
ALBERT SCHWEITZER
Esta é a biografia e obra de um teólogo, pastor, filosofo, médico, músico e missionário que muito contribuiu para todas essas áreas onde atuou, Albert Schweitzer.
O objetivo deste trabalho é fazer com que muitos sejam inspirados pela vida de Albert Shweitzer, sua capacidade intelectual e humana de se dedicar ao que faz alcançaram os dias atuais e devemos tornar públicos aos que o desconhecem não só sua teologia teórica, que pode ser questionada e até colocada em dúvida, mas também e principalmente a prática de sua atos, que como veremos a seguir foram inúmeros.
ALBERT SCHWEITZER (1875-1965)
INTRODUÇÃO
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Albert Schweitzer. Pastor luterano, filósofo, teólogo, organista interprete de Bach, tornou-se médico e junto com sua mulher enfermeira partiu para a África Equatorial, recebeu o Prêmio Nobel da paz em 1952 pelos seus esforços pela "Irmandade das Nações" e ainda encontrou tempo para se dedicar como missionário.
Suas idéias nem sempre eram valorizadas pelos seus amigos, pois se importava tanto com a raça humana, a ponto de deixar seu país natal, sua carreira de musico bem sucedido e investir todo seu dinheiro em salvar vidas.
Sua teologia e filosofia eram liberais para sua época, mesmo que isso se tornasse um marco para sua época. Por essa teologia Schweitzer se tornou conceituado entre os não cristãos, pois via em Jesus apenas um revolucionário que viu seus planos de implantação de um reino messiânico frustados.
A despeito de críticas ocasionais das práticas médicas de Schweitzer, como sendo autoritária e primitiva, e a despeito da oposição algumas vezes levantada contra seus trabalhos teológicos, sua influência continua a ter um apelo moral forte, freqüentemente servindo como uma fonte de encorajamento para outros missionários e médicos..
1 - BIOGRAFIA
Nasceu em 14 de janeiro de 1875, em Kaysersberg, Alta Alsacia, Alemanha (hoje França) e faleceu em 04 de setembro de 1965, em Lambaréné, Gabão.
Filho mais velho de um pastor luterano Schweitzer estudou filosofia e teologia na Universidade de Strasbourg, onde obteve seu grau de doutor em filosofia em 1899. Foi simultaneamente professor de filosofia e pregador na Igreja de São Nicolau, e no ano seguinte ele recebeu doutorado em teologia. Seu livro "A Questão do Cristo Histórico" (1906) fez dele uma figura mundial em teologia. Nesta e em outras obras ele salienta as visões escatológicas (referentes ao fim do mundo) de Jesus e São Paulo, afirmando que suas atitudes foram tomadas na expectativa do fim iminente do mundo.
Durante esses anos Schweitzer também se tornou um músico completo, começando sua carreira como organista em Strasbourg em 1893. Charles-Marie Widor, seu professor de órgão em Paris, reconheceu Schweitzer como um intérprete de Bach de uma percepção impar e pediu-lhe para escrever um estudo sobre a vida e arte do compositor. O resultado foi J.S. Bach: le musicien-poète (1905). Neste trabalho, Schweitzer via Bach como um místico religioso e comparou sua música a forças impessoais e cósmicas do mundo natural. Em 1905 Schweitzer anunciou sua intenção de tornar-se um médico missionário e dedicar-se ao trabalho filantrópico e em 1913 tornou-se doutor em medicina, Com sua mulher, Hélène Bresslau, que havia praticado como enfermeira para acompanhá-lo, ele foi para Lambaréné, no Gabão, colônia francesa na África Equatorial.
Lá, às margens do rio Ogooué, Schweitzer, com a ajuda dos nativos, construiu seu hospital, o qual equipou e manteve com seus recursos, mais tarde suplementados por doações de indivíduos e fundações de muitos países. Foi preso como estrangeiro inimigo (alemão) e depois levado para a França como prisioneiro de guerra durante a Primeira Guerra Mundial, ele cada vez mais voltou sua atenção para questões mundiais e foi levado a escrever o seu Kulturphilosophie (1923; "Philosophy of Civilization"), no qual lançou sua filosofia pessoal de "reverência pela vida", um princípio ético relativo a todas as coisas vivas, que ele considerava essencial para a sobrevivência da civilização.
Schweitzer retornou à África em 1924 para reconstruir o hospital arruinado, o qual ele rebocou cerca de duas milhas acima no rio Ogooué. Uma colônia de leprosos foi anexada mais tarde. Por volta de 1963 havia lá 350 pacientes com seus familiares no hospital e 150 pacientes na colônia de leprosos, todos atendidos por cerca de 36 médicos brancos, e enfermeiras e trabalhadores nativos. Schweitzer nunca abandonou inteiramente seu interesse intelectual e musical. Ele publicou Die Mystik des Apostels Paulus (1930 - O misticismo de Paulo Apóstolo), deu aulas e recitais de órgão pela Europa, fez gravações, e retomou sua edição dos trabalhos de Bach, iniciados com Widor em 1911 (Bachs Orgelwerke, 1912-14). Seu discurso ao receber o Prêmio Nobel da Paz, Das Problem des Friedens in der heutigen Welt (1954 - "O problema da paz no mundo de hoje"), teve circulação mundial.
