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O descenso à
Nona Esfera (o sexo) foi, desde os antigos tempos, a prova máxima
para a suprema dignidade do Hierofante; Hermes, Buda, Jesus, Dante, Zoroastro,
Quetzalcoatl, etc., etc., etc., tiveram que passar por essa terrível
prova.
Ali baixa Marte,
para retemperar a espada e conquistar o coração de Vênus;
Hércules, para limpar os estábulos de Áugias e Perseu,
para cortar a cabeça da Medusa com sua espada flamígera...
O círculo
perfeito com o ponto mágico no centro, símbolo sideral e
hermético do astro-rei e do princípio substancial da vida,
da luz e da Consciência Cósmica, é, fora de toda dúvida
um emblema sexual maravilhoso.
Tal símbolo
expressa, claramente, os princípios masculino e feminino da Nona
Esfera.
É inquestionável
que o princípio ativo de irradiação e penetração
se complementa, no Nono Círculo Dantesco, com o princípio
passivo de recepção e absorção.
A serpente bíblica
nos apresenta a imagem do Logos Criador, ou força sexual, que começa
sua manifestação desde o estado de potencial latente.
O Fogo Serpentino,
a Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes dorme enroscada
três vezes e meia, dentro do chacra Muladhara, situado no osso coccígeo.
Se reflexionamos,
muito seriamente, nessa íntima relação existente entre
o S e o Tau, cruz ou T, chegamos à conclusão lógica
de que, só mediante o Sahaja Maithuna (Magia Sexual), pode-se despertar
a Cobra Criadora.
A Chave, o Segredo
o tenho publicado em quase todos os meus livros anteriores e consiste em
não derramar, jamais na vida, o Vaso de Hermes ( o Ens Seminis),
durante o transe sexual.
Conexão
do Lingam-Yoni (falo-útero) sem ejacular nunca esse vidro líquido,
flexível, maleável (o Ens Seminis), porque nessa supra dita
substância que os fornicários derramam miseravelmente, encontra-se,
em estado latente, todo o Ens Virtutis do Fogo.
OM, obediente
à Deusa que lança uma serpente adormecida no Swayambhulingam
e, maravilhosamente ornada, desfruta do amado e de outras belezas. Acha-se
presa pelo vinho e irradia com milhões de raios. Será despertada,
durante a Magia Sexual, pelo Ar e pelo Fogo, com os mantrans YAM e DRAM
e pelo mantram HUM (o H soa aspirado como no inglês, ou como o J
espanhol).
Cantai estes
mantrans nesses preciosos instantes em que o falo esteja metido dentro
do útero; assim despertará a Serpente Ígnea de Nossos
Mágicos Poderes.
I.A.O é
o mantram básico fundamental do Sahaja Maithuna; entoai cada letra
em separado, prolongando seu som, quando estejais trabalhando no laboratorium-oratorium
do Terceiro Logos (em plena cópula metafísica).
A transmutação
sexual do Ens Seminis em energia criadora é um legítimo axioma
da sabedoria hermética.
A bipolarização
desse tipo de energia cósmica, dentro do organismo humano, foi,
desde os antigos tempos, analisada muito cuidadosamente nos colégios
iniciáticos do Egito, México, Grécia, Índia,
Pérsia, etc.
O ascenso milagroso
da energia seminal até o cérebro faz-se possível graças
a certo par de cordões nervosos que, em forma de oito, desenvolve-se
explendidamente, à direita e à esquerda da espinha dorsal.
Chegamos, pois,
ao Caduceu de Mercúrio, com as asas do Espírito maravilhosamente
abertas...
O mencionado
par de cordões nervosos jamais poderia ser encontrado com o bisturi;
estes dois fios são bem mais de natureza etérica, tetradimensional.
Não há
dúvida de que estas são as duas Testemunhas do Apocalipse
de São João, as duas Olivas e os dois Candelabros que estão
diante do Deus da Terra.
No país
sagrado dos Vedas, este par de nervos é, classicamente, conhecido
com os nomes sânscritos de Idá e Pingalá; o primeiro
se relaciona com a fossa nasal esquerda e o segundo, com a direita.
É obvio
que o primeiro destes dois "nádis" é de natureza lunar; é
ostensível que o segundo é de tipo solar.
A muitos estudantes
gnósticos pode surpreender um pouco quem sendo Idá de natureza
fria e lunar, tenha suas raízes no testículo direito.
A muitos discípulos
do nosso Movimento Gnóstico Internacional poderá cair como
algo insólito e inusitado a notícia de que, sendo Pingalá
de tipo exclusivamente solar, parta, realmente, do testículo esquerdo.
Entretanto,
não devemos surpeender-nos, porque, tudo na natureza se baseia na
lei das polaridades.
O testículo
direito encontra seu pólo oposto, precisamente, na fossa nazal esquerda.
O testículo
esquerdo acha seu antipolo perfeito na fossa nasal direita.
A fisiologia
esotérico-gnóstica ensina que, no sexo feminino, as duas
Testemunhas partem dos ovários.
É indubitável
que, nas mulheres, a ordem deste par de Olivas do Templo se inverte harmoniosamente.
Velhas tradições
que surgem, como por encanto, da noite profunda de todas as idades, dizem
que, quando os átomos solares e lunares do sistema seminal fazem
contato no "tribeni", próximo do osso coccígeo, então,
por indução elétrica, desperta uma terceira força
de tipo mágico; quero referir-me ao Kundalini, o fogo místico
do Arhat gnóstico, mediante o qual podemos reduzir a poeira cósmica
o ego animal.
