Bandeira da Bolívia Escudo da Bolívia
Mapa da Bolívia
 
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BOLÍVIA

         Sem saída para o mar, o território boliviano é composto de frios altiplanos nos Andes, uma vasta área de selva amazônica e a região do Chaco. O Lago Titicaca, a 3.800m de altitude, é o corpo de água navegável comercialmente mais alto do planeta. La Paz, situada a 3.636m de altitude é a capital nacional mais alta do mundo. Seus vizinhos são o Peru e o Chile à oeste, Brasil ao norte e leste e Argentina e Paraguai ao sul. 40% da população é composta por índios quéchua e aimarás. A Bolívia é um dos países mais pobres da América Latina tendo uma economia baseada na exploração do subsolo, rico em minérios. O cultivo da folha de coca tem sido historicamente uma das principais atividades agrícolas desse país politicamente instável, que já sofreu mais de 180 tentativas de golpe de Estado desde sua independência em 1825.
         A Bolívia já abrigou em seu território importantes civilizações indígenas. A conquista espanhola teve início em 1530. Nessa época, os indígenas começam a ser escravizados para trabalhar nas minas do Alto Peru, como a Bolívia era conhecida. Depois da ocupação da Espanha por Napoleão Bonaparte, em 1808, o Alto Peru é uma das primeiras colônias espanholas a se rebelar contra a metrópole, conquistando a independência em 1825 sob a liderança de Simon Bolivar e Antonio Jose de Sucre (primeiro presidente da Bolívia, como o país passa a se chamar em homenagem ao libertador Bolivar).
         Na Guerra do Pacífico (1879-1884), o país perde para o Chile seu acesso ao Oceano Pacífico. A mineração renasce no fim do século XIX. Em 1903, a Bolívia vende para o Brasil o atual estado do Acre. Na Guerra do Chaco (1932-1935), provocada pela descoberta de petróleo, a Bolívia perde território para o Paraguai. Segue-se um período de governos militares que não conseguem resolver o problema econômico do país. Em 1952, uma revolta popular reestabelece o poder civil, nacionaliza as minas, promove a reforma agrária e desfaz as Forças Armadas. Em 1967, tropas bolivianas com o apoio dos EUA capturam e executam Ernesto Che Guevara.
         Um golpe militar havia levado o general René Barrientos ao poder em 1964, mas sua morte em 1969 mergulha o país na instabilidade política. Em 1974, o governo suspende as eleições, sindicatos, partidos políticos e decreta estado de emergência. Em 1980, Hernán Siles Zuago é eleito presidente mas é impedido de assumir por um novo golpe. Em 1982, os militares entregam o poder ao presidente eleito dois anos antes, porém a volta da normalidade política não traz a estabilidade econômica.
         As eleições de 1985 trazem de volta o ex-presidente Vitor Paz Estenssoro, que depois de impor um duro pacote econômico e enfrentar uma greve geral, manda prender dirigentes sindicais. O plano leva a uma grave recessão, mas derruba a inflação anual de 24.000%.
         No ano de 1993, Gonzalo Sanchez de Lozada, autor do plano que derrubou a hiperinflação no governo Estenssoro é eleito presidente da Bolívia. O agravamento do quadro político-econômico-social leva o presidente Sanchez de Lozada a declarar, em 18/04/1995, estado de sítio. Em seguida o governo avança nas privatizações, na reforma do ensino e na descentralização regional. Em setembro é colocada a venda a YPFB, a estatal boliviana do petróleo.
         Hugo Bánzer sucedeu Lozada na presidência em 1997, promovendo a extinção de boa parte da produção ilícita de coca e combatendo o tráfico. Por outro lado, como o cultivo da coca é fonte de renda para uma parcela expressiva da população, uma onda de pobreza agravou ainda mais o quadro social do país. Em 2002, Sánchez de Lozada voltou ao poder, prometendo prosseguir com as reformas econômicas e criar empregos. Renunciou em outubro de 2003, após meses de manifestações nas quais ele era acusado de favorecer mais as empresas extranjeiras que as bolivianas nos negócios envolvendo gás natural. Carlos Mesa, o vice, assumiu, mantendo-se popular nos dois primeiros anos de mandato. Entretando, protestos ocasionados pelo aumento do preço dos combustíveis em 2005 o levaram ao afastamento do cargo.
         O ativista Evo Morales foi eleito no final de 2005, se tornando o primeiro presidente indígena da história da Bolívia. Já em seu primeiro ano de mandato, Evo Morales iniciou o processo de nacionalização na indústria energética e convocou uma assembléia para reescrever a constituição do país. Ele ainda planeja legalizar o cultivo de coca, considerado elemento da cultura boliviana.

