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O meio Geográfico
As escolas que fazem parte do Agrupamento Vertical de Torre de Dona Chama pertencem ao Concelho de Mirandela e todas elas são marcadas por uma forte ruralidade.
As actividades da população estão intimamente ligadas à agricultura (artesanal e de subsistência) e pecuária, vinicultura e olivicultura. Ao lado destas actividades destacam-se a construção civil, o comércio e alguma indústria.
A grande maioria das pessoas tem como habilitação o 1º ciclo do ensino básico (antiga 4ª classe).
Nas camadas mais jovens verifica-se o abandono da escola após a escolaridade obrigatória e apenas uma minoria chega ao ensino superior.
Em relação ao aspecto demográfico, nas últimas décadas deu-se um decréscimo da taxa da natalidade, decréscimo de jovens e consequentemente envelhecimento da população. Parte da população abandona a sua terra, deslocando-se para “os grandes centros” ou cidades vizinhas à procura de melhores condições de vida. Para, além disso, verifica-se a saída de pessoas – emigrantes alguns deles em sistema de contratação sazonal.
Podemos caracterizar o nível económico da população escolar carenciado, o nível cultural baixo e o nível social modesto.
No entanto, é de salientar os aspectos gastronómicos riquíssimos desta região, nomeadamente as alheiras e os enchidos em geral, a genuinidade das carnes e a caça. De referir também a beleza inóspita das paisagens e da riqueza arquitectónica ligada ao turismo (rural e de habitação).
A escola insere-se numa comunidade predominantemente habitada com o 1º Ciclo do Ensino Básico, que se ocupa das actividades do sector primário e num espaço de reduzidas ofertas de bens e serviços culturais. A população que frequenta esta escola é o reflexo nítido dessa comunidade.
O corpo discente apresenta clivagens no que respeita a aspirações futuras, comportamentos sociais, expectativas em relação à escola, fragilidades económicas e familiares.
Torre de Dona Chama foi elevada à categoria de vila em 30 de Junho de 1989 pela lei n.º51/89 de 24 de Agosto.
Esta localizada no coração do Nordeste Transmontano a cerca de 400m de altitude nos limites da Terra Quente, próximo da confluência dos rios Tuela e Macedo.
Foi sede de concelho até 1855, altura em que passou a fazer parte do concelho de Mirandela, do Distrito e Diocese de Bragança.
A sua origem perde-se no tempo e até o próprio nome, torre de Dona Chama, sugere histórias antigas de guerras e lendas de mouras encantadas.
Testemunhos vivos da antiguidade são as ruas estreitas com casas de granito enegrecido, o Pelourinho, o Castro de S. Brás, a ponte da pedra e a Berroa.
Pela sua localização privilegiada é o centro de uma região/comunidade predominantemente agrícola, minifundiária, onde se vai fazendo uma agricultura de subsistência, abrangendo aldeias dos concelhos de Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Vinhais.
Talvez por arrastamento do que acontece a nível nacional, nos últimos anos estas sedes de concelho têm desenvolvido politicas concertadas e centralizadoras que esvaziaram as regiões rurais e Torre de Dona Chama tem vindo a perder importância dentro da região.
Dispõe de serviços que justificadamente a diferenciam das localidades vizinhas: Posto médico, Farmácia, Balcão de Segurança Social, Posto de GNR, Agências Bancárias, Bombeiros Voluntários, Associação Cultural e Recreativa, Lar/Centro de Dia para idosos, Correios, Grupo Desportivo, Escolas de ensino até ao 12º Ano, pequenas indústrias e um comércio que, apesar das dificuldades, se tem mantido
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Escola EB 1,2 de Torre de Dona Chama - 5385-080 - Torre de Dona Chama Página elaborada pelo docente: José Neto |