CAPÍTULO
XIII- O ENCONTRO
Draco apenas observou o vulto que aparatara no meio da sala.´´Então você é
Voldemort.`` pensou.O vulto trajava uma capa preta que cobria totalmente seu
rosto e corpo, mas Draco conseguiu perceber que era uma pessoa magra e
alta.Distraído em analisar a pessoa que havia chegado, Draco se assustou ao
perceber que esta estava falando com ele:
— Cadê o Lúcio? — O vulto perguntou dirigindo-se a ele.
— Não sei.Dá pra perceber que ele não está aqui.— Draco respondeu
ironicamente.
— É melhor assim.Eu quero conversar com você primeiro.
Draco gelou ao ouvir essa frase. "Gárgulas sangrentas, o que eu vou falar
para ele?" Pensou desesperado.Por fora, no entanto, sua expressão
continuava impassível.Ele viu Voldemort andar até uma poltrona e sentar-se
indicando uma outra para que ele fizesse o mesmo.Estava indo na direção
indicada quando resolveu tomar uma bebida primeiro.Então foi até o bar e pegou
uma Vodka indo depois sentar-se displicentemente no local indicado.Assim que
sentou-se Voldemort começou a falar.
— Então, Draco...— fez uma pausa completando—É esse o seu nome, não?—
A um sinal de cabeça de Draco ele continuou—Estou surpreso, você não parece
ter medo de mim...
— Talvez eu realmente não tenha.— Apesar de surpreso por causa da pergunta,
Draco viu-se invadido por um estranho reconhecimento.Subitamente sabia o que
dizer.
— Não? E por que?— Voldemort lhe perguntou.
— Eu acho que o medo me torna fraco. Quanto mais se teme mais se é vulnerável.—ele
respondeu.
— Você é um garoto esperto. Mas não é muito prudente afirmar que não tem
medo de mim.
— Não? E por que?— Agora ele ironizou. Sabia que estava brincando com fogo
mas não se importava.Era um jogo...e ele sempre jogava pra ganhar.
— Por que eu gosto que as pessoas tenham medo de mim. E eu sou muito mais
forte que você.
— Um motivo para eu obedecê-lo, não para temê-lo.
— Realmente.Admiro sua coragem.Poucos a tem .— Voldemort levantou-se e começou
a andar pela sala analisando os objetos.Depois de um incomodo silêncio ele
falou numa voz suave:
— O que você quer de mim?
— Como assim?— Draco se esquivou da resposta.
— Você sabe o que eu quero de você: lealdade e obediência. Mas eu não sei
o que você quer de mim.Todos que me procuram têm um motivo.Alguns me seguem
por medo, outros por um desejo, mas sempre há um motivo. Eu quero saber o seu.
Novamente um silêncio incômodo tomou conta da sala. "E agora, o que eu
digo?" Draco pensou. "Eu não sei se eu quero algo desse
sujeito." Finalmente decidiu pelo caminho que pareceu mais fácil e
respondeu.
— Poder.Não é o que todos almejam?
— Todos almejam, poucos tem.Você acha que conseguiria?— Voldemort pegou uma
espada e começou a examiná-la .
— Acho que sim.—Draco respondeu pensando em como aquela conversa estava
cansativa.Então Voldemort começou a andar em sua direção e ele se viu tomado
por um intenso sentimento de Dejavu.Ele começou a pensar onde havia visto
aquilo e não viu Voldemort parar na sua frente e estender a espada para que ele
pegasse.
Ele ainda sentia Voldemort avaliando-o e um arrepio percorreu sua espinha quando
estendeu a mão para pegar a espada e se deparou com aqueles olhos gélidos a
analisá-lo.
— Você ainda duvida.—Voldemort disse por fim.— Posso sentir sua hesitação.
Draco ficou mudo.Nada lhe ocorria para falar.Então limitou-se a observar o lord
das trevas que voltou a falar:
—Mas a dúvida passará. Não tente fugir do destino, Draco.Você não vai
conseguir.
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Seguiu-se um outro instante de silêncio em que Draco lembrou-se do
sonho.Decidiu que assim que chegasse a Hogwarts perguntaria a Dumbledore o
significado. Então Lúcio entrou na sala.
— Vejo que conversaram.– Lucio disse fazendo uma reverência para Voldemort.
— Um ótimo garoto, Lúcio.Sob alguns aspectos melhor que você.Agora venha
pois temos que conversar sobre o plano.— Voldemort falou e fez um sinal para Lúcio.
— Pode ir, Draco.— Lucio falou enquanto sentava-se.
Draco saiu saiu da sala devagar.Quando ultrapassou a porta tirou os sapatos e
parou.Estava curioso a respeito desse plano.Ouviu Voldemort falar:
— Para tocar as trombetas e libertar os demônios eu preciso de Excalibur.
"Trombetas, excalibur... claro! A profecia!" Draco subiu rapidamente
as escadas pensando sobre o que acabara de ouvir.Na sala Lúcio e Voldemort
ainda conversavam:
— Por que você deixou que ele ouvisse, Mestre?
— Ele precisa saber.Afinal será ele quem fará o serviço.Apenas uma
semana...
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Draco saiu de casa cedo no dia seguinte.Dessa vez viajaria sozinho pois seu pai
estava muito ocupado pra ir com ele.A carruagem estava andando rápido pois ele
precisava estar na escola ao meio dia.Ainda não sabia o que fazer mas sabia que
era imprescindível conversar com Dumbledore.E faria isso assim que chegasse.
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