SONOROS RECORDS - MÜSIKAA INSANA PARA DEMENTES

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COLD EMBRACE OF MYTHIC INFINITE SEASON - (Brasil).

 

&

 

DISRRITIMÜZZ ORCHËESTRÄALL DEZCËEPHÄALIZËED - (Brasil/Portugal).

 

 

 

 

Última atualização: Janeiro/2008.

 

Rodrigo vs seus Lançamentos:

 

HATE CORROSION - (Brasil)

Na verdade, o selo Sonoros Records surgiu para distribuir e divulgar a demo do Hate Corrosion, já que eu (Rodrigo) fazia os  vocais. A banda teve início em fevereiro de 1999 tocando punk / HC devido à influência dos integrantes. Após um ano e meio resolvemos gravar nossa primeira demo tape. Estávamos com 16 sons em nosso set. Fechamos com um bom estúdio de gravação, boas instalações, instrumentos e equipamentos. Infelizmente não pudemos utilizar de tudo que o estúdio nos oferecia, pois não tínhamos tanta experiência e o operador da mesa teimava em regular nossos sons como heavy metal. Apesar dessas limitações, o trabalho final ficou muito bom e separamos os melhores sons para a demo tape. Preparei a arte da capa com uma fotografia retirada de uma revista “Isto É”, numa reportagem que falava da dor da morte. Essa foto - de uma estátua - transmitia um sofrimento profundo. Eu estava dando meus primeiros passos na elaboração de artes e acredito que, dentro do possível, o resultado foi satisfatório. Distribuímos 200 cópias que nós mesmos duplicamos, além de pelo menos mais 100 capas que enviamos para distribuidores. Isso foi feito num esquema bem underground, inclusive enviando várias cópias para fora do país. Foi uma divulgação muito boa da banda, fizemos muitos contatos e aparecemos em várias compilações. Também lançamos pelo selo uma gravação ao vivo do Hate Corrosion, onde demonstram uma velocidade incrível e uma brutalidade intensa. Deixei o grupo em 2004, mas a banda ainda existe, com uma direção musical diferente, com uma forte influência metal.

 

ROT - (Brasil)

São os maiores representantes do grindcore old school do Brasil. Possuem três turnês européias, três full lenght, split LP, EP’s e incontáveis tapes. Grande prazer em poder tocar com eles e lançá-los pela Sonoros  Records. A idéia do split cdr com o Hate Corrosion começou quando tocamos com o ROT em Bauru/SP no ano de 2002. Foi um evento doido, muitos headbangers curtindo o som, muita cerveja e uma estadia conjunta na casa do organizador do evento. Já tinha amizade com o pessoal da banda e ela cresceu mais ainda após esse encontro. Passado um tempo perguntei para o Marcelo se a gravação feita estava boa, se havia lançado em algum lugar. Descobri que o set deles foi lançado em tape. Como a gravação do Hate Corrosion estava parada, fiz uma proposta de lançar em cdr, que foi bem aceita. Preparei a parte gráfica com uma foto que tiramos no domingo, dia após o som em Bauru, em frente à casa do Jéferson (onde está você?), quando estávamos indo embora. Engraçado que uma pessoa que aparece na foto nem fazia parte das bandas...era o Zé (Rafael Tadeu) nosso então roadie...levou crédito por isso. Divulgamos mais de 100 cópias desse material.

 

VIOLENT NOISE ATTACK - (França)

