Este
texto traz a evolução histórica da linguagem
do radiojornalismo no Brasil a partir de momentos de rupturas representativas
de um fazer diferente. E, ao analisar a transformação
da linguagem do jornalismo no rádio, identifica, hoje, um processo
de de-significação, caracterizado pela fragmentação
da informação, pelo "apagamento" dos conceitos,
esvaziamento do conteúdo das palavras e "supressão"
da história. Um processo que se insere na lógica cultural
do capitalismo tardio.
Palavras-chave
- Radiojornalismo, linguagem, sentido
O
rádio entra no século XXI renovado pelas novas tecnologias
que aprimoraram a qualidade e a transmissão do som. Em sua
essência, continua sendo o veículo de comunicação
mais ágil, popular, barato, com maior alcance e menor custo
de produção. Ao produzir uma oralidade eletronicamente,
acabou constituindo uma nova forma de escrever a própria oralidade.
E ao fazer isso, o rádio enriqueceu a língua a partir
da tecnologia. Defendemos que o veículo produziu, em sua trajetória,
uma outra materialidade sonora, fazendo o som significar de diferentes
maneiras.
A
linguagem radiofônica, definida como a "composição
sonora invisível de palavra, música, ruído e
silêncio, enunciada em tempo real" por Meditsch (1999:127),
tem sua materialidade dada exclusivamente pelo som. E, por não
ter imagem, o rádio traz em sua linguagem uma incompletude,
que faz com que o ouvinte se torne ativo, tendo que