2 - ÁREAS DE INFLUÊNCIA E ATIVIDADES
.Schweitzer foi uma figura universal, que brilhou em várias áreas:
2.l. Como critico de música e autor sobre o padrão de vida de Bach, como editor das obras de Bach para órgão (o que ele fez em parceria com C.M. Widor), e como organista concertista, cujas interpretações de Bach foram gravadas, ele exerceu influência sobre a música sacra.
2.2. Ele foi um teólogo e erudito neotestamentário de nota, cujas interpretações sobre Jesus tiveram alguma influência sobre os círculos teológicos.
2.3. Como filósofo, ele salientou a reverência à vida e à vontade de amar, em lugar do poder da vontade, que é labor de almas espiritualmente pobres.
2.4. Como missionário-médico, ele punha em prática a sua filosofia e teologia, de uma maneira evidente. Seus esforços nesse campo têm levado os historiadores a classificá-lo como um dos mais notáveis humanitários da primeira metade do século XX.
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3.1. A cultura é uma entidade frágil, que depende da vontade dos homens. O homem é moralmente obrigado a levar avante essa entidade, tendo em vista seu melhor desenvolvimento.
3.2. O homem pode ter experiências com Deus através da
vontade ética que opera nele. Isso pode transformá-lo para melhor, tomando-o um instrumento benfazejo ao próximo, se ele cultivar essas coisas, em vez de alvos e ambições egoístas. A vontade ética é uma força na natureza inteira, e também reside no homem. Essa vontade é a grande característica que define Deus.
3.3. Jesus foi o maior revelador da vontade ética entre os homens, apesar do fato de que, na opinião de Schweitzer, Jesus tenha sido um sonhador apocalíptico que tentou grandes reformas, mas que estava equivocado em sua fé na iminência do reino de Deus, pois morreu nesta esperança.
3.4. A base de toda ética, como também o fator mais importante, é a reverência à vida. Esse principio, que já havia governado a sua vida, subiu-lhe à mente, de maneira verbal, quando viajava pela África e observava as muitas maravilhas da natureza, tão plena de vida e movimento. Para ele, a reverência à vida tomou-se uma espécie de padrão definitivo da bondade.
Ao que parece, ele formava uma visão panteísta da natureza, o que o inspirou em seu modo de pensar.
4 - Algumas Idéias Teológica
4.1. O que foi dito acima tem aplicações à teologia de Schweitzer. Restam alguns pontos a serem destacados, segundo se vê abaixo.
a) Em sua obra, Quest of the Historical Jesus, ele tomou a posição de que os autores do Novo Testamento não nos deram um guia seguro para compreendermos a Jesus. Antes, eles criaram uma espécie de Jesus teológico, que obscureceu sua historicidade. Ele via em Jesus um reformador e ativista que acabou desiludido em suas tentativas para estabelecer na terra o reino messiânico de Deus. Ele concedia a Jesus uma visão muito estreita, em suas tentativas para fazer todas as coisas ajustarem-se às suas interpretações apocalípticas.
b) Schweitzer acreditava que tinha encontrado o verdadeiro Jesus histórico, mas tinha conceitos diferentes dos protestantes liberais nesse assunto. Schweitzer disse que Jesus pregava a mensagem do reino vindouro de Deus conforme era entendido nos pensamentos apocalípticos judaicos dos seus dias e, erroneamente, procurou provocar a intervenção de Deus e precipitar o fim da história desafiando as autoridades de sua época. Foi esmagado pela roda da história, e a escatologia, segundo a qual vivera, foi destruída. Mas Seu "espírito" continua vivo, e todos nós somos chamados a compartilhá-lo. A obra de Schweitzer na África foi um monumento ao seu modo de entender o que significa seguir o espírito de Jesus. Embora não sentisse muita certeza a respeito do dogma cristão tradicional, enfatizava fortemente o lado ético da vida e a necessidade do discipulado.
c) O amor é inspirado pela reverência que o indivíduo tem pela vida. Encontramos ai uma autêntica espiritualidade, que anula o insano desejo dos homens pelo poder.
d) A ênfase sobre o misticismo. Schweitzer escreveu um livro cujo título é The Mysticism of Paul the Apostle, e que demonstrou certo discernimento quanto ao fato de que a verdadeira base da inspiração e do pensamento religiosos são as experiências místicas. Um outro livro seu que exerceu grande influência foi Paul and His Interpreters.
5 - LIVROS ESCRITOS
Paul and His Interpreters;
Philosophy of Culture;
Civilization and Ethics;
Cristianity and the Religions of the World;
Quest of the Historical Jesus;
The Mysticism of Paul;
Out of my Life and Thought;
Indian Thoug.
Na elaboração deste trabalho utilizei vários sites da internet, onde traduzi textos do inglês para o português utilizando o site "altavista", depois de ler boa parte deles decidi elaborar o trabalho através das idéias obtidas de todos eles, sem citá-los e com a ajuda dos livros "Enciclopédia da Bíblia, Teologia Vol VI" e "Filosofia e Enciclopédia Histórico – Teológica da Igreja cristã, Vol III".
Para as fotos, o site pesquisado foi este: http://www.cobra.pages.nom.br/fc-schweitzer.html
CONCLUSÕES:
Tendo observado a vida e a obra deste humanitário posso concluir:
BIBLIOGRAFIA
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia da Bíblia, Teologia e Filosofia, Vol VI, Ed. Candeia, pg. 150-151.
ELWELL, Walter A. ,Enciclopédia Histórico – Teológica da Igreja cristã, Vol III, Ed. Vida Nova, pgs. 360-361.
http://www.cobra.pages.nom.br/fc-schweitzer.html