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| O Monte das Oliveiras |
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O ascenso maravilhoso da Quinta Serpente de Luz, para dentro e para cima, pelo canal espinhal do corpo causal, deu-me, de fato, franco acesso aos mistérios iniciáticos do Quinto Grau da Sabedoria Venusta. Se escrevesse detalhadamente tudo aquilo que então aprendera nas trinta e três câmaras santas do mundo causal, é óbvio que encheria um imenso volume. Como homem causal, sentado com muita humildade, cruzei meus braços sobre o peito para assistir a cerimônia final... Desafortunadamente tinha o péssimo costume de cruzar os braços de forma tal que o esquerdo ficava sobre o direito... “Assim não deveis cruzar os braços”, disse-me um adepto do templo. E logo acrescentou: “O direito deve ir sobre o esquerdo.” Eu obedeci suas indicações. Tendes visto sarcófagos egípcios? Os braços dos defuntos cruzados sobre o peito ilustram estas afirmações. Qualquer crânio entre duas tíbias, ou ossos de morto, como sinal de perigo, diz o mesmo. Fazer a vontade do Pai, assim nos céus como na terra, morrer no Senhor, é o profundo significado de tal símbolo... O Grande Kabir Jesus, no monte da Oliveiras, orou assim: “Pai meu, se é possível, afasta de mim este cálice; mas não se faça a minha vontade, senão a tua”. “E, estando em agonia, orava mais intensamente. E foi seu suor como grandes gotas de sangue que caíam até a terra. E, quando se levantou da oração e veio a seus discípulos, achou-os dormindo de tristeza (com a Consciência adormecida). E lhes disse: “Por que dormis? (Por que tendes a Consciência adormecida?) Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação.” (Porque os adormecidos é claro que caem em tentação). Em verdade, em verdade vos digo que vossa Consciência deve permanecer sempre alerta e vigilante como o vigia em época de guerra. Escrito está: Antes que o galo (o Verbo) cante (ou se encarne em nós), negar-me-ás três vezes.” Quando o hierofante Patar, ou Pedro, se esqueceu de si mesmo, negou o Cristo Íntimo três vezes. Pedro, Petra ou Pedra, era o próprio hierofante, ou o intérprete, em fenício; e daqui a famosa frase evangélica: “Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei minha Igreja” (Nosso templo interior). Bunsen, em seu “Lugar del Egipto en la Historia Universal” (volume 5, página 90), comenta, por sua vez, a inscrição encontrada no sarcófago de uma grande rainha da décima primeira dinastia (2.250 anos antes de J.C.) e que só é transcrição do Livro dos Mortos (4.500 anos antes de J.C.), interpretado hieróglifos de Peter, patar, Revelação, Iniciação, etc., etc., etc. De modo algum se equivocaram jamais os velhos alquimistas medievais, quando descobriram a “petera” iniciática em nossos órgãos sexuais... Inquestionavelmente, derramar o vaso de Hermes, prostituir a pedra da verdade, equivale a negar o Cristo... Do todo incognoscível, ou zero radical, emana, ao começar uma manifestação ou universo, a mônada pitagórica, o Verbo, o Arquimago, ou hierofante, o Uno-Único, o Aunad-Ad budista, o Ain Soph, En Soph, ou Pneuma-Eikon caldaico, o Ruach Elohim ou Divino Espírito do Senhor, flutuando sobre as águas genesíacas, o Existente por si mesmo, Anupadaka ou Manu-Swayambu-Narayana ário. Esta, a mônada particular de cada um de nós, transforma-se na dúada mais excelsa: nossa Divina Mãe Kundalini particular, individual... Ele e Ela constituem realmente o Pai-Mãe gnóstico, o Zeru-Ana persa; o Protogonos Dual, ou Adam-Kadmon; o Theos-Chaos da teogonia de Hesíodo; o Ur-Anas, ou fogo e água, caldeu; o Osíris-Ísis egípcio; o Jah-Hovah, Jehovah ou Iod-Heve semita, etc., etc., etc. Roma, ao inverso, é amor. O sacramento da igreja do amor, ou Roma, é o Sahaja Maithuna (magia sexual). Devemos aprender a cumprir com este santo sacramento, vibrando no tom com o divino casal. Ele se deve converter na viva expressão do iod hebraico; ela deve ser viva manifestação de Heve. O Adam-Kadmon
cabalista, o Rha-Sephira, ou eterno masculino-feminino, conciliando-se
em perfeita harmonia, acima e abaixo, no infinitamente grande e no infinitamente
pequeno, constituem a nota culminante do monte da Oliveiras.
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