| Mem�rias Paulistanas |
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| Interlagos Os guarda-chuvas abertos denunciam: � antiga a fama de que o Aut�dromo de Interlagos costuma atrair ventos e mau tempo. Nos primeiros anos da pista, inaugurada em 1940, quase ningu�m pagava para ver as corridas. Como n�o havia muros e as cercas eram baixas, a maioria dos espectadores entrava pelos fundos. Pelo que se v� nesta imagem, feita no in�cio dos anos 50, dava at� para sentir o ventinho dos carros � no caso, eram prot�tipos importados de baratinhas, de 1 500 a 3 000 cilindradas, que passavam dos 200 quil�metros por hora. A foto est� no livro A Saga dos Fittipaldi, do jornalista Lemyr Martins, que acaba de ser lan�ado pela editora Panda Books. |
| Esta��o da Luz A produ��o paulista de caf� deu um salto na segunda metade do s�culo XIX. Para transportar a mercadoria at� o porto, foi implantada em 1867 a S�o Paulo Railway, conhecida como Santos�Jundia�. Havia uma pequena parada na capital, que em pouco tempo se tornou insuficiente para o enorme volume de carga e de passageiros. Foi assim que, em 1895, se decidiu transform�-la na Esta��o da Luz. Esta foto � de 1900, um ano antes da inaugura��o. A constru��o, de estilo vitoriano, usou material importado da Inglaterra. Em 1946, um inc�ndio destruiu boa parte do pr�dio, mas as passarelas de ferro avermelhado ainda s�o originais. |
| Mooca Foi em 1897 que o conde Rodolfo Crespi inaugurou este edif�cio, um dos marcos da hist�ria da Mooca. Chamado de Cotonif�cio Crespi, funcionava ali a maior ind�stria t�xtil da cidade na �poca, respons�vel por empregar centenas de imigrantes, sobretudo de origem italiana. Em 1917, revoltadas com os baixos sal�rios e as p�ssimas condi��es de trabalho, oper�rias decidiram cruzar os bra�os. A manifesta��o foi o estopim para uma greve geral que parou a cidade e culminou na morte de um jovem anarquista. H� quatro semanas, o Grupo P�o de A��car abriu um hipermercado da rede Extra no galp�o que abrigava a f�brica, fechada em 1963. |
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| Conjunto Nacional Era um neg�cio in�dito na S�o Paulo dos anos 50: um empreendimento ao mesmo tempo comercial, residencial e de lazer. Nasceu dos sonhos do argentino Jos� Tjurs a id�ia de criar o Conjunto Nacional, num terreno de 14 600 metros quadrados da Avenida Paulista. Logo depois da inaugura��o, em 1958, foram para l� o melhor cinema da �poca, o Astor, e a Confeitaria Fasano. Para fazer o projeto, Tjurs contratou o arquiteto David Libeskind, ent�o com 26 anos. A constru��o, de 120 000 metros quadrados, durou uma d�cada. Durante esse per�odo, o escrit�rio de Libeskind funcionou no pr�prio canteiro de obras. Neste m�s, o pr�dio foi tombado pelo Condephaat, �rg�o estadual respons�vel pelo patrim�nio hist�rico. |
| Avenida Paulista Este suntuoso casar�o constru�do em 1903 foi um dos primeiros pr�dios em estilo art nouveau da cidade. Projetado pelo arquiteto franc�s Victor Dubugras, seu terreno ocupava todo o quadril�tero onde hoje est� o Conjunto Nacional. L� morava Hor�cio Sabino, advogado e fazendeiro que foi um dos respons�veis pela cria��o da Vila Am�rica, bairro planejado entre a Alameda Santos e a Rua Estados Unidos. A constru��o do palacete rendeu um incidente inusitado. Descontente com alguns detalhes da obra, Sabino exigiu mudan�as que n�o foram aceitas por Dubugras. Os dois brigaram e acabaram caindo dentro de um tanque de cal. Essa e outras hist�rias est�o no rec�m-lan�ado livro Victor Dubugras � Precursor da Arquitetura Moderna na Am�rica Latina, de Nestor Goulart Reis. |