Questões de Pesquisa:
Desde
muito cedo em minha vida pude aproveitar bem as facilidades com
a matemática, que me levou ao estudo e aperfeiçoamento
no campo da engenharia, e com o violão, que me fez desenvolver
a sensibilidade e comunicação com os que me cercavam.
A preocupação com o lado social, outra dimensão
que permeia minha formação, advém de uma continuada
e permanente presença em igrejas protestantes até
os dias de hoje, por parte de mãe; e pelo lado do pai, um
imigrante da Índia, que me trouxe influências da realidade
de sua origem, um ambiente distante e carente, fundamentado na crença
do hinduísmo.
A experiência
como consultor da presidência da antiga Fundação
Nacional do Bem Estar do Menor (Funabem) (1974 a 1977) foi fundamental
para centrar minha atenção na aplicação
de tecnologias no campo social.
Currículo
resumido:
Doutorado
em Engenharia de Produção, na Universidade de Birmingham-Inglaterra,
concluído em 1982. Mestrado em Engenharia de Sistemas na
COPPE/UFRJ, concluído em 1976. Formado em Engenharia Mecânica
pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em
1972.
Minha
experiência com a Informática começou pelo ITA
em 1968, trabalhando com computadores IBM 1130 e linguagem de programação
científica FORTRAN. O trabalho final de conclusão
da engenharia teve como base uma comunidade carente em São
José dos Campos, desprovida de água, esgoto e energia
elétrica. O objetivo foi desenvolver um protótipo
de caldeira solar, idealizado como telhado das casas daquele conglomerado,
aproveitando a energia solar abundante durante o dia, e gerar energia
elétrica barata para cada uma das residências. O problema
do fornecimento de água foi resolvido de forma institucional
pela prefeitura local, após o levantamento topográfico
do terreno pelos alunos de engenharia, demarcação
dos lotes e encaminhamento para o reconhecimento e legalização
do espaço pela prefeitura, após o que os dutos de
água e esgoto passaram a compor o orçamento do município.
Tendo
concluído o curso de Engenharia Mecânica fui contratado
pela ex-TELERJ no Rio de Janeiro, em 1973, e ao mesmo tempo ingressei
no curso de mestrado na COPPE/UFRJ. A tese de mestrado apresentada,
em 1976, versou sobre modelos matemáticos para planejamento
de redes de telefonia de longa distância, e sua implementação
usando algoritmos de otimização com programação
computacional na linguagem FORTRAN em computadores de grande porte
IBM 360. No período de 1974 a 1977 fui consultor da presidência
da antiga Fundação Nacional do Bem Estar do Menor
(Funabem) onde trabalhei na concepção, montagem e
avaliação de projetos sociais de inclusão de
menores que perambulavam pelas ruas da cidade. Essa experiência
foi fundamental para centrar minha atenção na aplicação
de tecnologias no campo social.
Optei
por fazer o doutorado na Inglaterra, em 1978, na área de
Medicina Social. Fui estudante de pesquisa no Departamento de Engenharia
de Produção da Universidade de Birmingham, e passei
grande parte do tempo estudando os impactos do Sistema Nacional
de Saúde (National Health Service) na formação
dos médicos e de todo o serviço de atendimento à
saúde. Durante o período em que lá estive,
trabalhei com modelos matemáticos de simulação
computacional de casos clínicos para serem usados no ensino
de graduação em Medicina, e com a avaliação
dos custos de hospitais universitários. Tive a oportunidade
de utilizar o primeiro microcomputador pessoal do Departamento em
que trabalhava, denominado Black Box, uma revolução
para a indústria de Informática da época, que
não acreditava em sua aceitação pelo mercado.
A volta
para o Brasil ocorreu em 1982, sendo admitido pela Embratel do Rio
de Janeiro, inicialmente para a implantação da primeira
comunidade teleinformatizada do Brasil - Projeto Ciranda - que reunia
cerca de 1500 microcomputadores pessoais (CP-500 da Prológica)
espalhados pelas residências dos empregados da empresa no
país; esse projeto visava ao estabelecimento de uma comunidade
de interesse conectada por redes, por onde circulavam informações
de diversas naturezas, mensagens de correio eletrônico, listas
de discussão, e era permitido fazer o upload de informações
e download de software. Tudo isso em 1982, muito antes do fenômeno
da Internet acontecer no mundo, e baseado em tecnologia brasileira.
No
início dos anos 90, ainda na Embratel, conduzi um programa
de intercâmbio científico e tecnológico com
diversas instituições de ensino e pesquisa no Brasil,
visando a cooperação em P&D entre universidade
e a empresa. Nesse período pude trabalhar em um projeto de
Lei federal encaminhado por quatro Ministérios (Educação,
Cultura, Ciência e Tecnologia, e Comunicações)
que permitia reduções tarifárias significativas
de serviços de telecomunicações, principalmente
uso de satélites e linhas de conexão a Internet, para
as instituições que usassem os meios de telecomunicações
no fomento ao uso de redes para educação, saúde,
P&D, e outras atividades de interesses comunitários.
No
período compreendido entre 1996 e 1998 estive cedido à
Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do RJ quando
implantei o Programa Rede Escola, destinado à introdução
de novas tecnologias da informação e de comunicações
para as escolas do ensino médio da rede pública do
estado. Nesse programa utilizou-se uma mídia de comunicação
de massa, o vídeo, para a produção de material
didático, complementada pelas páginas na Internet,
com interatividade, usando-se correio eletrônico e um serviço
de atendimento automático 0800.
Fui
consultor da Secretaria de Ensino Médio do MEC (SEMTEC) no
período de 1998 a 1999 quando produzi um CD multimídia
para a difusão dos PCN para o novo ensino médio no
país.
Fui
admitido como professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas
da UERJ em 1996, onde estou até hoje, saí da Embratel
em 1999, um ano após a privatização, e sou
membro do comitê de especialistas em EAD da SEED/MEC desde
1997.
De
2000 para cá, trabalhei em diversos conteúdos oferecidos
pela UniRede como "TV Escola: os desafios de hoje", programa
que teve 35.000 inscritos na primeira rodada e está sendo
oferecido agora para 50.000 professores de 1a a 4a série
do ensino fundamental.