Levantar os mortos de suas tumbas! Fizemos isso com o V.N.A. Acho que tudo começou quando ouvi essa banda numa tape gravada pelo Finão de São Roque/SP. Numa de nossas andanças (Piracicaba-São Roque e vice-versa) ouvi essa tape que o Finão montou pra ouvir no ônibus enquanto vinha pra piracicaba. Tinha ASSÜCK, H.H.H. e V.N.A. ! Aquela banda que conhecia apenas através de uma tela de camisa feita pelo Mendigo. E eu pensei que eles possuíssem apenas um split EP com o Agathocles. Fiz uma cópia pra mim. Anos depois, na casa do Marcelo do ROT, fuçando nas suas tapes, vi uma cópia da demo e descobri mais informações deles: eram um projeto. A banda principal chamava-se NOMED e era thrash! E praticamente toda a discografia da banda estava ali: Demo, split EP com Agathocles e uma compilação LP chamada “1984 the fourth”. Mãos à obra, cópias dos encartes dos vinis, cópias dos sons passados em tape e vontade de fazer uma discografia deles. Mas alguém de São Roque me disse que tinha uma cópia de um EP do V.N.A., um bootleg com esses sons lançado na França. Nunca vi tal EP, pois ele foi emprestado pra um “amigo” que perdeu o EP, deixando-o num banco da rodoviária. Então escrevi para Jan Agx perguntando se ele ainda tinha contato com algum integrante da banda, se esses eram as gravações que haviam feito e se existia esse tal EP bootleg. Mas ele já não tinha contato com eles há anos e disse que nunca ouviu falar desse EP. Como não tinha como entrar em contato com a banda não tive dúvidas em fazer o cdr. O Mané (Plague Rages) fez a passagem do material pra CDR e eu desenvolvi a parte gráfica, com base nas artes anteriores deles. Já distribuímos mais de metade da tiragem feita em 3” CDR.

 

BLOOD - (Alemanha)

Devo uma boa parte de minha formação musical extrema ao pessoal de São Roque. O Blood foi me apresentado por Waguinho (No Prejudice). E foi amor à primeira ouvida. Rapidamente gravamos (Eu, o Zé e o Renato) os LP’s e EP’s deles que Waguinho tinha. E procurei conhecer mais sobre a banda. Após alguns anos, no final de 2005, descobri que o BLOOD estaria comemorando seus 20 anos de atividade em 2006. Cara, em 1986 eu estava no primário e os caras fazendo muito barulho!  Por coincidência descolei uma tape com gravações de um ensaio deles. A qualidade era mediana / baixa, mas era um ensaio do BLOOD nunca lançado. E a banda completando 20 anos de existência. Escrevi para o Eisen por e-mail, disse que era um grande fã da banda e estava preparando um presente pra eles. Mas não disse o que era. Queria fazer uma surpresa: só ficariam sabendo depois que eu lançasse. O caso é que elaborei a parte gráfica, mandei a tape para o Mané (Plague Rages), recebi o CDR e fiz dez cópias... distribui e até hoje não postei uma cópia para eles... Fiz um pirata deles e nem avisei os caras... mas os poucos maníacos pela banda curtiram a parada. Limitado em 86 cópias num 3cdr. Quem sabe ainda posto a cópia deles...A banda existe até hoje, apesar de pouco ativa, já que seus integrantes vivem em cidades diferentes e distantes na Alemanha. Mesmo assim eles marcam presença no DVD do Obscene Festival 2004, na República Tcheca. Doido ver os caras tocando e o pessoal ainda delirando com os sons deles.

 

POSTHUMAN TANTRA - (Brasil)

Já havia tomado contato com o Edgar sem saber. Ele fazia parte de minha vida musical sem ao menos eu perceber. Um dia recebi um flyer dizendo de um projeto chamado Posthuman Worm. Era ambient noise ou coisa assim. Fiquei curioso e escrevi uma carta perguntando desse projeto e se havia material disponível ou não. Recebi uma promo. Quando coloquei pra rolar minhas reações foram variadas: estranhamento, surpresa, asco. Era um projeto cyber, industrial, gélido, horrível. Mas no fundo esse material mexeu comigo. Escrevi de volta dizendo que era um estilo muito difícil de se ouvir, mas que havia gostado. Para minha surpresa recebi outra promo, desta vez da banda Posthuman Tantra, mais um projeto do Edgar. Nessa eu pirei!!! Realmente era estranho, mas possuía um conceito mais claro pra mim: um ambiente futurista, robôs, inteligência artificial, transmitida pela música! Escrevi novamente, expressei minha opinião, disse que precisaria me ambientar melhor nos estilos. Recebo um disco de mp3 com 12 discos de bandas/projetos nas mais variadas vertentes do ambient, harsh, folk e afins. Percebi a grandeza do trabalho feito pelo Edgar e seu pouco reconhecimento na cena brasileira.  Resolvi fazer um lançamento limitado, divulgando esse Sci-Fi Psychodelic Dark Ambient. Ele me enviou a arte da capa e eu elaborei o encarte interno. Realmente ficou muito bonito: os traços do Edgar me fascinam. Depois de trocar idéias com ele, tomar contato com seus trabalhos e sua vida acadêmica, percebi que suas produções gráficas estavam sempre perto de mim: arte do split Ep Vomito / Malignant Tumour, do N.Y.A.T.B., flyers da Legatus Records, Noise For Deaf e outras coisas. Desde 1997 tenho contato com suas artes e só percebi isso depois de conhecer o projeto musical dele. Em breve sairá um Full CD do Posthman Tantra na Europa, fiquem de olhos abertos!!!

