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O Papel dos Adventistas
do Sétimo Dia
Os
Adventistas são conscientes quanto ao chamado de Deus para uma obra
reformatória (Isa 58). Em face disso, existem hoje em nossas
fileiras duas categorias de cristãos: Os que usam essa prerrogativa
para atacar outros grupos religiosos(atitude que não reflete a
filosofia da Igreja), e os que compreendem melhor o seu papel como
reformadores e, assim pregam as doutrinas ensinadas pela Igreja
Adventista sobre uma base Cristocêntrica, imitando a abordagem de
nosso Senhor Jesus Cristo: "Na obra de ganhar almas são necessários
grande tato e sabedoria. O Salvador nunca suprimia a verdade, mas
sempre a pronunciava com amor.
No Seu
contato com outras pessoas, exercia o maior tato, e era sempre
bondoso e solícito. Nunca era rude, jamais dizia uma palavra severa
desnecessariamente, ou infligia dor sem motivo a uma alma sensível.
Não censurava a fraqueza humana, porém destemerosamente denunciava a
hipocrisia, a descrença e a iniquidade, no entanto, havia lágrimas
em Sua voz quando repreendia com firmeza. Nunca tornava a verdade
cruel, mas sempre manifestava uma profunda ternura pela humanidade.
Todas as pessoas eram preciosas em sua vista. Portava-se com
dignidade divina, muito embora se curvasse com a mais terna
compaixão e interesse diante da cada membro da família de Deus. Via
em todos, almas as quais era prerrogativa de sua missão salvar.
Ellen Gould White, Obreiros Evangélicos.
Quando
o Sábado é apresentado sob uma perspectiva Cristocêntrica, e não
como simples objeto de lei, toda a sua beleza como memorial da
Criação e figura tipológica do descanso eterno atrai aos sinceros
fillhos de Deus para um relacionamento peculiar desfrutado apenas
por aqueles que se deleitam no Seu Santo dia. Com essa espécie de
abordagem ficará mais fácil vê-lo como uma porta de entrada e não
como um muro de separação.
Duas Categorias de
Cristãos
Assim
como no "arraial" adventista existem duas categorias de crentes,
também ocorre no mundo evangélico: Os que são intolerantes para com
aqueles que pensam de forma diferente, e que assumem uma atitude
isolacionista; e a outra categoria, que embora não concorde com
todas as posições dos adventistas, procuram compreender o seu ponto
de vista. Talvez a maior razão do mundo evangélico não aceitar a
observância do Sábado como praticada por grupos Cristãos(como é o
caso dos adventistas), seja a má compreensão do relacionamento entre
a lei e a graça. Como pode o Adventista do Sétimo Dia pregar a graça
e ainda ser legalista? Qualquer evangélico que conviva com um de nós
saberá que a doutrina mais importante da Igreja Adventista do Sétimo
Dia é a justificação pela fé. O que nos faz parecer legalistas aos
olhos de outros cristãos é o fato de observarmos o quarto mandamento
da lei de Deus. Porém, todo bom evangélico entende ser uma violação
da lei divina curvar-se diante de uma imagem de escultura, dizer o
nome do Senhor em vão, adorar outros deuses, adulterar, ou desonrar
aos pais.
 

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