Aula 6 - Dic��o e exerc�cios para o controle do ar
Alguns exerc�cios ajudam a termos a percep��o de como podemos controlar o ar na hora do canto, pois muitas vezes jogamos muito ar fora logo na primeira palavra, a� n�o conseguimos acabar a frase ou desafinamos. Confira alguns abaixo:

Bexiga de ar:
Inspirar enchendo todo o pulm�o, sem estufar o peito, encher de uma vez s� uma bexiga de ar e vedar a sa�da com o indicador e o polegar. Inspirar de mesma maneira e soltar o ar devagar, em sopro, controlando a sa�da, ao mesmo tempo em que solta o da bexiga com os dedos. Devem acabar juntos, o seu ar e o da bexiga. No come�o � dif�cil, mas � um �timo exerc�cio de percep��o. Depois tente controlar o ar com as frases longas das can��es.

Vela:
Acender uma vela, posicion�-la a um palmo da boca; inspirar como acima e soltar o ar, como em sopro, controlando a sa�da retraindo o abd�men devagar, sobre a chama da vela, sem apag�-la. Procurar manter a chama sempre dan�ando da mesma maneira, se ela diminuir muito ou apagar, voc� soprou muito forte, se ela ficou ereta, seu ar falhou.

Frequ�ncia dos exerc�cios
: tr�s vezes cada, tr�s vezes na semana.

Dic��o:
A boa dic��o � muito importante para o canto, pois se voc� n�o articula bem as palavras, fica dif�cil de se entender o que voc� est� dizendo, e se n�o abre a boca o suficiente, a voz sai anasalada. Um exerc�cio f�cil � cantar exagerando na articula��o, ou ler textos exagerando, abrindo mais a boca do que necess�rio, pra que ganhe mais abertura.

Voc� pode tamb�m cantar os vocalises articulando bem as vogais e consoantes, usando s�labas como:
�� TRA, TRE, TRI, TRO, TRU
�� BLA, BLE, BLI...
�� LARA, LERA...
�� VINE...VIVIU
�� AU...AI...A�...�I
�� NAU...NOIM...
�� enfim, invente e articule!

Um bom exerc�cio para amaciare relaxar a boca � fazer uma mastiga��o de boca fechada e depois aberta, fazendo muita careta, com som de
humm.

2a. voz:
A segunda voz � uma mesma frase da can��o cantada com notas diferentes da primeira. A mais comum � quando voc� canta as mesmas notas da primeira frase uma ter�a acima ou abaixo, ou uma quinta. Muita gente tem essa percep��o natural e faz isso sem nunca ter estudado m�sica, mas isso n�o deve se constituir uma regra. A 2a. voz � qualquer frase cantada com notas diferentes da primeira, mas que soe bonito, harm�nico, que combine.
    Voc� pode treinar isso escolhendo can��es de algum cantor ou cantora cuja voz se aproxime da sua na extens�o vocal, ou seja, que voc� consiga cantar junto sem fazer muito esfor�o, ent�o voc� ao inv�s de cantar na mesma altura, com as mesmas notas, v� tentando fazer diferente, cantando mais grave ou mais agudo um pouco, procure gravar e ou�a com aten��o pr� ver se soa harm�nico, se est� combinando.


Tr�mulo:
O tr�mulo, aquela tremidinha no final das frases que alguns cantores fazem, na minha concep��o � um recurso natural, da personalidade de cada um, eu desconhe�o t�cnica para isso.Se voc� der uns soquinhos na barriga a voz treme, mas n�o � natural.