 

W/W? - (Brasil)

Conheci Anderson Dinão quando ele tocava no No Prejudice. Mas só conheci o W/W? depois de uns 2 anos, quando descolei uma tape split com o próprio No Prejudice. Cara que barulheira foda: viagens pessoais, ambientes desconexos, loucura! Para minha surpresa ele também curtia fazer curtas, filmando experiências como W/W?. E as viagens também eram loucas! O W/W? é o reflexo do próprio Dinão, de suas vivências e nóias. Lembro-me de uma conversa com o Marcelo da Absurd Records, falávamos de bandas de ambient e noisecore. Marcelo disse que gostaria de lançar o W/W? em vinil, pois o trampo era foda, mas não haveriam pessoas interessadas em descolar uma cópia do EP, pois é um estilo muito restrito. E tenho que concordar, é para poucas pessoas. Quando formei minha one man band (Sobota) isso me veio à cabeça e convidei o W/W? para dividir um lançamento comigo; havia anos que trocávamos muitas cartas e idéias sobre a cena e o estilo ambient harsh noise. A arte foi feita à mão, uma a uma, tornando cada CDR único: capa em pano, encarte com pinturas e numeração a mão.

 

SOBOTA - (Brasil)

Quando me retirei da banda Hate Corrosion, em 2004, tentei formar outras bandas, mas essas tentativas foram frustradas. Resolvi fazer uma one-man band, não dependia da vontade de ninguém além de mim. Na época estava lendo um livro chamado “Distúrbio Eletrônico”, da coleção Baderna pela Conrad Livros. Esse livro me despertou para a questão da recombinação, de como as idéias vão sendo retiradas do contexto original e recombinadas numa visão diferente. Aí nasceu o conceito do Sobota: AmbientHarshNoise fazendo uma colcha de retalhos sonora. Um trabalho com distorção de músicas de bandas conhecidas, desfigurando e transformando numa massa sonora. É um trabalho bem pessoal e transparece minhas neuras diárias, frustrações, misantropias, etc. Temos até agora dois splits lançados: um com o W/W? e outro com o S.D.O..

 

HINFAMY - (Brasil)

Influência direta na minha vida musical. Juntamente com Disrupt (U$A), ROT e Kaaotic Orchestra, moldaram minha personalidade dentro do grindcore. Amo o estilo por conta dessas bandas.  Lembro-me quando recebi uma demo deles em 1995, juntamente com gravações do ROT e Kaaotic Orchestra. Foi um soco no estômago, repetido somente depois, com o contato com o noisecore. Desde então venho descolando materiais deles: tapes, EP e aquele LP split com o Deadmocracy. Ainda procuro pela split tape com M.D.M., lançada em 1996. Em 2002 fiquei sabendo que o Alcir (ex-integrante do Hinfamy) estava com uma nova banda chamada Edge Of Tohorns. Convidei-os para tocarem conosco e fizemos um evento. Trocamos muitas idéias e o Alcir me disse que, na época, o Hinfamy havia feito algumas gravações ao vivo, mas que haviam perdido elas, inclusive uma vez que tocaram em Piracicaba. Coincidência ou não, recebi uma cópia dessa gravação feita em Piracicaba, que estava perdida no baú da história. Não pensei duas vezes, mandei para o Júnior Masher fazer a passagem para CD, ele também era um fã da banda e tinha feito um bootleg com uma demo + gravação ao vivo + split EP. Como a qualidade não era muito boa, inclui a gravação com o split tape com o Dezakato de Rio Claro/SP, feita em estúdio, com boa qualidade. Recebi a máster em 2006, mas o CDR estava com problemas, mandei de volta pro Junior e aguardo até hoje essa máster...sei lá quando virá. O Junior carrega certa mágoa com o Alcir, pois fez um trabalho árduo pra lançar o bootleg pelo seu selo. Quando finalizou o CDR mandou uma cópia pra ele, mas nunca recebeu uma resposta, nem uma social dizendo que havia recebido. Pra mim o Hinfamy continua sendo uma forte influência e assim que puder faço esse lançamento.

