Aviso: A música é Broken e é cantada pela Amy Lee e um cara que eu não lembro...


 

Entre a Terra e o Céu

Capítulo 12 - Confissões de um porre

 

 

 

 

Eu abri os olhos e senti algumas partes do meu corpo protestarem até com o pensamento de movê-las. No meu campo de visão, além do cinza chuvoso do céu, um grande par de olhos dourados sorria aliviado pra mim.

- Você está viva! – ele grunhiu e pegou minha mão e eu fiz um enorme esforço para curvar meu corpo em algo parecido como sentar, sem sucesso obviamente. Deixei-me ficar deitada, então, sentindo a grama macia nas minhas costas enquanto recuperava o fôlego e adquiria um senso mais apurado de realidade.

- Inuyasha, o que aconteceu? – eu perguntei, finalmente, olhando meu carro semidestruído, ainda no meio da pista, enquanto um grupo de pessoas se aproximava.

- Gente, ela está viva! – um homem gordo gritou e quatro pessoas me rodearam checando meu pulso, observando meus ossos e me ajudando a sentar. Eu pedi que me levantassem, mas constatei que meu pé esquerdo estava torcido  então apenas fiquei naquela posição estranha meio sentada meio em pé, com as pessoas me segurando.

- Garota, é um milagre que você esteja viva! – o gordo se manifestou novamente e eu conectei meus olhos aos de Inuyasha ainda lívida de susto e choque.

- Acho que é hora de acreditar em milagres, então. – eu disse e observei a face do meu anjo relaxar.

 

 

 Inuyasha riu e eu quase pensei que estava no paraíso. Mas não é certo que eu tenha um pé torcido no paraíso não é?A adrenalina já baixava e eu começava a sentir dores no meu pulso direito e meus braços tinham profundas escoriações bem como meu pe direito parecia um amontoado de carne e sangue nojento. Chamando meu anjo risonho com um aceno eu me joguei desajeitadamente nos braços dele e tentando manter a cabeça fria pedi que ele chamasse Kouga para resolver a situação. Enquanto ele fazia isso ou ainda pude ouvir fragmentos da conversa dos rapazes que me socorreram.

“- E o motorista da Mitsubishi, onde está?

- Foi levado para o hospital por uma mulher há dez minutos. Ficou apenas um rapazinho ali para falar com a polícia.”

 

Uma mulher chegou com um copo com  água nas mãos  e, agradecida, eu desviei a atenção da conversa para o líquido. Alguns minutos mais tarde Kouga chegou e assumiu a situação, não sem antes extravasar toda sua preocupação possessiva sobre mim. Ótimo, depois de tudo eu ainda precisava ficar com dor de cabeça... Ainda pude vê-lo entregar a Inuyasha a chave de um dos carros da empresa dele e pedir que me levasse ao hospital.

Agradecida eu lhe dei um abraço e entrei no carro, visivelmente trêmula enquanto Inuyasha sentava ao volante. Como essas coisas de filme Inuyasha botou a mão na minha perna e sorriu olhando nos meus olhos e instantaneamente eu me acalmei. Depois de uns minutos sem que o carro fosse ligado o meu impulso irônico voltou e eu dei um olhar para a mão dele em minha perna enquanto meu rosto ganhava um sorriso de vitória.

- Quem está tirando uma casquinha agora?

Inuyasha tirou a mão como se a tivesse queimado e imediatamente fechou a cara dando partida no carro. Bem, não é como se a piada não já existisse não é?

 

 

 Encaminhamo-nos para um hospital próximo ao meu antigo apartamento, onde minha amiga Rin trabalhava. Eu não prestei atenção aos procedimentos que ela usou, anestesiada demais até pra notar o mundo à minha volta, mas um sorriso de Inuyasha me garantiu que eu estava bastante viva então eu apenas fixei o olhar em lugar nenhum enquanto ele me levava para casa e eu revia, detalhe por detalhe, os instantes do acidente em minha cabeça. Eu sentia que faltava um pedaço. Algo não se encaixava ou eu tinha deixado escapar...

