Entre a Terra e o céu

Capítulo 13 - Heróis e Vilões

 

 

 A consciência me sobreveio junto a um sem número de sensações que meu corpo tentava absorver sem muito sucesso. Deitada, de olhos fechados e com uma lancinante dor de cabeça eu apenas procurei me concentrar em algo que fizesse sentido na bagunça que sa fazia minha cabeça.

 Lentamente, à medida que minha consciência ia retornando, flashes do meu dia anterior começavam a se ordenar em minha mente enquanto as sensações ainda assaltavam meu corpo relaxado. O advogado pálido e loiro, a face triste de Kaede, o volante tremendo, o cabelo prateado... o mundo entrou em foco devagar e o tamanho da minha desgraça se abateu sobre mim. Tentando não pensar nisso eu passei a pensar no meu estado geral.

 Depois de um exame minucioso que resultou na ciência de um tornozelo torcido, escoriações nos braços e nas costas, e um pulso destruído que remetia imediatamente ao atentado do dia anterior, eu finalmente me voltei para o branco apavorante da minha mente.

 

 "O colchão é duro demais?" Eu notei estar no carpete entre um suspirar e outro, e várias outras impressões se juntaram para formar uma imagem aterrorizante em minha cabeça ao que eu não resisti e abrir os olhos fitando o teto da sala. Eu estava deitada no carpete e o lugar cheirava a sexo. Sexo puro e simples. Um mantra de "oh, meu Deus" se instalou em meu cérebro e eu levantei em um pulo esquecendo as dores do meu tornozelo ferido. Não podia acreditar... eu tinha dormido com um anjo! Com meu próprio anjo da guarda!

 Atônita eu me joguei no sofá sentindo outras partes do meu corpo protestarem e vesti minha camisola que miraculosamente havia parado ali. Meus olhos doíam, meu estômago era pura revolta, eu podia jurar que até mesmo meu cabelo doía, mas nada era pior que a minha consciência. Eu havia embebedado e dormido com meu anjo da guarda! Como isso era possível?

 Uma olhada no apartamento bastou para eu me certifica que estava sozinha. Inuyasha havia sumido e eu não sabia o que me deixava mais estarrecida, se era o fato de ter transado com meu anjo da guarda ou ele  ter fugido de mim. A parte da minha mente que dizia que ele era humano e devia estar confuso eu ignorava. Mas de uma coisa eu tinha certeza: eu estava sozinha. Novamente.

 Engolindo o desamparo e a angústia como um amargo bolo em minha garganta eu me forcei a refletir com calma sobre o dia de ontem. Eu havia sido demitida do jornal e estava sendo processada por calúnia, certo; eu havia sofrido um atentado enquanto dirigia para casa, certo; o autor do atentado era... Sesshoumaru?!

 Minha mente deu um estalo e eu lembrei de uma conversa que tive com Miroku a quase um mês atrás. Só tinha um mês essa confusão? Parecia uma vida!

 

"Eu acho que você devia pedir ajuda ao Sesshoumaru.

 

  Eu fiz uma careta e Miroku riu argumentando:

- Pense comigo, Kagome, no Cd tem muita informação, mas você mesma percebeu que não há tudo lá.E pra fazer suas reportagens você precisa de nomes, datas, conexões, enfim, informações às quais o Sesshoumaru tem acesso lá no Serviço secreto.

 Diante de tais argumentos eu me calei e Miroku interpretou erradamente o meu silêncio:

- Você acha que ele pode estar ligado de alguma forma?

- Não! - respondi chocada com a possibilidade. Sesshoumaru era um bastardo ciumento, mas jamais se envolveria em um esquema daquele.

- Então você deveria procurá-lo e pedir ajuda.

- Acho que você tem razão. - admiti por fim."

 

 Bem, eu errara no julgamento sobre Sesshoumaru. O bastardo chefe da inteligência participava daquele esquema sujo sim. Era a quarta ponta e não hesitaria em me matar.

 E era meu vizinho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 Levou um tempo até a adrenalina baixar e eu retomar o foco depois da lembrança. Eu andara me arriscando demais ao insistir naquela paixão tola e sem sentido. Mas chega! Isso acabava aqui. Já era hora de salvar o meu pescoço.

