não vi.-- ela respondeu distraída e só então
percebeu que seu vestido branco estava transparente e grudado no corpo.Com um
rubor no rosto murmurou:—Eu vou subir para me trocar.
— Harry, acorda! -- Rony falou assim que Gina saiu.-- Olha, se a Mione tivesse
aqui você tinha perdido a namorada, viu!? Mas eu sei que a minha irmã é
linda. É de família.-- ele riu.
— Não é isso, Rony, eu só estava olhando como a Gina está diferente. Ela
superou bem o que aconteceu com ela no primeiro ano. Mas vamos procurar a
Edwiges que eu quero mandar uma carta para a Mione.
********************
Ao entrar no dormitório , Draco conteve um grito. Havia um símbolo estranho
desenhado em sua cama e ao lado, um pergaminho velho. Aproximou-se devagar:
tinha experiência com pergaminhos amaldiçoados e sabia o que devia fazer. Com
a varinha levou o pergaminho até o espelho e olhou o conteúdo: nada aconteceu.
— Gárgulas errantes! Que língua é essa? E quem me mandou isso? Não é
amaldiçoado.--ele disse para si mesmo.-- Talvez seja importante.
Ele conjurou outro pergaminho no qual copiou o símbolo e guardou os dois dentro
de uma caixa pondo um feitiço de tranca. Depois foi almoçar no salão
principal junto com Crabbe e Goyle. Havia apenas uma mesa na qual ele sentou na
ponta enquanto o grupo de Potter conversava.
— Gina, por que você chegou no salão comunal molhada daquele jeito?--Harry
perguntou, curioso.
— Ela pulou no lago para salvar uma pessoa.-- Camile respondeu. ( Da Corvinal,
ela era a namorada de Rony e a melhor amiga de Gina.)
— E quem você salvou?-- Rony perguntou à Gina.
— Aquele loiro sentado ali entre os dois brutamontes.-- ela apontou
discretamente o outro lado da mesa.
— Por que você não deixou ele morrer, Gina?-- Rony estava indignado.
— Porque eu não sou uma assassina.-- ela respondeu, seca.-- E por que eu
deixaria ele morrer?
— Ele é Draco Malfoy.-- respondeu Harry fazendo cara de desagrado.
— Então por isso ele parecia tão indignado por eu Ter feito boca-a-boca
nele.-- Gina falou pensativa.
— Você encostou sua boca naquele nojento?-- Rony perguntou parecendo prestes
a explodir.
— Eu não sabia quem ele era, Rony. Deixe-me almoçar.-- Gina pôs fim à
discussão.
— Quer dizer que você beijou Draco Malfoy. É melhor tomar cuidado, senão o
fã clube dele vai começar a te perseguir-- Camile falou baixo parecendo
divertida.
— Que persigam! Eu não tenho medo.--Gina respondeu no mesmo tom.
— Mas você não teria coragem de beijá-lo novamente, não é?. --Camile
continuou a provocar.- Assim, na frente daquelas sonserinas metidas.
— Eu beijo-o na hora que eu quiser.-- Gina aceitou a provocação.
— Então beije-o agora.-- Nesse momento, Harry e Rony que estivam falando de
quadribol, voltaram a atenção para a conversa das duas.
— E o que eu ganho com isso?-- Gina indagou
— Eu aposto 10 galeões que você não consegue.--Camile fechou a discussão.
— Você não vai fazer isso, não é, Gina?--Harry falou, tentando comovê-la.
— Obrigada pelos galeões, Mile.-- Gina ignorou a interrupção levantando-se
da mesa enquanto Rony e os outros a olhavam estupefatos.
Draco ficou espantado quando viu a ruiva levantar-se ao lado do Potter e
encaminhar-se em sua direção. Ela sentou-se ao lado dele falando:
— Oi, sem educação!
— Oi, sem nome!-- ele respondeu desdenhosamente.
— Não é que eu seja sem nome, Draco.É esse o seu, não?-- sem esperar pela
resposta, ela continuou-- Mas apenas pessoas privilegiadas conhecem meu nome.
