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RIO GRANDE DO SUL
Respondendo por mais de 8% do PIB nacional, o estado apresenta boa parte de sua força de trabalho concentrada no setor industrial. Destacam-se as indústrias petroquímica, tabagista, de construção e alimentícia, além da automobilística e de informática, que estão em expansão, e do setor energético.
Na região dos pampas - grandes planícies na fronteira com Uruguai e Argentina - estão as estâncias de gado que representam papel importante na economia gaúcha. O Rio Grande do Sul possui o maior número de ovinos, o terceiro de suínos e o quinto de gado do país. O estado é ainda um grande produtor de grãos (principalmente soja, milho, feijão, arroz e trigo), maçã e uva.
Localizado entre o Oceano Atlântico, o Uruguai e a Argentina, o Rio Grande do Sul abriga em seu território, o ponto extremo sul do Brasil, o arroio Chuí. Com paisagens variadas, o estado atrai grande número de turistas. Na Serra Gaúcha, o inverno é rigoroso. Existem cidades com características européias como Gramado e Canela. Na região de Bento Gonçalves e Caxias do Sul, o maior centro produtor de vinho do Brasil, a atração é a culinária italiana. No noroeste, na região das Missões, São Miguel preserva ruínas das povoações jesuíticas do século XVII, transformadas em patrimônio histórico pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura). No litoral destacam-se as praias de Torres, as dunas e as lagoas, como a dos Patos, com 10.000 km².
História
O atual estado do Rio Grande do Sul não faz parte dos domínios portugueses assinalados pelo Tratado de Tordesilhas, mas com a importância estratégica da área do Prata, o território atrai a atenção dos colonizadores. Durante o domínio espanhol, de 1580 a 1640, a expansão territorial é facilitada, levando os primeiros criadores de gado à região. São seguidos pelos bandeirantes paulistas interessados no aprisionamento dos índios guaranis aldeados nas Missões do Paraná e Paraguai pelos padres jesuitas da Companhia de Jesus. Fugindo dos ataques, os jesuítas movem as missões para o sul, espalhando-as ao longo do Rio Uruguai.
A metrópole estabelece a imigração de famílias açorianas para a recém criada capitania de São Pedro do Rio Grande. O primeiro povoado é na embocadura da Lagoa dos Patos, atual Rio Grande. Dez anos mais tarde é fundada a vila de Porto dos Casais, atual Porto Alegre.
Vencida a resistência dos guaranis, as fazendas de gado espalham-se pelo Rio Grande do Sul que tem também importante participação nas lutas da independência. No entanto, ao sentir seu crescimento barrado pelo centralismo do Império, entra em conflito com o poder central na Revolução Farroupilha (1835-1845). Posteriormente envolve-se também na Guerra do Paraguai (1865-1870).
A partir da segunda metade do século XIX, o estado recebe mais imigrantes estrangeiros, principalmente italianos e alemães. Porto Alegre, Pelotas, Rio Grande, Caxias do Sul e outras cidades começam a crescer.
Dados gerais
Área: 281.748,5 km²
Relevo: planície litorânea com restingas e areias, planaltos a oeste e nordeste, depressões no centro.
Vegetação: campos a sul e oeste, floresta tropical a leste, mata de araucária a norte e mangues litorâneos
Clima: subtropical
Ponto mais alto: Serra Geral (1.390m)
Rios mais importantes: Uruguai, Taquari, Jacuí, Ijuí, Ibicuí, Pelotas, Camaquã
População: 10.845.087 hab. (2005 est.)
Capital: Porto Alegre
Municípios: 496
Municípios mais importantes: Porto Alegre - 1.440.939, Caxias do Sul - 412.053, Canoas - 333.322, Pelotas - 346.452, Gravataí - 270.763, Santa Maria - 270.073, Viamão - 261.971, Novo Hamburgo - 258.754, Alvorada - 214.953, São Leopoldo - 212.498 (2006 est.)
Analfabetismo: 5% (2003)
Índice de Desenvolvimento Humano: 0,814 - 4º colocado no ranking nacional (2000)
Participação no PIB: 8,1% do total nacional (R$ 142,874 bilhões) - (2004)
Governadora: Yeda Crusius (PSDB)
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