PADRÃO
CBKC 225 a 10/04/1994
Padrão Oficial da Raça Confederação Brasileira de Cinofilia
Filiada à Federation
Cynologique Internationale
Classificação FCI:
Grupo 2: Cães do tipo Pinscher e Schnauzer, Fila e Cães de Pastoreio de Bois
Suiços
Seção: 2 - Tipo Fila Utilização: Guarda
País de origem: Brasil
Nome no país de origem: Fila Brasileiro
APARÊNCIA GERAL: raça tipicamente molossóide. Poderosa ossatura, figura
retangular e compacta, harmoniosa e proporcional. Apresenta, aliada à massa,
grande agilidade concentrada e facilmente perceptível.
As fêmeas devem exibir feminilidade bem pronunciada, diferenciando-se, nitidamente,
dos machos.
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CARÁTER E TEMPERAMENTO: dotado de coragem, determinação e valentia
notáveis. Para com os de sua casa é dócil, obediente e extremamente tolerante
com as crianças. É proverbial sua fidelidade, procurando com insistência a
companhia dos donos. Caracteriza-se pela aversão a estranhos. De comportamento
sereno, revelando segurança e confiança própria, absorve perfeitamente ambientes
e ruídos estranhos.
É inexcedível guarda da propriedade dedicando-se, também, e, por instinto,
às lides de gado e à caça de animais de grande porte.
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EXPRESSÃO: em repouso é calma, nobre e segura. Nunca apresenta olhar
vago ou de enfado. Em atenção, sua expressão é de determinação, refletida
num olhar firme e penetrante.
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CABEÇA: grande, pesada, maciça, sempre em harmonia com o tronco. Vista
de cima, o aspecto é periforme, inscrito num trapézio. Vista de perfil, o
crânio e o focinho devem guardar a proporção aproximada de 1:1, sendo o focinho
ligeiramente menor que o crânio.
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CRÂNIO: de perfil, mostra suave curva, do stop ao occipital, que é
bem marcado e saliente, notadamente nos filhotes. De frente, é largo, amplo,
com a linha superior ligeiramente arqueada. As faces laterais descem em curva,
quase vertical, estreitando-se para o focinho, sem fazer degrau.
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STOP: visto de frente, é, praticamente inexistente. Sulco sagital em
suave ascendência até, aproximadamente, a metade do crânio. Visto de perfil,
é baixo, inclinado e, virtualmente, formado pelas arcadas superciliares, muito
desenvolvidas.
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FOCINHO: forte, largo, profundo, sempre proporcional ao crânio. Visto
de perfil, a linha superior é reta ou levemente romana, nunca ascendente.
A linha anterior é quase perpendicular à linha superior com ligeira depressão
logo abaixo do nariz, e seguindo para a linha inferior para uma curva perfeita
dos lábios superiores que são grossos, pendentes, sobrepõem-se aos inferiores,
definindo a linha inferior do focinho, quase paralela à superior, terminando
com a comissura labial sempre aparente. Lábios inferiores, bem ajustados ao
maxilar, da ponta do queixo até os caninos, soltos daí para trás, com as bordas
denteadas. Focinho de boa profundidade na raíz, sem ultrapassar o comprimento.
Na oclusão dos lábios, a rima labial se delineia em forma de "U" invertido,
profundo.
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NARIZ: narinas de cor preta, largas, bem desenvolvidas, sem ocupar
toda a largura do maxilar.
ORELHAS: grandes, grossas, em forma de "V".Largas na base, estreitando-se
na extremidade arredondada. Inserção inclinada, com o bordo anterior mais
alto que o posterior, na parte mais posterior do crânio, na altura da linha
média dos olhos, quando em repouso. Quando em atenção, a base eleva-se acima
da inserção. Portadas caídas de lado ou dobradas para trás, mostrando o seu
interior.
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OLHOS: de tamanho médio a grande, em formado amendoado e bem afastados,
de inserção média a profunda, a coloração vai, do castanhos-escuros ao amarelado,
sempre de acordo com a pelagem. Devido a pele solta, muitos exemplares apresentam
pálpebras caídas, detalhe que não deve ser considerado falta, pois aumenta
o aspecto triste do olhar típico da raça.