 Com essa resolução em mente liguei para Kouga com o intuito de entregar o apartamento alugado e recebi a notícia de que o seguro cobriria as despesas do meu Peugeot, por enquanto ele me disponibilizou um Corolla preto cuja chave se encontrava na portaria desse prédio. Resolvido o problema do carro eu liguei para o apartamento de Miroku à procura de Sango, que estava morando lá depois do ataque ao meu apartamento, mas caiu na secretária eletrônica. Não satisfeita dei um toque no celular dela ao que ela me retornou minutos mais tarde.

 

- Sango falando. - a rouquidão da voz dela me soou um pouquinho estranha e eu não demorei a perguntar:

- Sango, está tudo bem?

- Claro Kagome. - ela respondeu e eu poderia jurar que ela parecia um pouco sem graça na linha.

 Ainda intrigada eu a comuniquei de minha intenção em voltar para minha antiga casa, o templo Higurashi, nos arredores de Tókio e perguntei por Miroku, como sempre. Preocupada com o jeito estranho de minha amiga e sua repentina mudez eu ainda a chamei mais duas vezes até que um gemido e uma voz masculina me esclareceram a questão.

 Pelo visto Miroku havia voltado. Mas ele estava no momento bem... ocupado. Ao que parece a "minha dama" tinha se entendido perfeitamente com Sango.

 

 Comecei a recolher meus pertences pela casa intocando-os de qualquer modo na mala, e deixei meus pensamentos vagarem por onde estaria Inuyasha. Eu sei que ele deveria estar com raiva de mim, podia ser difícil de acreditar, mas ele estava humano, e céus, se a idéia da noite passada estava sendo difícil pra mim eu imagino o que não estaria sendo pra ele. Mas já era o momento dele voltar, não é? Quer dizer, já era hora de parar de fugir, pelo menos pra ele. Sim, por que ele voltaria não é? Ele não ia me deixar sozinha pro causa de uma noite, não é? Não é?

  Com a mala pronta e alguma comida no estômago eu me forcei a mudar os rumos do pensamento e me sentei pra esperar Inuyasha antes de voltar pra minha casa. E enquanto isso eu tentava acalmar a tempestade confusa do meu coração.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Horas mais tarde e o violeta do céu indicando mais um anoitecer, eu finalmente admiti pra mim que ele não ia voltar. "Deve ter ido atrás da Kikyou" eu não pude deixar de pensar amargamente, deixando meus ombros caírem em derrota. O sonho acabou e já passou do tempo da kagome acordar. Uma lágrima desceu pela minha bochecha, eu sabia que não havia amor entre a gente, não pra sustentar uma relação desse tipo, mas isso só me tornava mais miserável. Eu só queria ter de volta o que nós éramos antes...

 Confiando na sorte eu abri a porta e comecei a puxar minha mala para fora tomando cuidado com meu pulso dolorido, quando passos parando ao meu lado me indicaram que eu não estava sozinha naquele corredor. Apreensiva eu levantei os olhos pra cumprimentar o morador inconveniente e tive um arrepio de medo. Bem, pode-se contar com a sorte pra que ela falte no pior momento: com um sorriso sarcástico e um olhar gelado me encarava Sesshoumaru. O homem que era minha paixão há três anos. E que tentou me matar a noite passada.

- Então é aqui que você anda se escondendo, pequena? - a voz dele falou em meu ouvido enquanto sua mão se aço se fechava sobre meu punho machucado.

 Eu estava encrencada novamente. E algo me dizia que dessa vez eu não ia escapar.

 

A hundred days have made me older since the last time that I saw your pretty face

Cem dias me fizeram envelhecer desde a ultima vez que vi seu rosto lindo

A thousand lies have made me colder and I don’t think I can look at this the same

Mil mentiras me fizeram congelar e eu não acho que possa olhar para isto do mesmo  jeito.

But all the miles that separated

Mas toda a distância que nos separou

They disappear now when I’m dreamin' on your face

Desapareceu agora quando estou sonhando com seu rosto.