DADOS GERAIS DA BOLÍVIA


Geografia
Localização: centro da América do Sul, a sudoeste do Brasil
Área:  total - 1.098.580 km²   terra - 1.084.390 km²   água - 14.190 km² 
           Comparativo - aprox. 13% menor que o Pará
Litoral: não tem saída para o mar.
Fronteiras:  Brasil - 3.423 km,  Peru - 1.075 km, Chile - 860 km, Argentina - 832 km, Paraguai - 750 km
Clima: varia com a altitude; de úmido e tropical a frio e semi-árido
Elevação: Ponto mais baixo - 90m margem do Rio Paraguai   Ponto mais alto: 6.542m Nevado Sajama
Recursos naturais: gás natural, petróleo, zinco, tungstênio, prata, folha-de-flândres, ferro, chumbo, ouro, madeira
Uso da terra: arável 2,78%; cultivo permanente: 0,19%; outros: 97,03% (2005)

Pessoas (2006 est.)
População: 8.989.046 habitantes
Principais cidades: Santa Cruz - 1.397.700; La Paz - 835.200; El Alto - 827.200; Cochabamba - 586.800; Sucre - 247.300hab.
Índice de Desenvolvimento Humano: 0,692 - 115º colocação no ranking mundial - 12º na América do Sul
Faixa etária:  0-14 anos: 35%   15-64 anos: 60,4%   mais de 65 anos: 4,6%
Divisão por sexo (homem/mulher):   no nascimento: 1,05 h/m              até 15 anos: 1,04 h/m
                                                        15-64 anos: 0,96 h/m       mais de 65 anos: 0,8 h/m    total: 0,98 h/m
Crescimento da população: 1,45% ao ano
Taxa de natalidade: 23,3‰
Taxa de mortalidade: 7,53‰
Taxa de emigração: 1,22‰
Mortalidade infantil: 51,77‰
Fertilidade: 2,85 crianças por mulher
Expectativa de vida: total - 65,84 anos     homens - 63,21 anos    mulheres - 68,61 anos
Grupos étnicos: quéchua 30%, mestizo 30%, aymara 25%, branco 15%
Religião: Católica Romana 95%, protestante 5%
Idiomas: espanhol, quéchua e aymara (oficiais)
87,2% da população com mais de 15 anos alfabetizada (2003 est.)

Governo
Nome oficial: República de Bolívia - (República da Bolívia)
Organizaçao política: República
Capital: La Paz (sede do governo), Sucre (capital oficial)
Divisões administrativas: 9 departamentos - Beni, Chuquisaca, Cochabamba, La Paz, Oruro, Pando, Potosi, Santa Cruz, Tarija
Independência: 06/08/1825 (da Espanha)
Feriado Nacional: 06/08 Dia da Independência
Constituição: 02/02/1967, revisada em 08/1994
Chefe de Estado: Presidente Juan EVO MORALES Ayma (desde 22/01/2006)

Economia(2006 est.)
PIB: Oficial - USD 10,22 bilhões
......... PPP - USD 27,21 bilhões - em paridade ao poder de compra norte-americano
......... Crescimento - 3,3% ao ano
......... Per capita (PPP) - USD 3.000
......... Composição 1º/2º/3º setor - 12,8% / 36,1% / 51,2%
Inflação: 4,3%
Desemprego: 7,8% em áreas urbanas
População abaixo da linha de pobreza: 64% (2004 est.)
Orçamento: receita: USD 4,15 bilhões     despesa: USD 3,62 bilhões
Exportações: USD 3,67 bilhões - Brasil 44,2%, EUA 12,5%, Argentina 10,9%, Colômbia 7,8%, Peru 4,8%
Principais exportações: gás natural, soja, petróleo, minério de zinco
Importações: USD 2,93 bilhões - Brasil 21,9%, Argentina 16,7%, EUA 13,8%, Chile 6,9%, Peru 6,5%
Principais importações: derivados de petróleo, plásticos, papel, aeronaves, comida processada, veículos
Dívida externa: USD 5,92 bilhões

Transporte
Ferrovias: 3.519 km (2005)
Rodovias: 62.479 km (3.749 km pavimentados) - (2004)
Hidrovias: 10.000 km (2005)
Oleodutos: gás natural 4.860 km, óleo cru 2.475 km, derivados de petróleo 1.589 km (2006)
Aeroportos: 1.084 (16 com pistas pavimentadas) - (2006)
Portos: Puerto Aguirre

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