OBS:
infelizmente n�o tenho condi��es de responder individualmente todas as d�vidas das pessoas que me enviam e-mails, pois s�o muitas, ent�o procuro esclarec�-las aqui no curso, e as informa��es sobre minha aulas particulares est�o aqui no site, � s� clicar aqui, e quando aparecer a lista procurar em Voz, um deles � meu an�ncio, t� bem?
Aula 7 - Tipos de canto
Existem dois tipos b�sicos de canto, com t�cnicas diferenciadas: o L�rico e o Popular.
O
l�rico, tamb�m chamado de Bel Canto, tem a voz como instrumento - o que emociona � o som, n�o tanto o texto. � o caminho da virtuose, como a �pera. Exige um esfor�o f�sico e emocional muito maior, s�o horas de treino para ter a voz em boas condi��es de cantar, h� muito trabalho por tr�s de um cantor l�rico, a imposta��o da voz � bem diferente do canto popular.
O
popular, ao qual nos dirigimos neste curso, al�m do timbre e emo��o, importa tamb�m o assunto, o sentido da mensagem e o modo como ela � passada (forma, melodia, o sentimento aliado � palavra). Por isso, ao escolher can��es para seu repert�rio, procure ver se o que a letra est� dizendo tem a ver com o que voce pensa, ou se s� est� repetindo mecanicamente o que ouve. Isso � importante para voce aliar emo��o � palavra, para cantar de maneira mais integral, corpo e alma.
Procure a sua forma de cantar, que deve ser �nica, voce pode ter cantores e cantoras como par�metros mas nunca cantar� igual a ningu�m, pois para isso precisaria ter a mesma estrutura f�sica e emocional que aquela pessoa. Imposs�vel, certo?
;Procure tamb�m os estilos que mais gosta. Este estilos s�o muitos e variados, dentro da MPB mesmo h� diversos estilos. Rom�ntico, pop, rock, samba, blues, heavy, bossa, enfim, voce pode cantar em portugu�s ou qualquer outra l�ngua qualquer estilo. Invente, crie, pesquise. Procure ouvir muito, ver bons shows, n�o se atenha s� ao que a m�dia, como TV e r�dio, lhe imp�e, h� muita m�sica de qualidade excelente que n�o aparece na m�dia. Procure r�dios alternativas e TVs educativas se quizer aprimorar seu conhecimento musical. Busque nos jornais de sua cidade os cadernos culturais, onde com certeza h� indica��es semanais de �timos shows, e por fim procure em lojas de CD onde possa ouvir e escolher o quer levar.
Lembre-se que nenhum professor tem o poder de lhe transformar num cantor assim ou assado, ele � s� um instrumento para lhe mostrar o caminho, mas o esfor�o maior para encontr�-lo � seu, pois s� voce pode saber o que realmente sua alma, mente e corpo necessitam. Se voce prefere ser autodidata, recomendo que procure v�deos e livros sobre o assunto, al�m de ouvir muita m�sica. A dica que posso dar � o livro da Clara Sandroni, 260 dicas para o cantor popular". O curso pela Internet � limitado pois impede a demonstra��o, por isso voce deve procurar um professor em sua cidade , para depois que aprender o b�sico, tentar sozinho.
Vamos falar um poquinho sobre os elementos b�sicos da can��o, que � o casamento da m�sica com a letra.
