ESCRITA POR NANA CAMARGOS

Episódio 49

As sombras escondiam o rosto da garota que passava aparentemente distraída pela calçada daquela rua. Com certeza o homem mascarado que se aproximava com um punhal à mão, não sabia que ela estava armada e pronta para pegá-lo de surpresa. Não sabia ele que ela era uma espiã. Ele, preparado para enfiar o punhal nas costas dela. Ela, pronta para desarma-lo e captura-lo. O mascarado chegou mais perto e ela virou de repente, já com a arma apontada para ele. Um revólver contra um punhal, ele foi obrigado a obedecer, quando ela disse:

            -Largue o punhal!

            O barulho da arma caindo ecoou pela rua escura, mas ninguém ouviu. Estava deserta...

Ou quem sabe, nem tanto. Logo apareceram três rapazes, saindo de trás de um muro. Um era muito alto, negro e usava óculos escuros. Outro, alto também, mas nem tanto, tinha cabelos castanhos e olhos claros. E o mais baixo deles tinha os olhos puxados e cabelos pretos, era japonês. Todos armados.

-Bom trabalho Amanda! – disse o mais alto, com uma arma apontada para o mascarado.

-Já pegamos um. Se pegarmos outro será melhor. – disse o japonês.

-Quem será a isca dessa vez? – perguntou a garota, apanhando o punhal caído no chão, e refletindo-se nele. Percebeu, quando a imagem de seu rosto na arma ganhou uma companhia. Por um segundo, Amanda viu um outro mascarado sendo refletido no punhal. Num ato reflexo, virou-se com a arma, que ao perceber, já estava a centímetros do pescoço do mascarado.

-Acho que nem precisará... – disse o rapaz de olhos claros.

 

 

-Ótimo! Eu fiz papel de imbecil! – dizia Yuri para si mesmo – O Matthew não era assassino e eu quase o fiz morrer. Mas...Ele bem que merecia! Ele e a Dani! – falava o detetive, enquanto andava de um lado para o outro de seu apartamento, jogando almofadas constantemente contra a parede, o que era uma sorte, já que com o nervosismo que o rapaz estava, o mais conveniente seria jogar vasos e copos por todos os lados.

O telefone tocou. Yuri sabia quem era. Não atendeu.

 

 

-Dois de uma vez... Isso que é eficiência! – falava Amanda, de pé em cima da cama, satisfeita consigo mesma, aproveitando para fazer uma hora com a cara dos colegas. – Onde estão os mascarados assassinos?

-Estão com o John. – disse Matt.

-Após entrarmos discretamente com os assassinos, o John os levou para nosso quarto. – completou Scott. – Ficarão presos no closet. Tiramos nossas roupas de lá.

-Bem – disse Amanda, descendo da cama – E o que faremos mais?

-Amanhã à noite será o encontro. Durante o dia podemos dar mais uma olhada no Atalanta, para descobrirmos algo talvez. – respondeu Matt.

-E no salão. – completou Scott.

-Só que dessa vez eu não vou para o salão. – falou John, que acabara de chegar no quarto de Amanda e Katie.

-John! E os assassinos? Os deixou sozinhos? – perguntou Scott.

-Estão amarrados. Tirei a máscara deles. Têm cara de ter uns quarenta anos... – falou John.

-Por isso não são ágeis. – disse Amanda.

John continuou:

-Tentei tirar alguma informação deles. Não quiseram dizer nada. O velho papo de...

- “Prefiro morrer a revelar algo”. – completou Matt. 

-Isso.

-Isso me toca tanto... – falou Amanda, irônica. – Vamos ver se eles preferem morrer mesmo! – disse, indo em direção ao outro quarto.

-Não, Amanda. Eles não vão dizer nada. – impediu John.

-É, será melhor descobrirmos tudo pessoalmente. – falou Matt.

-E como está a Katie, John? – perguntou Scott.

-Ah, nem me fale dessa chata! – disse Amanda, antes mesmo de John responder.

John olhou feio para a garota e respondeu:

-Liguei para o hospital. Ela já está bem melhor...Sabe, o médico me disse que se ela tivesse demorado mais um pouco para chegar lá, teria morrido... – relembrou John, agora virando para Amanda e sorrindo.

-Mas ela está fazendo as pesquisas? Tentando descobrir algo? – perguntou novamente Scott.

-Sim. Está... – falou John – Agora está bem tarde, não é? Muita coisa aconteceu hoje... Tantas revelações, confusões...

-É, vamos dormir. – concordou Scott.

Matt e Amanda dormiriam em um quarto e John e Scott no outro. Scott novamente ficaria com a cama de casal só para ele.

-Vamos deixar os dois a sós, Scott! – disse John, rindo. Matt e Amanda riram também, e se beijaram.

-Agora, com licença! – disse Matt, fechando a porta, sorrindo.

 

 

Aquela noite não era das melhores. Por mais que ela fosse acostumada a dormir no hospital, devido a acontecimentos passados, agora parecia que algo a incomodava. Acabara de acordar de um pesadelo e suava muito.

-Calma Katie... – pensava para ela mesma – Você vai dormir...Você vai dormir tranqüila...

Estava calmo no hospital...Quando, de repente, Katie ouviu um barulho. Alguém acabara de quebrar o vidro de sua janela.

 

QUEM ENTRARIA NO QUARTO DO HOSPITAL QUEBRANDO A JANELA? KATIE CORRIA PERIGO? NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO!  

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