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13/09 Conheci dois brasileiros, os primeiros para mim no Caminho, somente aqui em Navarrete. São Eduardo e Helio de Niterói, caminhantes. Este ano há poucos do Brasil por aqui, o dólar afastou a galera. Aliás somos o terceiro pais que mais freqüenta o Caminho. E somos muito bem recebidos. Minhas camisas amarelas de PENTA escrito nas costas faz muito sucesso. Tenho espalhado que o Brasil não vai disputar a Copa até 2010 porque não tem graça. Prá ver se alguém chega perto do Penta !?!?!?. Continuam bons caminhos sem muito graça, então, como a carretera passa ao lado, resolvi adiantar meu lado, estou um pouco atrasado. Ai vem Ventosa, Najera (cidade), Azofra, Ciruena lugares de passagem em que a cena é a mesma. Igrejas antigas, de passagem. Muito sol, calor de seus 30º, chego na imperdível Santo Domingo de la Calzada. Arquitetura e Caustro belíssimos. Sto Domingo foi um padre dedicado aos peregrinos. Construiu igrejas, hospitais tudo para tornar a viagem possível nos anos 1000. Depois virou santo tal a dedicação, claro. Na igreja Catedral tem um galinheiro de luxo para um imponente galo branco e sua amada branquela também. Se o bicho cantar, você vai ter sorte e chegará a Santiago. Esperei tanto que finalmente cantou. Ééééé! A lenda é a seguinte: chegaram um casal alemão e seu filho na cidade. Esse filho teria sido acusado de roubo e imediatamente condenado à morte. A mãe aflita correu para o padre mor da cidade e rogou pela vida de seu filho. O padre estava comendo um frango, disse : "assim como frango não pode se mexer, não há como voltar atrás " . Imediatamente o frango se mexeu no prato. Todos correram para o cadafalso onde o menino teria sido enforcado. Para espanto de todos e alegria dos pais, estava vivo ainda . Desde então haveria o costume de manter o galo , poleiro e tudo na igreja. Seguindo pela carretera até Villafranca, onde entrei para um up hill daqueles. Pedras e mais pedras, trilhas, subida de calvário até o alto. Dowhill perigoso, vertical que acaba numa pontesinha. Tudo na solidão absoluta. Chego ao alto onde existe um monumento em homenagem ao poeta Garcia Lorca. Desse ponto vamos para um down maravilhoso, largo, muitas pedras, de 8 km . Imaginem a loucura, pedalo no bosque até San Juan de Ortega, que é mais ou menos a mesmice. Daí chego em Burgos, cidade capital de Valladolid. Clique nas fotos abaixo para vê-las em tamanho maior . |