Os elementos que estruturam uma composi��o musical s�o a Melodia, a Harmonia e o Ritmo. Pode ser s� instrumental ou com letra, habitumos a chamar esta �ltima de can��o.
Melodia � a sucess�o ascendente e descendente de notas, a intervalos e alturas vari�veis, formando um fraseado, de forma consecutiva. � o que faz a voz do cantor ou o solista do instrumnto.
;
Harmonia � a sucess�o de acordes combinados a partir da tonalidade da can��o, que formam a base e a sustenta��o para a melodia. Acordes s�o conjuntos de notas combinadas tocadas simultaneamente. � aquilo que faz o viol�o, o piano, o acorde�o, quando acompanham o melodista.
;
Ritmo � a sucess�o regular de tempos fortes e fracos, cuja fun��o � estruturar uma can��o. A lei do ritmo baseia-se na divis�o ordenada do tempo. As mais comuns s�o:
o compasso bin�rio      2/4
o tern�rio 3/4
e o quatern�rio 4/4
Existem diversas outras combina��es e s� um estudo mais aprofundado de m�sica nos d� esse conhecimento. Dadas as nossas limita��es, falarei um pouquinho de cada um desses tr�s, mais usados na nossa MPB.
O dois por quatro (2/4) tem o acento forte no primeiro tempo e fraco no segundo, e � muito usado nos sambas e algumas bossas.
O tr�s por quatro(3/4) tem o primeiro tempo forte e os dois seguintes fracos, s�o as valsas, como por ex:
Rosa, de Pixinguina, Jo�o e Maria, do Chico Buarque, Romaria, do Renato Teixeira, Cole��o do Cassiano, etc.
O quatro por quatro (4/4) � o mais comum, se encontra na maioria das can��es. Tem o primeiro acento forte, o segundo fraco, o terceiro meio forte e o quarto fraco.
O andamento indica se o ritmo � r�pido, lento ou m�dio. A intensidade, se � tocado ou cantado de maneira suave, mediana ou forte.
A
letra tem muita import�ncia na can��o popular brasileira, e � bom se pensar na mensagem que est� passando quando canta uma can��o. A mensagem est� na letra e na m�sica, fa�a as suas escolhas concientemente, o cantor tamb�m � um educador, certo? J� pensou nisso? O que voce quer dizer para as pessoas a quem dirige o seu canto? Que emo��es quer Passar?
Aula 8 - Usando o microfone
Muita gente fica inibida com o microfone, mas para n�s, cantores populares, ele � nosso grande aliado. Com ele utilizamos menos for�a f�sica, podemos lapidar a emiss�o vocal tirando ou colocando graves, m�dios e agudos, se a mesa de som for boa. � bom que voc� se acostume a ser seu pr�prio t�cnico, ou ao menos ter uma no��o, pois h� lugares em que voc� vai se apresentar que n�o disp�em de um t�cnico para o som.
Para isso, plugue o microfone e v� treinando, falando ou cantando, e mexendo nos bot�es de graves, m�dios, agudos e no , o eco. Quando estiver cantando, afaste um pouquinho o microfone quando for emitir agudos ou quiser colocar mais for�a f�sica e emocional, n�o afaste demais a menos que tenha uma baita pot�ncia vocal e quiser mostr�-lo. Nos graves, aproxime-se mais do microfone. Deixe sempre a boca pr�xima, mas n�o grudada.
Cuidado com as palavras com a letra "P", que produz aquele puff inc�modo, e o;S N�o exagere nas termina��es porque ele sibila. No mais, � treinar e se ouvir.