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DENTES: caracterizam-se pela maior largura, em relação à altura. São
fortes e claros. Os incisivos superiores, largos na base e afilados na ponta.
Os caninos são poderosos, bem inseridos e afastados. A mordedura ideal é em
tesoura, sendo admissível a mordedura em torquês.
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PESCOÇO: extraordinariamente forte e musculoso, dando a impressão de
curto. Linha superior levemente arqueada, destacando bem a passagem do crânio
para a nuca. Garganta provida de barbelas.
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TRONCO: forte, largo e profundo, revestido de pele grossa e solta.
Tórax mais longo que o abdome. O comprimento do tronco, medido do antepeito
à parte posterior da nádega, é determinado pela altura da cernelha, mais 10%.
Linha superior: cernelha inclinada, aberta, devido ao afastamento das escápulas,
e ligeiramente mais baixa que a garupa. Após a cernelha, a linha superior
muda de direção, ascendendo até a garupa, sem qualquer tendência a sela ou
carpeamento.
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TÓRAX: costelas de bom arqueamento, sem todavia influenciar a posição
dos ombros, peito largo e profundo, atingindo a ponta do cotovelo. Peitorais
(antepeito) bem salientes.
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FLANCOS: menos longos e menos profundos que o tórax, mostrando a separação
de sua regiões integrantes.
Nas fêmeas, as abas do flanco são mais desenvolvidas.
Visto por cima, é menos largo e cheio que o tórax e a garupa, porém, sem marcar
a cintura.
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LINHA INFERIOR: peito longo e paralelo ao solo, em toda a sua extensão.
Ventre suavemente ascendente, nunca esgalgado.
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GARUPA: angulada, aproximadamente, a 30º com a horizontal, larga, longa,
delineando uma curva suave. Pouco mais alta do que a cernelha.. Vista por
trás, a garupa deve ser ampla, de largura aproximadamente igual à do tórax,
podendo ser ainda mais larga nas fêmeas.
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ANTERIORES: ombros idealmente estruturados por dois ossos de igual
tamanho (escápula e úmero), sendo que a escápula faz 45º com a horizontal
e aproximadamente a 90º com o úmero. A articulação escápulo-umeral, que forma
a ponta do ombro, está situada no mesmo nível e um pouco atrás da ponta do
esterno. No ideal, o ombro deve ocupar o espaço da cernelha ao esterno, e
a ponta do ombro deve situar-se a meia altura, dessa distância. Uma perpendicular,
baixada pela cernelha, deve atravessar o cotovelo e recair na pata. A altura
do cotovelo ao chão é igual à do cotovelo à cernelha. Braços paralelos, de
ossatura poderosa e reta, carpos fortes e aparentes, metacarpos curtos, levemente
inclinados.
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PATAS: formadas por dedos fortes e bem arqueados, não muito juntos,
apoiados em digitais espessos e contornando almofadas plantares largas, profundas
e grossas. Em sua posição correta, os dedos devem apontar para a frente. Unhas
fortes, escuras, podendo ser brancas, quando essa for a cor do respectivo
dedo.
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POSTERIORES: de ossatura forte, ligeiramente mais leve que a dos anteriores,
porém nunca deverá parecer fina, em relação ao todo. Coxa larga, de contorno
abaulado, formado pelos músculos que descem do ílio e os do ísquio que delineam
a curva da nádega, razão de se exigir o ísquio de bom comprimento. PERNAS:
paralelas, tarsos fortes, metatarsos levemente inclinados, mais altos que
os metacarpos. Angulações do joelho e jarrete, moderadas PATAS: iguais às
anteriores, apenas um pouco mais ovaladas. Não devem apresentar ergos.
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CAUDA: de raiz muito larga, inserção média, afinando rapidamente, com
a ponta alcançando o nível do jarrete. Quando o cão está excitado, eleva-se,
acentuando a curva da extremidade. Não deve cair sobre o dorso ou enroscar-se.
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MOVIMENTAÇÃO: passos largos, elásticos, lembrando os dos felinos. A
característica principal é movimentar os dois membros, de um mesmo lado, para
depois movimentar os do outro (passo de camelo), o que lhe confere movimentos
gigantes, com balanço lateral do tórax e dos quadris, acentuados na cauda,
quando está erguida. A passo, a cabeça é portada abaixo da linha do dorso.
