CAPÍTULO XV- PREPARATIVOS
 



Gina estava chorando no seu dormitório. Tinha acabado de receber a carta de Draco. “Merlim, por que eu não contei antes?Eu devia ter falado quando tive chance!” Pensava. Nesse momento Harry entrou no quarto. Ao vê-la chorando se aproximou e a abraçou perguntando:

— O que aconteceu, Gina?

— O Draco terminou comigo. Eu não sei como, mas ele descobriu quem eu sou e ... – dizendo isso ela rmpeu em lágrimas novamente.

— Calma, Gina. Ficar assim é pior. Eu vou estar sempre aqui pra você.

— Obrigada, Harry. –ela falou enxugando as lágrimas.- é melhor eu descer, Mile deve estar me procurando.

 


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Quatro dias depois ,numa quinta-feira, Dumbledore chamou-os em sua sala. Precisavam conversar. Os três. Ele já estava na sala com Gina quando Draco entrou.

—Queria falar comigo, professor?- perguntou no seu tom habitual.

—Sim, Draco. Você uma vez me pergntou se mais alguém havia sido chamado pela ordem. Bem, aqui está sua resposta. Senhorita Weasley, Draco Malfoy.- ele falou como se os apresentasse.

O choque era visível no rosto dos dois embora tentassem disfarçar. No entanto apenas esse sentimento se insinuou naqueles rostos.Após o primeiro momento Draco ignorou solenemente Gina e esta retribuiu.Houve um minuto de silêncio e em seguida Draco dirigiu-se à Dumbledore dizendo:

— Uma vez eu lhe perguntei o que aconteceria se eu não me juntasse à ordem. Eu ainda não tive a minha resposta.

— Bem, você prestaria uma promessa sob fogo que jamais contaria da ordem para alguém e seguiria a sua vida.A promessa impediria que você falasse qualquer coisa relacionada com o assunto.- Dumbledore respondeu num tom avaliativo enquanto observava Draco com seus olhos penetrantes.Draco sentiu um pouco de decepção e também suspeita naquele olhar.

— Só isso? Não haveria mais nada? – Draco perguntou.

— Apenas isso. Já fez sua escolha, Draco?

— Sim.- ele respondeu sério e olhou de relance para Gina.-Durante os últimos dias eu vi claramente os dois lado e não tenho mais dúvidas sobre o qual eu pertenço.- voltando-se novamente para Dumbledore,ele perguntou:

— O meu pai já lhe escreveu, professor?

— Você vai para casa esse final de semana,Draco.Seu pai disse que sábado completas a maioridade bruxa..- ele lançou um olhar inquisidor ao jovem e completou dizendo.- Espero que tenhas feito a escolha certa.

— Eu fui verdadeiro no que eu escolhi. Nada mais me prendia ao outro lado.- olhou novamente para Gina.-Com licença, eu vou me retirar.- dizendo isso saiu.

— Vá atrás dele, filha.- Dumbledore falou para Gina assim que Draco saiu.- Vocês precisam conversar.

Encorajada, Gina saiu atrás de Draco.Correu um pouco até alcançá-lo no corredor, então parou na frente dele.

— Sai da minha frente, Weasley.Eu quero passar.- Draco falou seco.

— Não, eu não vou sair. Eu quero falar com você e eu costumo conseguir o que eu quero.

— Eu não tenho nada pra falar com você. Aliás eu não preciso sequer olhar pra você. Weasleys me deixam enjoado.

— Engraçado, não era exatamente enjôo o que você sentia quando me via, não é?- ele falou sarcasticamente. Depois suavizou o tom de voz e completou: - Eu não te contei quem eu era por medo, Draco. Medo de você fazer exatamente o que você fez.

— E o medo te deu o direito de me fazer de idiota. O que você fez com o dinheiro daquela aposta? Alimentou sua família?

— Quando eu fiz aquela aposta eu ainda nem te conhecia! Eu errei, realmente por não ter te contado. Mas de modo algum eu te achei um idiota.A idiota foi eu. Nunca quis te magoar.- Gina falou quase chorando. Draco começou a rir. .

— E ainda achou que poderia me magoar.- a risada fria dele ecoou no corredor vazio.- Cai na real Weasley, não me faça rir.

— Você é um cretino, Malfoy.- O tom de voz dela se elevou e a expressão mudou de culpa para raiva.- É só um garoto mimado que sempre teve tudo e não sabe lutar pelo que quer.Você usou a desculpa da sua família pra se afastar de mim.Por que você tem medo de amar alguém. Medo de gostar de uma Weasley pobretona.Pra mim chega! Você teve sua chance e ignorou. Eu não vou mais correr atrás de você. Realmente o idiota da estória é você.

 


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—Já de volta, Gina? Conversaram?- Dumbledore perguntou assim que ela entrou na sala.

—Eu fiz o que tihna de fazer, professor.Ele fez a escolha dele.- ela respondeu e em seguida mudou o tom para uma pergunta.- Por que o senhor não realizou logo a promessa? Não é perigoso deixá-lo ir para casa?

—Ele tem o seu papel pra cumprir. O destino se encarregará dele.Conseguiu decifrar a profecia?- Dumbledore perguntou mudando de assunto.

— Decifrei apenas algumas partes.

— Por favor me diga o que você descobriu.Leia a profecia.

“ O que viu no amor sua perdição

Procura o som das trombetas

Para fazer da luz, trevas.

Sua face se revela

Quando junto ao traidor,

Vitima o inocente.

Mas quando a valente guerreira

Une seu amor ao que foge do destino

Se faz a luz na insignia da espada

Que, sagrada e profana,

Fere o primeiro escolhido.

O destino então,escolhe novamente

Aquele que foge de si

E junto ao primeiro destinado

Ferem o som das trombetas.

Então os três anjos predizem a vitória

O sangue do semi-imortal jaz sob a terra.”



—Eu descobri que os anjos e trombetas a que se refere estão numa passagem do apocalipse, o chamado livro da revelação trouxa.Na verdade foi o Harry quem descobriu e me mostrou. A espada , como o senhor já deve saber, é Excalibur.

—Você disse que foi o Harry quem lhe mostrou.-Dumbledore falou e Gina ruborizou enquanto respondia:

—Desculpe-me professor mas ele descobriu sobre a ordem quando viu o símbolo que tinha na minha cama desenhado em um livro.Então começou a pesquisar e pediu-me pra mostrar-lhe a profecia. A partir daí ele me ajudou.

—Não foi culpa sua, Gina.O Harry é particularmente bom em descobrir certas coisas. Me explique melhor essa passagem sobre anjos e trombetas.

— Diz a Bíblia que no juízo final, Deus mandará 7 anjos tocarem trombetas liberando chagas para matar os ímpios. A primeira lança sangue e fogo sob a terra,a segunda transforma 1/3 das águas em sangue e assim sucessivamente até que a última mata todos os mortais que o mestre ou seja, Deus determinar.

— É incrível que você tenha achado tudo isso em um livro trouxa. Como se libertam essas trombetas?

— Não sei, professor. O livro não dá nenhuma pista.Na verdade o livro só descreve a ação delas.O resto diz respeito à religião trouxa.

— E a profecia?

— Eu não consegui interpretar mais.

— Bem, se para acabar com elas é preciso a espada sagrada, então para libertá-las deve-se usar a mesma espada com o feitiço inverso.

— Eu entendi, professor. Obrigada.- ela falou e saiu da sala. Um sono enorme se apoderou do seu corpo e então ela foi dormir na torre da Grifinória.

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