 

DIE HUMAN RACE - (Brasil)

Flyers em cartas costumavam ser os maiores motivadores de contatos que eu possuía. Hoje em dia a internet vem tomando espaço das cartas. Através de um flyer divulgando o Die Human Race entrei em contato com o Wanderley. Grindcore direto do Mato Grosso. Trocamos tapes e idéias durante bons anos. Em 2002 conheci Wanderley pessoalmente no Splatter Night VI em Joinville/SC. Acreditem: esse cara viajou quase dois dias de ônibus para poder ver o mais tradicional evento splatter gore do Brasil. Nesses dias que passamos juntos (ficamos em Curitiba/PR juntos também) percebi o quanto esse cara curtia splatter e o metal extremo nacional. O Die Human Race sempre teve algo de raw, de primitivo, seja pela estrutura das músicas, seja pela qualidade das gravações. No segundo semestre de 2006 recebi uma carta com uma proposta: lançar um 3-way com o Die Human Race. Na verdade esse lançamento deveria ter sido feito por um outro selo. Mas quando o cara ouviu a máster com o som das bandas ele se recusou a lançar. Disse que não era música. E eu, ao contrário, pirei na máster. Fiz o lançamento com o maior prazer e responsabilidade.

 

PROTEST IGNORATION TERRORISM - (Eslováquia)

O mundo dá muitas voltas. E nessas voltas descolei umas split tape desses eslovacos em 2001. Eu curti muito a gravação. Qualidade muito boa, composições bem encaixadas, e acima de tudo, a bateria programada. Quem fez a programação acertou em cheio!!! Depois de alguns anos recebi a oportunidade de lançar uma material deles no 3-way Chimicca Sonora. A gravação não decepciona, continua na mesma linha.

 

S.D.O. - SÍNDROME DO ÓDIO - (Brasil).

O S.D.O. é um projeto do Celso de Salto/SP. Acho que o primeiro material que recebi deles foi pelas mãos do Glésio (Petrolina Rules!!!), num split entre com o High Frequence Suicide. Era um extremo noisecore misturado com ódio e afins. Tive contato com o pessoal de Salto em 2000, quando estivemos lá juntamente com o pessoal do Entrails Massacre e Hekatombe (Alemanha), além de Borela e Alex Bucho, numa gig da turnê brasileira. Foi numa escaldante tarde de sábado e rolaram várias bandas. Com o Celso comecei o contato depois desse evento pelo correio. E trocamos várias cartas. Numa delas ele me disse que havia alguns minutos do S.D.O. “sobrando”. Decidimos unir forças e lançar nossos projetos num split cdr. O resultado foi ótimo: sonoridade áspera e arte no melhor estilo D.I.Y. (Faça Você Mesmo). Estava pesquisando a tapegrafia do S.D.O. e me surpreendi, pois são mais de 10 materiais lançados, com várias bandas do underground nacional. Quem sabe um dia a Sonoros Records junta tudo isso em um pedaço de plástico digital!

 

EWIGE DUNKELHEIT - (Brasil).