 

 

 

 

Acordei sonolenta um tempo depois e já conseguia fazer certas conexões em minha cabeça. A ameaça, o volante que não me obedecia, a reportagem de Narakuu e o Shikon no tama, tudo me parecia muito óbvio e eu sentia que ainda faltava uma ponta como sempre havia faltado. De toda forma um volante não parava de funcionar sozinho certo? Então algo a cheirava muito mal.

Depois de encaixar esses pedaços na minha cabeça, naqueles segundos em que o olho se recusa a abrir, eu sentei e vi Inuyasha  também sentado em uma cadeira com minha mão esquerda entre as suas.

- Que... quando? – eu balbuciei a pergunta incapaz de fazer minha mente trabalhar um pouco e ele olhou pra mim.

- Você dormiu apenas duas horas, Kagome. – ele respondeu sentando na cama e beijando o topo da minha cabeça.

Era estranho vê-lo preocupado comigo sem me xingar ou me chamar de bruxa. Eu encontrei o meu olhar com o dele e percebi que era hora de falar sério. Poupando-o de todo o trabalho de perguntar eu comecei minha narrativa...

Contei a ele todo o meu dia no jornal e o acidente, ainda meio chocada em botar em palavras toda a angústia daquele maldito dia. Depois, acrescentei as conexões feitas em minha cabeça e as conclusões que eu tirara. Quando eu terminei, ele apenas me olhou sério e me abraçou suavemente dizendo:

- Eu não acho que Naraku tenha agido sozinho.

 Olhei para ele com a minha melhor expressão interrogativa e ele continuou, como se explicasse a uma criança.

- A reportagem do Naraku já foi escrita e, bem, ele é o suspeito mais óbvio não? Mas me parece que esse acidente passou por mais de um departamento... chamou muita atenção e tinha que mobilizar muitos esforços pra ser encoberto. Mas quem quer que seja realmente pretendia te calar de forma definitiva.

“ Faz sentido” eu refleti e senti-o pegando minha mão direita, alisando delicadamente o punho deslocado. Eu sorri aproveitando o carinho inesperado  e  pensando sobre suas palavras. “Quem eu atingiria na próxima reportagem? E nem mesmo sabia quem era a quarta ponta do shikon!” Eu e Miroku a havíamos apenas apelidado de inominável porque a pessoa não deixava rastros. Deixando minha mente vagar eu senti quando Inuyasha iniciou uma dolorosa massagem no meu pulso doído enquanto observava o tom estranho do cabelo dele. Era estranho olhar aquele cabelo branco... eu me sentia inquieta como se algo muito importante tivesse tentando aflorar na minha consciência, porém toda vez que chegava perto, um movimento mais doloroso das mãos de Inuyasha fazia a lembrança sumir... Então aquele anjo sádico simplesmente puxou meu pulso colocando um osso no lugar e a dor pungente tirou todos os pensamentos acerca de cabelo da minha mente.

- Eu preciso de uma bebida. – falei depois de recuperar o fôlego daquele puxão desgraçado e ainda pude ver o sorriso daquele anjo sádico  enquanto ele saia do meu quarto para a cozinha.

Olhei para o meu pobre pulso arrasado e suspirei contendo a raiva. Anjo safado, ele tinha realmente se divertido com aquela massagem...

 

 

 

Inuyasha voltou com uma garrafa de vinho tinto e eu nem me dei ao trabalho bebendo no gargalo mesmo enquanto praguejava contra todos os hanyous do universo. Para meu espanto, porém, aquele hanyou em especial resolveu me acompanhar e nós acabamos deitados no tapete da sala.

O vinho desceu quente pela minha garganta e mais uma vez eu revi o atentado em minha cabeça, enquanto olhava o nada no teto do meu apartamento. Ao meu lado Inuyasha também estava deitado no tapete, dividindo uma fofa almofada comigo, uma garrafa de vinho separando nossos braços. Desde que começamos a beber ele parecia perdido em si mesmo e até agora não havia emitido uma palavra apesar de eu já ter perdido a conta das garrafas.

- É estranho, sabe. – o meu anjo suspirou e quebrou o silêncio, a voz dele ecoando estranhamente melancólica pela sala.

- Que? – eu perguntei bestamente com toda a rapidez de raciocínio que  a bebida me conferia e virei o rosto pra ele me apoiando eu meu cotovelo direito com cuidado pra não mexer no pulso.

