CAPÍTULO XIX – PROFECIA

 


— Harry Potter. Você tinha que aparecer na nossa festinha. – Voldemort queboru o silêncio com a ironia que lhe era devida. – E vejo que trouxe alguns convidados.

— Não só isso, mestre. – Lucio falou com um sorriso frio depois de ter estuporado Rony e Hermione. – Veja, a Excalibur na mão dele.

Draco estava paralisado. Olhava tudo atônito, sem saber o que fazer. Harry e Gina continuavam parados na frente dele com iguais expressões de aturdimento.Mas nenhum dos dois prestava atenção nele, Harry olhava Voldemort em desafio e Gina parecia aterrorizada. Draco se perguntou porque ela estava agindo assim. Subitamente a resposta lhe veio “ Ela conheceu Tom Ridlle através daquele diário” Ele ouviu a voz de Voldemort chamar-lhe e saiu do estado de letargia.

— Draco, venha aqui! Pegue a espada! – ele apontou para Excalibur caída no chão. Gina lhe encarava fixamente mesmo estando imóvel.

Um minuto antes Harry havia estuporado Lucio Malfoy mas antes de ser atingido ele lançou em seu algoz o feitiço do corpo preso. Harry caiu no chão com um baque surdo, a espada retinindo ao seu lado. Gina correu para Harry e pronunciou o contra feitiço, mas antes que pudesse pegar a espada fôra atingida pelo feitiço das pernas presas. Agora ela estava parada, sem a varinha, olhando fixamente para Draco. Então ele resolveu obedecer à ordem e gritou:

— Accio Excalibur! – A espada voou direto para a sua mão enquanto Voldemort conjurou cordas para prender Harry, dizendo:

— Agora Potter, você vai assistir-me matar sua namoradinha do mesmo jeito que eu matei aquele seu amigo. – ele riu friamente.

“ E agora, o que eu faço?Merlim, ele vai matar a Gina! Eu não posso deixar isso acontecer, não posso! Mas também não tenho forças para lutar com Voldemort!” Draco pensava parado, ainda segurando a espada.Então ele ouviu Voldemort chamá-lo e voltou à realidade.

— Draco, dê-me a espada e amarre a garota!

— Você vai mesmo fazer isso, Malfoy? Mas é típico de você, não é?Você não gosta dela a metade do que ela gosta de você. O que está fazendo com ela agora é muito pior do que o que ela fez contigo! – Harry falou enquanto Gina chorava silenciosamente.

Draco hesitou. “ Não, não posso fazer isso! Eu já fui longe demais.” Aproveitando-se da distração do garoto, Voldemort lançou:

— Imperio! Agora, Draco, você vai dar-me a espada e amarrar a garota.

Draco ainda tentou resistir mas foi vencido. Sua mente zunia,tinha dúvidas demais para conseguir usar sua força de vontade. Então ele andou até Voldemort e lhe deu a espada. Em seguida virou-se para Gina e começou a andar até ela. Mas uma força muito maior se apoderou do seu corpo e ela começou a resistir à maldição, parando no meu do caminho.Ao perceber isso, Voldemort lançou o crucio e em seguida a maldição. Enfraquecido pela tortura, Draco não pôde mais resistir, amarrou a garota e parou ao lado dela com se esperasse uma nova ordem.

Mas Voldemort nada ordenou. Simplesmente andou até a garota e lançou a espada contra ela. Gina fechou os olhos e gemeu mas, como não sentiu sua carne ser perfurada, abriu os olhos novamente e em um lapso, percebeu o que acontecera. Draco estava sangrando, caído no cão. A espada estava jogada a alguns passos e Voldemort havia sido arremessado a alguns metros. Algo bem estranho e poderoso havia acontecido quando a bainha se partira.



Ela deu um grito de susto mas logo Draco se levantou a despeito de todos os ferimentos e andou até Voldemort. Tinha um plano em mente. Era bastante arriscado mas fôra o melhor que ele conseguira pensar.Ele murmurou para ela que se libertasse das cordas que estavam frouxas e pegasse a espada caída no chão enquanto ele iria entreter o Lord das trevas.