Escrito está,
nos velhos textos da sabedoria antiga, que o orifício inferior do
canal medular, nas pessoas comuns e correntes, encontra-se hermeticamente
fechado; os vapores seminais o abrem, para que a Cobra Sagrada penetre
por ali.
Ao longo do
canal medular, processa-se um jogo maravilhoso de variados canais que se
penetram e se compenetram mutuamente, sem se confundir, porque estão
situados em distintas dimensões.
Não é
demais recordar o glorioso Sushumna e o famoso Chitra, e o Centralis e
o Brahmanadi; é inquestionável que por este último
ascende o fogo flamígero.
Em se tratando
da verdade, devemos ser muito francos; certamente é uma espantosa
mentira atrever-se a dizer que, depois de haver encarnado o Jivatma (o
Ser) no coração, a Serpente Sagrada empreenda a viagem de
retorno até ficar, novamente, encerrada no chacra Muladhara.
É uma
horrível falsidade afirmar, ante Deus e ante os homens, que a Serpente
Ígnea de Nossos Mágicos Poderes, depois de haver gozado sua
união com Paramashiva, separe-se cruelmente, iniciando a viagem
de retorno para o centro coccígeo.
Tal regresso
fatal, tal descenso até o Muladhara só é possível,
quando o Iniciado, em pleno coito, derrama o sêmen; então
perde a espada flamígera e cai fulminado ao absimo, sob o raio terrível
da Justiça Cósmica.
O ascenso do
Kundalini, ao longo do canal medular, realiza-se muito lentamente, de acordo
com os méritos do coração. Os fogos do cárdias
controlam o desenvolvimento milagroso da Serpente Sagrada.
Devi Kundalini
não é algo mecânico, como muitos supõem; a Serpente
Ígnea só desperta com o amor autêntico entre esposo
e esposa; nunca subiria pelo canal medular dos adúlteros.
Em um passado
capítulo deste livro, algo dissemos sobre os três tipos sedutores:
Don Juan Tenório, Casanova e Diabo.
É óbvio
que o terceiro destes resulte, certamente, o mais perigoso; não
devemos, pois, estranhar que esta classe de sujeitos -tipo Diabo- com o
pretexto de praticar o Sahaja Maithuna, seduzam muitas ingênuas damas.
É bom
saber que, quando Hadit, a Serpente Alada de Luz, desperta, para iniciar
sua marcha ao longo do canal medular espinhal, emite um som misterioso,
muito similar ao de qualquer víbora que é cutucada com um
pau.
O tipo Diabo,
esse que seduz aqui, lá e acolá, com o pretexto de trabalhar
na Nona Esfera, esse que abandona sua esposa, porque diz que já
não serve para o trabalho na Frágua Acesa de Vulcano, em
vez de despertar o Kundalini, despertará o abominável órgão
Kundartiguador.
Certo iniciado,
cujo nome não menciono neste tratado, comete o erro de atribuir
ao Kundalini as sinistras qualidades do abominável órgão
Kundartiguador.
É ostensível
que tal erro está causando danos muito graves entre os círculos
pseudo-esotéricos e pseudo-ocultistas.
É urgente,
inadiável compreender que, de modo algum, é possível
eliminar todos esses eus pendenciadores e gritalhões que levamos
dentro, se não apelamos ao auxílio da Kundalini.
Aquele iniciado
que cometeu o delito de pronunciar-se, em malfadada hora, contra o Kundalini,
é óbvio que será devidamente castigado pelos Juízes
da Lei da Katância (quero referir-me aos Juízes do Karma Superior,
ante os quais comparecem os Mestres da Loja Branca).
Em nome Disso
que não tem nome, digo: O Kundalini é a Dúada Mística,
Deus-Mãe, Ísis, Maria, ou, melhor dizendo, RAM-IO, Adônia,
Insoberta, Rea, Cibeles, Tonantzin, etc., o desdobramento transcendental
de toda mônada divinal, no fundo profundo de nosso Ser.
Analisando raízes,
esclareço: a palavra Kundalini vem de dois termos: Kunda e Lini
KUNDA nos recorda
o abominável órgão Kundartiguador.
LINI, palavra
atlante que significa fim.
KUNDA-LINI:
fim do abominável órgão Kundartiguador.
É óbvio
que, com o ascenso da Flama Sagrada pelo canal medular, chega a seu fim
o órgão das abominações, conclui a força
foática cega.
Tal Fohat negativo
é o agente sinistro em nosso organismo, mediante o qual, o ideoplástico
se converte nessa série de eus que personificam nossos defeitos
psicológicos.
Quando o Fogo
se projeta para baixo, desde o chacra coccígeo, aparece a cauda
de satã, o abominável órgão Kundartiguador.
O poder hipnótico
do órgão dos conciliábulos tem, pois, adormecidas
e embrutecidas as multidões humanas.
Aqueles que
cometem o crime de praticar o tantrismo negro (Magia Sexual com ejaculação
seminal), é ostensível que despertam e desenvolvem órgão
de todas as fatalidades.
Aqueles que
atraiçoam o Guru, ou Mestre, ainda que pratiquem tantrismo branco
(sem ejaçulação seminal), é óbvio que
porão em atividade o órgão de todas as maldades.
Tal poder sinistro
abre as sete portas do baixo ventre (os sete chacras infernais) e nos converte
em demônios terrivelmente perversos.
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