- Sentir. – ele respondeu e fechou os olhos ao que eu fiquei observando a bela figura que ele formara mesmo bêbado ao passo que meu cérebro procurava um significado para as palavras dele.

- O que você sente, Inuyasha? – eu perguntei devagar para  a voz sair certinha, sem embolar, numa óbvia demonstração de que o álcool afetara muito mais a mim do que a ele. E apenas esperei que ele se fechasse em uma concha como fazia toda vez que o assunto era ele.

Ele demorou a responder e eu lhe dei tempo enrolando uma mecha do cabelo prateado no meu dedo. Prateado era uma cor bem diferente para um cabelo... Quem mais eu conhecia tinha cabelo prateado? Eu me perguntei enquanto esperava Inuyasha responder.

- Eu sinto uma enorme confusão. – ele suspirou e virou a cabeça pra me encarar. – Eu não sei descrever, bruxa.

Eu sorri com o “bruxa”. Inuyasha era o único que me chamava assim como era o único que eu conhecia com aqueles cabelos? E porque os cabelos eram assim tão importantes? Eu me perguntei voltando à cena do acidente na minha cabeça enquanto deixava minha atenção na conversa.

- É mais fácil quando se toma alguém como referência... – eu dei uma pausa pra organizar meus pensamentos. – Por exemplo, eu me sinto bem perto do Miroku, mas não é como se eu precisasse ficar perto demais... então eu sinto amizade pelo Miroku.

- Você não espera que eu sinta alguma coisa pelo Miroku  não e? – Inuyasha riu daquela forma besta que só os bêbados sabem rir e eu acompanhei falando devagar.

- Eu ia estranhar se você sentisse.  – Eu tomei mais um gole  de vinho observando a face do meu anjo e o riso já se fora. – Pense em uma pessoa que você sinta alguma coisa. Depois você pensa no que sente.

- Eu não sei... – ele me respondeu com aquele olhar perdido. – Sentir é tão difícil... não sei como vocês, humanos, não explodem.

- Não, não é difícil. – eu retruquei e reclinei meu corpo sobre ele. – Feche os olhos. – eu ordenei e, pela primeira vez ele me obedeceu.

- Isso é estúpido. – ele me respondeu daquele modo gentil.

- Não, não é. Faça.

Eu lhe dei alguns minutos e comecei.

- Em quem você está pensando, Inuyasha?

Ele abriu os olhos para ser repreendido por mim que o fiz fechá-los Por um bom tempo ele ficou calado e eu apenas admirei o seu cabelo. Era lindo e novamente eu senti o desconforto tomar meu corpo, mas a memória, o flash, o que quer que seja, não vinha. E todos os pensamentos que eu poderia ter foram varridos da minha mente quando eu ouvi a voz dolorida de Inuyasha dizendo:

- Eu penso em uma garota. Cabelos negros, olhos negros... o nome dela é kikyou.

 

 

I wanted you to know

Eu quis que você soubesse

I love the way you laugh

Eu amo o caminho que você despreza

I wanna hold you high and steal your pain away

Eu quero te segurar alto e mandar sua dor embora.

 

 

Eu quase não pude assimilar a informação de choque. Não é como se eu não desconfiasse, afinal eu sou uma jornalista e tenho faro pra isso. Mas ver Inuyasha tão aberto, tão desprotegido mexia comigo. Mais até do que eu podia entender.

- E o que você sente em relação à essa garota? – doeu mais em mim do que nele essa pergunta. Não era justo! Por que essa mulher tinha que roubar os caras mais importantes da minha vida? Porque ela era sóbria e compenetrada e eu era apenas o poço de problemas ambulantes. Perdida em meus pensamentos eu quase não pude ouvir a resposta sussurrada dele. Bem, quase. Ao que parece o meu subconsciente jornalístico jamais poderia deixar de ouvir uma história daquelas e eu apenas ouvi.

- Eu sinto raiva, raiva porque ela ouviu as palavras venenosas daquele político horrível e minha missão fracassou. Pena porque ela não é feliz mesmo na cama daquele desgraçado. E dor... dor por tudo que poderia ter sido.

