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MONSTROS
BUCENTAUROS
Centauros com corpo de
boi.
CÉRBERO

Cão
com três cabeças, corpo de Leão e cauda de serpente, filho de Tífon e de
Equidna, que vigiava a entrada do Hades, ou mundo inferior.
O monstro permitia a todos os espíritos que entrassem no Hades, mas não
permitia a nenhum sair de lá. Apenas alguns heróis escaparam da guarda de Cérbero:
o grande músico Orfeu encantou-o com sua lira, e Héracles capturou-o
completamente desarmado e o trouxe por um curto período de tempo para as regiões
superiores ao Hades. Na mitologia romana, a linda virgem Psiquê e o príncipe
troiano Enéias foram capazes de pacificar Cérbero com um bolo de mel e assim
continuar sua viagem pelo mundo inferior.
CENTAUROS

Seres
fortes e brutais, metade homens e metade cavalos, todos filhos de Ixão e de Néfele,
à exceção de Folo de Quíron, que tiveram outra origem e caráter menos
selvagem. Vivia nos bosques e nos montes da Tessália. Foram inimigos de Héracles
e, durante as bodas de Pirítoo, tendo eles insultado a noiva, os Lápidas os
aniquilaram.
CICLOPES

Gigantes
com um olho enorme no meio da testa. No Hesíodo, os três filhos Arges, Brontes,
e Steropes de Urano e Gaia, a personificação do céu e da terra, eram
Ciclopes. Foram lançados no mundo inferior por seu irmão Cronos, um do Titãs,
depois que ele destronou Urano. Mas o filho de Cronos, Zeus, libertou os
Ciclopes do mundo inferior e eles, em gratidão, deram-lhe os presentes do trovão
e do relâmpago com os quais derrotou Cronos e os Titãs e assim tornou-se
senhor do universo. Na Odisséia de Homero, os Ciclopes eram pastores que viviam
na Sicília. Eram selvagens e canibais que não temiam nem os deuses nem os
humanos. Odisseu foi capturado com seus homens na caverna do Ciclope Polífemo,
um filho de Posêidon, deus do mar. Para escapar da caverna depois do gigante
ter devorado vários homens, Odisseu (Ulisses) cegou-o.
ESFINGE

Monstro
com cabeça e seios de mulher, corpo de leão e asas de pássaro. Permanecendo
agachada à uma pedra, ela ia ao encontro de todo aquele que estava prestes a
entrar na cidade de Tebas, apresentando-lhe uma charada: "o que é que tem
quatro pés de manhã, dois ao meio dia, e três à noite?" Aquele que não
respondesse à sua questão era devorado por ela. Quando o herói Édipo
solucionou a charada, respondendo: "o homem, que engatinha quando bebê,
anda ereto quando adulto e caminha com a ajuda de uma bengala na velhice",
a Esfinge se matou. Por livrar Tebas deste terrível monstro, Édipo foi
consagrado rei pelo povo da cidade.
GORGONAS
Três
filhas monstruosas do deus do mar Fórces e sua esposa, Ceto. As Górgonas eram
horríveis, com a forma de dragão, cobertas com escamas douradas e cobras ao
invés de cabelos. Tinham asas enormes e faces horrendas; suas línguas estavam
sempre pendentes para fora, e tinham dentes grandes como presas. Viviam
escondidas na extremidade ocidental do oceano,perto do jardim das Hespérides,
pois as pessoas que olhassem para elas se transformavam em pedra. Duas das Górgonas,
Steno ( a violenta) e Euríala a errante ) eram imortais;
Medusa ( a dominadora ) era a única que podia ser morta. Perseu, um rapaz
nobre mas tolo, ofereceu-se para matar a Medusa e trazer sua cabeça como prova.
Com a ajuda de Hermes e Atena, Perseu mostrou-lhe um espelho. Ao ver sua própria
imagem, Medusa transformou-se em pedra. Perseu cortou sua cabeça e, de seu
sangue surgiu Pégaso, o cavalo alado, filho de Medusa com o deus Posêidon.
GREIAS
Chamadas
de "As Velhas Mulheres" quando vieram ao mundo já eram velhas. Na
origem, era duas: Ênio e Péfredo, às quais, mais tarde juntou-se Deino. Possuíam
um só olho e um só dente, comum as três, dos quais se serviam alternadamente.
Viviam no extremo Ocidente, no País da noite, onde o Sol nunca resplandecia.
GRIFOS
Animais fabulosos, com corpo de leão e cabeça de águia, que a tradição
colocava nos monte Rifeus, como guardas do ouro do Norte.
HECATONQUIROS
Briareu,
Coto e Giges. Gigantes de cem braços e cinqüenta cabeças. Tendo hostilizado o
pai, este os mandou pra horríveis cavernas nas vísceras da terra. Participaram
da rebelião contra Urano. Quando Cronos tomou o poder, os aprisionou no tártaro.
Libertados por Zeus, lutaram contra os titãs. Com a habilidade de arremeçar
cem pedras de uma vez venceram os titãs. Briareus era guarda-costas de Zeus.
HIDRA
DE LERNA