Gina se jogou no chão e rastejou até a espada. Ao pegá-la percebeu que o feitiço que a envolvia sumira. Então, com cuidado ela andou até Harry e o libertou das cordas murmurando que ele se mantivesse escondido enquanto ela iria recuperar as varinhas. Draco e Voldemort conversavam:

— Não vai me agradecer, mestre? Eu libertei as trombetas para você. – Draco falou em um tom sarcástico.

— Não tente me enganar, garoto. O que você fez foi tentar salvar a garota. Mas não adianta já que todos aqui irão morrer inclusive você e o incompetente do seu pai.

— Não nego que também a salvei- Draco tentava a todo custo manter sua voz firme. Se ele fraquejasse seria o fim.- Mas afinal, foi um modo de conseguir partir a bainha. Ela morta não nos ajudaria em nada.

— É patética essa sua tentativa de me enganar, eu ,o lord das trevas.Espero que não seja essa sua intenção pois você jamais conseguirá.

— Sinceramente eu não ligo para intenções. O que importa eu ter salvado a garota? As trombetas foram libertadas e será o fim dos trouxas e sangue-ruins. – Draco respondeu convicto.Ele estava em uma posição de modo a observar as ações de Gina mas tinha que manter o lord distraído ou o seu plano fracassaria.

— Você foi bem convincente, Draco mas isso não significa que acredito em você. – Voldemort deu um sorriso cínico e Draco quase estremeceu.-Eu não tolero erros, jamais tolerei mas estou benevolente hoje por ver os meus planos realizados. Não irei matá-lo – ele deu um sorriso frio mas sua voz era dura – Que a sua lealdade não volte a vacilar.

— Eu não vacilarei. – Draco respondeu sorrindo aliviado. Gina sumira de vista o que significava que ela já estava livre e agora procurava sua varinha.Voldemort agora parecia querer desligar-se da conversa mas Draco não deixou. “ Eu não posso deixá-lo olhar para trás.”

— Por que as trombetas não estão fazendo efeito, Lord? – ele perguntou

— Ah, elas estão. – Voldemort respondeu. – Não vê o barulho? Mas estamos em Avalon e vai demorar um pouco até que os seus efeitos sejam sentidos daqui.

Enquanto Draco entrertia o Lord das trevas, Gina se esgueirou por trás e pegou a sua varinha que caíra no chão quando Voldemort foi arremessado. Depois devolveu a varinha de Harry e seguiu para o lugar onde Draco e Voldemort conversavam pedindo para que ele esperasse um pouco antes de agir.

— Esqueceu-se de mim, Tom? – ela perguntou por trás dele e murmurou um feitiço de desarme. A varinha dele caiu no chão, ao lado do dono

— Sua pirralha, Como você... – ele parou ao vê-la com Excalibur. Mas logo em seguida pegou a varinha em um movimento discreto – Vocês são ridículos! Harry Potter, uma covarde e um indeciso.As trombetas já foram libertadas! Não há mais nada que possam fazer!

— Isso é o que veremos milord! – Draco postou-se na frente dele com a varinha na mão pronto para soltar um feitiço assim que fosse atacado.

Mas ele não estava preparado para o que aconteceu em seguida. Ao invés de voldemort atacá-lo ele virou a varinha para o lado e pôs Gina sob o Imperio. Ela lançou um feitiço de desarme nele que não contra-atacou com medo de machuca-la. Depois andou até ele e o pôs sob o jugo do Cruciatos.

Uma dor acima de qualquer descrição o atingiu. Ele lutou para não gritar até que finalmente perdeu os sentidos.Então Gina, que estivera tentando resistir ao feitiço conseguiu vencê-lo e acabou desmaiando também pelo esforço.

Percebendo o que acontecera Harry correu até Voldemort mas não conseguiu impedi-lo de retomar Excalibur.

— Agora somos só nós dois, Voldemort. – Harry disse parando na frente dele, varinha em punho. Era um gesto ousado e até mesmo inconseqüente mas tomado de ódio Harry não pensava no que poderia acontecer com ele. Só desejava derrotar aquele que quase acabara com sua vida.

— Você está bastante corajoso hoje, Potter. – Voldemort replicou com sarcasmo.Que pena... vai morrer do mesmo jeito.

