|
O Sábado como centro da
Lei Divina
A
maneira como os judeus encaravam a religião afetou o seu
relacionamento com os outros povos. Deus esperava que a piedade e a
religião prática do Seu povo fosse um testemunho e uma lição
objetiva para os outros.
O
antigo povo de Deus ganhou um lugar privilegiado entre as nações:
"Para Israel o Sábado tornou-se um teste de obediência e um sinal de
lealdade(Êxo 16:4, 22, 23). Este episódio aconteceu um mês antes da
entrega da lei no sinai. Quando a lei foi proclamada no monte, o
Sábado foi posto no próprio centro, pois há 146 palavras em cada
lado da afirmação"sétimo Dia é o Sábado". O Dr Adam Clarke afirmou
que a lei foi pronunciada a princípio no Sinai no dia de sábado e
que o petencostes era um memorial desse evento. A lei foi posta no
centro da arca; a arca, no centro do lugar santíssimo do santuário,
que ficava situado no centro da tribo sacerdotal, a qual estava no
interior do acampamento de Israel, e o Senhor colocou Israel no
centro do mundo." Taylor G. Bunch, The Exodus and Advent Movements
In Type and Antitype, pp. 13.
A
própria posição geográfica dos hebreus denota uma preocupação divina
quanto ao papel missionário do povo israelita, mas Israel falhou,
não somente quanto à missão, mas principalmente quanto ao seu
relacionamento com Deus, o que afetou e mascarou os elementos e a
prática da sua religião. Podemos dizer que um dos mais
preponderantes desses elementos era a observância do sábado: "A
medida em que os judeus se afastavam do Senhor, e falhavam em tornar
a justiça de Cristo sua própria pela fé, o Sábado perdeu o seu
significado para eles. Satanás estava procurando exaltar-se e
desviar os homens de Cristo, por isso trabalhou para perverter o
Sábado, tendo em vista que este é o sinal do poder de Cristo(Êxo
31:16, 17). Os líderes judeus realizaram a vontade do Diabo ao
circundar o dia de repouso divino com requerimentos opressivos. Nos
dias de Cristo, o Sábado havia se tornado tão pervertido que sua
observância refletia o caráter de homens egoístas e arbitrários, ao
invés do caráter amoroso do Pai celestial.
Os
rabis virtualmente representavam a Deus como estabelecendo leis que
eram impossíveis para o homem obedecer. Levavam o povo a
considera-Lo como um tirano, e a pensar que a observância do Sábado,
como Ele requeria, tornava as pessoas duras de coração e cruéis.
"Fazia parte da obra de Cristo esclarecer essas falsas concepções.
Embora os rabis seguiam-No com hostilidade sem misericórdia, Ele nem
sequer parecia conformar-se aos seus requerimentos, mas ia em frente
guardando o Sábado de acordo com a lei de Deus". Ellen Gould White,
O Desejado de Todas as Nações.
O
Anti-Semitismo Um Fator de Separação
Depois
da destruição de Jerusalém, a animosidade dos romanos contra os
judeus aumentou sensivelmente devido a revolta de Bar Kochba no
deserto da judéia. O imperador empreendeu uma cruel perseguição que
incluía a proibição da observância do Sábado. O Dr. Samuele
Bacchiocchi faz um extenso comentário sobre o assunto em sua tese,
"From Sabbath to Sunday", demonstrando que o anti-semitismo foi uma
das fortes razões para o abandono da observância do Sábado pelo
mundo cristão. "Adriano (117-138 AD.) proibiu aos judeus, sob pena
de morte, entrar na cidade de jerusalém, agora chamada de Aelia
Capitolina. Depois de massacrar impiedosamente a revolta de Bar
Kochba (132-135 AD.)reconstruiu a cidade de jerusalém sobre as suas
próprias ruínas e na área do antigo templo, erigiu um novo templo em
homenagem a Júpter, uma deidade solar. As fontes rabínicas
normalmente referem-se às restrições impostas por Adriano e seu
governo, como a era da perseguição shemad ou a era do edito gezarah.
Adriano proibiu a observância do Sábado, as festividades, o estudo
da Torah e a circuncisão. De uma maneira particular, a observância
do Sábado foi a prática mais atacada". Samuele Bacchiocchi, From
Sabbath to Sunday, citado em, "A Deificação do Sol e a Origem da
Observância do Domingo".


© Copyright
2000 Rudson website - Todos os direitos reservados
|