A HISTÓRIA DO BRASIL
DESCOBRIMENTO
Ocorre na tarde de 22/04/1500, quando a esquadra de 10 naus e 3 caravelas, comandadas pelo navegador português Pedro Álvares Cabral, atinge o litoral sul da Bahia, 44 dias depois de ter saído de Portugal. O desembarque acontece no dia seguinte e, em 26/04 é celebrada a primeira missa no Brasil.
COLONIZAÇÃO
A colonização do Brasil foi iniciada com a expedição de Martin Afonso de Souza em 1530, que fundou a primeira vila na colônia, São Vicente, em 1532. A ocupação das terras brasileiras é lenta e dispersa. Até meados do século XVII permanece limitada à faixa litorânea, onde se concentra a exploração do pau-brasil e a produção açucareira, mas a partir de então se expande para o interior, estimulada pela pecuária, mineração e atividade missionária. A base da economia da colônia é a produção sustentada basicamente no trabalho escravo e voltada para o comércio com a metrópole. A colonização portuguesa no Brasil, como em outras colônias européias no mesmo período, tem caráter essencialmente mercantilista, ocupando a terra e produzindo riquezas para proporcionar renda ao Estado e lucros à burguesia. Mas a sociedade colonial desenvolve interesses próprios. Crescem as revoltas entre os séculos XVII e XVIII. O sistema colonial se enfraquece e avança o movimento de Independência.
INDEPENDÊNCIA
A separação política entre a colônia do Brasil e a metrópole portuguesa é declarada oficialmente no dia 07/09/1822.
O processo de independência começa com o agravamento da crise do sistema colonial e se estende até a adoção da primeira Constituição brasileira em 1824. As revoltas do fim do século XVIII e começo do século XIX, como a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana e a Revolta Pernambucana de 1817, mostram o enfraquecimento do sistema colonial. A instalação da Corte portuguesa no Brasil, em 1808, contribui para a separação definitiva entre as 2 nações. Em 1821, o rei português Dom João VI volta a Portugal, mas deixa no Brasil o filho Dom Pedro como regente para conduzir a independência política caso fosse inevitável. Pressionado, Dom João VI chama Dom Pedro a Lisboa. Em 29/12/1821, Dom Pedro recebe um abaixo-assinado pedindo que não deixe o Brasil e, em 09/01/1822, sua decisão de ficar é anunciada. Em 03/06/1822, Dom Pedro recusa fidelidade à Constituição Portuguesa e convoca a primeira Assembléia Constituinte Brasileira. Em protesto, os portugueses anulam a Assembléia e exigem o retorno imediato do príncipe. No dia sete de setembro, Dom Pedro recebe as exigências e, irritado, proclama a independência do Brasil. Em 01/12 é coroado Imperador do Brasil pelo bispo do Rio de Janeiro, recebendo o título de Dom Pedro I.
BRASIL IMPERIAL
O Primeiro Reinado, compreende o período que estende-se da Independência do Brasil em 1822 à abdicação de Dom Pedro I em 1831. A Constituição é outorgada pelo imperador em 1824.
O governo de Dom Pedro I é visto como autoritário, causando um crescente conflito com os liberais. Os problemas do imperador se agravam a partir de 1825, com a entrada e derrota do Brasil na Guerra da Cisplatina e a subseqüente independência do Uruguai, que leva boa parte da opinião pública a reagir contra Dom Pedro. Diversos incidentes acontecem até a sua renúncia em abril de 1831, inaugurando então o período das Regências.
Esta fase dura de abril de 1831 a julho de 1840. Acontecem quatro regências consecutivas: a Regência Trina Provisória (1831), a Regência Trina Permanente (1831-1835), a Primeira Regência Una (1835-1837) e a Segunda Regência Una (1837-1840). Nesse período, o país passa por uma grande agitação social e política, mas consolida as bases do Império.