O repert�rio


Bom, isso vai do gosto de cada um e depende do que voc� pretende com a m�sica. A maioria das pessoas come�a cantando na
noite, em bares, ou numa banda que monta com os amigos. Agora, com o videok�, muita gente se descobre tamb�m. No princ�pio a maioria canta ou toca por hobbye, mas existem aqueles que j� nascem sabendo que ser�o m�sicos profissionais, que estudam desde cedo e j� sabem o que querem como m�sicos, outros descobrem-se mais tarde e outros tem sempre a m�sica como lazer.
Onde voc� se encaixa? O trabalho com banda � muito legal, pois voc� aprende a trabalhar em grupo e a conhecer os outros instrumentos. A� � ensaiar e conseguir lugar para tocar. O trabalho de voz e viol�o ou teclado � mais intimista, sozinho ou em duplas, ou ainda acrescentando a percuss�o, ou flauta, fica bom e mais f�cil de arrumar trabalho, pois com o videok� diminuiram os espa�os para m�sica ao vivo.
Em bares, geralmente faz-se duas ou tr�s entradas de cinquenta minutos, ou quarenta. Descansa-se quinze minutos nos intervalos.
Isso � muito cansativo para o cantor principalmente, a produ��o da voz � um trabalho f�sico e emocional que libera muita energia, voc� deve tomar bastante �gua natural na temperatura ambiente, antes, durante e depois de cada entrada, para repor os sais perdidos, siga os passos de "aquecimento, etc e higiene vocal;. Nos intervalos coma algo leve,uma ma��, uma barra de cereal,que � cal�rica e n�o pesa no est�mago. Em cada entrada voc� canta mais ou menos 10, 12 m�sicas, depende de como as canta, se repete a can��o, se o m�sico sola. A m�dia para 50min s�o doze m�sicas.
Se voc� faz apenas um show, em teatro ou outro espa�o, a m�dia da apresenta��o � de uma hora ou pouco mais, uma hora e vinte. A� voc� escolhe umas quinze m�sicas, pensa nos arranjos, nos solos.
Em videok� voc� fica limitado ao repert�rio do local, e deve tentar colocar a m�sica num tom adequado para sua voz, tem l� os comandos que abaixam e levantam os tons, v� tentando, at� chegar no mais confort�vel pra voc�, testando graves e agudos. Comece tendo um repert�rio de no m�nimo trinta m�sicas, isso vale pra todos, pra voc� poder variar, e j� as tenha nos tons adequados para sua voz, trabalhe com o m�sico que o acompanha, o violonista ou tecladista para descobrir esses tons. J� o trabalho pr�prio � diferente.
Sozinho ou em banda, voc� tem que acreditar muito em sua m�sica e batalhar para conseguir ser ouvido, pois a maioria das pessoas, como diz um amigo meu, "aplaude a pr�pria mem�ria, ou seja, aplaude aquilo que j� conhece, � claro que isso n�o � uma regra, mas a maioria quer ouvir o que � conhecido. Mas se voc� pensar que, para aquela can��o ter se tornado conhecida, precisou que algu�m se dispusesse a ouvi-la primeiro, isso tamb�m pode acontecer com a sua. Uma boa dica � mesclar, colocar um pouco de m�sicas conhecidas e ir intercalando com as suas, at� que as suas fiquem conhecidas. Ou se voc� tem um bando grande de amigos, lev�-los sempre que pode para seus shows de can��es pr�prias. O importante � saber que o meio musical � dif�cil, mas n�o imposs�vel, � preciso acreditar, estudar e trabalhar muito, ter objetivos bem claros e direcionar-se para eles. Tamb�m procure a sua turma, h� bares e espa�os para todo tipo de m�sica, aproxime-se do que combina com voc�, com suas id�ias e sua m�sica. Quem procura acha, n�? Pergunte, informe-se.
Aula 9 - Voz e instrumento - um outro casamento
Para quem toca e canta, o     trabalho � dobrado e a aten��o dividida, mas � muito compensador, pela     independ�ncia e autonomia que nos d�.
No caso do piano ou teclado e voz � mais f�cil, n�o     s� pela posi��o, pois ficamos mais eretos e podemos prestar mais aten��o ao     diafragma e respira��o, mas pelo piano ser um instrumento mais completo e     n�o precisar adequar os tons, pela facilidade de qualquer acorde soar bem.
No caso do viol�o ou guitarra, � um namoro mais     dif�cil, mas muito prazeroso quando se entra num acordo entre o que quer a     voz e o que pode o instrumento. Tamb�m precisamos prestar mais aten��o �     postura, para n�o comprimir o diafragma.
H� quem cante e toque bateria, percuss�o, acordeon,     baixo, etc, mas o trabalho (e prazer) � sempre o mesmo: dividir a aten��o     entre a voz e o instrumento, da maneira mais harmoniosa poss�vel. Para     isso, s�o necess�rios estudo e treino, se poss�vel di�rios.
Voc� pode escolher entre se aprimorar no     instrumento, fazendo solos inclusive, ou s� se acompanhar com a parte     harm�nica e r�tmica, deixando a melodia para a voz.Tudo quest�o de escolha.
Bom, aqui termina o curso, espero que tenha sido     legal para voc�s, recebi muitos e-mails e respondi como pude, dentro das     minhas limita��es. Espero que voc�s aproveitem bem o material e procurem     outras fontes de informa��o, procurem professores, livros, v�deos, pois a     voz � um instrumento delicado e merece todo o cuidado.
VOLTAR
Hosted by www.Geocities.ws

1