'' Figura humana extraordin�ria, um desses talentos fantasticos
que n�o puderam ser aproveitados, num certo momento, no
Brasil, por quest�es pol�ticas e por causa da repress�o""
Artes
Desde crian�a Mario Schenberg sentiu-se atra�do pelas artes. Seu interesse foi despertado aos oito anos de idade, quando viajou pela Europa com seus pais. Aos 25 anos, conheceu, em Paris, Noemia Mour�o e Di Calvancanti, por�m foi durante a d�cada de 40, nos Estados Unidos, quando pode aprofundar seus conhecimentos sobre artes pl�sticas, fotografias e cinema, visando numerosos museus de arte em Nova York, Washington, Baltimore, Filad�lfia e Chicago. Iniciou tamb�m estudos sobre a arte do Extremo Oriente e sua filosofia.Nesse per�odo entra em contato com alguns artistas importantes, como Zadkine e Tamayo, aos quais foi apresentado por Teresa D'Amico.
Sua atividade como critico de arte inicio-se com a organiza��o da primeira exposi��o individual de Volpi, em 1944, para a qual escreveu o texto e fotografou as obras do catalogo.
Foi apresentado, por Bruno Giorgi e Alfredo Volpi, aos artistas do grupo Santa Helena, com os quais travou rela��es s�lidas de amizade. Conheceu tamb�m Jos� Pancetti, de quem se tornou amigo intimo ate o fim de sua vida. Tamb�m na d�cada de 40, freq�entava os ateli�s de Lazar Sagall e Fl�vio de Carvalho. Nessa �poca, na Europa, conheceu pessoalmente numerosos artistas, dentre os quais Picasso, Chagall e Guttuso.
No per�odo entre 1942 e 1948 escreveu sobre Volpi, Pancetti, Bruno Giorgi e Figueira. Mesmo sem exercer sistematicamente a critica de arte, passou a se relacionar com cr�ticos paulistanos, tornando-se amigo de Lourival Gomes Machado, Sergio Milliet e Maria Eugenia Franco. � nesse per�odo que sua cole��o particular de arte come�a a se formar.
A partir de 1958, aprofundou seus contatos com o movimento art�stico, participando de debates sobre a pintura de Volpi em S�o Paulo e no Rio de Janeiro, estimulado por Mario Pedrosa, Waldemar Cordeiro e Theon Spanudis. Intensificou ent�o os contatos com os concretistas paulistanos e com os neoconcretistas cariocas.
Em 1961 foi encarregado por Mario Pedrosa de organizar a retrospectiva de Volpi na Bienal de arte de S�o Paulo, e de escrever o texto respectivo. A essa altura j� havia tornado a maior autoridade critica da obra de Volpi, alem de ter sido o primeiro a reconhecer a excepcional estatura art�stica do pintor. A partir dessa retrospectiva, passou a ser considerado como uma das personalidades m�ximas da critica de arte no Brasil.
� imposs�vel separar a vida de Mario Schenberg tanto do desenvolvimento cientifico quanto do Instituto de F�sica da Universidade de S�o Paulo, bem como de discuss�es dos problemas emergentes do pais. Participa com freq��ncia dos debates pol�ticos, econ�micos e educacionais.Entretanto, outra vertente fundamental em sua vida � o permanente interesse pela arte. Desde cedo a Europa, principalmente a Fran�a, agu�a-lhe o olhar Mario Schenberg exerceu alguma atividade em artes pl�sticas, como desenho e colagem, porem foi a fotografia sua atividade mais prolongada o que lhe permitiu "uma compreens�o mais profunda dos problemas da arte", em suas pr�prias palavras.