— E eu não entro nesse grupo?-- ele riu. – Rico e bonito... não sou como
os pobretões Weasley.
— Não.- ela respondeu seca.Não gostara da maneira com a qual ele falava da
sua família – Você pode ser rico mas não tem muita educação.- ele ficou
calado então ela continuou.- Mudando de assunto, você não deve ter beijado
muitas garotas. Parecia tão irritadiço hoje. --ela começou a provocar.
— Só beijo garotas que me interessam.-- ele respondeu.
— E quem te interessa? A Pansy Parkinson?-- Gina não resistiu à tentação
de fazer piada.
Dessa vez a provocação havia sido grande demais. Draco puxou-a junto a si,
beijando-a. Depois do beijo, ele falou um pouco ofegante:
— A Pansy não faz o meu tipo, é verdade. Mas ruivas sem nome também não.
— A sua respiração não parece concordar com você, Draco.-- Gina respondeu,
exultante por ter conseguido.-- Mas em todo caso, você também não faz o meu
tipo.-ela riu e saiu em direção à Torre da Grifinória.
— Ganhei 10 galeões.-- Gina entrou sorrindo no salão comunal
— Eu ainda não acredito que você fez isso, Gina.-- Rony lhe disse
— Pois acredite, Rony. Ganhei 10 galeões e ainda dei um fora no Malfoy--ela
respondeu e subiu para o dormitório.
— A parte do fora eu gostei.-- Rony falou com Harry--Imagina aí a cara do
Malfoy.-- e saiu do salão comunal.
*************************
Gina gritou ao entrar no dormitório do 6º ano. Havia um símbolo estranho em
sua cama. Ela já ia sair quando Harry entrou correndo no dormitório.
— O que houve, Gina? Eu te ouvi gritar.-- ele perguntou.
Ainda trêmula de susto, ela apontou para sua cama onde o símbolo brilhava.
Harry pegou um pergaminho e copiou-o.Depois, saiu do quarto puxando Gina.
— Vamos falar com Dumbledore. Ele vai saber o que isso significa.
Juntos, eles foram à sala de Dumbledore. A gárgula abriu passagem como se eles
estivessem sendo esperados.
— Eu achei que você precisava falar comigo, Gina. -- Dumbledore falou-lhes
assim que entraram.
— Olá, Harry! Obrigado por trazer a senhorita Weasley à minha presença.
Sente-se, Gina.
— Eu achei isso na minha cama, professor.-- Gina sentou-se mostrando o
pergaminho enquanto Harry saía da sala. Ao olhar o pergaminho, Dumbledore
pareceu primeiro surpreso, depois, divertido e, por fim, intrigado. Depois falou
lentamente:
— Eu posso estar enganado, Gina, mas esse é o símbolo dos guerreiros da Távola
Redonda , uma ordem que combate os bruxos das trevas usando profecias antigas.
Eu fui o último representante conhecido dessa ordem usando uma profecia para
derrotar Grindelwald em 1945. Achei que estivesse extinta.
— Mas se ela está extinta, como o símbolo apareceu na minha cama?
— Esse é o grande mistério, Gina. Mas não apareceu nenhuma profecia? Só o
símbolo?
— Havia apenas o símbolo.
— Então ainda devem mandar a profecia ou outra pessoa já a recebeu.-
Dumbledore considerou as opções - Agora vá e peço que não comente essa
nossa conversa com ninguém.- Gina levantou e ele acrescentou divertido - Bem
vinda à ordem dos Cavaleiros da Távola Redonda.
Ela saiu da sala e viu que Harry estava esperando-a no corredor. Fez menção de
falar, mas ele falou primeiro:
— Eu não vou te perguntar nada, Gina. Imagino que seja segredo. Não se
preocupe.
— Obrigada, Harry. É segredo, mesmo. Eu preciso de sua ajuda para tirar
aquele símbolo da minha cama antes que alguém veja.
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