MENSAJEDE NAVIDAD 1971
ELMISTERIO DEL AUREO FLORECER

SAMAELA UNWEOR
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É inquestionável que os ovários emitem um óvulo a cada vinte e oito dias que é recolhido numa das trompas de falópio e conduzido, sabiamente, ao útero dos prodígios, onde deve encontrar-se com o gérmen masculino (zoosperma), se é que uma nova vida há de começar.

O Sahaja-Maithuna, o Sexo-Ioga , com todas as suas asanas tântricas e seu famoso Coitus Reservatus, se que bem limita a quantidade de fecundações, não é, de modo algum, óbice para algumas concepções.

Qualquer zoosperma maduro pode escapar, durante o Sahaja Maithuna, para realizar a fecundação.

Resulta interessante que dos seis ou sete milhões de zoospermas que qualquer profano comum e corrente perde num coito, tão só um afortunado espermatozóide logrará penetrar no óvulo.

É ostensível que o zoosperma fecundante capaz de entrar no óvulo possui uma força maior.

Não está demais enfatizar a idéia de que a dinâmica do zoosperma fecundante deve-se à Essência que regressa para reincorporar-se.

Resulta, pois, manifestadamente absurdo derramar o Vaso de Hermes, perder vários milhões de zoospermas, quando, na realidade, só é necessário um espermatozóide fecundante.

Os gnósticos criamos com o poder de Kriyashakti, o poder da vontade e da Ioga. Jamais, na vida, derramamos o Vao do Mercúrio Sófico.

Não há na vida força mais impelente na sua expressão que o esforço que fazem os germes masculino e feminino, para se encontrar.

O útero é o órgão sexual feminino em que se desenvolve o feto, o vestíbulo deste mundo onde a criatura se prepara para o seu advento.

Foi-nos dito, com grande acerto, que é possível escolher e determinar, voluntariamente, o sexo da criatura; isto e possível quando a lei do carma o permite.

Na imaginação de todo homem existe sempre o protótipo vivente de uma beleza ideal feminina...

Na imaginação de toda mulher não deixa sempre de existir algum príncipe azul; isso está já demonstrado...

Se, no instante do coito, predomina o anelo masculino, o fruto do amor será fêmea...

Se, no momento preciso da cópula, ressalta o anelo feminino, a criatura será macho...

Baseados neste princípio, podemos formular assim: se ambos, Adão-Eva, se põem de acordo para criar, é óbvio que podem determinar, voluntariamente, o sexo da criatura.

Se, no instante transcedente da cópula química, marido e mulher, em mútuo acordo psicológico, anelarem, de verdade, um filho varão, o resultado manifesto seria um menino.

Se, no momento maravilhoso do coito metafísico, ele e ela quiserem, ardentemente, uma filha, o resultado seria menina.

Escrito está, com carvões acesos nas páginas do Livro da Vida, que toda concepção se realiza sob as influências cósmicas da Lua em Câncer.

A morte e a concepção encontram-se intimamente relacionadas. Os extremos se tocam. A senda da vida é formada pelas marcas dos cascos do cavalo da morte.

Os últimos instantes do agonizante acham-se associados às delícias eróticas dos casais que se amam...

No último segundo da vida, no momento preciso em que exalamos o final alento, transmitimos, ao futuro organismo que nos aguarda além do tempo e da distância, certo desenho cósmico particular que vem a cristalizar-se no óvulo fecundado...

É por meio do cordão de prata - o famoso Antakarana - que ficamos conectados com o zoospermma fecundante.

Não é demais afirmar que a Essência só vem a penetrar no corpo físico, no instante em que fazemos nossa primeira inalação.

 



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