Paulo Pavarini Raj

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Professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ
Membro do comitê de especialistas em EAD da SEED/MEC
Colaborador em conteúdos oferecidos pela UniRede



Questões de Pesquisa:

Desde muito cedo em minha vida pude aproveitar bem as facilidades com a matemática, que me levou ao estudo e aperfeiçoamento no campo da engenharia, e com o violão, que me fez desenvolver a sensibilidade e comunicação com os que me cercavam. A preocupação com o lado social, outra dimensão que permeia minha formação, advém de uma continuada e permanente presença em igrejas protestantes até os dias de hoje, por parte de mãe; e pelo lado do pai, um imigrante da Índia, que me trouxe influências da realidade de sua origem, um ambiente distante e carente, fundamentado na crença do hinduísmo.

A experiência como consultor da presidência da antiga Fundação Nacional do Bem Estar do Menor (Funabem) (1974 a 1977) foi fundamental para centrar minha atenção na aplicação de tecnologias no campo social.

Currículo resumido:

Doutorado em Engenharia de Produção, na Universidade de Birmingham-Inglaterra, concluído em 1982. Mestrado em Engenharia de Sistemas na COPPE/UFRJ, concluído em 1976. Formado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em 1972.

Minha experiência com a Informática começou pelo ITA em 1968, trabalhando com computadores IBM 1130 e linguagem de programação científica FORTRAN. O trabalho final de conclusão da engenharia teve como base uma comunidade carente em São José dos Campos, desprovida de água, esgoto e energia elétrica. O objetivo foi desenvolver um protótipo de caldeira solar, idealizado como telhado das casas daquele conglomerado, aproveitando a energia solar abundante durante o dia, e gerar energia elétrica barata para cada uma das residências. O problema do fornecimento de água foi resolvido de forma institucional pela prefeitura local, após o levantamento topográfico do terreno pelos alunos de engenharia, demarcação dos lotes e encaminhamento para o reconhecimento e legalização do espaço pela prefeitura, após o que os dutos de água e esgoto passaram a compor o orçamento do município.

Tendo concluído o curso de Engenharia Mecânica fui contratado pela ex-TELERJ no Rio de Janeiro, em 1973, e ao mesmo tempo ingressei no curso de mestrado na COPPE/UFRJ. A tese de mestrado apresentada, em 1976, versou sobre modelos matemáticos para planejamento de redes de telefonia de longa distância, e sua implementação usando algoritmos de otimização com programação computacional na linguagem FORTRAN em computadores de grande porte IBM 360. No período de 1974 a 1977 fui consultor da presidência da antiga Fundação Nacional do Bem Estar do Menor (Funabem) onde trabalhei na concepção, montagem e avaliação de projetos sociais de inclusão de menores que perambulavam pelas ruas da cidade. Essa experiência foi fundamental para centrar minha atenção na aplicação de tecnologias no campo social.

Optei por fazer o doutorado na Inglaterra, em 1978, na área de Medicina Social. Fui estudante de pesquisa no Departamento de Engenharia de Produção da Universidade de Birmingham, e passei grande parte do tempo estudando os impactos do Sistema Nacional de Saúde (National Health Service) na formação dos médicos e de todo o serviço de atendimento à saúde. Durante o período em que lá estive, trabalhei com modelos matemáticos de simulação computacional de casos clínicos para serem usados no ensino de graduação em Medicina, e com a avaliação dos custos de hospitais universitários. Tive a oportunidade de utilizar o primeiro microcomputador pessoal do Departamento em que trabalhava, denominado Black Box, uma revolução para a indústria de Informática da época, que não acreditava em sua aceitação pelo mercado.

A volta para o Brasil ocorreu em 1982, sendo admitido pela Embratel do Rio de Janeiro, inicialmente para a implantação da primeira comunidade teleinformatizada do Brasil - Projeto Ciranda - que reunia cerca de 1500 microcomputadores pessoais (CP-500 da Prológica) espalhados pelas residências dos empregados da empresa no país; esse projeto visava ao estabelecimento de uma comunidade de interesse conectada por redes, por onde circulavam informações de diversas naturezas, mensagens de correio eletrônico, listas de discussão, e era permitido fazer o upload de informações e download de software. Tudo isso em 1982, muito antes do fenômeno da Internet acontecer no mundo, e baseado em tecnologia brasileira.

No início dos anos 90, ainda na Embratel, conduzi um programa de intercâmbio científico e tecnológico com diversas instituições de ensino e pesquisa no Brasil, visando a cooperação em P&D entre universidade e a empresa. Nesse período pude trabalhar em um projeto de Lei federal encaminhado por quatro Ministérios (Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, e Comunicações) que permitia reduções tarifárias significativas de serviços de telecomunicações, principalmente uso de satélites e linhas de conexão a Internet, para as instituições que usassem os meios de telecomunicações no fomento ao uso de redes para educação, saúde, P&D, e outras atividades de interesses comunitários.

No período compreendido entre 1996 e 1998 estive cedido à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do RJ quando implantei o Programa Rede Escola, destinado à introdução de novas tecnologias da informação e de comunicações para as escolas do ensino médio da rede pública do estado. Nesse programa utilizou-se uma mídia de comunicação de massa, o vídeo, para a produção de material didático, complementada pelas páginas na Internet, com interatividade, usando-se correio eletrônico e um serviço de atendimento automático 0800.

Fui consultor da Secretaria de Ensino Médio do MEC (SEMTEC) no período de 1998 a 1999 quando produzi um CD multimídia para a difusão dos PCN para o novo ensino médio no país.

Fui admitido como professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ em 1996, onde estou até hoje, saí da Embratel em 1999, um ano após a privatização, e sou membro do comitê de especialistas em EAD da SEED/MEC desde 1997.

De 2000 para cá, trabalhei em diversos conteúdos oferecidos pela UniRede como "TV Escola: os desafios de hoje", programa que teve 35.000 inscritos na primeira rodada e está sendo oferecido agora para 50.000 professores de 1a a 4a série do ensino fundamental.

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