Meu encontro com esse projeto de ambient começa alguns anos atrás. No final dos anos 90 mantive um contato por carta com o Zorel de Sorocaba/SP. Trocamos várias idéias por carta. Em 2000 fui até Sorocaba curtir uma gig da turnê brasileira de uma banda do Uruguai que Zorel estava organizando. Não me recordo ao certo, mas acredito que era do Vija Escuela. Tocaram também o Parental Advisory, Constrate Bizarro e uma banda chamada O Gabinethe. Muito estranho rolar essa banda lá, já que o estilo era um pós-punk. Depois de umas semanas recebi uma cópia da demo tape dessa banda, já que o Zorel havia passado meu endereço para o Isaac, vocalista da banda. Fiquei curioso e quando coloquei no deck para rolar percebi a qualidade que não tinha visto ao vivo. Realmente era um pós-punk negativo, mas de qualidade boa. Trocamos algumas cartas e depois perdemos contatos. Em 2006, numa gig do Vonit For Breakfeast (França) em Sorocaba, o Zorel me passou um cdr e disse-me: “Você vai gostar disso, é um projeto do Isaac”. Lembrou-me que a Sonoros estava com umas sonoridades mais extremas e estranhas, e que esse se encaixava. Ouvi o material, gostei, mandei um e-mail para o Isaac, quem sabe ele num estaria interessado num relançamento pela Sonoros Records? Depois de meses recebi uma resposta positiva. Ele enviou as artes e eu elaborei um novo encarte. Não sei o que significa o nome da banda, sei que é um material conceitual, vai além apenas do som. E nos retornos do mundo a gente vai encontrando resquícios de pegadas dadas...

 

EXTREME SMOKE 57 - (Eslovênia).

Na época que o Dólar estava empatado com o Real (1 Dólar = 1 Real), costumava descolar os materiais diretos dos distribuidores. Dentre eles havia um amigo meu no Canadá, com um catálogo sempre cheio de novidades e com correio barato e confiável. Com ele descolei várias preciosidades: Agathocles/Psycho 7” EP, Assuck - Necro Salvation - 7” EP, Malignant Tumour / Dead Infection 7” EP, Nasum/Abstain 7” EP. Também de lá veio o one-sided 7” EP do Extreme Smoke - Who Sold the Scene?. Vinil póstumo, já que a banda acabara anos antes. Esse material teve um impacto grande em mim, pois era uma parede noisecore, uma porrada atrás de outra com bateria programada, vocais delirantes e um postura crítica sobre como a cena grind/noisecore estava mergulhada no conformismo e ignorância. Caramba, uma banda grindnoise da Eslovênia!!! Um ano depois recebo por carta um flyer da Musical Destruction Tapes, que era o selo do Vocalista da banda, o Boco. Escrevi então para descolar outros materiais, mas nada de resposta. Guardei o flyer em minha gaveta por algum motivo. Anos depois - no final de 2006 - reencontrei flyer e por curiosidade pesquisei no Google o nome “Musical Destruction Tapes”: o resultado não foi satisfatório, apenas alguns poucos sites que distribuíam alguma tape lançada pelo selo. Decidi então pesquisar pelo nome - Borut Jakin.  E encontrei o cara, aliás, obras dele no jardim de um squat em Nova Gorica, na Eslovênia...ele também é um artista plástico: fazendo de sucata estátuas e obras diferenciadas. Encontrei um e-mail de contato e escrevi pedindo sobre as antigas tapes. Recebi dali a semanas sua resposta, mas infelizmente ele não tinha mais as tapes, deixou disso há tempos. Mas ainda toca em duas bandas: uma de noisecore e outra de thrash. Trocamos mensagens e ofereci fazer uma discografia do Extreme Smoke 57. Combinamos de elaborar um esquema legal, com uma discografia completa e um livreto com a biografia da banda. Ainda estamos acertando detalhes para concretizar esse lançamento. E Boco vem se mostrando uma pessoa colaborativa e gentil. Espero que seja um ótimo material.

 

I SHIT ON YOUR FACE - (Brasil).