Monstro
de nove-cabeças que vivia num pântano próximo à Lerna, na Grécia. Uma ameaça
para todos em Argos, ela tinha um fôlego fatalmente venenoso e quando uma cabeça
era cortada, crescia outras duas em seu lugar; só a cabeça central era
imortal. Héracles, enviado para matar a serpente como o segundo de seus 12
trabalhos, conseguiu matá-la queimando suas oito cabeças mortais e enterrando
a nona sob uma pedra enorme. Com
o sangue da Hidra, Héracles impregnava as suas flechas. Foi
transformada em Constelação austral.
O termo hidra é comumente aplicado a qualquer situação complexa ou para
problemas que continuamente apresenta dificuldades compostas.
MEDUSA

Uma
das Górgonas, a única que era mortal. Orgulhosa de sua beleza, ousou
comparar-se a Atena, pelo que, a deusa, irada, transformou seus cabelos em
serpentes e fez com que seu olhar petrificasse. Perseu conseguiu cortar-lhe a
cabeça, olhando-a refletida num espelho. Do sangue da ferida nasceram Pégaso e
Criásor. A cabeça de Medusa foi depois, dada pelo herói a Atena, que a
colocou em seu escudo.
MINOTAURO
Monstro
com cabeça de touro e corpo de homem. Era o filho de Pasifaé, rainha de Creta,
e um touro branco que Posêidon tinha enviando a seu marido, o rei Minos. Quando
este se recusou a sacrificar a besta, Posêidon fez com que Pasifaé se
apaixonasse pelo animal. Depois do nascimento do Minotauro, Minos mandou o
arquiteto e inventor Dédalo construir um labirinto tão complexo que a fuga
dele sem qualquer ajuda seria impossível. Ali o Minotauro foi confinado e era
alimentado com as jovens vítimas humanas que Minos forçava Atenas a lhe enviar
como atributo. O herói grego Teseu estava determinado a acabar com o sacrifício
inútil e se ofereceu como uma das vítimas. Quando Teseu chegou à Creta,
Ariadne, filha de Minos, se apaixonou por ele. A jovem ajudou-o a escapar do
Minotauro, dando-lhe um novelo de lã cuja ponta ele amarrou à porta do
labirinto e desenrolava à medida que caminhava através do labirinto. Quando
encontrou o Minotauro adormecido, ele matou o monstro e então conduziu os
outros jovens sãos e salvos para a saída, enrolando novamente a lã desfiada.
ORTROS
Filho de Tífon e Equidna, irmão de Cérbero. Vigiava os Bois de Gerião, na
ilha Eritéia, onde Héracles o matou.
QUIMERA
Monstro
com cabeça de leão, corpo de bode, cauda de dragão e que vomitava fogo. A
Quimera aterrorizava a Lícia, uma região na Ásia Menor, mas finalmente foi
morta pelo herói grego Belerofonte.
SATIROS
Também
chamados de Silenosm são demônios agrestes representantes masculinos da vida da
natureza em suas variadas formas. Constituiam a parte mais turbulenta da
comitiva de Dioníso. A imaginação popular concebia-os como seres maliciosos e
sensuais e atribuiam à sua figura, orelhas e patas de cabra, rabo de cavalo e
nariz achatado. Viviam geralmente nos bosques dançando e tocando instrumentos
musicais, perseguindo as ninfas e bebendo rumorosamente.
Scylla
e Charybdes
Dois
monstros do mar que permaneciam em lados opostos , a personificação dos
perigos da navegação próxima às pedras e redemoinhos. Scylla era uma
criatura horrível com 12 pés e 6 longos pescoços, tendo uma cabeça em cada
um com 3 filas de dentes, com os quais ela devorava qualquer vitima que viesse a
alcançar. Vivia numa caverna num despenhadeiro. Através do estreito, oposto a
ela, havia uma grande figueira sob a qual Charybdes, o redemoinho d'água,
sugava e vomitava as águas do mar três vezes por dia, engolfando qualquer
coisa que estivesse próxima. Quando Odisseu (Ulisses) passou entre eles, o herói
conseguiu evitar Charybdes, mas Scylla prendeu seis homens de seu navio e
devorou-os. Tempos depois, a posição geográfica desta perigosa passagem