O Segundo Reinado é o período no qual Dom Pedro II governa o Brasil. Começa em 1840, com a antecipação da maioridade do imperador e termina em 15/11/1889, quando é derrubado pelos militares na Proclamação da República. Durante os dez primeiros anos de seu governo, o regime monárquico estabiliza-se e, entre 1850 e 1860, o Segundo Reinado tem seu apogeu. A Guerra do Paraguai, apesar da vitória brasileira, causa um alto ônus econômico, político e social. Em 1870 é lançado o Manifesto Republicano e a monarquia entra em decadência. Os problemas persistem nas décadas de 1870 e 1880 e chega ao ápice com a extinção da escravidão. Em 15/11/1889, um grupo de militares proclama a República e põe fim ao Segundo Reinado.
REPÚBLICA VELHA
Também chamada de Primeira República, é o primeiro período republicano do país e dura de 1889 a 1930. É controlada pelas oligarquias agrárias de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Chefe do governo provisório, o marechal Deodoro da Fonseca assume a presidência em 1891, mas acaba renunciando em novembro do mesmo ano e sendo substituído pelo vice Floriano Peixoto, que radicaliza a luta contra os monarquistas. Republicano histórico, Prudente de Moraes inaugura a fase dos governos civis. Campos Sales implanta a "política dos governadores", onde o Presidente da República dá suporte aos candidatos oficiais. Rodrigues Alves, Hermes da Fonseca, Afonso Pena, Venceslau Brás, Epitácio Pessoa e Artur Bernardes se sucedem na presidência. Bernardes, que não tem a unanimidade de paulistas e mineiros, desperta oposição militar que provoca as Revoltas Tenentistas. O paulista Washington Luís também assume a presidência sem apoio dos líderes de seu estado. Em 1930, o PRP (Partido Republicano Paulista) quebra a política do "café com leite" lançando o nome de Júlio Prestes para concorrer às eleiçoes. Com o apoio do Rio Grande do Sul e Paraíba, o PRM (Partido Republicano Mineiro), parte para a disputa com o gaúcho Getúlio Vargas.
Em abril de 1830, o PRP vence as eleições. Inconformados, os membros da Aliança Liberal (PRM) fazem a Revolução de 1930, que põe fim à República Velha e leva Getúlio Vargas ao poder.
A ERA VARGAS
Durante a presidência de Getúlio Vargas, adota-se uma política nacionalista que moderniza a economia do país, estimulando-se a formação de uma indústria de base é criado o Ministério do Trabalho. Em 1937, Vargas instala a ditadura do Estado Novo, caracterizada pela forte repressão política. Em 1945, é derrubado pelos militares.
REPÚBLICA DEMOCRÁTICO-POPULISTA
Caracteriza a república brasileira entre 1945 e 1964, baseada no nacionalismo e na intervenção estatal na economia.
Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) promove recuos nos direitos constitucionais, rompendo relações diplomáticas com a União Soviética e fechando o Partido Comunista Brasileiro em 1947. Getúlio Vargas (1951-1954) mantém a política adotada durante o seu governo ditatorial, dando continuidade à industrialização do país, inaugurando o BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), estatizando a geração de energia elétrica (Eletrobrás) e criando a Petrobrás. Getúlio Vargas é acusado pelo atentado ao jornalista Carlos Lacerda e é pressionado a renunciar, suicidando-se em 24/08/1954. Café Filho, Carlos Luz e Nereu Ramos cumprem mandatos presidenciais relâmpago.
Jucelino Kubitschek (1956-1961) adota um discurso desenvolvimentista, anunciando "50 anos de progresso em 5 de governo" e prometendo prosperidade. Nos anos JK uma nova capital federal é construída no centro do país. Brasília é inaugurada em 21/04/1960. Jânio Quadros (1961) adota uma política de austeridade econômica ditada pelo FMI, restringe crédito e congela salários. Renuncia em 25/08/1961. João Goulart (1961-1964) é aceito como substituto de JQ com a condição da adoção do parlamentarismo. O presidencialismo é reestabelecido em 1963 por plebicito. Ele segue a estratégia populista de Vargas, fazendo grandes campanhas de rua a favor de reformas apresentadas como essenciais para o desenvolvimento do país. Civis e militares desferem o golpe em 31/03/1964 implantando uma ditadura militar no país.