 

Eu mal registrei a mudança de cenário até ver Sesshoumaru trancando a porta com um clique. E lá estava eu, acuada comum animalzinho, presa no apartamento dele.

- Creio que temos que resolver alguns assuntos pendentes, visto a sua tempestuosa saída na última vez... - ele disse com sua habitual voz neutra enquanto se sentava no sofá.

Eu me vi fervilhando de sentimentos contraditórios enquanto observava a postura casual dele. Que tipo de jogo sádico era aquele? Quando começavam os revólveres e as ameaças de morte? Uma parte de mim, porém, estava exultante em poder fixar meu olhar naqueles orbes gelados e ver desejo ali.

- Não faça essa cara, Kagome. Eu sei que você também achou que as coisas ficaram inacabadas na última vez. - ele sorriu pra mim, cínico e sedutor.

- bem, eu estava viva então é certo que as coisas tinham ficado inacabadas.

- Eu suponho que você queira terminar as coisas - eu finalmente falei. Não iria mais agir como uma vítima indefesa, muito obrigada.

- Certamente. - ele sorriu novamente e eu tive ânsias de  socar aquele rosto perfeito, mas me controlei e sentei na poltrona mais longe dele.

- Então, quando chegamos aos tiros e tudo o mais? - eu perguntei já cansada daquele joguinho de gato e rato.

- Tiros? Não sabia que você era masoquista, Kagome. - a voz dele tinha uma confusão perceptível, mas eu não ia cair nessa. Não nessa vida.

-Como vai ser, então, Sess? -eu disse da forma mais venenosa que consegui. - Vai apelar para o clichê do freio cortado ou uma bomba no tanque?

- De que, afinal, você está falando? - a voz fria dele foi entremeada com um toque de raiva e eu quase derreti com as sensações que aquela voz evocava no meu corpo. Era inegável que eu ainda era apaixonada por ele. Podia odiá-lo, mas não esquecê-lo.

 

I’m here without you baby but you're still on my lonely mind

Estou aqui sem você baby mas você continua na minha mente solitária

I think about you baby and I dream about you all the time

Eu penso em você baby e sonho com você todo o tempo

I’m here without you baby but you're still with me in my dreams

Estou aqui sem você mas você continua comigo nos meus sonhos

And tonight it’s only you and me

E esta noite é só você e eu.

 

 A tensão no ambiente ficou insuportável e eu levantei soltando a amargura de dois anos de amor platônico e a raiva de uma tentativa de assassinato.

- Do que estou falando? De um tornozelo torcido e um pulso quebrado, de ameaças no celular, de um volante que não funcionava, do meu Peugeot destruído ontem na auto-estrada. Você sabe, oh, sim, você sabe do que estou falando -  vociferei

 Com o silêncio dele continuei  a despejar verdades sobre aquele vil deus de cabelos prateados.

- Foi fácil, não foi, enganar a idiota apaixonada aqui? Dois anos! Dois anos pra ser enganada da forma mais torpe possível. Me diga, foi divertido pra você? Você riu enquanto eu falava de traição no seu departamento? Sim, traição, é essa a palavra, não é? Refrescou sua memória?

 Eu ia andando de um lado para o outro enquanto falava, perdida na minha histeria e percebi tarde demais o corpo dele imprensando o meu e a boca dele próxima ao meu ouvido enquanto ele segurava meus pulsos impedindo que eu me debatesse.

- Pare. - uma única palavra dita me arrepiou da cabeça aos pés e eu me vi paralisada, levantando minha face para encarar a expressão atônita dele.

 Pela primeira vez os olhos deles estavam claros para mim e eu não queria acreditar no que enxergava ali. Ele parecia perplexo com tudo que eu disse tentando raciocinar rapidamente para entender até que ele soltou um sussurro de compreensão me analisando da cabeça aos pés. A pergunta foi feita em um tom baixo e quase preocupado:

- Você sofreu um atentado...

 Eu não consegui formular nenhuma frase aturdida com o comportamento estranho dele. Eu poderia jurar que havia preocupação naqueles olhos, mas tudo era tão confuso... Então ele soltou meus pulsos e o clima da sala subitamente mudou. Eu lutava pra não acreditar ate os olhos dele me prenderem de novo.

