A C A T E Q U E S E H O J E

A Catequese foi sempre considerada pela Igreja como uma das suas tarefas primordiais, porque Cristo ressuscitado, antes de voltar para junto do Pai, deu aos Apóstolos uma última ordem: FAZEREM DISCÍPULOS DE TODAS AS NAÇÕES E ENSINAREM-LHES A OBSERVAR TUDO AQUILO QUE LHES HAVIA MANDADO ( Mt 28,19s ). Deste modo, Cristo confiava-lhes a missão e o poder de anunciarem aos homens aquilo que eles próprios tinham ouvido, visto com os seus olhos, contemplado e tocado com as suas mãos, do Verbo da Vida ( I Jo 1,1 ). Ao mesmo tempo, Cristo confiava-lhes ainda a missão e o poder de explicarem com autoridade aquilo que Ele lhes havia ensinado, Suas palavras e Seus atos, bem como Seus sinais e Seus mandamentos. E dava-lhes o Espírito Santo, a fim de realizarem tal missão.
O objeto essencial e primordial da Catequese, pois, para empregar uma expressão que São Paulo gosta de usar e que é freqüente também na teologia contemporânea é “o Mistério de Cristo”. Catequizar é levar alguém, de certa maneira, a perscrutar este Mistério em todas as suas dimensões: “expor à luz, diante de todos, qual seja a dimensão divina, o Mistério... Compreender, com todos os santos, qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade... conhecer a caridade de Cristo, que ultrapassa qualquer conhecimento... (e entrar em) toda a Plenitude de Deus ( Ef 3,9.18s ). Quer dizer: é procurar desvendar na Pessoa de Cristo todo o desígnio eterno de Deus que nela se realiza. É procurar compreender o significado dos gestos e das Palavras de Cristo e dos sinais por Ele realizado, porquanto eles ocultam e revelam ao mesmo tempo o seu Mistério. Neste sentido, a finalidade definitiva da catequese é a de fazer com que alguém se ponha, não apenas em contato, mas em comunhão, em intimidade com Jesus Cristo: SOMENTE ELE PODE LEVAR AO AMOR DO PAI NO ESPÍRITO E FAZER-NOS PARTICIPAR NA VIDA DA SANTÍSSIMA TRINDADE.
CATECHESI TRADENDAE (João Paulo II)
A Catequese é a tentativa contínua – adaptada às diversas etapas da vida do homem – de identificar, num grupo de pessoas bem preparadas em relação a fé, o Deus desconhecido de sua vida, como Aquele que se revelou na Bíblia, na história do povo de Israel e, de modo insuperável em Jesus de Nazaré, para renovar, assim, sua própria fé, sem confundi-la nem com a credulidade coletiva nem com a religiosidade individualista.
= U M S E R E M D E S E N V O L V I M E N T O =
O que existe de mais espetacular e maravilhoso do que o desenvolvimento de uma criança! Os pais não param de descobrir espantados, as vezes até desconcertados, os progressos de seu filho. Progressos em todos os domínios: forças e modalidades, capacidade de sentir e de se comunicar, inteligência e entendimento e saber ser.
A criança se desenvolve a partir do interior de si mesma. Uma força vital que não vem de nós, educadores ou pais está em ação. Mas, mesmo assim, nosso papel é importante. Difícil e exigente, grande e belo. Somos os parceiros indispensáveis da criança que se constrói respondendo aos Apelos da vida, da qual podemos ser os atores e os instrumentos.

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C R I A N Ç A
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... D E U S ? A F É ? |
E D U C A R |
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Tem uma enorme capacidade e uma grande necessidade de compreender e de pensar. Pode escolher e se comprometer. Vivencia muitas experiências com os companheiros.
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Aquilo em que se crê pode ser explorado pela inteligência. Crer é também escolher e assumir responsabilidades com os outros. |
Informar, estimular a reflexão, favorecer a compreensão... Convidar à escolha e ao compromisso... manter a fidelidade... |
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Sente curiosidade a respeito de tudo. Tem necessidade de fazer, de ver e de tocar. Brinca para se divertir, aprender, comunicar, “experimentar” papéis e personagens.
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Deus bate à minha porta: a fé pode ser vivida de forma mais pessoal. A criança consegue rezar “por si mesma...” ... mas tem necessidade de “estar com”! |
Favorecer e respeitar a fé pessoal. Manter a descoberta de uma vocação. Colocar em união e comunhão. |
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Seu universo de relações se amplia... da família ao “clã” e aos companheiros. Sua imaginação está sempre em ação, mas ela vive o choque da realidade, que resiste! Quantos questionamentos!
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Criador?
Eterno?
Um gosto de mistério...
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Evocar Deus em seu mistério. Narrar Jesus e a Bíblia. Convidar a se comunicar com Deus pela oração, gestos e palavras. |
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Descobre-se menina ou menino... Tem a experiência das emoções de amor e de “ódio”... Afirma-se imitando... e se opondo.
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É Deus o Super-Pai? Poderoso? Protetor? Temível?
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Oferecer uma relação (“Estou com você, porém, não sou você) que faça existir. |
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Vive de ser alimentada, tocada, protegida. Vive de olhares, odores, sons de voz que lhe dão uma presença.
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Deus confusamente percebido(mas verdadeiramente oferecido!) tornado presente por aqueles que estão presentes na criança.
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Acolher e proteger a vida. Estar presente... e por isso estar, pura e simplesmente... “em verdade!” |
As atitudes educativas (coluna da direita) não se substituem, umas às outras. Supõe-se que cada “camada superior”esteja em todas as “camadas inferiores”. Em cima, o desabrochar das flores e frutos; em baixo, as raízes e a terra fecundada. A educação projeta toda a árvore. Quem espera os frutos, trabalha nas raízes.