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| A Meditação |
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| Flanqueado
de muralhas intelectuais, enfastiado de tantas teorias tão complicadas
e difíceis, revolvi viajar até as costas tropicais do mar
do Caribe…
La longe ,sentado como um eremita dos tempos idos, sob a sombra taciturna de uma árvore solitária, resolvi dar a sepultura , a todo esse séquito difícil do vão racionalismo… Com a mente em branco, partindo do zero radical, sumindo em meditação profunda, busquei, dentro de mim mesmo, o mestre secreto… Sem rodeios confesso, e com inteira sinceridade, que eu tomei muito a serio aquela frase do testamento da sabedoria que diz textualmente: “Antes que a falsa aurora amanhecesse sobre a Terra, aqueles que sobreviveram ao furacão e á tormenta louvaram ao Intimo e a eles apareceram os heraldos da aurora. Obviamente buscava o Íntimo, adorava-o no segredo da meditação, rendia-lhe culto… Sabia que, dentro de mim mesmo, nos ignotos recônditos de minha alma, o acharia. E os resultados não se fizeram esperar muito tempo… Mais tarde, no tempo , tive de me afastar da arenosa praia para me refugiar em outras terra e em outros lugares… Entretanto,
aonde quer que fosse, continuava com minhas práticas de meditação.
Deitado em meu leito ou no duro piso, colocava-me na forma de estrela flamígera
(pernas e braços abertos à direita e à esquerda
),com o
Cerrava meus olhos para que nada do mundo me pudesse distrair. Depois, embriagava-me com o vinho da meditação na taça da perfeita concentração. Inquestionavelmente, conforme intensificava minhas práticas, sentia que realmente me aproximava do Intimo… As vaidades do mundo não me interessavam. Bem sabia que todas as coisas deste vale de lágrimas são perecedoras… O Íntimo e suas respostas instantâneas e secretas era o único que realmente me interessava. Existem festivais cósmicos extraordinários que jamais podem ser olvidados; isto o sabem muito bem os divinos e os humanos… Nos momentos em que escrevo estas linhas, vem à minha memória o grato amanhecer de um venturoso dia… Do jardim interior de minha morada, fora do corpo planetário, prostrado humildemente, clamando com grande voz, chamei o Íntimo… O Bendito transpassou o umbral de minha mansão. Eu o vi vir até mim com passo triunfal… Vestido com zefir precioso e branca túnica inefável, veio a mim o Adorável! Contemplei-o ditoso!… Em sua cabeça celestial luzia, esplêndida, a coroa dos hierofantes. Todo seu corpo era feito de natureza, de felicidade… Em sua destra resplandeciam, preciosas, todas essas gemas valiosas das quais fala o Apocalipse de São João… Empunhava o Senhor, com grande firmeza, a vara de Mercúrio, o cetro dos reis, o bastão dos patriarcas… Tomando-me em seus braços, cantou o Venerável com voz de paraíso, dizendo coisas que aos seres terrenos não lhes é dado compreender… O Senhor de Perfeições levou-me, então ao planeta Vênus, muito longe das amarguras deste mundo… Assim
foi como me aproximei do Íntimo pelo caminho secreto da meditação
interior profunda. Agora falo porquê…
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