 

The miles just keep rolling as the people leave their way to say hello

A distância continua aumentando como as pessoas que dão oi

I've heard this life is over rated but I hope it gets better as we go

Eu ouvi que esta vida é sobrecarregada mas espero que melhore enquanto nós vamos.

 

- Dois anos. - ele sussurrou correndo os lábios pela minha bochecha, traçando o caminho da minha orelha até minha boca e eu me vi incapaz de resistir.

- Dois anos  - ele sussurrou novamente como se absorvesse o que falava.  A boca dele rente à minha tirava minha sanidade e eu apenas escutei a voz carinhosa dele se sobrepondo à minha respiração ofegante.- Já é hora de parar de fingir.

 Eu tentei raciocinar e empurrá-lo quando o senti lamber meus lábios, mas, droga, o homem da minha vida estava me beijando e ainda que eu o achasse um traidor infame eu não conseguia jogar fora dois anos de paixão reprimida. Então eu apenas entreabri os lábio e deixei aquele fogo me consumir.

 

I’m here without you baby but you're still on my lonely mind

Estou aqui sem você baby mas você continua na minha mente solitária

I think about you baby and I dream about you all the time

Eu penso em você baby e sonho com você todo o tempo

I’m here without you baby but you're still with me in my dreams

Estou aqui sem você mas você continua comigo nos meus sonhos

And tonight it’s only you and me

E esta noite é só você e eu

 

 Não si como cheguei ao quarto dele nem onde a camisa dele foi parar, só registrei o aspecto gelado dos lençóis de cetim roçando nos meus braços nus enquanto as mãos deles descobriam caminhos pelas minhas curvas. A diferença era óbvia na postura dele em relação à outra vez em que estivemos nessa situação e eu me vi surpresa com a paixão nos toques embora minha mente dissesse que era só um estratagema para me ludibriar quanto à culpa dele.

 

Everything I know, and anywhere I go

Tudo que eu sei, e aonde eu vou

it gets hard but it won’t take away my love

Fica mais difícil pois isso não vai acabar meu amor

And when the last one falls, when it’s all said and done

E quando o último cair, quando tudo estiver dito e feito

it gets hard but it won’t take away my love

Tudo fica mais difícil mas não vai acabar com meu amor por você

 

- Tão linda... - a voz carregada de desejo dele me desarmou novamente e eu me entreguei ao momento sem pensar no dia de amanhã. Logo meu vestido estava no chão junto com o resto das roupas dele e a pele nua dele deslizou sobre a minha trazendo aquele arrepio de antecipação e excitação.

 Curiosa eu senti o corpo dele com minhas mãos passando pelas costas, apertando as nádegas, subindo pelas coxas enquanto ele beijava meu pescoço explorando meu corpo também. O ar se encheu de gemidos e suspiros e nós unimos nossas bocas enquanto nos posicionávamos melhor na cama as minhas pernas se fechando ao redor da cintura dele.

- Venha. - eu sussurrei, as dúvidas esquecidas no fundo da minha cabeça  enquanto ele parou sobre mim controlando sua respiração. E antes que eu pudesse pensar eu sussurrei um "eu estou apaixonada por você" vendo os olhos dele escurecerem de paixão e ele deitou sobre mim buscando minha boca pra mais um beijo, com um "eu também".

 Eu já sentia a respiração descompassada dele por dentre o beijo enquanto ele se posicionava definitivamente entre minhas pernas guiando seu membro para a penetração e eu passava as unhas pelos músculos das suas costas quando o som da campainha desfez o clima de conto de fadas. "Vida real, Kagome" a voz da minha consciência se manifestou e eu ainda pude ver a face raivosa dele me dar um beijo de desculpa e se afastar vestindo a máscara de neutralidade.

