A tribo também tem uma história para contar...

...Tudo começou dia 25 de fevereiro de 2005 no CAMP SBC (Centro de Formação e Integração Social) que já existe há mais de trinta anos. O CAMP é uma instituição filantrópica que dá a oportunidade do adolescente iniciar sua carreira profissional aos dezesseis anos na área administrativa de conceituadas empresas. São mais de 390 empresas conveniadas.
O CAMP não é uma instituição que só coloca o aprendiz dentro da empresa; Os aprendizes, inicialmente são preparados por seis meses com disciplinas administrativas, capacitando-o para enfrentar entrevistas encaminhadas pelo CAMP, para assim entrar em uma empresa;
Dentre a grade de disciplinas aplicadas no CAMP, na época, o aluno que tivesse interesse poderia optar por aulas extracurriculares de Teatro ou aulas música (Fora do horário das aulas)
Quando iniciamos as aulas de teatro, eram dois grupos, um composto pelos alunos da turma da manhã e outro pela turma da tarde. As aulas de teatro aconteciam das 9h às 12h para a turma que tinham aulas à tarde e os alunos que tinham aulas de manhã era das 13h até às 16h. Ambos aconteciam todas as Quinta e Sexta-feiras.

- Nomes dos grupos
No final do curso do CAMP foi necessário escolher os nomes das companhias, pois já estávamos apresentando: que nomes colocaríamos em grupos tão especiais, que traziam em suas bagagens peças tão comoventes e contemporâneas?
Após várias sugestões, os que ensaiavam a tarde chegaram a conclusão que o nome seria: "Queremos Sofia", pois Sophya significa sabedoria, o que era uma das buscas do grupo;
Os que ensaiavam de manhã resolveram que seu nome seria: "Kiboza", este é o nome de um fruto que tem uma ótima aparência mas o seu sabor causa indignação, assim como o grupo bom que trazia uma peça com histórias alegres e histórias indignantes.

Ao final do curso, quando os aprendizes começaram a trabalhar, tivemos que ensaiar somente aos Sábados. Com o ensaio aos Sábados, alguns desistiram do teatro, então nosso produtor cultural Loly Siqueira nos convocou para uma reunião com o propósito de discutirmos sobre a junção dos grupos, como todos concordaram, nós nos tornamos uma só companhia de teatro, passamos a ter dois espetáculos e nos chamamos a partir desta data "Tribo Teatral Kiboza"
A princípio, cada grupo tinha seu espetáculo, a "Companhia Teatral Queremos Sophya" estava trabalhando com o espetáculo "Geraldo", e a "Companhia teatral Kiboza" estava trabalhando com a peça "Histórias de Kiboza".

Histórias de Kiboza foi feito de histórias verídicas que fazem parte da vida dos integrantes. Geraldo também foi uma história curiosa, que aconteceu com uma integrante, cujo pai dela se chama Geraldo. A história conta sobre este pai, que nasceu no nordeste, em meio a pobreza. Ele faleceu logo quando nasceu e na prece de sua mãe no enterro a São Geraldo o fez ressuscitar.
A Companhia Teatral é chamada de tribo, pois tribo é uma reunião de pessoas que se ajuntam para um destino comum e todas elas estão a procura de um vencedor, que é o objetivo dos atores do espetáculo, vencer profissionalmente.

Nesta época já havíamos feito várias apresentações no auditório do CAMP, tanto para alunos, como para visitantes. Tínhamos vinte e oito pessoas no elenco.
Após a junção do grupo fizemos uma apresentação no teatro Elis Regina, apresentando 'Geraldo' e 'Histórias de Kiboza' e após isso continuamos com as apresentações no CAMP.

Com o passar do tempo, aqueles que não tinham o teatro como sonho e/ou por motivos extremamente fortes, saíram da companhia, com isso a peça 'Geraldo' ficou meio que desfalcada, pois o grupo de teatro 'Queremos Sofia' era bem menor que a 'Tribo Teatral KiboZa', com essa crise e o elenco praticamente desfeito resolvemos nos unir para apresentar 'Histórias de Kiboza'.

- Desenvolvimento do grupo
Quando tudo começou, não fomos imediatamente apresentados ao palco. Para iniciar, o nosso amigo e diretor nos ensinou a nos conhecer e formamos uma linda amizade, nos tornamos uma linda família.
Com o ambiente familiar que foi criado entre a turma do grupo Kiboza, além dos exercícios de palco, um dia fizemos sessões de 'desabafo', essas sessões foram o que gerou nosso espetáculo. Foi um dia que nos unimos mais ainda, por confiarmos tanto um no outro, naquele dia abrimos nossos corações e desabafamos histórias surpreendentes. Neste início ainda éramos dois grupos, mas o princípio de criação dos espetáculos forma bem iguais.
Segundo o nosso amigo e diretor Loly, foi então dado início ao nosso livro de registros de histórias dos grupos, ao qual foi tirado o texto das peças. Sendo assim, nós fazíamos pequenas cenas relacionadas a coisas de nossa vida real, nossos problemas, nosso cotidiano, problemas familiares, entre muitos outros, sendo o maior deles 'A luta pelo primeiro emprego' ...

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