Brutal Scatologic DowntunedGrindGore. Quando a banda lançou seu primeiro material - um CD-Demo - eu fiz uma troca com o Renzo. Quando recebi o material torci o nariz para a capa pornográfica (resquícios de um período Politicamente Correto que espero não voltar mais em minha vida), mas tive que admitir que o som me agradava: GrindGore  com guitarras abafadas e um vocal “porco” doentio. Por um tempo foram poucos os contatos com o Renzo, mas fui descolando os lançamentos seguintes e minha admiração por eles só cresceu. O Full Lenght “Anal Barbeque” tem uma qualidade incrível, digna das maiores bandas do underground grindgore. O Split com a banda Vulnus lançado na Grécia é de extremo bom gosto, começando pela irretocável parte gráfica com letras e ilustrações até os sons, extremamente pesados e rápidos.  Ainda tem o split EP com o XXX Maniak. Pena ter perdido a apresentação deles no Splatter Night. Mas ainda espero ver eles ao vivo e tirar uma dúvida que me assola: “Doctor Pig” usa ou não usa efeitos nos vocais? Ele jura de pé junto, mas desconfio...afinal, sou formado em Filosofia, procuro cultivar a dúvida dentro de mim.

 

SMEGMA - (Holanda).

Materiais divididos por duas bandas, os “splits”, nos dão várias opções: podemos gostar de uma das bandas e não curtir a outra. Ou não gostar das duas bandas. Ou descobrir uma banda nova. Tem também os pau-de-sebo: uma banda desconhecida lança material com uma banda já reconhecida, tentando com isso atingir mais pessoas. Aquelas bandas que lançaram splits com o Agathocles no início dos anos 90 e desapareceram me chamam atenção. Afinal, quem conhece o Averno, uma banda grindcorenoise da Colômbia? Com o SMEGA aconteceu da mesma forma. Conheci a banda através do split EP que lançaram com os Belgas. Era doentio e o som “Dikke Handen Smegma” tornou-se um clássico para mim. E parou por aí. Não conheci mais nenhum outro material deles. Só vários anos após, já na era da internet que descobri que Steve Smegma formou outra banda, o Bowel Crust. E depois esteve na formação do Rompeprop até pouco tempo atrás. Mas nada de material do Smegma.  Então alguém me deu de presente uma tape de 90 minutos com toda a história musical deles: gravações de ensaio entre 1988 e 1991, set ao vivo, estúdio e mais algumas coisas. São muitos sons! Fiquei feliz em ter esse material, mas gostaria de dividir com outras pessoas. Então decidi por fazer um cdr com isso. Espero que as pessoas gostem...

 

COLD EMBRACE OF MYTHIC INFINITE SEASON - (Brasil).

Contatos! Cartas, e-mails, trocas de materiais. E assim mais uma pessoa se torna amiga. Conheci Adriano Sabino através do Laerte. Numa das trocas de materiais ele me enviou alguns vídeos do Scatologic Madness Possession, Exutory, junto havia um vídeo do Evil Kon Karne, totalmente porn. Percebi que a mesma pessoa havia editado os vídeos. Vi o contato nos créditos e escrevi. Ele tinha um selo, a Médico Produções e fizemos uma troca. No pacote vieram materiais de outros projetos levados por ele: Evil Kon Karne, Ripped Rotten Human e dois 3’’ de um projeto ambient chamado Cold Embrace of Mythic Infinite Season. Continuamos os contatos e surgiu a possibilidade de realizar um material deles. A arte elaborada pelo Sabino é de extremo bom gosto, suas capas e vídeos mantêm uma linha ao mesmo tempo doentia e sensível (!? Acho que só eu vejo isso....risos......).

 

DISRRITIMÜZZ ORCHËESTRÄALL DEZCËEPHÄALIZËED - (Brasil/Portugal).