 

 

I keep your photograph

Eu guardei sua fotografia

I know it saves me well

Eu sei que elas me serviriam bem

I wanna hold you high and steal your pain

Eu quero te segurar bem alto e levar sua dor

 

 

Eu não podia ouvir mais. Cada palavra uma maldita faca rasgando minha carne, dilacerando por dentro. Eu estava quebrada, cansada e ferida e inuyasha ao que parece estava ainda mais. Então eu apenas encostei mais meu corpo no dele e o ninei enquanto explicava pra ele o que era tudo aquilo.

- Ela significou muito pra você, Inu. E você perdeu muito por não ter dado certo. Então tudo que você sentia virou mágoa porque você a culpa.  – eu senti uma furtiva lágrima molhar minha mão, pousada no rosto dele e me vi forçada a continuar. – Mas  a mágoa passa, anjo. Porque os humanos não podem explodir. E pra isso só as coisas boas podem ficar aqui dentro.

Mais vinho desceu pela minha garganta enquanto eu me ajeitava  de volta na almofada e a voz de Inuyasha voltou ao seu tom zombeteiro.

- Não espere que eu pergunte o que você sente pelo Sess, Kagome. Eu não tenho vontade de passar horas ouvindo aquela velha ladainha...

Eu sorri embora minha vontade estivesse bem distante disso no momento e tentei deixar o clima mais leve. – O nosso pequeno jogo acaba por aqui, então.

Eu pude vê-lo tomar mais um grande gole de vinho e depositar a garrafa no seu lugar uma gota displicentemente sujando seus cabelos. De novo eu quase podia sentir as engrenagens trabalhando dentro de minha cabeça olhando os fios prateados. E subitamente o que era só curiosidade tornou-se uma questão mais urgente. Quem eu conhecia, além de Inuyasha, tinha cabelos daquela cor? Fechando os olhos eu repassei mentalmente: kaede, grisalho; Yura, negro; Sango e Miroku, Castanho; Shipou, loiro-escuro; Rin, vermelho; Insossa, preto. E então a imagem me veio à cabeça: os olhos perigosos, a voz fria, e aquela massa de cabelos prateados e sedosos.

Como uma torrente que desmonta com a retirada de uma pedra, eu vi os flashes passando pela minha cabeça... eu indo ao escritório dele e lhe dando o nº do meu celular, as ameaças no telefone, a ponta faltando no Serviço de Inteligência, o homenzinho irritante me interrogando... e o seu cabelo prateado balançando enquanto eu perdia os sentidos, jogada na pista do acidente. Eu senti alguma coisa quebrando por dentro enquanto eu finalmente compreendia... todo esse tempo, o traidor era ele! Uma tontura forte me acometeu e logo meus braços não conseguiam sustentar meu corpo que caiu dolorosamente em cima de Inuyasha e rolou por sobre a garrafa de vinho.

 

Cause I`m broken when I`m lonesome

Porque eu fico quebrada quando eu estou só

And I don`t feel light when you`re gone away

E eu não me sinto iluminada quando você vai para longe

You`re gone away and I feel me this

Você vai para longe e eu me sinto assim

 

Voltei à mim segundos depois e vi Inuyasha tirando a garrafa que, por sorte não quebrara, de debaixo das minhas costas. Ao ver os meus olhos dolorosamente secos abertos ele deu um sorriso torto e soltou a sua piada do dia...

- Suponho que alguém bebeu demais.

Eu tentei rir e ao mesmo tempo tentei lhe falar o que descobrira mas nenhuma das duas coisas saiu e eu votei a deitar ao lado dele dessa vez com a cabeça em seu peito. E quando ele começou a sussurrar baixinho em meu ouvido eu tentei me concentrar no conteúdo de suas palavras mas tudo chegava de forma lenta...alheio à minha tempestade anterior.

-  Eu acho que nosso pequeno jogo pode esperar um pouquinho pra acabar. – ele riu de sua piada e finalmente minha voz se soltou mas eu já me decidira a assentar as coisas aqui dentro antes de falar qualquer coisa.

