O
Segundo Grau da Iniciação Venusta, oitava superior da sua
correspondente Iniciação do Fogo, surgiu transcendente, como
resultado esotérico do ascenso milagroso da Segunda Serpente radiante
de Luz, para dentro e para cima, pelo canal medular espinhal do fundo vital
orgânico (Lingam Sarira).
Inusitado,
mágico encontro foi, certamente, aquele que tive que manter com
João no jardim das Hespérides, onde os rios de água
pura de vida mamam leite e mel…
Quero
referir-me, com grande solenidade, ao Batista, vivíssima reencarnação
de Elias, aquele colosso que viveu nas asperezas do monte Carmelo, tendo
por toda companhia a vizinhança das bestas ferozes e donde saía,
como raio, para afundar e levantar reis. Criatura sobre-humana, umas
vezes visível, outras invisível, a quem respeitava até
a própria morte.
Ostensivelmente,
o esotérico batismo divinal do Cristo João tem muito profundas
raízes arcaicas.
Não
é demais, neste parágrafo, recordar o batismo de Rama, o
Cristo iogue do Indostão.
“Quando
estiveram a meia “yodjana” da ribeira meridional do Sarayu, disse docemente
Visvamitra: “Rama! É conveniente que arrojes água sobre ti
mesmo, conforme os nossos ritos. Vou ensinar-te nossas saudações
para não perderes tempo. Primeiro, recebe estas duas ciências
maravilhosas: a potência e a ultrapotência. Elas impedirão
que a fadiga, a velhice, ou outro mal, nunca invada teus membros.”
Pronunciando
este discurso, Visvamitra, o homem das mortificações, iniciou
nas duas ciências a Rama, já purificado nas águas do
rio, de pé, a cabeça inclinada e as mãos juntas.”
(Isto é textual do Ramaiana e convida os bons cristões a
meditar).
O
fundamento diamantino batismal inquestionavelmente se encontra no Sahaja
Maithuna (magia sexual).
Plena
informação sobre sexo-ioga era urgente ao candidato, antes
de receber as águas batismais.
Rama
teve que ser previamente informado por Visvamitra antes de ser batizado.
Assim conheceu a ciência da potência e da ultrapotência.
Na
transmutação científica das águas espermáticas
do primeiro instante, encontra-se a chave do batismo.
O
sacramento batismal, em si mesmo, está cheio de uma profunda significação.
É de fato um compromisso sexual.
Batizar-se
equivale, de fato, firmar um pacto de magia sexual. Rama soube cumprir
com este terrível compromisso: Praticou o Sahaja Maithuna com sua
esposa sacerdotisa.
Rama
transmutou as águas seminais no vinho de luz do alquimista e, por
fim, encontrou a palavra perdida, e o Kundalini floresceu em seus lábios
fecundos feito Verbo. Então, pôde exclamar com todas
as forças de sua alma: “O Rei morreu! Viva o Rei!”
Na
presença do cristo João pude sentir, em toda a presença
do meu Ser Cósmico, a profunda significação do batismo.
Os
nazarenos eram conhecidos como batistas, sabeanos e cristãos de
São João. Sua crença era que o Messias não
era o filho de Deus; senão simplesmente um profeta que quis seguir
João.
Orígenes
(Volume II, pág. 150) observa que “existem alguns que dizem de João,
o Batista, que ele era o ungido (Christus).”
“Quando
as concepções metafísicas dos gnósticos, que
viam em Jesus o Logos e o ungido, começaram a ganhar terreno, os
primitivos cristãos separaram-se dos nazarenos, os quais acusavam
Jesus de perverter as doutrinas de João e de mudar por outro o batismo
no Jordão” (Codex Nazaraeus II, pág. 109).
Concluirei
este capítulo, enfatizando o seguinte: Quando a segunda Cobra de
Luz fez contato com o átomo do Pai, no campo magnético da
raiz do nariz, resplandeceu o Cristo-Sol sobre as águas da vida
e veio a cerimônia iniciática final.
Sejam
as bênçãos de Amenzano, com sua inalterabilidade, por
toda a eternidade. Amém!
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