ESCRITA POR NANA CAMARGOS

Episódio 36

John chegou à delegacia. Scott estava sentado em uma cadeira, entre dois policiais.

            -Scott! O que houve? – perguntou, assustado.

            -Conhece o safado? – perguntou um dos policiais – Ele agarrou uma moça a força.

            John olhou para Scott. Este não disse nada. Preferia não dizer que era Angélica, e que ela pedira que a beijasse. Afinal, nem entendera a atitude de Angélica.

            Algumas horas depois, John conseguiu soltar Scott, pagou a fiança e foram embora. No carro, conversavam:

            -Como você veio? A pé? – quis saber John.

            -Peguei um táxi até o centro, depois fui caminhando. Não sei como fiz isso. Não estou muito bem...

            -Muita coisa mudou com a saída da Angélica. Todos nós confiávamos nela. 

            Chegaram ao esconderijo. John destravara a porta antes de sair, pôde abrir por fora. Estavam exaustos, e foram dormir logo.

            No dia seguinte, acordaram tarde, exceto Katie, que preparara o café. Depois de comerem, cada um foi fazer uma coisa. John, não dissera a ninguém sobre o episódio de Scott na delegacia, achava melhor, para evitar confusões. Foi para o quarto, ler um livro sobre computadores. Scott foi para o quarto, fora dormir mais um pouco. Amanda estava retocando a maquiagem, para disfarçar o olho roxo. Matt estava no sofá da sala, calado, com o olhar longe. Katie terminara de retirar a mesa do café, e ao ver Matt na sala, sozinho, aproximou-se do rapaz:

            -Todos estamos tristes, Matt. Mas não há mais motivo para ficar assim. Nada vai fazer a Angélica voltar.

            -É confuso, Katie. Primeiro você confia em uma pessoa plenamente, se apaixona por ela, conta segredos... E depois, ela vai embora, mostrando não ser nem metade do que eu imaginava.

            -Eu sei... – disse Katie. Silêncio. Um tempo depois, a moça aproximou-se de Matt, para beija-lo. Matt afastou-se.

            -Me desculpe, Katie. Eu não...

            -Não... – falou Katie, sem jeito – Eu é que peço desculpas. Agi sem pensar... – e foi para o quarto.

            Logo depois, Amanda aparece na sala. Matt continuava no sofá, triste. Ela, olhando a cena, diz:

            -Finja que ela morreu!

            -O que? – disse Matt, que não percebera a presença da garota.

            -A Angélica. Finja que ela morreu. Será melhor, eu acho.

            Amanda tinha razão. Fingir que Angélica morrera era melhor do que lembrar que ela os traíra. Matt aproveitou para dizer:

            -Amanda, ainda não tive oportunidade, mas queria pedir desculpas... Eu desconfiei de você.

            -Você tinha razões. – falou ela, mostrando não estar magoada.

            -O tiro... Doeu muito?

            -Já senti dores piores. – disse. – Tive sorte, não quebrei a costela. Mas ainda odeio você...

            Matt riu.

            -Eu também te odeio. – disse, jogando uma almofada nela. – Ai – ela jogou de volta. John apareceu na sala.

            -Alguém topa estudar um pouco sobre Belém? É bom conhecermos a cidade antes de viajar. – perguntou o rapaz.

            -Claro. – falou Matt. Ele se sentia melhor, estranhamente. Fazia o possível para não se lembrar de Angélica. – Onde estão a Katie e o Scott?

             -A Katie está no banho. Acabou de entrar. O Scott está dormindo. Saiu ontem à noite e parece cansado.

            -Esse cara não faz nada. Só dorme e se diverte.  – reclamou Matt.

            -Ele está chateado por causa da Angélica. Ele gostava muito dela.

            -Não me fale nesse nome, John. Como a Amanda disse, Angélica está morta. – falou Matt, sorrindo.

            -É bom ver que você está mais conformado, Matt. Estava cansado de vê-lo triste. Agora temos que trabalhar duro, esse caso no Pará não vai ser fácil. Estava procurando informações na internet, e achei muita coisa. Vou imprimir e dar para vocês lerem. – falou John.

            -Podemos procurar em enciclopédias também. – lembrou Amanda.

            -Só gostaria de saber como vamos achar alguma pista. Tanta gente procura esse grupo de assassinos, mas nunca acham. – comentou Matt.

            -Nós vamos achar. Além do mais, temos ajuda do Yuri. Arthur disse que ele é um ótimo detetive. Ele precisa de ajuda. Ele e a Brena. – falou John.

            -Quem é Brena? – perguntou Matt.

            -A colega de serviço dele. É uma detetive também.

            John prometeu imprimir a pesquisa que fizera sobre Belém mais tarde e resolveram sair para almoçar. Scott se recusava a sair, mas Katie o convenceu:

            -Vamos, Scott. Se ficar aqui, acabará sem almoço. Você vai se distrair um pouco.

            Saíram de carro. Foram até a cidade e entraram em um restaurante italiano. Enquanto a comida não chegava, conversavam:

            -Uma idéia me ocorreu dia desses – disse Katie – Pensei em espionarmos a Mega-CEBR, quem sabe, podemos arrumar informações que nos ajudem a destruí-la?

            -Mas a Mega-CEBR já nos conhece. Como faremos isso?

            -Se colocássemos na equipe alguém que a Mega-CEBR desconheça, será fácil infiltra-lo na empresa e conseguirmos as informações. – explicou Katie.

            -Yuri! - exclamou John. – Depois que ajudarmos o Yuri a resolver o tal caso lá de Belém, podemos convida-lo para entrar na equipe. Pelo menos para ele ficar infiltrado na Mega-CEBR.

            -É uma possibilidade.

            Conversavam, quando Scott avistou, pela janela, um homem correndo, na rua sem saída ao lado do restaurante.

            -O que será que tem aquele homem? – perguntou. Todos olharam. Matt o reconheceu:

            -Rubens? – exclamou. Foi o tempo de ouvirem tiros acertar o homem que corria desesperado. Ele caiu. A equipe saiu correndo para fora do restaurante. Não avistaram ninguém. Matt correu para perto de Rubens, que estava caído no chão, sangrando.

            -Rubens! O que houve?

            -Matthew... Você está bem? – perguntou ele, com a voz fraca.

            -O que houve, Rubens?

            Rubens começava a ficar pálido, mas fazia força para falar.

            -Logo... Que você saiu da CEBH, fiz uma viagem... Para o exterior, ver minha família. Ao voltar... Fiquei... Sabendo da Mega-CEBR e seus objetivos. Eu não concordei com aquele serviço sujo...Matthew... Disse que não faria... Parte daquilo... Eu saí da empresa. Desde então, estão me perseguindo... Querem me matar... – Rubens começou a suar – Acho que conseguiram... Matt... Tome cuidado. Eles querem... Matar você, garoto.

            -Rubens... Calma! Vamos leva-lo para o hospital! Você vai melhorar, você vai... – Matt não terminou de falar, Rubens parou de respirar, fechou os olhos. – Ele... Está morto...

 

A MEGA-CEBR CONTINUARIA COMETENDO CRIMES? A EQUIPE CONSEGUIRIA ACABAR COM A FALSA EMPRESA DE ESPIONAGEM? CONSEGUIRIAM VINGAR A MORTE DE RUBENS?

Próxima

Hosted by www.Geocities.ws

1