— É a terceira vez que você me diz isso Milord – Harry respondeu irônico –Mas até agora não conseguiu manter sua palavra, não foi?

— Eu fui um tolo, Potter. Esqueci da proteção de sua mãe e não sabia da ligação entre nossas varinhas. Mas hoje nada poderá impedir-me. – ele empunhou Excalibur com firmeza. – Usarei um objeto muito poderoso.

A batalha se iniciou de forma violenta e Harry logo estava jogado no chão. Ele sabia que não era páreo para o lord desde o princípio mas precisava fazer alguma coisa ou enlouqueceria. Lentamente ele voltou à consciência. Havia sido estuporado a poucos segundos e Voldemort estava parado à sua frente com a espada em punho. Ele iria potencializar a maldição da morte com o poder da espada e dizia:

— Anime-se, Potter. Você vai ser morto com o artefato mágico mais poderoso do mundo.

Draco havia acabado de acordar quando viu Voldemort estuporar Harry. Desajeitadamente, com a mão esquerda ele pegou a varinha e pronunciou um feitiço de desarme seguido de um convocatório. Em um segundo a espada parou nas mãos dele que, empunhando-a caminhou até o lord das trevas que estava estupefato diante de tamanha ousadia.Draco parou a alguns metros de Voldemort que virou para encarar-lhe os olhos faiscando de ódio. Aproveitando a distração Harry pegou a varinha e gritou um feitiço estuporante para Voldemort. Em seguida caiu no chão, sem forças diante do sangue perdido pelo talho na sua barriga.

Preocupado Draco caminhou até Harry. Não que se gostasse dele, na verdade o odiava, mas também não lhe agradava a idéia de vê-lo morto. Queria apenas vencê-lo e provar-se superior. Chegando perto ele apontou a varinha para Harry que já estava inconsciente e exclamou:

— Enervate! – Harry recobrou os sentidos, ainda um pouco fraco e se espantou ao ver Malfoy com a varinha apontada para ele.Achando que estava sendo atacado ele tentou recuperar a varinha mas Draco o ignorou falando apenas:

— Fique quieto.- sem opção ele obedeceu mas ao invés de atacá-lo, Draco murmurou “ Férula” e ataduras envolveram a sua cintura.

— Malfoy! O que você está fazendo? – ele perguntou assim que se recobrou do susto.

— Salvando sua vida!- Draco respondeu seco. – Agora fica calado antes que eu mude de idéia.

Mas eles não teriam mesmo tempo de conversar pois naquele instante o lord recobrou os sentidos e andou até eles.Quando estava suficientemente perto ele desarmou Harry e conjurou cordas para ele dizendo:

— Foi um bom feitiço, Potter. Mas não o suficiente.-então virou-se para Draco.

— Malfoy, pensei que havia cuidado de você.

— O Lord das trevas não consegue mais nem cuidar de um indeciso. Que decadência! – Draco respondeu desdenhosamente.Ele ainda portava a espada mas sabia que ela não seria grande coisa em um combate pois seu braço ainda sangrava e muito.

— Você é grande, Draco. – Voldemort falou em um tom suave. – Será o melhor se quiser.

— Você é bem convincente, milord. Mas isso não significa que eu acredite em você. – Draco respondeu apertando a espada.



Enquanto isso Gina acordou e viu a estranha batalha. Recuperando a varinha ela correu até Mione e Rony para acordá-los.Mione levantou e viu Lucio Malfoy inerte a alguns metros.Rapidamente conjurou cordas fortíssimas e voltou-se para Gina a fim de se inteirar dos acontecidos.

— O que aconteceu? – perguntou ao mesmo tempo que Rony.

— O Tom libertou as trombetas. Depois lutou com o Harry e quase o matou mas felizmente o Draco chegou a tempo.

— E o que nós vamos fazer para acabar com essas trombetas? – Mione perguntou ao mesmo tempo que Rony perguntava:

— Desde quando você trata o Malfoy pelo primeiro nome?

— Agora não, Rony.- Mione sussurrou para ele enquanto Gina falava:

— Eu não sei como acaba com elas. Não fala nada sobre isso na profecia.

— Certo. Como elas foram libertadas? – Mione perguntou.

