No momento em que o Rádio no Brasil completa 80 anos de sua
primeira transmissão oficial , seria oportuno refletir sobre
a utilização do áudio na educação.
Mais precisamente na educação a distância. A informática
trouxe a possibilidade de avanços nesta modalidade de ensino.
E, hoje, o som pode ser ouvido em diferentes suportes como, por exemplo,
o computador. Mas estariam sendo realmente úteis na educação
a distância todas as ferramentas disponíveis? Que novas
relações com o som seriam necessárias? Qual o
papel do áudio neste processo, para que e por quê utilizá-lo?
Poderia o material didático sonoro contribuir para resgatar
a oralidade enquanto um recurso fundamental da relação
professor-aluno?
Para
refletir sobre a utilidade do áudio na experiência de
educação a distância, talvez seja necessário
um breve retorno ao passado para averiguar a relação
entre a comunicação e a educação em diferentes
momentos.
A evolução
da comunicação em muito interferiu no avanço
da educação. Com a disseminação da escrita
alfabética, musical e da notação matemática,
na Antigüidade, ampliadas pelo surgimento da imprensa, na Idade
Moderna, o saber, cujo acesso era restrito, foi posto à disposição
de um público mais vasto.
Com a
invenção do cinema, do rádio e da televisão,
a popularização do conhecimento chegou às camadas
mais pobres e analfabetas em diversas partes do mundo. Momento de
massificação da comunicação.
Com a
informática, a educação dá um novo salto
rompendo barreiras geográficas, temporais e produzindo um novo
conceito de interatividade. Qualquer um de qualquer lugar e a qualquer
tempo pode estudar, desde que disponha de um computador e de como
acessá-lo à internet.
Em todo
este processo histórico educacional, no entanto, a oralidade
enquanto recurso fundamental da relação professor-aluno
esteve presente. Seria sábio dispensá-la neste momento
cibernético, já que a tecnologia nos possibilita a utilização
da voz e do som com uma qualidade digital?
Sem dúvida
que as dificuldades técnicas ainda existem no Brasil. Poucos
têm computador e acesso à internet, o sistema de telefonia
ainda é precário, o áudio pesa e é lento
para ser baixado. Mas não podemos deixar de considerá-lo.
Na maioria
das vezes, a informação no computador ainda se restringe
à escrita impressa na tela. Poucos investem no áudio,
que traz uma outra qualidade para o conteúdo, tornando-o mais
atraente.
Não
é mais possível subestimar a potencialidade do áudio
em pleno século XXI, quando o rádio já comprovou
sua eficiência sobrevivendo às mídias que o sucederam.
O som "humaniza" o computador, que passa a falar. A voz
traduz emoções e a audição provoca sensações
no receptor, envolvendo-o.
A boa
utilização do áudio fornece variedade de vozes
e fontes, possibilidade de reproduzir o ambiente dos fatos, de criar
um efeito narrativo de natureza sensorial, trazendo dimensão
afetiva e agregando valor à informação. Características
que acarretam maior empatia com o receptor.
Numa
era de interatividade, em que as estratégias dialógicas
das novas tecnologias informáticas dão maior poder de
intervenção a um novo e ativo espectador não
se pode mais subestimar o áudio como uma das ferramentas a
ser utilizada na evolução da moderna educação.
Professora de Radiojornalismo da UFF/RJ
No momento em que o Rádio no Brasil completa 80 anos de sua
primeira transmissão oficial , seria oportuno refletir sobre
a utilização do áudio na educação.
Mais precisamente na educação a distância. A informática
trouxe a possibilidade de avanços nesta modalidade de ensino.
E, hoje, o som pode ser ouvido em diferentes suportes como, por exemplo,
o computador. Mas estariam sendo realmente úteis na educação
a distância todas as ferramentas disponíveis? Que novas
relações com o som seriam necessárias? Qual o
papel do áudio neste processo, para que e por quê utilizá-lo?
Poderia o material didático sonoro contribuir para resgatar
a oralidade enquanto um recurso fundamental da relação
professor-aluno?
Para
refletir sobre a utilidade do áudio na experiência de
educação a distância, talvez seja necessário
um breve retorno ao passado para averiguar a relação
entre a comunicação e a educação em diferentes
momentos.
A evolução
da comunicação em muito interferiu no avanço
da educação. Com a disseminação da escrita
alfabética, musical e da notação matemática,
na Antigüidade, ampliadas pelo surgimento da imprensa, na Idade
Moderna, o saber, cujo acesso era restrito, foi posto à disposição
de um público mais vasto.
Com a
invenção do cinema, do rádio e da televisão,
a popularização do conhecimento chegou às camadas
mais pobres e analfabetas em diversas partes do mundo. Momento de
massificação da comunicação.
Com a
informática, a educação dá um novo salto
rompendo barreiras geográficas, temporais e produzindo um novo
conceito de interatividade. Qualquer um de qualquer lugar e a qualquer
tempo pode estudar, desde que disponha de um computador e de como
acessá-lo à internet.
Em todo
este processo histórico educacional, no entanto, a oralidade
enquanto recurso fundamental da relação professor-aluno
esteve presente. Seria sábio dispensá-la neste momento
cibernético, já que a tecnologia nos possibilita a utilização
da voz e do som com uma qualidade digital?
Sem dúvida
que as dificuldades técnicas ainda existem no Brasil. Poucos
têm computador e acesso à internet, o sistema de telefonia
ainda é precário, o áudio pesa e é lento
para ser baixado. Mas não podemos deixar de considerá-lo.
Na maioria
das vezes, a informação no computador ainda se restringe
à escrita impressa na tela. Poucos investem no áudio,
que traz uma outra qualidade para o conteúdo, tornando-o mais
atraente.
Não
é mais possível subestimar a potencialidade do áudio
em pleno século XXI, quando o rádio já comprovou
sua eficiência sobrevivendo às mídias que o sucederam.
O som "humaniza" o computador, que passa a falar. A voz
traduz emoções e a audição provoca sensações
no receptor, envolvendo-o.
A boa
utilização do áudio fornece variedade de vozes
e fontes, possibilidade de reproduzir o ambiente dos fatos, de criar
um efeito narrativo de natureza sensorial, trazendo dimensão
afetiva e agregando valor à informação. Características
que acarretam maior empatia com o receptor.
Numa
era de interatividade, em que as estratégias dialógicas
das novas tecnologias informáticas dão maior poder de
intervenção a um novo e ativo espectador não
se pode mais subestimar o áudio como uma das ferramentas a
ser utilizada na evolução da moderna educação.