Capítulo XIV – Sobrenome
 



Ele estava esperando em sua sala.Doze horas.Logo o garoto Malfoy passaria pela sua porta.’’Tomara que tenha escolhido certo.” Pensou. Ouviu o barulho da gárgula rolar para o lado e passos na escada.

— Bem vindo de volta, Draco!- Dumbledore falou assim que o viu passando pela porta.

— Obrigado, professor.- Draco entrou e sentou-se.

— Fale, filho. Eu lhe ajudarei no que puder.- Dumbledore deu um pequeno sorriso.

— Faz algum tempo que eu estou tendo sonhos estranhos que eu nunca conseguia lembrar.Só que a duas noites atrás eu consegui e agora quero saber o que significa.

— Certo. Então conte-me o sonho.

— Primeiro eu estou num lugar envolto em brumas.Eu tenho a bainha de Excalibur na cintura e a espada está na mão do Potter. Depois essa imagem se desfaz e eu apareço numa sala com a espada de Slyterin na mão e há uma voz dizendo: “Não tente fugir do destino. Você jamais conseguiria.”

— A julgar pela sua atitude eu diria que pelo menos uma parte desse seu sonho aconteceu.Arriscaria dizer que foi a segunda parte.- Dumbledore falou,observando atentamente a expressão de Draco que permaneceu em silêncio.

Então Dumbledore continuou:

— Infelizmente não posso lhe dizer mais que o óbvio a respeito desse sonho, Draco. Você está diante uma escolha difícil. O sonho pode estar lhe mostrando as possibilidades ou simplesmente lhe dizendo que a escolha já está feita. Meu conselho é que você lute por aquilo que você acredita.

— Obrigado, Professor.- Draco falou mais uma vez- O senhor me ajudou bastante.

Ele levantou-se e caminhou em direção à porta. Ao chegar na soleira parou e esperou que Dumbledore encerrasse a conversa. Então Dumbledore falou:

— Não se deixe enganar pelo que você acha ser o seu destino. Ninguém sabe do destino,nem mesmo o Voldemort. Sua magia reside justamente nessa incerteza.

 



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Gina estava preocupada com Draco. Ele lhe mandara uma carta no dia anterior dizendo que viajaria e que voltaria no dia subseqüente às doze horas mas já era quase uma hora e ele não chegara.Ela olhava toda hora a mesa da Sonserina na esperança de vislumbrar o rosto dele mas tal não acontecia. Enfim terminou de almoçar e subiu para a torre da Grifinória.


 



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Draco saiu da sala de Dumbledore e foi almoçar no salão principal. Passou junto à mesa da Grifinória onde Harry, Rony e Hermione ainda almoçavam e não resistiu à tentação de provocá-los( afinal ele ainda era Draco Malfoy). Parou atrás de Rony e falou:

— Se não é o trio maravilha almoçando! Olha Weasley, melhor você comer bastante por que não se sabe se na sua casa vai ter comida suficiente pra você.

— Engraçado, Malfoy. Garanto que não sou eu quem parece um palito.- Rony retrucou.

Hermione deu uma risada discreta para Rony por ele ter se controlado e chamou Camile na mesa da Corvinal com uma aceno.

— Vai ver você come por você e por sua irmã. Talvez seja por isso que ninguém a veja. Ela pode ter morrido de fome...- Draco continuou a provocar.

— Bem lembrado você falar da minha irmã. Ela parecia bem viva quando te beijou embora eu não acho que estivesse com o juízo perfeito.- Rony respondeu levantando da mesa e encarando Draco. Simultaneamente Harry olhou para Hermione pedindo ajuda mas ela não entendeu.Então ele chamou Camile com a mão pedindo pra que ela se apressasse e o ajudasse.

— Eu, beijar uma Weasley!? Ridículo! Olha Weasley, eu tenho controle de qualidade.- Draco respondeu com uma expressão risonha embora estivesse intimamente com medo.”Ela não é uma Weasley,não pode ser, ela é da Corvinal, eu a vi sentada na mesa há alguns dias.” Enquanto isso Rony ria alto para em seguida responder:

— E ela ainda ganhou dez galeões por causa disso. Apesar de que eu teria preferido que ela te deixasse morrer afogado.

Nesse instante Camile chegou e viu a discussão. Percebendo o assunto ela rapidamente tirou Rony dali a fim de evitar o pior. Mas este já havia acontecido. Draco se afastou com uma expressão de incredulidade que logo foi substituída por uma de raiva. Enquanto isso Harry explicou a situação para Hermione que entendeu o desespero do namorado e de Camile perante o ocorrido. A própria Camile parecia agora absorta em pensamentos como se tivesse que escolher entre a amizade de Gina e seu namoro com Rony.


 


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Draco se afastou lentamente e passou pela mesa da Sonserina indo em direção ao dormitório. Subitamente havia perdido toda a fome. Chegado ao seu quarto, sentou-se na cama e pegou uma carta que estava lá. Abriu-a e começou a ler.



“ Olá ingrato!



Você estava economizando letra quando me escreveu na última vez, foi? Como sua namorada exijo uma carta decente!

É sério, meu amor. Me escreva, estou preocupada com você.



Beijo,

Sua, Gina .”




Tomado pelo ódio ele rasgou a carta e escreveu uma resposta. “Como ela conseguia ser tão falsa?”



“ Olá Weasley.



Em primeiro lugar eu não preciso economizar nada na minha vida. Essa parte eu deixo pra você. Realmente achou que conseguiria enganar Draco Malfoy? Ridículo! Mas devo lhe parabenizar, você arrematou o título de pessoa mais falsa que eu conheci. Divirta-se bastante com o dinheiro que ganhou naquela aposta idiota, eu não faço questão.Não responda a essa carta pois Gwydion não lhe atenderá mais. Apenas esqueça que eu existo.”



No lugar da assinatura ele pôs o emblema da família Malfoy e mandou por Gwydion.



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