Trote fácil, suave, livre, de passadas largas, com bom alcance e rendimento.
Galope poderoso, alcançando velocidade insuspeita, em cães de tal porte e
peso. A movimentação do Fila Brasileiro é sempre influenciada por suas articulações,
típicas do molossóide, o que, efetivamente, lhe permite súbitas e rápitas
mudanças de direção.
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PELE: representa uma das características rácicas mais importantes.
É grossa, solta em todo o corpo, principalmente no pescoço, onde forma pronunciadas
barbelas, estendendo-se, em muitos casos, pelo peito e abdome. Alguns exemplares
apresentam uma dobra nas faces laterais da cabeça e também, na cernelha descendo
até o ombro. Com o cão em repouso, a cabeça não apresenta rugas; quando excitado,
na contração para erguer as orelhas, a pele do crânio forma, entre elas, pequenas
rugas longitudinais.
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PELAGEM: formada de pêlo baixo, macio, espesso e bem assentado. COR:
excetuando-se o branco, cinza-rato, malhado, manchetado, preto e canela (black
and tan)e azul, são pertitidas: todas as cores sólidas; tigradas de fundo
nas cores sólidas, com rajas de pouca intensidade até os fortemente rajados,
podendo ou não, apresentar máscara preta. Em todas as cores permitidas, admitem-se
marcações brancas nos pés, peito e ponta de cauda. Indesejáveis as manchas
brancas no restante da pelagem.
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ALTURA E PESO: machos - 65 a 75 cm; fêmeas - 60 a 70 cm. Peso: mínimo
de 40 Kg para as fêmeas; machos, mínimo de 50 Kg.
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DESQUALIFICAÇÕES: 1) Agressividade ao dono, 2) Covardia. 3) Nariz cor
de carne. 4) Prognatismo superior. 5) Prognatismo inferior, com dentes à mostra,
estando a boca fechada. 6) Falta de um canino ou um molar, exceto o 3º. 7)
Olhos azuis, louçados. 8) Orelhas ou caudas operadas. 9) Garupa mais baixa
que a cernelha. 10) Todos os cães brancos, cinza-rato, malhados, manchetados
e os preto e castanhos. 11) Abaixo do mínimo de altura. 12) ausência de pele
solta. 13) ausência do passo de camelo. FALTAS MUITO GRAVES: 1) Cabeça pequena.
2) Lábios superiores curtos. 3) Stop pronunciado; visto de frente. 4) Olhos
protuberantes. 5) Falta de dois dentes exceto os P1. 6) Falta de barbelas.
7) Apatia e timidez. 8) Sensibilidade negativa ao tiro. 9) Dorso carpeado.
10) Linha superior plana. 11) Linha inferior excessivamente esgalgada. 12)
Jarrete de vaca. 13) Ausência de angulações dos posteriores (perna de porco).
14) Ossatura leve. 15) Falta de substância. 16) Acima do máximo de altura.
17) Marcações em branco que excedam a ¼ do geral. 18) Despigmentação nas pálpebras.
19) Olhos redondos. 20) Figura quadrada. FALTAS GRAVES:1) Focinho curto. 2)
Orelhas pequenas. 3) Orelhas de implantação alta. 4) Olhos excessivamente
claros. 5) Presença de rugas no crânio, estando o animal em repouso. 6) Prognatismo
inferior. 7) Falta de dois dentes. 8) Papadas. 9) Dorso selado. 10) Garupa
muito estreita. 11) Cauda portada enroscada acima da linha do dorso. 12) Peito
pouco profundo. 13) Desvios acentuados de metacarpos e metatarsos. 14) Posteriores
muito angulados. 15) Passos curtos.
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FALTAS SIMPLES:Tudo o que se afaste da descrição do padrão. NOTA: os
machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos
e acomodados na bolsa escrotal.
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PROVA DE TEMPERAMENTO:obrigatória a todos os exemplares (após 12 meses).
Para que tenham seus títulos de campeonato homologados deverão ter o certificado
de apto na prova de temperamento. Sua realização deverá ser obrigatória em
exposições especializadas. Facultativa nas gerais, a critério do juiz, desde
que sejam realizadas fora do recinto da exposição e públicas.