Os Nove Graus da Maestria
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Capturar, apreender, captar de forma íntegra, unitotal,, a profunda significação dos nove mestres que foram em busca de Hiram e de seus assassinos é urgente, inadiável.

Inquestionavelmente, nenhum dos nove mestres foi pelas regiões do Norte; senão que, inteligentemente ordenados em três grupos de três, repartiram-se respectivamente para o Oriente, o Sul e o Ocidente.  Ostensivelmente foram estes últimos os que conseguiram descobrir a tumba e os assassinos.

Esta  simbólica peregrinação esotérica dos nove mestres refere-se, especificamente, em consequencia, à peregrinação individual que todo iniciado tem que efetuar na Segunda Montanha, passando por nove etapas ou graus sucessivos, totalmente enumerados e definidos nas nove esferas:

Lua, Mercúrio, Sol, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, e Netuno.

Podemos e até devemos emitir o seguinte enunciado: Somente mediante estas romarias íntimas, de esfera em esfera, estaremos em condições de vivificar e fazer ressurgir, em e dentro de cada um de nós, o mestre secreto, Hiram, Shiva, o esposo de nossa Divina Mãe Kundalini, o Arquimago, a mônada particular, individual, nosso Ser Real...

Uma coisa é ser mestre e outra, por certo muito diferente, alcançar a perfeição na maestria.

Qualquer esoterista que fabrique na forja dos Cíclopes o Tom Soma Heliakon, o traje de bodas da alma, por tal motivo se converte em Homem e, por conseguinte, em um mestre.  Entretanto perfeição na maestria é algo muito distinto.

O número nove, aplicado à retórica, nos põe em íntima relação mística com as nove musas eternas.

Não é demais, neste capítulo, citar cada uma destas deidades inefáveis do classicismo antigo:

1- Clio
2- Érato
3- Melpômene
4- Calíope
5- Euterpe
6- Tália
7- Urânia
8- Polímnia
9- Terpsícore

Vivências é algo muito importante, a fim de que nossos muito amados leitores possam compreender melhor a doutrina...

Escutai-me: Certa noite, não importa agora a data, nem o dia, nem a hora, esplendidamente ataviado com o traje de bodas da alma, saí à vontade do corpo físico...

Experimentando em toda a presença de meu Ser cósmico certa deliciosa voluptuasidade espiritual, flutuei com inteira suavidade na aura do universo. 

Em suprema bem-aventurança tive que pousar meus pés, como se fosse uma ave celestial, sobre o limo da terra, sob a verde folhagem de uma árvore taciturna...

Em boa hora clamei, então, com grande voz, invocando os adeptos da Fraternidade Oculta...

Inquestionavelmente fui assistido...

Os irmãos me conduziram amavelmente até o templo maravilhoso das paredes transparentes...

O Mahatma permanecia sentado ante sua escrivaninha como se estivesse atendendo a muitas pessoas...

- Quero saber – disse – o que é que me faz falta...

O venerável, tirando dentre uma das gavetas da escrivaninha certo livro secreto, consultou suas páginas e logo respondeu:
 

- Ao senhor lhe fazem falta cinqüenta e oito (58) minutos.  Tem que apresentar aqui trinta e seis (36) bolívares de vinte e três (23) quilos cada um.  E as oito (8) iniciações recebidas devem ser qualificadas.

- Obrigado, venerável mestre! Posteriormente me retirei do templo com infinita humildade e veneração.

Análise cabalística desta questão:

58 minutos: 5 mais 8 igual a 13.  Este arcano significa a morte de todos os elementos subjetivos que constituem o eu.

36 bolívares: 3 mais 6 igual a 9.  Romper cadeias e grilhões nos mundos submersos dos nove planetas citados neste capítulo...Trabalho muito intenso na frágua acesa de Vulcano...

23 quilos: 2 mais 3 igual a 5.  Os trabalhos de liberação deverão ser perfeitos, sob os esplendores da flamígera estrela de cinco pontas...

(Não é demais recordar, oportunamente, o Rishi Baha-Deva e seus 23 profetas).

Qualificação: Antes da ressurreição autêntica, cada uma das oito iniciações deve ser qualificada.  Isto se processa em oito anos, durante os quais temos que experimentar o livro do patriarca Jó em todo o seu cru realismo.

Enfatizamos solenemente o seguinte enunciado: “Jamais se poderiam qualificar as oito iniciações num tempo menor ao já indicado de oito anos...”

Obviamente, a cada uma das oito corresponde um ano.  Como corolário, resultam oito anos para as oito iniciações...

Esclareço: O já mencionado tempo exclusivamente corresponde ao epílogo de toda uma série mística de profundos trabalhos esotéricos, realizados em todos e cada um dos nove planetas antes citados.

Indubitavelmente, tais trabalhos processam-se em tempos diferentes e soem, na verdade, ser demasiado delicados.

É ostensível que todo aquele que ingressa na Segunda Montanha não recebe, por tal motivo, mais graus nem iniciações.

A perfeição na maestria somente advém com a ressurreição esotérica transcendental...

A plena manifestação da mônada dentro do Mestre Ressurrecto confere-lhe extraordinários poderes mágicos...

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Samael Aun Weor

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