- Eu espero que você seja ao menos criativo sobre essa pessoa Inu. – eu respondi tentando descontrair minha voz mas sabendo que eu não suportaria uma nova rodada de Kikyou. - Eu não tenho vontade de passar horas ouvindo aquela velha ladainha...

E então ele começou.

- Eu penso em uma garota. Ela tem cabelos negros e olhos azuis e seu cheiro é algo como lavanda e jasmim. O nome dela é Kagome.

 

The worst is over now

O pior é demais agora

And we can breathe again

E nós podemos respirar novamente

I wanna hold you high and steal your pain

Eu quero segurar você bem alto e mandar sua dor

 

 

Eu relaxei visivelmente mas já não confiava em minha voz para qualquer pergunta ou comentário. Então ele continuou.

- Eu sinto uma vontade enorme de atormentá-la apenas para fazê-la rir e não consigo mais passar muito tempo sem ouvir sua voz. E meu coração bate mais rápido quando ela fica assim, juntinho, e eu penso apenas em sentir a textura de sua pele. O que eu sinto, bruxa.

Eu levei alguns segundos pra assimilar, lenta pela bebida e pela dor e quando as frases fizeram sentido uma felicidade enorme me invadiu e eu encarei o olhar dourado dele.

- Mas... como Inuyasha? Como você pode sentir essas coisas? Você é um anjo?

Eu senti o toque de sua mão no meu rosto descobrindo a curva da minha bochecha e um sorriso resignado brincou em seu rosto.

- Você ainda não havia percebido não é? Eu sou um anjo, Kagome, mas não aqui. Eu não podia ficar na Terra com minha forma então fui humanizado quando desci. E humanos sentem, Kagome.

 

There`s so much left to learn

Então é muito tarde pra aprender

And no are left to fight

E não é tarde pra lutar

I wanna hold you high and steal your pain

Eu quero te segurar alto e mandar sua dor embora

 

Ele não me deu tempo para entender ou sequer processar a informação. Também não tive tempo de pensar se era certo ou errado. Só senti os lábios quentes descendo sobre os meus e a língua pedindo passagem na minha boca enquanto Inuyasha se ajeitava sobre o meu corpo as mãos pedindo passagem e um desejo avassalador explodia entre nós.

 

Eu não sei porque correspondi. Mas eu estava ferida e bêbada e precisava me sentir viva, pra sentir se ainda valia a pena. E todo meus pensamentos coerentes se desfaziam quando as mãos de Inuyasha tocavam minha pele ou seus lábio encontravam os meus. E assim eu me despi, devagar sentindo as mãos dele passeando pela minha pele nua. E assim eu o vi despir-se e levei minhas mãos ao tórax dele provocando arrepios. Parecia simples. Ambos queríamos. Ambos precisavam.

 

Cause I`m broken when I`m open

Porque eu fico quebrada quando me abro

And I don`t feel like I am strong enough

E eu não consigo sentir que eu sou forte o bastante

 

 

Ele começou a beijar meu pescoço, devagar, como se saboreasse minha pele e desceu devagar mordendo e soprando sobre meus mamilos, passando a língua sobre minha barriga, escorrendo as mãos por minhas pernas enquanto eu me via perdida em sensações. Então nós rolamos e foi a minha vez de brincar com seu corpo, em um jogo de língua, dentes e lábios.

 

Cause I`m broken when I`m lonesome

Porque eu fico quebrada quando estou sozinha

And I don`t feel light when you`re gone away

E eu não me sinto iluminada quando você está longe

 

 

 

 

Nota da autora: Ufa! Esse foi o capítulo mais difícil que já escrevi e e olha que essa fic inteira não é o que eu chamaria de fácil... O próximo vai demorar um pouco e aviso logo que minha disposição em escrevê-los condiciona-se aos comentários que receber. É sério, com tanta dificuldade, eu realmente preciso ter a sensação de que alguém está lendo.

Então eu ficarei muito feliz se você me mandar um e-mail...

Quanto à fic em si... digamos que esse capítulo e o proximo consistem na parte mais angst... embora já seja perceptível que esse “bote” de Inuyasha embolou completamente o meio de campo. Então, até a próxima. Ja ne,

 

 

                                                                               Thai-chan^^

 

 

>>Próximo 

 

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