Capítulo
XIV – Sobrenome
Ele estava esperando em sua sala.Doze horas.Logo o garoto Malfoy passaria pela
sua porta.’’Tomara que tenha escolhido certo.” Pensou. Ouviu o barulho da
gárgula rolar para o lado e passos na escada.
— Bem vindo de volta, Draco!- Dumbledore falou assim que o viu passando pela
porta.
— Obrigado, professor.- Draco entrou e sentou-se.
— Fale, filho. Eu lhe ajudarei no que puder.- Dumbledore deu um pequeno
sorriso.
— Faz algum tempo que eu estou tendo sonhos estranhos que eu nunca conseguia
lembrar.Só que a duas noites atrás eu consegui e agora quero saber o que
significa.
— Certo. Então conte-me o sonho.
— Primeiro eu estou num lugar envolto em brumas.Eu tenho a bainha de Excalibur
na cintura e a espada está na mão do Potter. Depois essa imagem se desfaz e eu
apareço numa sala com a espada de Slyterin na mão e há uma voz dizendo: “Não
tente fugir do destino. Você jamais conseguiria.”
— A julgar pela sua atitude eu diria que pelo menos uma parte desse seu sonho
aconteceu.Arriscaria dizer que foi a segunda parte.- Dumbledore falou,observando
atentamente a expressão de Draco que permaneceu em silêncio.
Então Dumbledore continuou:
— Infelizmente não posso lhe dizer mais que o óbvio a respeito desse sonho,
Draco. Você está diante uma escolha difícil. O sonho pode estar lhe mostrando
as possibilidades ou simplesmente lhe dizendo que a escolha já está feita. Meu
conselho é que você lute por aquilo que você acredita.
— Obrigado, Professor.- Draco falou mais uma vez- O senhor me ajudou bastante.
Ele levantou-se e caminhou em direção à porta. Ao chegar na soleira parou e
esperou que Dumbledore encerrasse a conversa. Então Dumbledore falou:
— Não se deixe enganar pelo que você acha ser o seu destino. Ninguém sabe
do destino,nem mesmo o Voldemort. Sua magia reside justamente nessa incerteza.
***********************
Gina estava preocupada com Draco. Ele lhe mandara uma carta no dia anterior
dizendo que viajaria e que voltaria no dia subseqüente às doze horas mas já
era quase uma hora e ele não chegara.Ela olhava toda hora a mesa da Sonserina
na esperança de vislumbrar o rosto dele mas tal não acontecia. Enfim terminou
de almoçar e subiu para a torre da Grifinória.
*****************
Draco saiu da sala de Dumbledore e foi almoçar no salão principal. Passou
junto à mesa da Grifinória onde Harry, Rony e Hermione ainda almoçavam e não
resistiu à tentação de provocá-los( afinal ele ainda era Draco Malfoy).
Parou atrás de Rony e falou:
— Se não é o trio maravilha almoçando! Olha Weasley, melhor você comer
bastante por que não se sabe se na sua casa vai ter comida suficiente pra você.
— Engraçado, Malfoy. Garanto que não sou eu quem parece um palito.- Rony
retrucou.
Hermione deu uma risada discreta para Rony por ele ter se controlado e chamou
Camile na mesa da Corvinal com uma aceno.
— Vai ver você come por você e por sua irmã. Talvez seja por isso que ninguém
a veja. Ela pode ter morrido de fome...- Draco continuou a provocar.
— Bem lembrado você falar da minha irmã. Ela parecia bem viva quando te
beijou embora eu não acho que estivesse com o juízo perfeito.- Rony respondeu
levantando da mesa e encarando Draco. Simultaneamente Harry olhou para Hermione
pedindo ajuda mas ela não entendeu.Então ele chamou Camile com a mão pedindo
pra que ela se apressasse e o ajudasse.
— Eu, beijar uma Weasley!? Ridículo! Olha Weasley, eu tenho controle de
qualidade.- Draco respondeu com uma expressão risonha embora estivesse
intimamente com medo.”Ela não é uma Weasley,não pode ser, ela é da
Corvinal, eu a vi sentada na mesa há alguns dias.” Enquanto isso Rony ria
alto para em seguida responder:
— E ela ainda ganhou dez galeões por causa disso. Apesar de que eu teria
preferido que ela te deixasse morrer afogado.
Nesse instante Camile chegou e viu a discussão. Percebendo o assunto ela
rapidamente tirou Rony dali a fim de evitar o pior. Mas este já havia
acontecido. Draco se afastou com uma expressão de incredulidade que logo foi
substituída por uma de raiva. Enquanto isso Harry explicou a situação para
Hermione que entendeu o desespero do namorado e de Camile perante o ocorrido. A
própria Camile parecia agora absorta em pensamentos como se tivesse que
escolher entre a amizade de Gina e seu namoro com Rony.
*******************
Draco se afastou lentamente e passou pela mesa da Sonserina indo em direção ao
dormitório. Subitamente havia perdido toda a fome. Chegado ao seu quarto,
sentou-se na cama e pegou uma carta que estava lá. Abriu-a e começou a ler.
“ Olá ingrato!
Você estava economizando letra quando me escreveu na última vez, foi? Como sua
namorada exijo uma carta decente!
É sério, meu amor. Me escreva, estou preocupada com você.
Beijo,
Sua, Gina .”
Tomado pelo ódio ele rasgou a carta e escreveu uma resposta. “Como ela
conseguia ser tão falsa?”
“ Olá Weasley.
Em primeiro lugar eu não preciso economizar nada na minha vida. Essa parte eu
deixo pra você. Realmente achou que conseguiria enganar Draco Malfoy? Ridículo!
Mas devo lhe parabenizar, você arrematou o título de pessoa mais falsa que eu
conheci. Divirta-se bastante com o dinheiro que ganhou naquela aposta idiota, eu
não faço questão.Não responda a essa carta pois Gwydion não lhe atenderá
mais. Apenas esqueça que eu existo.”
No lugar da assinatura ele pôs o emblema da família Malfoy e mandou por
Gwydion.
>>Próximo