EQUADOR
Pequeno país no noroeste da América do Sul, o Equador faz fronteira com o Peru e a Colômbia e divide-se em três diferentes regiões: a costa do Pacífico, os altiplanos dos Andes e a região amazônica. Na zona litorânea, onde há grande população negra e mulata, existem as principais culturas de exportação destacando-se a produção de bananas. A região andina sedia a capital, Quito, e tem forte presença indígena. Na selva, pouco explorada, há importantes campos de petróleo.
Sua população é pobre. O "país do meio do mundo", assim designado por ceder o nome a linha que divide o globo em dois hemisférios, recebe turistas de todo o mundo nas Ilhas Galápagos (que passaram a integrar o território equatoriano em 1832), onde a existência de espécies únicas no reino animal levou Charles Darwin a elaborar a teoria da evolução das espécies.
A região onde hoje fica o Equador foi habitada na era pré-colombiana por indígenas. Quando os exploradores chegaram, em 1526, o Reino Inca estava enfraquecido. Em 1534, os espanhóis atacaram Quito, que foi destruída pelos incas em retirada. Sobre as ruínas da cidade é fundada San Francisco de Quito, a capital do país.
O Equador pertenceu ao Vice-Reino do Peru até 1740, quando passou a integrar o Vice-Reino de Nova Granada. Em 1809, tem início um movimento autonomista, que é reprimido pelas forças leais à Coroa Espanhola. Em 1822, quando o general Antônio Jose de Sucre, enviado de Simon Bolivar, derrota os espanhóis, o país passa a fazer parte da Grã-Colômbia, junto a Colômbia, Venezuela e Panamá, até 1830 quando proclama-se um Estado soberano.
Nas primeiras décadas do século XX, sucedem-se vários governos autoritários. O Peru invade o Equador em 1941, destrói a província de El Oro e conquista parte da região amazônica. Depois da Segunda Guerra Mundial o Equador vive um longo período de normalidade democrática. A personalidade política dominante no país é José Maria Velasco Ibarra, presidente eleito cinco vezes entre as décadas de 1930 e 1970. A deposição de Ibarra (1972) abre um período de sete anos de governos militares. É um período de crescimento econômico provocado pelo descobrimento de jazidas de petróleo.
Em 1979 é eleito Jaime Rolidos, substituído posteriormente por Osvaldo Hurtado que enfrenta protestos dos sindicatos. O presidente León Febres, eleito em 1984, sofre diversas tentativas de golpe militar. Rodrigo Borja, eleito em 1988, também não consegue estabilizar a economia agravada pela queda do preço do petróleo. Em 1992, Sixto Durán Ballen é eleito e adota um rigoroso programa econômico com abertura ao capital estrangeiro, privatizações e tentativa de reaver a lei agrária. Em janeiro de 1995, escaramuças na fronteira com o Peru geram um conflito armado. Não há informações sobre o número de mortos. Em outubro de 1998 foi assinado um tratado que resolve a questão.
O Equador passa por um colapso econômico, vivendo em 1998-9 a sua pior crise em 70 anos. Mais de 60% da população passou a viver abaixo da linha da pobreza (índice que havia dobrado em cinco anos), cerca de 70% estava desempregada ou subempregada e o país recebeu um empréstimo de 900 milhões de dólares do FMI. O presidente Jamil Mahuad foi deposto em janeiro de 2000, no primeiro golpe militar no continente em mais de uma década. A junta empossou o vice-presidente, Gustavo Noboa, que reestruturou a dívida externa do país, adotou o dólar americano como moeda nacional e privatizou diversas empresas, gerando grande oposição. Graças a uma série de medidas governamentais, em cerca de dois anos a economia equatoriana se reergueu da beira de um colapso, crescendo, em 2001, 5,4%, o maior índice da América Latina. A inflação caiu para 22% contra 91% do ano anterior e o orçamento foi equilibrado.
Em 2003, o coronel Lucio Gutiérrez foi eleito presidente, depois de participar do golpe contra Mahuad, em 2000, com a promessa de combater a corrupção, se tornando o sexto presidente do país em sete anos. Dois anos mais tarde, porém, foi afastado pelo Congresso, acusado de substituir membros da Côrte por seus aliados. Alfredo Palácio, o vice, assumiu até a eleição do economista de esquerda Rafael Correa, que assumiu em janeiro de 2007.