— Voldemort ia me matar com a Excalibur mas Draco pulou na frente e a espada atingiu a bainha que ele trazia na cintura.

— Claro! A bainha de Excalibur... mais poderosa que a espada. Deve ter rompido o equilíbrio mágico da forças em Avalon, o que possibilitou a convocação dos anjos das trombetas. – Mione falou baixo enquanto Rony insistia em perguntar:

— Desde quando você e o Malfoy são amigos a ponto dele tentar salvar sua vida?

— Você quer parar com isso, Rony? – Mione explodiu – Depois você conversa com a Gina. SE você não percebeu agora a gente tem que SALVAR o mundo.- Depois virou-se para Gina – E se tentássemos restaurar a bainha?

— Não sei se adianta. – ela respondeu. – Será preciso recompor toda a magia do artefato.

— Mas como faremos isso? – Rony se intrometeu perguntando. – Seria preciso um ritual muito antigo. Não sabemos que tipo de magia essa espada carregava.

“ Essa espada me pertence visto que descendo de Morgana.” Gina lembrava das palavras que pronunciara ao guardião. “ Eu descendo de Avalon... lógico! Minha magia está fortalecida. Por isso meus feitiços estão mais potentes.Então... talvez eu possa restaurar a bainha.”

— Você está enganado, Rony. – ela disse por fim. – Eu acho que posso fazer esse ritual.

— Ora, como, Gina?

— Não sei. Talvez o espírito de Morgana me guie. Ela é minha ancestral e protetora.

— Francamente, Gina! Você é uma descendente de Morgana e não a própria – Rony explodiu e antes que ela pudesse responder ele continuou – Papai me contou no início desse ano.

— Por que você não me disse? – Gina perguntou

— Pensei que você soubesse.

— Não é hora de resolver assuntos de família. O Harry e o Malfoy estão lutando. Eles precisam de nós! – Mione interrompeu a conversa com um apelo.

— Muito bem. Eu vou tentar. – Gina respondeu e fechou os olhos se concentrando.

Ela sentia uma magia poderosa fluindo por entre suas veias. Seu corpo foi tomado por uma dormência exterior ao passo que seu interior pulsava à medida que a magia se acumulava. Ela podia perceber o poder do lugar a sua volta como uma névoa que a rodeava. Nesse instante sua concentração quase foi quebrada pensando se Rony sentia isso também mas ela desviou o pensamento e seguiu. Não sabia por que estava fazendo aquilo mas algo a conduzia com uma noção do que deveria ser feito surgindo em sua mente como se alguém a estivesse ensinando.No fim ela abriu os olhos e se viu como uma guerreira e não uma garotinha frágil.“Sim, eu posso.” Pensou.

Com a varinha ela traçou um pentagrama no chão. Ela sabia que a magia aumentava à medida que invocava os símbolos sagrados por isso pediu uma cruz à Mione. Para seu alívio ela tinha. Faltava apenas um elemento, o terceiro elemento. Ela dispôs os elementos no pentagrama: no centro a bainha a ser restaurada, em cima a cruz, virada para o nascente.Rony à sua direita, Mione à sua esquerda. Ela própria ficaria a sudeste da cruz. Nessa hora ela percebeu: faltava alguém.Ela olhou para a batalha: Harry e Draco ainda lutavam contra Voldemort.“Oh, Deus, qual dos dois é o escolhido?”

Ela hesitou. “ Isso é loucura... eu jamais conseguirei completar esse ritual.” Mas algo dentro de si a impedia de desistir. Ela quase podia ouvir uma voz lhe dizendo: não duvide . E apesar de todas as dúvidas ela não desistiu. Mione parecia ter constatado esse problema.

— Gina, não está faltando alguém? – ela perguntou cautelosa.

— Está. Mas eu não consigo saber qual dos dois é o certo. – Gina respondeu e suspirou.

— Chame o Malfoy. – Rony falou em voz baixa. – É ele. – Gina e mione olharam surpresas para ele que completou como se fosse óbvio – Ora, quem está na ordem com você? Quem salvou a sua vida? Quem tem Excalibur?

— Está certo, Rony. Você me convenceu. Eu chamarei o Draco.





