• Reflexões sobre o Áudio na Educação

Prof. Ana Baumworcel
Professora de Radiojornalismo da UFF/RJ


No momento em que o Rádio no Brasil completa 80 anos de sua primeira transmissão oficial , seria oportuno refletir sobre a utilização do áudio na educação. Mais precisamente na educação a distância. A informática trouxe a possibilidade de avanços nesta modalidade de ensino. E, hoje, o som pode ser ouvido em diferentes suportes como, por exemplo, o computador. Mas estariam sendo realmente úteis na educação a distância todas as ferramentas disponíveis? Que novas relações com o som seriam necessárias? Qual o papel do áudio neste processo, para que e por quê utilizá-lo? Poderia o material didático sonoro contribuir para resgatar a oralidade enquanto um recurso fundamental da relação professor-aluno?

Para refletir sobre a utilidade do áudio na experiência de educação a distância, talvez seja necessário um breve retorno ao passado para averiguar a relação entre a comunicação e a educação em diferentes momentos.

A evolução da comunicação em muito interferiu no avanço da educação. Com a disseminação da escrita alfabética, musical e da notação matemática, na Antigüidade, ampliadas pelo surgimento da imprensa, na Idade Moderna, o saber, cujo acesso era restrito, foi posto à disposição de um público mais vasto.

Com a invenção do cinema, do rádio e da televisão, a popularização do conhecimento chegou às camadas mais pobres e analfabetas em diversas partes do mundo. Momento de massificação da comunicação.

Com a informática, a educação dá um novo salto rompendo barreiras geográficas, temporais e produzindo um novo conceito de interatividade. Qualquer um de qualquer lugar e a qualquer tempo pode estudar, desde que disponha de um computador e de como acessá-lo à internet.

Em todo este processo histórico educacional, no entanto, a oralidade enquanto recurso fundamental da relação professor-aluno esteve presente. Seria sábio dispensá-la neste momento cibernético, já que a tecnologia nos possibilita a utilização da voz e do som com uma qualidade digital?

Sem dúvida que as dificuldades técnicas ainda existem no Brasil. Poucos têm computador e acesso à internet, o sistema de telefonia ainda é precário, o áudio pesa e é lento para ser baixado. Mas não podemos deixar de considerá-lo.

Na maioria das vezes, a informação no computador ainda se restringe à escrita impressa na tela. Poucos investem no áudio, que traz uma outra qualidade para o conteúdo, tornando-o mais atraente.

Não é mais possível subestimar a potencialidade do áudio em pleno século XXI, quando o rádio já comprovou sua eficiência sobrevivendo às mídias que o sucederam. O som "humaniza" o computador, que passa a falar. A voz traduz emoções e a audição provoca sensações no receptor, envolvendo-o.

A boa utilização do áudio fornece variedade de vozes e fontes, possibilidade de reproduzir o ambiente dos fatos, de criar um efeito narrativo de natureza sensorial, trazendo dimensão afetiva e agregando valor à informação. Características que acarretam maior empatia com o receptor.

Numa era de interatividade, em que as estratégias dialógicas das novas tecnologias informáticas dão maior poder de intervenção a um novo e ativo espectador não se pode mais subestimar o áudio como uma das ferramentas a ser utilizada na evolução da moderna educação.


Professora de Radiojornalismo da UFF/RJ


No momento em que o Rádio no Brasil completa 80 anos de sua primeira transmissão oficial , seria oportuno refletir sobre a utilização do áudio na educação. Mais precisamente na educação a distância. A informática trouxe a possibilidade de avanços nesta modalidade de ensino. E, hoje, o som pode ser ouvido em diferentes suportes como, por exemplo, o computador. Mas estariam sendo realmente úteis na educação a distância todas as ferramentas disponíveis? Que novas relações com o som seriam necessárias? Qual o papel do áudio neste processo, para que e por quê utilizá-lo? Poderia o material didático sonoro contribuir para resgatar a oralidade enquanto um recurso fundamental da relação professor-aluno?

Para refletir sobre a utilidade do áudio na experiência de educação a distância, talvez seja necessário um breve retorno ao passado para averiguar a relação entre a comunicação e a educação em diferentes momentos.

A evolução da comunicação em muito interferiu no avanço da educação. Com a disseminação da escrita alfabética, musical e da notação matemática, na Antigüidade, ampliadas pelo surgimento da imprensa, na Idade Moderna, o saber, cujo acesso era restrito, foi posto à disposição de um público mais vasto.

Com a invenção do cinema, do rádio e da televisão, a popularização do conhecimento chegou às camadas mais pobres e analfabetas em diversas partes do mundo. Momento de massificação da comunicação.

Com a informática, a educação dá um novo salto rompendo barreiras geográficas, temporais e produzindo um novo conceito de interatividade. Qualquer um de qualquer lugar e a qualquer tempo pode estudar, desde que disponha de um computador e de como acessá-lo à internet.

Em todo este processo histórico educacional, no entanto, a oralidade enquanto recurso fundamental da relação professor-aluno esteve presente. Seria sábio dispensá-la neste momento cibernético, já que a tecnologia nos possibilita a utilização da voz e do som com uma qualidade digital?

Sem dúvida que as dificuldades técnicas ainda existem no Brasil. Poucos têm computador e acesso à internet, o sistema de telefonia ainda é precário, o áudio pesa e é lento para ser baixado. Mas não podemos deixar de considerá-lo.

Na maioria das vezes, a informação no computador ainda se restringe à escrita impressa na tela. Poucos investem no áudio, que traz uma outra qualidade para o conteúdo, tornando-o mais atraente.

Não é mais possível subestimar a potencialidade do áudio em pleno século XXI, quando o rádio já comprovou sua eficiência sobrevivendo às mídias que o sucederam. O som "humaniza" o computador, que passa a falar. A voz traduz emoções e a audição provoca sensações no receptor, envolvendo-o.

A boa utilização do áudio fornece variedade de vozes e fontes, possibilidade de reproduzir o ambiente dos fatos, de criar um efeito narrativo de natureza sensorial, trazendo dimensão afetiva e agregando valor à informação. Características que acarretam maior empatia com o receptor.

Numa era de interatividade, em que as estratégias dialógicas das novas tecnologias informáticas dão maior poder de intervenção a um novo e ativo espectador não se pode mais subestimar o áudio como uma das ferramentas a ser utilizada na evolução da moderna educação.

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