Pouca informação desse projeto...o nome do indivíduo é Carlos Tobera: um brasileiro do Paraná que vive em Portugal. Descolei os sons através de comunidades do Orkut e seu perfil tinha o nome de “Solraak Areboot”. Baixei um álbum do projeto Holocäauzzto Social, E.D.U.M.V. e um split do D.O.D. com Músika das Cinzas. Entrei em contato e as respostas sempre forma esparsas e com poucas palavras. Um dia recebi uma proposta para lançar uma faixa do D.O.D., inclusive com um link para a faixa. Baixei a música e aceitei na hora (a faixa conceitual é impressionante!) e combinamos o lançamento. Disse que eu gostaria de elaborar a capa, então ele apenas enviou o logotipo. Elaborei a arte e tentei entrar em contato para mostrar o resultado, mas nada de respostas. Tentei várias vezes, mas como não recebi sinal de vida decidi lançar o material sem consentimento dele. Não consegui mais restabelecer contato e fico chateado por não conseguir enviar as cópias para ele, já que o split D.O.D./ CEOMIS ficou muito bonito, tanto na parte gráfica quanto nas faixas dos dois projetos.

 

ESCATÓFILO - (Brasil).

Lá pelos idos de 1995 estava devorando um fanzine: como a internet era para poucos, os zines xerocados ainda reinavam e as informações eram passadas por eles. Havia uma entrevista com uma banda - não lembro qual - dizendo que as influências eram muitas e foram listando: Agathocles, Cripple Bastards, F.O.G., Necrose, ROT, Mayhem Decay Cudgel......Opa, essa eu não conhecia...pesquisa aqui e ali e encontrei referências sobre a banda em encartes de tapes. Legal, queria conhecer, mas nada de encontrar contato...então deixei de lado. Um dia alguém do nosso círculo de amizade descolou uma cópia de um 4-way LP que continha o M.D.C. Mas lá por 2000/01, não tenho a lembrança certa, entrei em contato com um cara chamado Leonardo Estevam através de um flyer da banda Sonoridade Caótica. Estavam divulgando um material em tape e eu escrevi para descolar uma cópia. Trocamos cartas e tapes e descobri que ele fazia parte da cena mais “antiga”. Percebi que poderia me ajudar numa pesquisa que tentava fazer sobre a cena Splatter/Gore no Brasil - até hoje essa pesquisa não saiu do projeto, ainda. E mais algumas cartas e descobri que Leonardo era integrante do falecido Mayhem Decay Cudgel. Disse que me interessava em ouvir as tapes da falecida banda e para minha sorte ele me enviou. Ah, sim, o Escatófilo é um projeto do Leonardo voltado mais ao noisecoreharsh e eu já possuía um Demo tape e um Split Tape deles. E o Leonardo havia sumido por um tempo, mas reapareceu, estabelecemos contato novamente e agora em 2007, depois de receber alguns lançamentos da Sonoros Records, ele me disse que havia um material para lançar do Escatófilo. Era para ser lançado em tape e estava parado nas mãos dele e perguntou-me se poderia lançar. Concordei, mas deveria ser feito em CDR. Ele então me passou a máster e eu fiz a digitalização e algumas “calibragens” - equalização e compressão - nas faixas. Também dirigia toda a arte gráfica, que fico bem bacana.

 

ESTADO DE HORROE E DESTRUIÇÃO - (Brasil).

Voltas, voltas e voltas nossa vida dá...o círculo eterno...em 1999 fui curtir uma gig em Campinas, num lugar legal chamado Ozz bar...perto da caixa d’água do Taquaral...era uma gig só com bandas grindcore/noise....depois apareci por lá outras vezes para curtir bandas como Rot, Noise, Dischord, Intestinal Disease, Discharge...mas não conhecia ninguém da cena de Campinas...Marcelo/ROT sempre comentava de Ricardinho, Luis Mosh também, mas nunca o conheci pessoalmente. Num som que fomos no centro de Campinas já pelo ano de 2004 (acho) encontrei o Bruno, do selo União Positiva Records. Ele organizava o evento de dois dias e lembro-me de ver de vista o Ricardinho, mas só....nem imaginava que ele possuía um projeto de noisecore. E lancei o projeto dele através do Leonardo do Escatófilo...já mandei as cópias para ele e espero uma resposta pra sacar as produções que ele faz...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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