Outra constatação foi a de que o animal tinha uma inflamação na pata traseira esquerda. A locomoção do animal era tão difícil que os moradores chegaram a pensar que o animal estava com a pata quebrada.

Notavam-se no animal diversos ferimentos recentes e não tratados, além da falta de parte da crina e anormalidade em uma das orelhas.

Uma das primeiras ações da SPAP foi estimular o animal a beber água e depois oferecer-lhe milho.
A SPAP ainda observou o tratamento dispensado aos animais da casa onde a égua foi deixada até que o veterinário fosse trazido e o documento de Boletim de Ocorrência fosse feito na Delegacia.
A cadela Princesa.


Também gatos, um preá e uma ninhada de patos recém-nascidos.
A brincalhona cadela Princesa, não querendo se despedir dos agentes da SPAP, ainda que temporariamente.
Com acompanhamento do Dr. Giordano Sadday Vilarinho Reinert, Advogado Criminalista, a SPAP levou o caso ao Ministério Público e em seguida, ao
Delegado-Chefe, Dr. Valmir Soccio, para a confecção do Boletim de Ocorrência, registrado com a apresentação das fotos tiradas e do laudo de um veterinário levado até o local. Assim, a SPAP ficou com a guarda do animal.
A família que acolheu a égua manifestou interesse em ficar com o animal e tratá-lo. A SPAP analisando o cuidado dispensado aos outros animais e o local, passou a posse do animal à família, que recebeu a receita e as orientações veterinárias e imediatamente preparou um cercado e cobertura para manter o animal.
A família se comprometeu a aceitar o acompanhamento da SPAP para certificação da manutenção adequada do animal, além da certificação de que o animal não será usado para trabalho ou qualquer fim comercial ou negociável, mas apenas como estimação.
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No dia 12 de novembro, 2 dias após a SPAP atender a denúncia e 1 dia após a finalização dos processos legais para a guarda da égua abandonada e maltratada, o dono do animal localizou-o na casa onde este estava sendo tratado e tomou-o à força, levando-o novamente para sua posse.
A SPAP em conjunto com a Polícia Militar, dirigiu-se até a residência do dono do animal, convocando-o a comparecer ao Batalhão da Polícia a fim de que respondesse por abandono e maus-tratos ao animal, e foi dado início ao processo.
No Batalhão da Polícia, o dono do animal, que fora preso por tráfico de entorpecentes, aceitou um acordo por escrito, cedendo o animal à posse e aos cuidados da SPAP. Os termos do contrato garantiam ao agora ex-dono que o animal não seria usado a trabalho nem para quaisquer fins comerciais ou de negociação, mas apenas como de estimação.

Chegada da viatura no Batalhão da Polícia, com o dono da égua, policiais militares e dois representantes da SPAP, Francis Nogueira e Lydvar
Przybylovicz.

Sargento Pazzinatto em atendimento ao caso, no Batalhão de Polícia, o dono do animal e os agentes da SPAP.
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Na seqüência, a SPAP conduziu com cuidado o animal até o local onde havia combinado a guarda da égua, para que esta tivesse início definitivo no seu tratamento e reabilitação.
A égua, no momento de ser levada pela SPAP para onde será tratada e cuidada.

Os agentes da SPAP conduzindo a égua para o novo destino.

Um momento feliz: algumas crianças da região, vieram aos agentes da SPAP curiosos, perguntando se agora a égua iria ficar com eles. Quando souberam que sim, sorriram alegres, dizendo: "Que bom, pois o dono dela batia muito nela... batia muito forte... não tinha pena dela tá machucada!...". A preocupação das crianças pelo animal foi
comovedora.

Ainda uns registros do péssimo estado físico do animal.

O momento mais feliz do dia: a égua entrando no seu novo lar, a casa da família que ficou como guardadora do animal.
Nos dias seguintes, foi dado ainda acompanhamento ao desenvolvimento do animal e notificação no Ministério Público e na Polícia Civil, sobre o desfecho do caso.
Se a SPAP não tivesse feito o registro do caso na Polícia Civil por meio do Ministério Público, notificando abandono e maus-tratos até um dia antes do dono do animal aparecer, teria sido muito mais difícil conseguir a posse do animal.
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Dias 12 e 13 de novembro a SPAP realizou orientação e conscientização pelas ruas de alguns bairros de Paranaguá.

Orientação e conscientização nas ruas pelos agentes da SPAP à crianças que portavam gaiolas e uma arapuca entregue durante a abordagem.
No feriado de 15 de novembro, a SPAP em nova fiscalização, solicitou a presença da Polícia Florestal em região de caminho às praias paranaenses, onde foram apreendidas pelos policiais, diversas gaiolas e arapucas e soltos os pássaros.
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Cachorro filhote perdido que a SPAP socorreu em avenida movimentada no início da noite, após quase ser atropelado. Após varredura na redondeza à procura do dono e resultado negativo, agentes da SPAP buscaram, com sucesso, um novo dono para o pequeno animal.
O animal ainda está sendo acompanhado pela SPAP no novo lar.
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Agentes da SPAP em visita ao Canil Municipal para acompanhamento dos animais.
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