 

I’m here without you baby but you're still on my lonely mind

Estou aqui sem você baby mas você continua na minha mente solitária

I think about you baby and I dream about you all the time

Eu penso em você baby e sonho com você todo o tempo

I’m here without you baby but you're still with me in my dreams

Estou aqui sem você mas você continua comigo nos meus sonhos

And tonight it’s only you and me

E esta noite é só você e eu

 

 "Qual era a máscara verdadeira?" eu me perguntei vendo-o vestir um roupão rapidamente  pedindo silêncio e indo para a sala, cuidando em deixar a porta entreaberta. Mirando a porta eu senti meu estômago revirar pela facilidade com que ele vestia uma máscara...

 "Qual o problema comigo afinal?” eu me perguntei quando discerni a voz da insossa  dando "boa noite" na sala. A parte revoltosa da minha consciência começou a acusar. Eu quase transei com o cara que tentou me matar! A humilhação queimou fundo na minha garganta e eu deixei as lágrimas correrem silenciosamente enquanto prestava atenção à conversa que se desenrolava na sala. Um minuto a mais e eu teria acreditado, eu sei. Mas naquele momento tudo que eu tinha eram as dúvidas.

- Você já descobriu? - eu o ouvi perguntar

- Yori Amaya - ela respondeu no mesmo tom firme e neutro dele.

- Tem certeza? - ele perguntou e ela sentou perpendicular à porta onde eu estava. Eu começava a entender um pouco da conversa... traição... a palavra me voltou à mente e eu apenas observei. 

- Eu tive acesso à movimentação bancária dele. Tem uma conta nas ilhas Cayman em nome dele. Bastante suspeito não é?

- Realmente bastante suspeito.  - pela fresta da porta eu vi Sess olhar intrigado para um papel que ela lhe estendeu e franzir a testa.- mas você sabe que esse é o tipo de coisa que pode ser forjada.

- Tem outras provas. - ela jogou o cabelo um pouco para trás e pediu uma bebida e eu achei que ela parecia querer convencê-lo de qualquer jeito.

 Vis Sess se afastar em direção ao bar e olhei diretamente para o rosto dele que parecia analisar uma situação de perigo. Logo após ele voltou com dois copos com Whisky e seu habitual sorriso frio, estendendo um para ela que bebericou.

- Delicioso. - eu a vi passando o dedo provocante pela borda e encarar O chefe com um sorriso.

 Ela parecia aflita em fazê-lo relaxar, eu analisei. Pode não parecer, mas jornalistas conhecem bastante sobre comportamentos para perceber um artificial e eu sempre fui particularmente competente nisso. Eu compreendi que o Sess tentava me mostrar algo, mas eu não via forma dessa conversa provar a inocência dele. Eles podiam estar juntos nisso e isso não explicava o porque da sedução óbvia dela, ou ele poderia estar tentando pegá-la em uma armadilha e isso não explicava ao cabelo prateado do motorista do acidente ou as ameaças no celular que só Inuyasha, Miroku, Sango, Kaede e ele tinham o número.

 Mergulhada em pensamentos eu perdi o momento em que a conversa mudou para algo mais e a blusa dela foi descartada ao chão. Se apenas que a revolta e o nojo suplantaram minha racionalidade e eu terminei de vestir cegamente minhas roupas pensando em uma forma de sair dali. Quando voltei a observá-los vi o Sess deitando em cima da Vadia no sofá  e eu tive presença de espírito o suficiente para me esgueirar furtivamente até a cozinha e esperar que eles fossem para o quarto.

 

 

 

 

 

 

 Uma vez livre eu dominei o asco, peguei minhas coisas,  entrei no Corolla e sai com destino ao apartamento de Miroku. Minha cabeça rodava em confusão sobre o redemoinho de emoções que era minha vida enquanto eu tentava me controlar segurando a direção com força.Independente de ter certezas sobre os heróis ou vilões da história eu sabia que era a mocinha e aquilo já tinha ido longe demais.

 Eu precisava de resposta e só Miroku poderia me dar.

 

 >>> Próximo

 

Nota: A música é Here whithout you de Three Doors Down .Esse capitulo foi bem difícil de  escrever mas eu particularmente gostei dele.  Apesar do tempo que levei foi bom a fic desenganchar em alguns aspectos. A continuação vem Deus sabe quando... so sorry mas a vida é assim. 

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