DADOS GERAIS DO EQUADOR
Geografia
Localização: oeste da América do Sul, na orla do Oceano Pacífico, entre a Colômbia e o Peru
Área: total - 283.560 km² terra - 276.840 água - 6.720 km² Comparativo - pouco maior que o Rio Grande do Sul
Litoral: 2.237 km
Fronteiras: Colômbia - 590 km, Peru - 1.420 km
Clima: tropical ao longo do litoral, esfriando nas terras altas do interior.
Elevação: Ponto mais baixo - 0m na orla do Oceano Pacífico Ponto mais alto - 6.267m Chimborazo
Recursos naturais: petróleo, peixe, madeira
Uso da terra: arável 5,71%; cultivo permanente: 4,81%; outros: 89,48% (2005)
Pessoas (2006 est.)
População: 13.547.510 habitantes
Principais cidades: Guayaquil - 2.090.039; Quito - 1.482.447; Cuenca - 303.994; Machala - 217.266; Santo Domingo de los Colorados - 211.689hab. (2003 est.)
Índice de Desenvolvimento Humano: 0,765 - 83º colocação no ranking mundial - 8º na América do Sul
Faixa etária: 0-14 anos: 33% 15-64 anos: 62% mais de 65 anos: 5%
Divisão por sexo (homem/mulher): no nascimento: 1,05 h/m até 15 anos: 1,04 h/m
15-64 anos: 0,99 h/m mais de 65 anos: 0,89 h/m total: 1 h/m
Taxa de crescimento populacional: 1,5% ao ano
Taxa de natalidade: 22,29‰
Taxa de mortalidade: 4,23‰
Taxa de emigração: 3,11‰
Mortalidade infantil: 22,87‰
Fertilidade: 2,68 crianças por mulher
Expectativa de vida: total - 76,42 anos homem - 73,55 anos mulher - 79,43 anos
Grupos étnicos: mestizo 65%, índio 25%, espanhol 7%, negro 3%
Religião: Católica Romana 95%
Idioma: espanhol (oficial), Quíchua
92,5% da população com mais de 15 anos alfabetizada (2003 est.)
Governo
Nome oficial: Republica del Ecuador - (República del Equador)
Organização política: República
Capital: Quito
Divisões administrativas: 22 províncias - Azuay, Bolivar, Canar, Carchi, Chimborazo, Cotopaxi, El Oro, Esmeraldas, Galapagos, Guayas, Imbabura, Loja, Los Rios, Manabi, Morona-Santiago, Napo, Orellana, Pastaza, Pichincha, Sucumbios, Tungurahua, Zamora-Chinchipe.
Independência: 24/05/1822 (da Espanha)
Feriado Nacional: 10/08 Independência de Quito
Constituição: 10/08/1998
Chefe de Estado: Presidente Rafael CORREA Delgado (desde 15/01/2007)
Economia (2006 est.)
PIB: Oficial - USD 32,57 bilhões
........ PPP - USD 60,48 bilhões - em paridade ao poder de compra norte-americano
........ Crescimento - %3,6 ao ano
........ Per capita (PPP) - USD 4.500
........ Composição 1º/2º/3º setor - 6,3% / 33,5% / 60,2%
Inflação: 3,4%
Desemprego: 10,6% (2006 est.); sub-emprego chega à 47%
População abaixo da linha da pobreza: 41% (2003)
Orçamento: receita: USD 11,5 bilhões despesa: USD 10,46 bilhões
Exportações: USD 12,56 bilhões - EUA 50,6%, Peru 7,9%, Alemanha 4,3%, Colômbia 4,3%
Principais exportações: petróleo, bananas, flores e camarão
Importações: USD 10,81 bilhões - EUA 22,1%, Colômbia 14,8%, Venezuela 7,7%, Brasil 7,2%, China 5,2%
Principais importações: veículos, remédios, equipamentos de telecomunicações
Dívida externa: USD 18,1 bilhões
Transporte
Ferrovias: 966 km (2005)
Rodovias: 43.197 km (6.467 km pavimentados) - (2004)
Hidrovias: 1.500 km (2005)
Oleodutos: oleo cru 1.386 km, derivados de petróleo 1.185 km, cru extra-pesado 578 km (2006)
Portos: Esmeraldas, Guayaquil, La Libertad, Manta, Puerto Bolivar
Aeroportos: 359 (98 com pistas pavimentadas) - (2006)
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