REGIME MILITAR
Estende-se de 01/04/1964 até a abertura política em 1985. O período é marcado pelo autoritarismo, perseguição policial e militar, prisão e tortura dos opositores e implantação de censura prévia aos meios de comunicação. Humberto de Alencar Castelo Branco (1964-1967) dissolve os partidos políticos, cassa mandatos de parlamentares federais e estaduais, suspende os direitos políticos de centenas de cidadãos e aprova uma Constituição que institucionaliza a ditadura. No governo de Arthur da Costa e Silva (1967-1969), cresce a oposição à ditadura principalmente entre trabalhadores e estudantes.
O general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) comanda o mais duro governo da ditadura conhecido como "anos de chumbo". A luta armada intensifica-se sendo combatida por um forte aparato militar e policial. Espalham-se pelo país os centros de tortura. Os grupos esquerdistas são sufocados. O Estado lança-se em projetos faraônicos como a construção da Rodovia Transamazônica. O general Ernesto Geisel (1974-1979) enfrenta dificuldades econômicas que ameaçam o Regime Militar, como: dívida externa, inflação e a crise internacional do petróleo, iniciando uma lenta abertura política do regime. Em 1978, Geisel acaba com o Ato Inconstitucional nº 5 decretado por Costa e Silva abrindo caminho para a normalização do país. João Baptista de Oliveira Figueiredo (1979-1985) concede anistia aos acusados ou condenados por crimes políticos. O episódio mais grave de seu governo é o atentado terrorista no centro de convenções do Riocentro em 30/04/1981. A Arena vira PDS e o MDB vira PMDB. Surgem o PT, PDT e PP.
REDEMOCRATIZAÇÃO
Em 1984, o país mobiliza-se na campanha pelas Diretas-Já, que pede eleições diretas para presidente da república. Em 1985, o Colégio Eleitoral elegeu o candidato Tancredo Neves para a presidência. Este teve de ser internado às pressas com problemas intestinais e acabou falecendo. José Sarney passa a governar a partir de 15/03/1985. A redemocratização é finalmente concluída com a promulgação da nova constituição em 1988. O governo de Sarney foi abalado por uma crise econômica que levou o país a troca de moeda e ao lançamento de 4 planos econômicos: Cruzado, Cruzado II, Bresser e Verão.
ÚLTIMOS ANOS
Fernando Collor de Mello, ex-governador de Alagoas, foi o primeiro presidente brasileiro eleito por voto direto desde 1960. Teve uma curta duração: de 15/03/1990 a 29/12/1992, quando um impeachment afasta o presidente do cargo. Collor incluiu em seu plano econômico, um gigante e inédito confisco monetário, congelamento temporário de preços e salários e demissão de funcionários públicos, mas denúncias de corrupção levam a Câmara dos Deputados a aprovar o impeachment em 29/09/1992 e o Senado Federal em 29/12/1992. Itamar Franco foi empossado logo depois da renúncia de Collor.
As eleições de 1994, elegem o sociólogo Fernando Henrique Cardoso para o cargo de Presidente da República. Em seu governo a inflação é derrubada, mas os níveis de desemprego permanecem elevados e, apesar das dificuldades enfrentadas nas áreas social e econômica, ele é reeleito para um mandato de mais quatro anos em 1998. Em janeiro de 1999, em meio a uma crise agravada pela baixa dos mercados asiáticos, o governo decide liberar a flutuação da moeda no mercado, fazendo com que a desvalorização chegasse a 40% quase que instantaneamente, e com que a comunidade internacional elogiasse a atitude de FHC. Apesar de todos os esforços, no entanto, a economia continuou avançando de lentamente, agravada pela crise energética de 2001.
Em janeiro de 2003, Luiz Inácio Lula da Silva, um antigo líder trabalhista, se torna presidente da república, com a promessa de ampliar os serviços sociais, melhorando as condições de vida dos mais pobres. No ano de 2005, em meio a diversos escândalos de corrupção no governo, diversos integrantes da base de apoio ao presidente renunciam, causando um enfraquecimento na sua administração e credibiidade. Fundamentado em um discurso que busca unir o desenvolvimento econômico do país à implementação de políticas de bem-estar social, Lula é reeleito para um novo mandato que deve durar até o final de 2010.
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