acreditava se tratar do Estreito de Messina, entre a Itália e a Sicília.
Scylla, originalmente uma linda virgem amada por um deus de mar, tinha sido
transformada num monstro por sua rival ciumenta, a feiticeira Circe.
SEREIAS
Seres
fabulosos, metade mulheres e metade aves, demônios ou divindades marinhas,
nascidas de Aqéloo e de Melpômene. Situadas, segundo a tradição, numa ilha
rochosa no Mediterrâneo, cativavam com o seu canto os marinheiros e os faziam
naufragar de encontro aos recifes.
Ordinariamente
contam-se três: Parténope, Leucósia
e Lígea, nomes gregos que evocam as idéias de candura,
de brancura e de harmonia.
Conta-se
que no tempo do rapto de Prosérpina, as Sereias foram à Sicília, e que Ceres,
para puni-las por não haverem socorrido a sua filha, mudou-as em aves.
Ovídio, ao contrário, diz que as
Sereias, desoladas com o rapto de Prosérpina, pediram aos deuses que lhes
dessem asas para que fossem procurar a sua jovem companheira por toda a terra.
Habitavam rochedos escarpados sobre as margens do mar, entre a ilha de Capri e a
costa de Itália.O oráculo
predissera às Sereias que elas viveriam tanto tempo quanto pudessem deter os
navegantes à sua passagem; mas se um só passasse sem para sempre ficar preso
ao encanto das suas vozes e das suas palavras, elas morreriam. Por isso essas
feiticeiras, sempre em vigília, não deixavam de deter pela sua harmonia todos
os que chegavam perto delas e que cometiam a imprudência de escutar os seus
cantos. Elas tão bem os encantavam e os seduziam que eles não pensavam mais no
seu país, na sua família, em si mesmos; esqueciam de beber e de comer, e
morriam por falta de alimento. A costa vizinha estava toda branca dos ossos
daqueles que assim haviam perecido.
Entretanto,
quando os Argonautas passaram nas suas paragens, elas fizeram vãos esforços
para atraí-los. Orfeu, que estava embarcado no navio, tomou a sua lira e as
encantou a tal ponto que elas emudeceram e atiraram os instrumentos ao
mar.Ulisses, obrigado a passar com o seu navio adiante das Sereias, mas
advertido por Circe, tapou com cera as orelhas de todos os seus companheiros, e
se fez amarrar, de pés e mãos, a um mastro. Além disso, proibiu que o
desligassem se, por acaso, ouvindo a voz da Sereias, ele exprimisse o desejo de
parar. Não foram inúteis essas precauções. Ulisses, mal ouviu as suas doces
palavras e as suas promessas sedutoras, apesar do aviso que recebera e da
certeza de morrer, deu ordem aos companheiros que o soltassem, o que felizmente
eles não fizeram. As Sereias, não tendo podido deter Ulisses precipitaram-se
no mar, e as pequenas ilhas rochosas que habitavam, defronte do promontório da
Lucárnia foram chamadas Sirenusas.
As
Sereias são representadas ora com cabeça de mulher e corpo de pássaro, ora
com todo o busto feminino e a forma de ave, da cintura até os pés. Nas mãos têm
instrumentos: uma empunha uma lira, outra duas flautas, e a terceira gaitas
campestres ou um rolo de música, como para cantar. Também pintam-nas com um
espelho. Não há nem um autor antigo que nos tenha representado as Sereias como
mulheres-peixe, como muita gente atualmente as representam.
TIFON
O
mais jovem dos filhos do Tártaro e de Géia, monstro fabuloso de cem cabeças,
pai dos ventos impetuosos. Casou-se com Equidna, da qual teve Cérbero, Ortros e
a Hidra de Lerna. Entrou em luta com Zeus pela posse do mundo, porém foi
atingido pelo raio do deus e precipitado ao Tártaro. Segundo outros, os deuses
foram vencidos e fugiram para o Egito, onde se esconderam sob a forma de
Animais: Zeus teria sido encerrando no antro Conrício, de onde Hermes o
libertou. Retomando a luta, Zeus venceu o monstro e o sepultou vivo..
 
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