Não foi preciso chamar. Draco sentiu a sua espada pulsar durante a batalha e percebeu que algo estranho estava para acontecer. Instintivamente olhou para o lugar onde Gina estava. Então ele soube. Ela estava fazendo o ritual dos três anjos! Mas faltava um. E ele tinha certeza que seria ele. “Preciso ir até lá.” Pensou.Mas ao mesmo tempo a batalha estava ferrenha demais para ele abandonar. “ Eu espero que esteja fazendo a coisa certa.” Ele pensou quando tomou uma decisão e riu-se internamente. “ Draco Malfoy preocupado com escolhas certas?” Então ele sussurrou para Harry.Eu irei estuporá-lo para ganhar algum tempo. Espere cinco minutos e convoque a espada, OK?

Harry achou as ordens um tanto idiotas mas não se opôs. “ Desde quando eu recebo ordens do Malfoy?” pensou. Mas não era hora de discutir. Draco pegou a espada e a varinha e canalizando a energia fez o melhor feitiço estuporante que conseguiu. Em seguida correu ao encontro de Gina.



Gina se preparava para ir chamá-lo quando Draco chegou correndo. Trazia Excalibur segura firmemente na mão esquerda enquanto que o corte em sua barriga sangrava sem parar.Sem pronunciar uma palavra ele tomou seu lugar à sudoeste da cruz e estendeu a espada para Gina. Ela fez um talho em seu braço esquedo com a espada e deixou o sangue pingar sobre a bainha. Em seguida arrumou a espada e a bainha no centro do pentagrama viradas para ela.

Ela sentiu a energia fluir do seu corpo para o artefato. Fechou os olhos e se concentrou mais enquanto pronunciava palavras em latim. Ela começou a tremer quando sentiu o seu corpo ficar fraco. Se doasse mais energia poderia morrer mas não podia interromper o ritual ou tudo teria sido em vão. Ela apertou os olhos desejando com a pouco força que lhe restava. “ Por favor que seja suficiente!” pensava freneticamente. Quando estava prestes a desmaiar sentiu uma energia diferente penetrando na bainha.Abriu os olhos em susto e viu que Draco estava derramando o seu próprio sangue sob a bainha. Ela sussurrou para ele:

— Você não pode! Já perdeu muito sangue.

— Eu não posso deixar você morrer. Nós vamos conseguir nem que eu tenha que doar toda minha força. – ele respondeu.



Harry observava seus amigos atônitos. “ O que estão fazendo?” pensou enquanto se forçava a manter sua atenção focada em Voldemort. O bruxo estava despertando, era hora de pegar a espada. Mas Harry sabia que não podia convocá-la. Se suas suposições estivessem certa o que eles estavam fazendo era um ritual. E ele sabia que rituais não devem ser interrompidos sob pena de não funcionarem.O bruxo recobrou as forças. “ Rápido!” ele pensou.Então Voldemort levantou-se e andou até ele. “Oh, não” ele pensou.

O ritual já estava no fim. Mesmo com a energia de Draco Gina se sentia fraca, incapaz de se manter em pé. Ela fechou os olhos com força e percebeu que estava prestes a perder os sentidos. Ao seu lado Draco sentia a mesma coisa. Eu não vou conseguir ele pensou e se aproximou mais de Gina. Em um impulso tocou os lábios dela com os seus. Desmaiou.

“ Está tudo terminado afinal” Gina pensou. Então ela sentiu seus lábios serem tocados em um beijo suave e perdeu os sentidos. O pentagrama desapareceu e no chão restava apenas a espada e a bainha agora restauradas.

Harry deu uma última olhada “ Se não estiver pronto em vou enfrentá-lo com a varinha em punho como meu pai” Voldemort estava apenas a alguns metros.Com uma alegria aturdida ele percebeu que o ritual acabara. Murmurou o feitiço convocatório e esperou. O Lord finalmente se aproximou e o desarmou com um Expeliarmos. Em seguida apontou sua própria varinha para o coração de Harry falando claramente as palavras :

— Avada Ke...

Excalibur chegou.Harry segurou a espada com firmeza na mão direita e agindo por reflexo e instinto enterrou a espada no peito de seu algoz.
 

>>Próximo

Hosted by www.Geocities.ws

1